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Loja do Carrefour é invadida e destruída nos Jardins, em São Paulo

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SÃO PAULO – A Marcha da Consciência Negra, puxada neste ano pela morte de João Alberto Freitas por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre, acabou em depredação de uma unidade do hipermercado no bairro dos Jardins, em São Paulo, na noite desta sexta-feira.

Após um início pacífico, alguns manifestantes atiraram objetos e destruíram vidraças da fachada da loja na Rua Pamplona, uma das áreas mais nobres da cidade. Também invadiram o local, quebraram produtos e chegaram a atear fogo no interior do supermercado, depois controlado.

Carros que estavam no estacionando também foram depredados. Clientes que realizavam compras no momento do protesto tiveram de se refugiar no fundo do estabelecimento.

As imagens da agressão contra o homem em Porto Alegre:

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi brutalmente espancado até a morte por dois seguranças na saída de um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Vídeos que circulam em redes sociais mostram ele sendo agarrado pelas costas por um segurança e agredido por outro com diversos socos na cabeça.
João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi brutalmente espancado até a morte por dois seguranças na saída de um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Vídeos que circulam em redes sociais mostram ele sendo agarrado pelas costas por um segurança e agredido por outro com diversos socos na cabeça.

Depois do pedido dos organizadores para os manifestantes interromperem a depredação do supermercado, a manifestação foi encerrada. A Tropa de Choque chegou quando a multidão dispersava.

A manifestação teve início na Avenida Paulista, em frente ao Masp, e tinha por objetivo protestar contra a morte de Freitas e pedir justiça racial no país. O ato foi organizado pela Movimento Negro Unificado (MNU), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) e outros coletivos do movimento negro.

Além de lideranças do movimento negro, discursaram vários parlamentares, como a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), a vereadora recém-eleita Erika Hilton (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB), candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo.

Após os discursos, os ativistas iniciaram uma marcha até uma loja do Carrefour. A unidade foi escolhida por, segundo os organizadores, ser a maior da região e estar localizada em um bairro de classe alta, instalada em um shopping chamado Jardim Pamplona.

Fonte: O Globo

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