O pastor Altair da Silva Santos, de 46 anos, condenado por estupro de uma criança, foi morto a tiros na noite da última segunda-feira (26), na Praça dos Colonizadores, no município de Juara, no interior do Mato Grosso. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil do Estado, que investiga o crime como homicídio doloso e busca identificar os autores e a motivação da execução.
De acordo com a corporação, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta Honda CG Titan. Um dos ocupantes desceu do veículo e efetuou ao menos três disparos de arma de fogo contra Altair, que não resistiu aos ferimentos. Após o ataque, os suspeitos fugiram em alta velocidade e, até o momento, ninguém foi preso.
No momento do crime, Altair prestava serviços à Prefeitura de Juara, como parte do processo de remição de pena, benefício previsto em lei que permite a redução da pena por meio de trabalho. Ele cumpria pena na Cadeia Pública de Juara, de onde saía para realizar atividades autorizadas pela Justiça.
Após o corpo ser encontrado, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito. A área foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os procedimentos no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares.
Altair da Silva Santos havia sido preso em dezembro de 2023 pela Delegacia de Polícia de Juara, acusado de estuprar uma adolescente. Em 2024, ele foi condenado a 12 anos de prisão pelo crime, decisão que causou forte comoção na comunidade local.
Segundo o relato da vítima à polícia, o abuso teria ocorrido na residência do pastor, localizada nos fundos da igreja onde ele atuava. A adolescente contou que dormiu no local e que o crime aconteceu durante a noite. Após o abuso, Altair teria pedido que ela não contasse o ocorrido a ninguém.
A jovem também relatou que realizava a limpeza da igreja aos finais de semana, como forma de colaboração com as atividades religiosas. O caso gerou grande revolta entre moradores da cidade à época da prisão, especialmente pelo fato de o crime ter ocorrido em um ambiente de confiança e vínculo religioso.
A Polícia Civil trabalha agora com diversas linhas de investigação, incluindo a possibilidade de execução premeditada. Câmeras de segurança próximas à praça podem auxiliar na identificação dos autores. As autoridades reforçam que qualquer informação pode ser repassada de forma anônima.




