Nesta quinta-feira (22), o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que as mortes investigadas na capital e na Região Metropolitana não apresentam, até o momento, indícios de terem sido cometidas por uma mesma pessoa.
Segundo Nico, a Polícia Civil apura cada ocorrência individualmente e ainda não identificou semelhanças que indiquem a atuação de um possível serial killer. Em vídeo divulgado após reunião com integrantes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), ele afirmou que nenhuma hipótese foi descartada.
A polícia reúne informações das investigações para verificar eventuais conexões. Além disso, Nico disse que já identificou suspeitos em alguns casos e que há prisões preventivas decretadas.
Mortes em SP têm diferentes linhas de investigação
De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, as apurações apontam até agora para motivações distintas. Entre as possibilidades investigadas estão crimes sexuais e casos relacionados ao tráfico de drogas.
Nico citou ainda uma morte em São Paulo cujo possível envolvimento com o tráfico teria ocorrido em outro Estado. Por isso, a polícia busca verificar se há alguma relação entre esse episódio e os demais.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, explicou que as equipes apuram separadamente as ocorrências na capital e na área atendida pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). Ao mesmo tempo, compilam informações e verificam possíveis coincidências entre os casos.
Polícia aguarda laudos de mortes recentes
Nico também comentou dois casos registrados nesta quinta-feira. Em um deles, encontraram morto um homem em situação de rua, sem sinais de violência. A avaliação inicial aponta para morte por causas naturais.
No outro caso, envolvendo uma mulher, a polícia considera a possibilidade de ingestão de alguma substância. No entanto, ainda aguarda os resultados dos laudos para esclarecer as circunstâncias da morte.
Embora não tenha identificado elementos que apontem para um assassino em série, a Polícia Civil continuará analisando as ocorrências em conjunto. Assim, pretende verificar se existem conexões entre os episódios.
Investigação abrange mortes registradas em 30 dias
A Polícia Civil investiga ao menos nove mortes com traços de execução, registradas em diferentes regiões da capital e da Região Metropolitana em um intervalo de 30 dias. Os casos ocorreram do começo de setembro em diante; alguns envolvem esquartejamentos e corpos deixados em sacos pretos.
Apesar de não apontar a atuação de um serial killer, a polícia ainda apura possíveis ligações entre execuções e nomes associados ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), descrito como uma espécie de Justiça paralela da facção.
Em pelo menos sete casos, as vítimas já foram identificadas. Agora, o DHPP busca avançar na identificação de suspeitos e no esclarecimento das possíveis motivações. Entre as linhas investigadas estão hipóteses de vingança ou justiçamento em algumas ocorrências.




