Policiais da 37ª DP (Ilha do Governador) prenderam, nesta terça-feira (13), a dona da casa de repouso Divina Luz, na Estrada do Cacuia, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A ação, que contou com agentes do Ivisa-Rio (Instituto Municipal de Vigilância Sanitária) e da Subprefeitura das Ilhas, Fundão e Paquetá, verificou que o asilo estava funcionando de maneira irregular e em péssimas condições de higiene. O local foi interditado temporariamente.
Durante a fiscalização, que foi originada após uma denúncia, foram encontrados alimentos e medicamentos vencidos e armazenados de forma irregular. Algumas embalagens de comida chegavam a ter larvas. A dona da instituição, identificada como Edna Fatima dos Santos, foi presa em flagrante por maus-tratos.
O asilo já havia sido inspecionado na última sexta-feira (09) e passou por nova averiguação. Ao checarem a documentação, os agentes verificaram que a licença para funcionamento em 2022 era feita por autodeclaração e não estava em acordo com o que foi encontrado. A Vigilância Sanitária autuou o estabelecimento e determinou dois termos de intimação com exigências de uma série de medidas de adequação.
O estabelecimento foi, então, interditado para recebimento de novos pacientes e receberá uma nova visita, ainda nesta semana, para checagem das exigências. A Subprefeitura das Ilhas, Fundão e Paquetá informou que está acompanhando o caso e, se as medidas não forem cumpridas, “tomará as providências cabíveis”.
“Na próxima visita à unidade, nós iremos com a Secretaria de Assistência Social para verificar se a instituição está em acordo com as determinações da Vigilância Sanitária. Caso não tenham se adequado, retiraremos todos os idosos da casa e encaminharemos para os abrigos da prefeitura. Já estamos disponibilizando as vagas para receber esse pacientes”, afirmou o subprefeito, Rodrigo Toledo.
Casa de repouso também foi interditada em Guaratiba
Em agosto, um outro asilo foi fechado em Guaratiba, Zona Oeste do Rio, por acusação de maus-tratos, cárcere privado e tortura. A denúncia foi feita pelos próprios técnicos de enfermagem e estagiários que trabalhavam no local. Segundo os profissionais, as vítimas estavam em condições precárias e insalubres, sem atendimento médico, material hospitalar e de higiene, recebiam uma alimentação precária e sofriam agressões.
Na ocasião, a Polícia Civil chegou a prender o casal que era o responsável pelo estabelecimento e encaminhou os idosos a abrigos públicos da prefeitura.




