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Operação mira empresa de transportes que lava dinheiro de contrabando de cigarros

Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro realiza operação para cumprir mandados de busca e apreensão no Rio e em São Paulo

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Uma organização criminosa que explora o contratando de cigarros paraguaios é alvo de uma operação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), nesta terça-feira. Os policiais cumprem, desde as primeiras horas da manhã, 12 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio e em São Paulo. De acordo com as investigações da Operação Nicot, os suspeitos dissimulavam os lucros ilegais em uma empresa de prestação de serviço de mudanças residenciais, e chegaram a movimentar quase R$ 10 milhões nos últimos anos.

De acordo com o relatório da especializada, ao qual O DIA teve acesso com exclusividade, os agentes descobriram a transação ilegal de lavagem de dinheiro da Ganzo Transportes LTDA, após uma prisão em flagrante da Polícia Militar, em dezembro de 2017, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, quando os militares apreenderam um caminhão e uma Fiorino, com uma grande quantidade de cigarros contrabandeados.

Na ocasião, o investigado Agnaldo Donizeti Barbosa se apresentou aos PMs e disse que estava fazendo uma mudança, quando foi abordado por criminosos na Via Dutra. Entretanto, essa versão foi desmentida após a quebra do sigilo de dados telemáticos, autorizada pela justiça.

A Polícia Civil descobriu que, na verdade, Agnaldo estava na Estrada Rio-São Paulo, na altura de Seropédica, no mesmo momento em que disse que foi abordado pelos criminosos. Ele é apontado como uma das peças da engrenagem da organização criminosa.

Dois homens identificados como Cícero Augusto da Silva e Maxwell, que também estavam no local da apreensão da PM, disseram inicialmente que foram abordados, às 5h, na rua por criminosos que obrigaram a ir até o local para descarregar o caminhão. Mas com a análise dos celulares dos envolvidos, que também são investigados, os policiais viram que naquele mesmo horário eles fizeram dois telefonemas para a filha do advogado da empresa de fachada.

 

Empresa de fachada para esquema de lavagem de dinheiro

As investigações apontaram que Agnaldo era motorista da empresa paulista de serviços de frete, que era usada como fachada para ocultar os valores provenientes diretamente do contrabando de cigarros. No endereço da sede da empresa, inclusive, haveria apenas uma casa residencial, sem nenhum indício de que no local funcione uma transportadora.

De acordo com a Dcoc-LD, Ganzo Transportes pertence aos investigados Anderson Silva Ganz e Mauro Ganz. Os policiais descobriram que através de e-mails, eles enviavam mensalmente para a contadora da empresa, Clarissa de Oliveira Jorge, planilhas com o faturamento mensal e uma lista de documentos que seriam usados para ela forjar contratos de prestações de serviços, em nome de pessoas que sequer conheciam a empresa.

“Percebe-se a existência da conduta de dissimulação da origem dos proventos da empresa Ganzo Transportes, uma vez que foram aludidos prestação de serviços de mudanças que na verdade nunca ocorreram. Tais faturamentos estariam atrelados ao contratando de cigarros”, diz o relatório da especializada.

Os agentes apuraram ainda que, para tentar ludibriar as investigações, Anderson e Mauro trocaram o nome da empresa diversas vezes.

Os policiais investigam os crimes de organização criminosa, receptação qualificada, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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