.O impacto das mudanças do consumo alimentar na Obesidade

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.O impacto das mudanças do consumo alimentar na Obesidade
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.
A obesidade leva à outras doenças crônicas não transmissíveis como a hipertensão, diabetes, esteatose hepática não alcoólica (“gordura no fígado”), alguns tipos de câncer, entre outras.
No Brasil, em 2017, dados do Sistema de Vigilânicia de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) indicaram , em adultos, a prevalência de excesso de peso em 54% da população, obesidade em 18,9%, diabetes em 7,6% e hipertensão em 24,3%. Esses números vêm aumentando quando comparados às pesquisas anteriores.
Entre outros fatores, esse cenário tem sido intensificado por mudanças como a gradual redução do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, base do hábito alimentar tradicional brasileiro, à custa do aumento da oferta e do acesso a alimentos ultraprocessados.
A seguir, alguns alimentos in natura ou minimamente processados: legumes, frutas, verduras, arroz (branco, integral ou parboilizado), milho em grão ou espiga, feijão de todos os tipos, lentilha, grão de bico ou outras leguminosas, frutas secas, castanhas, nozes, amendoins ou outras oleaginosas sem sal ou açúcar, cravo, canela, especiarias em geral, ervas frescas ou secas, farinhas de milho, trigo ou mandioca, carnes de gado, de porco, de aves e pescados frescos, resfriados ou congelados, sem temperos, leite pasteurizado, UHT ou em pó, iogurtes naturais, sem adição de açúcar, ovos, chás, café e água.
Nas últimas décadas, os sistemas alimentares enfrentaram modificações em razão dos avanços no processamento de alimentos e desenvolvimento das tecnologias, o que possibilitou mais disponibilidade , com consequente acesso a aquisição de alimentos ultraprocessados.
Os alimentos ultraprocessados apresentam substâncias derivadas de alimentos e aditivos, que apresentam pouco ou nada dos alimentos in natura. Eles, além da adição de sal, açúcares e óleos, que são utilizadas nos alimentos processados, são incluídas outras fontes de energia e nutrientes, não utilizadas comumente em preparações culinárias (ex: óleos hidrogenados, proteínas hidrolisadas, isolado de proteína de soja, maltodextrina).
Segue exemplo de alimentos ultraprocessados: vários tipos de biscoitos, sorvetes, balas e guloseimas em geral; cereais açucarados consumidos no café da manhã; barras de cereais, produtos instantâneos (sopas e macarrão); salgadinhos industrializados; refrescos em pó; refrigerantes; bebidas lácteas e iogurtes adoçados e aromatizados; bebidas energéticas; salsichas e outros embutidos (salames, presunto, peito de peru, blanquet, mortadela)
As mudanças apontam a necessidade de avaliação rigorosa do efeito das diversas formas de processamento de alimentos nos sistemas e hábitos alimentares, bem como na saúde e bem estar da população. Para isso, em 2014, foi lançado o Novo Guia Alimentar para a População Brasileira, no qual são apresentadas uma série de informaçõe e recomendações sobre o consumo de alimentos, refeições e práticas alimentares. No próximo texto estrei descrevendo sobre as recomendações deste guia.
Patrícia Santanna – Nutricionista
CRN 05100214
Refererência: Motta VWL, Melo VP. Processamento de alimentos e impacto do consumo de ultraprocessados para a saúd.e. In: Associação Brasileira de Nutrição; Hordonho AAC, CoppiniLZ, Fidelix MSP, organizadoras. PRONUTRIPrograma de Atualização em Nutrição Clínica: Ciclo 8. Porto Alegre:Artmed Panameriacana; 2019.p. 117-46.

 

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