Pai luta pela punição de PMs que mataram seu filho de 2 anos por “Auto de Resistência”

 

Rio de Janeiro – José Luis Faria da Silva, 55, pai do menino Maicon, morto pela polícia do RJ há 20 anos faz vigília em frente ao Ministério Público protestando contra a falta de condenação dos envolvidos no crime. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Seria possível um “Auto de resistência” praticado por uma criança de dois anos? Essa é a versão da Polícia Militar do Rio para a ação desastrada da PM que culminou com a morte do pequeno Maicon de Souza Silva,  de 2anos, há 23 anos.

Seu pai inconformado com a injustiça – nenhum policial envolvido foi preso – todo ano faz uma espécie de vigília em frente ao Ministério Público, clamando por justiça.

A criança foi morta  por PMs em Acari, na Zona Norte do Rio, quando brincava na porta de sua casa e foi baleado. Nenhum dos policiais militares envolvidos foi levado à Justiça.

“O Maicon tinha 2 anos de idade e entrou no chamado auto de resistência. Então, portanto, estou aqui cobrando mais uma vez”, diz José Luiz.

O crime já prescreveu e agora está com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.