O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decretou a prisão preventiva de três indivíduos suspeitos de envolvimento no assassinato do policial militar Anderson Gonçalves de Oliveira, conhecido como “Andinho”. O crime, que ocorreu na região da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, está inserido em um contexto de disputa territorial entre milícias.
Detalhes do Caso
Os acusados, identificados como Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (“BMW”), Leonardo de Araújo Alves da Silva (“Fielzin”) e Francisco Glauber Costa de Oliveira (“GL”), enfrentam acusações graves. Juan Breno e Leonardo são considerados foragidos, enquanto Francisco Glauber já se encontra detido desde março.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Francisco Glauber teria conduzido o veículo que transportou os outros dois suspeitos até o condomínio no Anil, onde ocorreu o homicídio de Andinho. Juan Breno e Leonardo, juntamente com outro criminoso ainda não identificado, teriam entrado no corredor do edifício e efetuado disparos contra a vítima.
Contexto de Violência
A região da Gardênia Azul tem vivenciado um clima de guerra devido às tentativas de invasão pelo Comando Vermelho em áreas dominadas pela milícia. Locais como Muzema, em Itanhangá, e Rio das Pedras, também na Zona Oeste, têm sofrido forte influência de milicianos nos últimos anos. Com essas incursões, o tráfico liderado por Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” e “Urso”, teria se expandido dentro da Gardênia, aumentando os pontos de venda de drogas.
Investigação em Andamento
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) continua a investigar o caso, buscando esclarecer todas as circunstâncias que envolvem o assassinato de Andinho e a atuação das milícias na região.




