Uma mulher conhecida nas redes sociais e em aplicativos de relacionamento como “Rainha do gozo farto” foi presa no Rio de Janeiro após ser condenada a 24 anos de prisão por crimes de roubo e extorsão. Identificada como Manu Gaúcha, ela se tornou alvo das autoridades após uma série de denúncias que revelaram um esquema ousado e recorrente de crimes contra homens, em sua maioria comprometidos.
De acordo com as investigações, Manu utilizava aplicativos de encontros para atrair as vítimas. Com conversas sedutoras e promessas de momentos íntimos, ela conseguia marcar encontros presenciais, geralmente em locais privados. No entanto, o que parecia ser apenas um encontro casual rapidamente se transformava em uma situação de terror.
Segundo relatos das vítimas, ao chegar ao local combinado, Manu sacava uma faca e passava a ameaçar os homens, exigindo dinheiro, transferências bancárias via PIX e até a entrega de objetos de valor, como celulares, relógios e cartões. Em alguns casos, ela também ameaçava expor a identidade das vítimas para familiares e parceiros, o que aumentava ainda mais a pressão psicológica.
A estratégia, segundo a polícia, se baseava justamente no constrangimento das vítimas, que muitas vezes demoravam a denunciar por medo de exposição. Esse fator contribuiu para que a criminosa agisse por um período considerável sem ser interrompida.
As investigações avançaram após algumas vítimas decidirem procurar a polícia e relatar os crimes. Com base nos depoimentos, os agentes conseguiram identificar o padrão de atuação e localizar a suspeita. A prisão foi realizada sem resistência.
Durante o processo, a Justiça considerou a gravidade dos crimes, a repetição das ações e o impacto causado nas vítimas para determinar a pena de 24 anos de reclusão. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, principalmente pelo apelido inusitado adotado pela criminosa.
As autoridades reforçam o alerta para que usuários de aplicativos de relacionamento redobrem os cuidados ao marcar encontros com desconhecidos. A orientação é sempre priorizar locais públicos e informar amigos ou familiares sobre qualquer encontro, como forma de prevenção.
O caso de Manu Gaúcha serve como um exemplo de como golpes e crimes podem se disfarçar em situações aparentemente comuns do dia a dia.