PRESO ABUSO CONTRA MENINO DE 11 ANOS ,MORRE APÓS APRESENTAR QUEIMADURAS E SINAIS DE AGRESSÃO NA PRISÃO

Um homem de 53 anos que estava preso sob suspeita de tentar estuprar um menino de 11 anos no Guarujá, no litoral de São Paulo, morreu após apresentar queimaduras, sinais de agressões e graves complicações de saúde. O caso agora também é investigado pelas autoridades para esclarecer o que teria acontecido durante o período em que ele permaneceu sob custódia do sistema prisional.

O homem, identificado como Joselito Vitor dos Santos, havia sido preso em flagrante no dia 30 de agosto, depois de ser localizado com a criança em uma área situada abaixo de um deck na Praia da Enseada. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o menino estava em uma região mais isolada da praia quando foi encontrado na companhia do suspeito.

A prisão ocorreu após a situação ser registrada e comunicada às autoridades. O homem foi levado para a delegacia e, posteriormente, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça, permanecendo detido enquanto o caso relacionado à criança era investigado.

A situação ganhou novos contornos após Joselito dar entrada no sistema prisional apresentando queimaduras pelo corpo. Conforme informações registradas em boletim de ocorrência e divulgadas pela imprensa, ele teria relatado agressões e violência sexual durante o período em que esteve custodiado no Centro de Detenção Provisória de São Vicente.

As circunstâncias dessas supostas agressões ainda precisam ser esclarecidas por meio de investigação. Até o momento, portanto, não é possível afirmar definitivamente quem teria praticado os atos ou em quais circunstâncias eles ocorreram.

Posteriormente, o preso foi encaminhado ao CDP de Pinheiros, em São Paulo. Depois de apresentar problemas graves de saúde, foi levado para atendimento médico e acabou transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral Vila Penteado.

O quadro clínico se agravou. Segundo o registro do caso, Joselito apresentou disfunção renal, sepse de foco cutâneo e choque séptico refratário. Apesar do atendimento médico, ele morreu na noite de 23 de setembro.

A morte acrescentou uma nova investigação ao caso. Além da apuração sobre a suspeita de crime contra o menino, as autoridades deverão esclarecer a origem das queimaduras, as circunstâncias das possíveis agressões e se houve violência sexual durante a custódia.

O episódio chama atenção para a necessidade de esclarecer completamente o que ocorreu dentro das unidades prisionais. A investigação deverá analisar registros, depoimentos, documentos médicos e demais elementos capazes de determinar como o homem sofreu os ferimentos e quais fatores contribuíram para sua morte.

Enquanto as apurações continuam, a acusação relacionada à criança e as denúncias de violência sofrida pelo detento devem ser tratadas dentro dos limites estabelecidos pelas investigações e pelas autoridades responsáveis pelo caso.