Um homem condenado pela participação no assassinato de um adolescente de 16 anos foi preso por agentes da 53ª DP (Mesquita), na terça-feira (11), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A prisão ocorreu durante a Operação Espoliador, que teve como objetivo localizar envolvidos em crimes graves que estavam sendo procurados pela Justiça.
A vítima, Lucas Torres dos Santos, foi sequestrada e brutalmente assassinada em 2019. Segundo as investigações, o corpo do adolescente foi incendiado pelos criminosos em uma tentativa de eliminar vestígios do homicídio. Lucas só foi localizado dois dias depois.
De acordo com as apurações, o crime teve início durante uma festa. Um amigo de Lucas teria se desentendido com um integrante do grupo responsável pelo assassinato. Após uma tentativa de agressão, o rapaz conseguiu deixar o local e retornar para casa.
Algum tempo depois, os suspeitos voltaram à festa e abordaram Lucas. Conforme informações apresentadas na denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), os criminosos obrigaram o adolescente a tentar entrar em contato com o amigo, na tentativa de fazê-lo retornar ao local.
Lucas informou que o rapaz já havia ido embora. A partir desse momento, segundo a acusação, os criminosos decidiram matar o adolescente.
Quatro homens teriam levado Lucas para uma construção abandonada. No local, o jovem foi submetido a uma série de agressões. A denúncia aponta que os criminosos utilizaram inicialmente um pedaço de madeira para espancá-lo e, posteriormente, um machado.
O adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu no próprio local. Depois do assassinato, os responsáveis atearam fogo no corpo da vítima, numa tentativa de dificultar a identificação e destruir possíveis provas relacionadas ao crime.
Sete anos após o homicídio, um dos condenados foi localizado pela Polícia Civil. Segundo os investigadores, o homem estava trabalhando em um restaurante no bairro Cerâmica, em Nova Iguaçu, quando foi identificado pelos agentes.
A equipe da 53ª DP realizou levantamentos de inteligência e diversas diligências até conseguir descobrir onde o condenado estava. Os policiais foram até o estabelecimento, efetuaram a prisão e o encaminharam para a delegacia.
O homem permanece à disposição da Justiça para o cumprimento da pena determinada pela condenação. O caso chama atenção pela violência empregada contra o adolescente e pelo tempo transcorrido até a localização de um dos envolvidos.



