A morte da detenta Izabelly Cristina de Campos Chaves, de 29 anos, levanta questionamentos e será investigada pela Polícia Civil
Na noite deste domingo (23), uma tragédia foi registrada no presídio de Presidente Olegário, em Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) confirmou o óbito da detenta Izabelly Cristina de Campos Chaves, ocorrido por volta das 23h.
Segundo informações divulgadas, agentes penitenciários foram acionados por colegas de cela de Izabelly, que a encontraram com tiras de lençol amarradas ao pescoço e à grade da cela. As próprias detentas, ao perceberem a situação, tentaram socorrê-la, arrebentando a corda improvisada, mas já era tarde demais.
A equipe do Pronto-Socorro Municipal foi imediatamente chamada, porém, ao chegarem ao local, apenas puderam constatar o óbito da detenta. A Sejusp afirmou que todas as providências administrativas necessárias foram tomadas pela direção da unidade prisional.
A direção do presídio abriu um procedimento de investigação interna para esclarecer as circunstâncias da morte de Izabelly. Além disso, a Polícia Civil também será responsável por conduzir as investigações para determinar se houve algum tipo de negligência ou mesmo um possível crime.
Morte sob investigação
A morte de detentos dentro de unidades prisionais sempre gera debates e levanta questionamentos sobre as condições de segurança e monitoramento. O caso de Izabelly não é diferente. Estava ela sob risco? Havia sinais de que poderia atentar contra a própria vida? Outras detentas ou agentes prisionais perceberam comportamentos preocupantes antes do ocorrido?
Essas são perguntas que a investigação deverá responder. A Sejusp destacou que a direção da unidade prisional irá colaborar com as autoridades para elucidar todos os fatos.
Histórico de Izabelly
Izabelly Cristina de Campos Chaves estava no presídio desde dezembro de 2024. As razões para sua prisão não foram divulgadas oficialmente, mas seu histórico criminal também deverá ser considerado na investigação para entender se havia conflitos internos ou ameaças dentro da unidade prisional.
A morte de detentos sob custódia do Estado é uma questão delicada, que exige total transparência por parte das instituições responsáveis. A família de Izabelly também deverá ser ouvida, assim como as demais presas que dividiam cela com ela.
Segurança nas prisões em debate
Este caso reacende a discussão sobre a segurança e as condições das unidades prisionais no Brasil. Episódios como esse não são isolados e demonstram a necessidade de políticas mais eficazes de prevenção, monitoramento e suporte psicológico dentro do sistema prisional.
A Polícia Civil segue com as investigações, e a sociedade aguarda respostas. O que de fato aconteceu naquela cela? Há responsabilidade de terceiros? A verdade precisa ser esclarecida para que medidas sejam tomadas e situações como essa sejam evitadas no futuro.