A investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro ganhou novos desdobramentos após o surgimento de cinco novas denúncias contra o professor universitário e advogado Cordovil Antônio Nogueira Martins, de 78 anos. Com isso, o número de possíveis vítimas atribuídas ao investigado chegou a pelo menos oito, embora os investigadores trabalhem com a possibilidade de que outras pessoas ainda possam procurar as autoridades para relatar situações semelhantes.
Antes das novas denúncias, o suspeito já era investigado por crimes envolvendo três vítimas, entre elas uma criança de apenas 10 anos. A ampliação das investigações ocorreu após a análise de novas informações e depoimentos, que passaram a integrar o inquérito policial.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações indicam que o investigado se aproximava de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Segundo os investigadores, ele oferecia dinheiro, celulares, presentes e alimentos para conquistar a confiança das vítimas e facilitar a aproximação.
Ainda conforme a investigação, os supostos abusos teriam ocorrido dentro da residência do suspeito, localizada no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os policiais também apuram a suspeita de que registros em fotos e vídeos teriam sido produzidos durante os crimes, material que agora faz parte da análise pericial.
Durante o cumprimento das diligências, os investigadores reuniram diversos elementos considerados relevantes para o andamento do caso. Entre eles estão comprovantes de transferências bancárias que, segundo a polícia, podem ajudar a demonstrar a relação entre o suspeito e algumas das vítimas, além de milhares de arquivos encontrados em seu telefone celular.
Todo esse material foi anexado ao inquérito e segue sendo analisado por equipes especializadas. A expectativa é que a perícia digital possa identificar novas evidências e até mesmo apontar outras possíveis vítimas ainda não localizadas.
Cordovil Antônio Nogueira Martins permanece preso preventivamente por decisão da Justiça enquanto as investigações prosseguem. A medida foi adotada para garantir o andamento do processo e evitar qualquer interferência na produção de provas, segundo informações das autoridades.
A Polícia Civil também faz um apelo para que eventuais vítimas ou pessoas que possuam informações relacionadas ao caso procurem uma delegacia ou entrem em contato pelos canais oficiais de denúncia. Os investigadores acreditam que o número de vítimas pode ser superior ao já identificado, motivo pelo qual novas oitivas e análises continuam sendo realizadas.
O caso segue sob investigação, e o suspeito terá assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório durante todo o processo judicial. Somente ao término da ação penal caberá à Justiça decidir sobre sua responsabilidade pelos fatos investigados.




