POLICIAL É SUSPEITO DE MATAR AMANTE APÓS DESCOBRIR OUTRO RELACIONAMENTO E DEPOIS TIRAR A PRÓPRIA VIDA NO RIO

 

Um caso envolvendo dois policiais civis terminou de forma trágica e é investigado como feminicídio seguido da morte do suspeito. Gabriele Ferreira Santos, de 26 anos, e Luciano do Nascimento Costa, de 48, trabalhavam juntos na 11ª DP, na Rocinha, e mantinham um relacionamento extraconjugal havia aproximadamente três anos.

Luciano era casado havia mais de duas décadas e tinha dois filhos. De acordo com relatos obtidos pela polícia, apesar do casamento, ele mantinha uma relação amorosa com Gabriele. A situação teria se agravado depois que o policial descobriu que a colega também estaria se relacionando com outro homem.

Segundo informações repassadas aos investigadores, esse outro homem teria apresentado a Luciano fotos, vídeos e mensagens que indicariam a existência do relacionamento. A descoberta teria provocado uma reação emocional no policial e, horas antes das mortes, ele procurou familiares.

Conforme os relatos, Luciano pediu perdão à esposa, aos filhos e ao sogro. Na ocasião, teria dito que precisava “resolver um negócio”. Depois disso, deixou o local e seguiu para o apartamento de Gabriele, situado em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Durante a noite, moradores da região relataram ter ouvido uma discussão dentro do imóvel. Em seguida, foram escutados gritos e diversos disparos de arma de fogo, o que chamou a atenção dos vizinhos e levantou a suspeita de que algo grave havia acontecido.

Acionadas, equipes policiais foram até o apartamento. Ao entrarem no imóvel, encontraram Gabriele e Luciano já mortos. A cena passou a ser analisada pelos investigadores, que trabalham para reconstruir os últimos momentos do casal e esclarecer exatamente como ocorreu a sequência de acontecimentos.

A principal linha de investigação aponta para um feminicídio seguido da morte do próprio suspeito. Segundo essa hipótese, Luciano teria efetuado disparos contra Gabriele e, posteriormente, usado a arma contra si mesmo.

As circunstâncias que antecederam o crime também estão sendo analisadas. Os investigadores devem considerar os relatos de familiares e testemunhas, além de possíveis mensagens, imagens e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a motivação e a dinâmica das mortes.

O caso chama atenção ainda pelo fato de os dois envolvidos serem policiais civis e trabalharem na mesma unidade. A investigação deverá buscar respostas para questões como o momento em que Luciano chegou ao apartamento, o que foi discutido entre os dois e como ocorreu a sequência dos disparos.

A morte de Gabriele é tratada pelas autoridades dentro da principal hipótese de feminicídio, enquanto a morte de Luciano é investigada como suicídio após o crime. A apuração deverá reunir os elementos encontrados no imóvel, depoimentos e demais provas para confirmar ou afastar essa versão.

O episódio deixa familiares, colegas de profissão e moradores chocados e reforça a necessidade de esclarecer todas as circunstâncias de uma tragédia marcada por um relacionamento mantido em segredo e que terminou de maneira violenta.