Pai de Motoboy Morto por Influenciadora Morre Antes de Ver Justiça

 

 

Almir Medeiros, pai do motoboy Jheykson Roger Medeiros, faleceu neste sábado (20) enquanto aguardava a conclusão do caso que se arrastava desde a trágica morte de seu filho. Jheykson foi vítima de um atropelamento fatal em 3 de setembro de 2022, envolvendo a influenciadora digital Cássia Vialli Martins. Aos 64 anos, a morte de Almir foi repentina, causada por um infarto, acrescentando mais dor à família que ainda buscava justiça.

O caso que chocou a opinião pública ganha agora um novo contorno trágico com o falecimento de Almir. Segundo familiares, o stress contínuo e a angústia pela perda do filho foram fatores que contribuíram decisivamente para seu estado de saúde deteriorado. “Ele nunca superou a morte de Jheykson. Todos os dias, ele buscava forças para lutar por justiça, mas cada adiamento do julgamento só fazia aumentar sua angústia,” relatou Mariana, irmã de Jheykson.

Jheykson Roger, que tinha 24 anos na época do acidente, foi atropelado por Cássia enquanto entregava uma encomenda em sua motocicleta. Cássia, que na ocasião tentou fugir do local sem prestar socorro, foi posteriormente detida e aguarda julgamento sob acusações de homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de matar. As investigações revelaram que Cássia estava ao celular no momento do acidente, uma agravante para o caso.

A defesa de Almir e sua família foi marcada por uma batalha legal intensa e um clamor por mudanças legislativas que endureçam as penalidades para crimes de trânsito, especialmente aqueles que envolvem influenciadores e figuras públicas. “Nós só queríamos que ela [Cássia] pagasse pelo que fez, para que isso não aconteça com outras famílias,” disse Carlos, outro filho de Almir.

O infarto que tirou a vida de Almir ocorreu em um momento particularmente difícil, apenas algumas semanas antes de uma nova audiência preliminar. A notícia de sua morte repercutiu entre grupos de apoio a vítimas de acidentes de trânsito e causou comoção nas redes sociais, onde muitos expressaram indignação com a demora do sistema judicial.

A família Medeiros, agora lidando com a perda de outro ente querido, reforça o apelo por justiça rápida e efetiva. “Meu pai morreu esperando por algo que talvez nunca venha. Mas não vamos desistir, pelo Jheykson e pelo Almir,” afirmou Mariana, visivelmente emocionada.

A tragédia de Jheykson e a subsequente morte de Almir são um sombrio lembrete das falhas em nosso sistema de justiça e segurança viária. Resta esperar que a tristeza dessa família possa inspirar mudanças significativas e preventivas, para que outras não sofram o mesmo destino.