ALERTA NO RIO DE JANEIRO: CASOS DE MPOX DISPARAM, EX-SECRETÁRIO DE SAÚDE FAZ ALERTA E POPULAÇÃO DEVE REDOBRAR OS CUIDADOS
O Rio de Janeiro está em estado de atenção diante do aumento dos casos de Mpox em 2026. O crescimento das confirmações da doença acendeu um alerta entre autoridades de saúde e especialistas, principalmente por causa da velocidade com que os registros vêm aumentando nos últimos meses.
De acordo com os dados divulgados, o estado já contabiliza 211 casos confirmados em 2026, número superior aos 119 registrados durante todo o ano de 2025. Além disso, outros 117 casos permanecem em investigação, aumentando a preocupação com a evolução do cenário epidemiológico.
Na capital fluminense, a situação também chama atenção. Somente nos meses de setembro e outubro, foram registrados 74 casos, enquanto no mesmo período do ano passado haviam sido contabilizados apenas 10. O crescimento expressivo reforçou a necessidade de intensificar as medidas de prevenção e vigilância.
O deputado federal Daniel Soranz, que já foi secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, fez um alerta sobre o avanço da doença. Segundo as informações divulgadas, havia dez pacientes internados com Mpox na cidade, e o ex-secretário também defendeu a ampliação da vacinação para os grupos considerados de maior risco.
A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus e pode ser transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, especialmente quando existe contato direto com lesões, feridas, bolhas ou secreções. O compartilhamento de objetos pessoais contaminados também pode representar risco de transmissão.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos gânglios, cansaço e lesões na pele. Essas manifestações podem aparecer em diferentes partes do corpo, inclusive no rosto, nas mãos, nos pés e na região genital.
As autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem contato íntimo ou físico com outras pessoas até receberem orientação profissional.
Para reduzir os riscos de contaminação, é importante não compartilhar toalhas, roupas de cama e objetos pessoais, manter as mãos higienizadas e evitar contato direto com feridas de pessoas infectadas. A vacinação também é uma ferramenta importante para os grupos indicados pelas autoridades sanitárias.
Apesar do aumento dos registros, é importante destacar que o crescimento dos casos não significa, necessariamente, que o Rio esteja enfrentando uma epidemia. O monitoramento epidemiológico continua sendo fundamental para acompanhar a situação e orientar as medidas necessárias.
O avanço da Mpox serve como um alerta para a população. A recomendação é não ignorar os sintomas, buscar atendimento médico e seguir as orientações dos profissionais de saúde. A informação e a prevenção continuam sendo as principais ferramentas para evitar novas infecções.




