Segunda caravana de emigrantes avança pelo México em direção aos EUA

A caravana segue em frente apesar das novas ameaças do presidente Donald Trump (foto: AFP)

 

Tuxtla Gutiérrez, México – Uma segunda caravana de emigrantes centro-americanos que tenta chegar aos Estados Unidos passou ilegalmente na segunda-feira (29) pela fronteira entre Guatemala e México cruzando o rio Suchiate e estava nesta terça (30) na regiăo de Tapachula, no estado de Chiapas. 

As autoridades informaram que o grupo está na altura do município de Metapa de Domínguez, após partir do povoado de Frontera Hidalgo, limítrofe com a Guatemala. 

Os emigrantes de El Salvador, Guatemala e Honduras têm pela frente um trecho de 25 km para chegar a  Tapachula.

O grupo é formado por cerca de 2 mil pessoas e partiu de Frontera Hidalgo após descansar e secar a roupa molhada na travessia do Suchiate, rio que separa México da Guatemala. 

Na segunda-feira, mulheres, crianças e homens se lançaram em massa nas águas do rio diante da negativa das autoridades mexicanas de abrir a fronteira terrestre.

A passagem de fronteira está vigiada pelo Instituto Nacional de Migraçăo e a Polícia Federal sobrevoa de helicóptero a regiăo, enquanto a Marinha patrulha o rio. 

Uma vez no território mexicano, os emigrantes rejeitaram a proposta de regularizaçăo migratória e o  programa do governo do México que oferece emprego temporário, serviços de saúde e escola para seus filhos, optando por seguir em direçăo aos Estados Unidos.

Enquanto isto, a primeira caravana de emigrantes, composta principalmente por hondurenhos, partiu nesta terça-feira de Niltepec para a cidade de Juchitán, no estado mexicano de Oaxaca. 

Esta zona concentra uma grande quantidade de parques eólicos, onde a força dos ventos chega a virar caminhőes. 

A caravana segue em frente apesar das novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na segunda-feira chamou o movimento de “invasăo” do seu país. 

Trump escreveu no Twitter que na caravana há membros de quadrilhas e ameaçou năo permitir a entrada dos emigrantes nos Estados Unidos, para o qual ordenou um reforço militar da fronteira. 

Fonte: Mundo