Mais um dos procurados na Operação Tris In Idem, que afastou o governador Wilson Witzel de seu cargo e decretou a prisão do Pastor Everaldo Pereira (PSC), foi preso no último domingo (30). Trata-se de Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso, que é acusado de ser o operador financeiro de Everaldo. Victor teria se entregou à Polícia Federal no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. As informações são do Estadão Conteúdo.
Victor seria o operador financeiro do Pastor Everaldo que, por sua vez, é o acusado de ser o chefe de um dos três grupos que disputavam o poder e buscavam também desviar dinheiro dos cofres públicos, principalmente os da área da Saúde. O nome de Victor foi citado, pelo menos, 60 vezes pelo Ministério Público Federal (MPF) quando o mesmo falou sobre o esquema de Witzel de loteamento de contratos e cargos em seu governo.
Supostamente, era Victor quem cuidava dos desvios financeiros, ele também fazia a associação de novos agentes públicos e privados no esquema e dizia qual organização social deveria ser contratada pelo governador. “Victor Hugo Barroso criou uma complexa organização de pessoas jurídicas, que indicam a estruturação de “camadas” de ocultação de valores, também típica de lavagem de dinheiro, onde as transações financeiras se misturam, dificultando a rastreabilidade”, disse o MPF sobre o caso.
O esquema foi indicado por Edmar Santos em seu delação premiada, que ainda afirmou que Barroso não gostava de ter celulares em suas reuniões sobre o esquema e que Barroso ainda fornecia cartões de crédito para os integrantes da organização criminosa gastarem com suas despesas pessoais.
Ainda com relação a Barroso, as investigações apontam que ele é o dono da transportadora de valores Fênixx, junto com o secretário de Cidades, Juarez Fialho. Barroso, então, usava de sua transportadora no processo de lavagem de dinheiro. Ele guardar o dinheiro que era desviado nos carros fortes de sua empresa.
O nome de Barroso, juntamente com o nome de sua mãe e irmã, ainda foram usados em empresas no exterior, como a Tremezzo S/A, Firbank Croporation e South America Properties LLC, para enviar remessas de dinheiro para fora do pais.
Para fazer tudo isso, Barroso cobrava cerca de 15% dos lucros conseguidos nas fraudes, ainda segundo Edmar Santos.
Até o momento, a defesa de Barroso não se pronunciou sobre o tema. Já as defesas de Witzel e do Pastor Everaldo negaram as acusações, assim como as defesas de outros envolvidos.