Mulher presa por sequestro de recém-nascido forjou gravidez para manter relacionamento

Em um desdobramento chocante do caso de sequestro do recém-nascido Ravi, foi revelado que Cauane Malaquias Costa, a mulher de 19 anos presa pelo crime, havia mentido sobre estar grávida para manter um relacionamento com um homem casado.

Segundo relatos da tia de Cauane, que preferiu não se identificar, a jovem mantinha um caso extraconjugal há cinco anos com um homem casado e, para não perder o relacionamento, inventou uma gravidez. Meses após a mentira, Cauane apareceu com o bebê, alegando ser filho do homem.

Familiares também relataram que Cauane tem problemas psicológicos e já teria histórico de furtar objetos. No hospital, momentos antes do sequestro, ela alegou ser acompanhante de uma gestante em um quarto que, na verdade, estava vazio.

O Major Andrade, da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), detalhou a prisão de Cauane, mencionando que ela estava grávida e teria perdido um bebê recentemente. Há indícios de que ela foi à maternidade com a intenção de sequestrar um bebê.

Amigos de Cauane nas redes sociais relataram que ela contava mentiras sobre a gravidez na comunidade onde morava. Em uma ocasião, chegou a dizer que a criança estaria “escondida na costela” para justificar a ausência de barriga.

O crime ocorreu na Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro do Rio, na madrugada desta quarta-feira (1°). Ravi foi sequestrado enquanto sua mãe, Nívea Maria, e a avó dormiam. Após buscas, Cauane foi presa e Ravi levado de volta para a maternidade.

Este caso perturbador destaca as complexidades emocionais e psicológicas que podem levar a atos desesperados, e ressalta a importância da segurança e vigilância em instituições de saúde.