O QUE ELES MERECEM? ESSE É O CASAL QUE ASFIXIOU, MATOU E ENTERROU O FILHO RECÉM NASCIDO NO QUINTAL DE CASA NO RIO

 

O assassinato de um bebê recém-nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, causou forte comoção e revolta. A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou um casal pela morte da própria criança, encontrada enterrada no quintal da residência da família. O caso ganhou novos desdobramentos após os dois confessarem, em depoimento gravado em vídeo, como o crime aconteceu.

De acordo com as investigações, o parto ocorreu dentro da casa onde o casal morava. Após o nascimento, o bebê não recebeu qualquer atendimento médico. Durante o depoimento, a mulher afirmou que não desejava a gravidez nem queria ficar com a criança. Segundo o relato prestado aos investigadores, ela teria manifestado essa intenção antes mesmo do parto.

O homem também prestou depoimento e admitiu participação direta no crime. Conforme sua confissão, ele estrangulou o recém-nascido logo após o nascimento. Em seguida, o corpo da criança foi enterrado no quintal da residência, numa tentativa de ocultar o homicídio.

A investigação aponta que o casal agiu em conjunto e que ambos tiveram participação fundamental na morte e na ocultação do corpo. As declarações prestadas pelos suspeitos, somadas às provas reunidas pela Polícia Civil, reforçaram o entendimento de que houve planejamento e consciência dos atos praticados.

Após a descoberta do caso, equipes policiais realizaram diligências no imóvel e localizaram o corpo do bebê enterrado no terreno da casa. A perícia foi acionada para realizar os exames necessários, que passaram a integrar o conjunto de provas do inquérito.

A mulher permanece internada sob custódia no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Ela recebe atendimento médico em razão do parto recente, mas segue à disposição da Justiça. Já o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece preso preventivamente.

Os dois foram indiciados por homicídio duplamente qualificado. Entre as qualificadoras consideradas pela investigação estão a impossibilidade de defesa da vítima, um recém-nascido completamente incapaz de reagir, além das circunstâncias em que o crime foi praticado. O Ministério Público deverá analisar o inquérito para decidir sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.

O caso gerou intensa repercussão nas redes sociais e provocou manifestações de indignação diante da violência praticada contra uma criança que acabara de nascer. Especialistas destacam que situações envolvendo gravidez indesejada e dificuldades emocionais exigem acompanhamento e acesso à rede de saúde e assistência social. No entanto, reforçam que essas circunstâncias não justificam crimes dessa natureza.

Com o indiciamento concluído, o processo segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário. Se condenados, os acusados poderão cumprir uma longa pena de prisão, conforme prevê a legislação brasileira para crimes de homicídio qualificado. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades até a conclusão de todas as etapas judiciais.