O senador Romário estará nos Estados Unidos durante a cobertura da Copa do Mundo de 2026, mas continuará exercendo oficialmente seu mandato no Senado Federal brasileiro. Mesmo atuando como comentarista esportivo da CazéTV, o parlamentar seguirá recebendo normalmente seu salário mensal de mais de R$ 46 mil, situação que rapidamente chamou atenção nas redes sociais e abriu debate sobre o funcionamento do regime de trabalho dos parlamentares.
De acordo com informações que circulam nos bastidores de Brasília, a permanência de Romário no cargo durante o período da competição é possível porque o Senado pode operar em regime semipresencial, permitindo que parlamentares participem de votações e atividades legislativas de forma remota, mesmo estando fora do país. Dessa maneira, o ex-jogador e atual senador não precisaria se afastar oficialmente do mandato para cumprir sua agenda profissional ligada ao futebol.
Romário, que construiu uma trajetória histórica no esporte ao conquistar a Copa do Mundo de 1994 com a Seleção Brasileira e posteriormente ingressou na vida política, foi anunciado como uma das atrações da cobertura especial da CazéTV para o Mundial. Sua participação no canal digital tem sido vista como um grande atrativo para o público, principalmente por sua experiência dentro de campo e sua forte identificação com o futebol brasileiro.
Entretanto, a situação tem dividido opiniões. Enquanto parte do público entende que o trabalho remoto garante a continuidade de suas obrigações parlamentares, outros questionam a legitimidade de manter integralmente o salário de senador enquanto desempenha simultaneamente outra atividade profissional no exterior.
O caso reacende um debate já antigo no país sobre privilégios políticos, transparência no exercício do mandato e os limites entre atividades públicas e compromissos particulares exercidos por representantes eleitos.