Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que cerca de 20 mil vagas de emprego em bares e restaurantes do município do Rio devem ser perdidas diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.
3 Mil fechados e vem mais por ai
Segundo o estudo, cerca de 3 mil estabelecimentos já encerraram as suas atividades na capital, o que representa 30% dos bares e restaurantes que funcionavam antes da pandemia. A estimativa é de que outros mais de 2 mil fechem as portas até o fim do ano.
“O que é importante nesse momento é que os donos dos estabelecimentos tenham acesso efetivamente às linhas de crédito que já foram amplamente divulgadas pelo governo. Só no município do Rio, são R$ 9 bilhões em impostos gerados por bares e restaurantes. Então, é muito importante que esse dinheiro chegue porque já não há mais caixa”, diz Pedro Hermeto, presidente da Abrasel RJ.
Com a quarentena, os estabelecimentos precisaram encontrar alternativas para continuar funcionando. Foi o caso da empresária Ana Carolina Bandeira, cujo bar que administra ficou três meses sem receber clientes no Rio.
O delivery amenizou o problema, mas não cobriu nem 20% dos custos, segundo a empresário. A solução foi suspender os contratos dos 12 funcionários, reduzir as jornadas de trabaçho e apelar para um empréstimo bancário.
Ainda há esperança
“Eu espero que a gente consiga reverter esse quadro até o final do ano, mas não temos certeza assim. A abertura deu um respiro para a gente, foi mais tranquilo trabalhar, pagar as contas. Agora, com esse novo começo, a gente ainda vai ter uma redução de 60%, vai demorar um ano para a gente se restabelecer”, diz Ana Carolina.
Na cidade do Rio, segundo as fases de reabertura gradual, bares e restaurantes puderam abrir as portas desde o dia 3 de julho.
Na primeira noite da autorização, imagens de desrespeito às regras de distanciamento social foram registradas, principalmente, nos estabelecimentos da Zona Sul do Rio.
Depois da repercussão negativa dos flagrantes de bares lotados no Rio, os estabelecimentos voltaram a ficar vazios.