Saiba como funcionava o golpe de renegociação de dívidas investigado no Rio

O golpe de renegociação de dívidas é alvo da Operação Portabilidade Fantasma, deflagrada nesta quarta-feira, 4 de novembro, pelas polícias civis do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Além disso, a ação conjunta busca cumprir ordens judiciais contra um grupo de mulheres suspeito de fraudes financeiras com propostas falsas de refinanciamento bancário.

Durante as diligências, agentes da Delegacia de Defraudações atuaram em diferentes endereços da capital fluminense. Além disso, a Justiça expediu três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra as investigadas.

Como funcionava o golpe de renegociação

O contato com as vítimas começava por aplicativos de mensagens. Na abordagem, as suspeitas se apresentavam como representantes de instituições financeiras e, além disso, usavam dados pessoais dos alvos para dar credibilidade à proposta.

Com argumentos convincentes, elas prometiam facilidades para renegociar contratos. Assim, induziam as pessoas a acreditar que tratavam de uma negociação legítima.

Em seguida, as vítimas recebiam pressão para contratar novos empréstimos bancários. Logo após a liberação do crédito, os clientes recebiam instruções para transferir os valores a contas correntes ligadas ao grupo.

Depois da transferência, a quadrilha desviava o dinheiro. No entanto, as vítimas continuavam responsáveis pelo pagamento integral das novas dívidas contratadas.

Prejuízo e próximos passos da investigação

O golpe de renegociação provocou perdas financeiras elevadas. Em um dos casos investigados por agentes do Distrito Federal, uma pessoa perdeu cerca de R$ 60 mil.

Agora, os policiais analisam o material apreendido durante as buscas. Além disso, a investigação pretende aprofundar a apuração e identificar outros possíveis participantes da fraude.