Você tem medo de viajar de avião? Saiba que não está sozinho nessa! Calcula-se que o medo de voar atinja cerca de 40% da população brasileira e, inclusive, que de cada 5 passageiros, pelo menos um, precisou de alguma ajuda para conseguir se acalmar e seguir viagem.
Embora a aerofobia, medo de voar, possa estar associada a outras fobias, como medo de altura, medo de ficar em locais fechados, medo de socializar, entre outras, ela pode também ser apenas fruto de medo devido a experiências ruins em voos anteriores, até mesmo, com pessoas próximas ou até desconhecidas.
Decolagem, aterrissagem, turbulências ou mesmo a simples ideia de sair do chão, podem causar verdadeiro pânico em algumas pessoas, e o fato é que esse medo todo de voar atinge grande parcela da população mundial e pode acarretar prejuízos de todos os tipos, desde financeiros, de saúde e sociais.
Mas, será que há tantos acidentes aéreos que justifiquem tanto medo?
Então, infelizmente, recentemente, sumiços e quedas de aviões parecem ter se tornado mais frequentes, por isso, acabamos tendo a impressão de que esse meio de transporte é inseguro. Mas, isso não é verdade.
Para quem tem tanto medo, vale saber que o avião é considerado o segundo meio de transporte mais seguro do mundo, só perdendo para o elevador. E, de acordo com um estudo realizado pela Condé Nast, nos Estados Unidos, a chance de morrer em um acidente aéreo chega a ser de apenas uma em 8 milhões, enquanto ao andar de carro, a chance de perder a vida é de uma em 18.800.
Mas, mesmo não sendo tão comum, acidentes acontecem…
Abaixo vamos contar um pouco sobre os piores acidentes aéreoccs do Brasil, mas nenhum deles chega perto do pior acidente aéreo da história, que aconteceu na Espanha com duas aeronaves no solo.
Piores acidentes aéreos no Brasil
Por ser raro, quando acontece algum acidente, o mesmo ganha logo uma grande repercussão, como no caso dos cinco desastres aéreos com mais vítimas, desde 1945, que mostraremos a seguir.
Florianópolis, Santa Catarina, 1980.

Em 12 de abril de 1980, um Boeing 727 da companhia Transbrasil caiu perto de Florianópolis. Quando o avião se aproximava para aterrissar, já perto do aeroporto de destino, Hercílio Luz, se formou uma forte tempestade, a aeronave acabou se chocando contra uma colina próxima.
Nesse acidente, sobreviveram três passageiros das 58 pessoas que estavam a bordo, incluindo a tripulação.
São Paulo, 1996

Em 31 de outubro de 1996, um avião comercial Fokker 100 da companhia TAM que fazia o trajeto entre São Paulo e Rio, acabou caindo em um populoso bairro paulistano, logo após a decolagem, a pouco mais de 1 quilômetro do aeroporto de Congonhas.
Logo depois de decolar, a tripulação começou a observar falhas na aeronave, que passou a pender para a direita e acabou caindo na rua Jurupari, no bairro do Jabaquara.
Nesse acidente, morreram os 90 passageiros que estavam na aeronave, os seis tripulantes e três pessoas em terra.
Fortaleza, Ceará, 1982

Em 8 de junho de 1982, um Boeing 727 da companhia Vasp, se chocou contra a Serra da Aratanha, a 30 quilômetros de Fortaleza, no nordeste do país.
O avião comercial partiu de São Paulo e, após uma escala técnica no Rio de Janeiro, retomou a viagem que tinha por destino Fortaleza.
O piloto teria iniciado o processo de descida, à noite, para aterrissar em Fortaleza, e mesmo tendo sido avisado pelo sistema de controle da aeronave e pelo copiloto de que estavam baixos demais para superar uma montanha, o comandante continuou descendo até o trágico final.
No acidente, morreram 137 passageiros.
Peixoto Azevedo, Mato Grosso, 2006

Como não lembrar do acidente aéreo, de 29 de setembro de 2006, em que um Boeing 737 da Gol se chocou contra a asa esquerda de um avião privado, perto de Peixoto Azevedo, no estado de Mato Grosso.
O avião comercial, que tinha poucas horas de voo, havia decolado do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, com destino ao Rio de Janeiro.
Enquanto o avião privado, que tinha como destino final a Flórida, conseguiu fazer um pouso de emergência. Todos os seus ocupantes sobreviveram.
No dia seguinte, foram encontrados destroços do Boeing 737 na selva, não houve sobreviventes.
Nesse acidente, no qual 154 pessoas faleceram, incluindo os seis tripulantes, se tornou o mais mortal da história do Brasil, mas em apenas 10 meses seria superado por outro.
Congonhas, São Paulo, 2007

Em 17 de julho de 2007 o Airbus A320 da TAM, se chocou nos arredores do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, contra um posto de combustível e um armazém de carga propriedade de uma filial da própria empresa aérea, onde morreram outras 12 pessoas.
Devido ao mau tempo, falhas na pista do aeroporto e erros dos pilotos, a aeronave saiu da pista, atravessou uma avenida movimentada às margens da cabeceira da pista e se chocou contra o prédio e o posto de combustíveis, causando imediatamente um incêndio de grandes proporções.
O avião havia partido de Porto Alegre, e no acidente faleceram 187 pessoas que estavam a bordo, além de outras 12 pessoas em terra.
Costuma-se dizer que nunca somente um fator derruba um avião, geralmente é soma de vários deles, como alguma pane em algum sistema do avião, mau tempo, imperícia dos pilotos, equívocos dos controladores de voo, problemas nos radares, alguma imperfeição na pista ou diversas outras possibilidades, que combinadas entre si provocam um acidente.
Entretanto como dito no início do texto, o transporte aéreo feito em linhas comerciais de todo o mundo continua sendo o segundo meio de transporte mais seguro, perdendo apenas para o elevador.
Mas conta aí pra gente, você tem medo de voar?


