Um produtor musical chamado Vitor Oliveira denunciou na terça-feira (6) ter sido vítima de racismo em uma loja de roupas em um shopping em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O jovem, que é negro, relata ter sido abordado por seguranças ao sair do estabelecimento, que o acusaram de roubar peças de roupa e exigiram verificar suas bolsas.
Segundo o relato compartilhado nas redes sociais por seu irmão, Igor Duarte, a abordagem foi feita por quatro seguranças da loja Renner, localizada no Novo Shopping. Igor comentou: “É revoltante saber que nós, como pessoas negras, não temos sequer a liberdade de entrar em uma simples loja e comprar o que quisermos com o dinheiro que conquistamos com nosso trabalho”.
Ainda de acordo com o relato do irmão do produtor musical, os seguranças levaram Vitor de volta para a loja, revistaram suas sacolas e constataram que nada havia sido roubado.
“Todas as peças tinham nota fiscal. O gerente chegou, tentou coagir meu irmão dizendo que ele não poderia gravar a situação e apenas pediu desculpas. Ele disse que a equipe é diversa e que foi apenas um mal entendido”, contou Igor.
Igor explicou que seu irmão ainda não teve tempo de ir a uma delegacia, mas pretende registrar um boletim de ocorrência sobre o caso.
Em comunicado, a Lojas Renner expressou solidariedade ao cliente e informou que já entrou em contato com ele. Além disso, a empresa afirmou que “está tomando as medidas adequadas em relação ao caso e reforça que não tolera racismo ou qualquer forma de preconceito e discriminação”.
A denúncia de racismo sofrida por Vitor Oliveira traz à tona a necessidade contínua de combate ao preconceito racial e à discriminação em todas as esferas da sociedade. É fundamental que as empresas atuem de forma responsável e promovam a igualdade e o respeito, adotando políticas claras de combate ao racismo e capacitando seus funcionários para lidar com situações de discriminação. A conscientização e o engajamento de toda a sociedade são essenciais para garantir que todos os indivíduos sejam tratados com dignidade e respeito, independentemente de sua cor de pele.