Em um episódio marcado pela violência, Antônio Carlos dos Santos Pinto, conhecido como Pit, foi morto na comunidade Três Pontes, em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Pit era apontado como um dos possíveis sucessores de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, no comando da milícia local.
Pit, que tinha um papel crucial nas finanças do grupo, foi assassinado na manhã desta sexta-feira. Ele havia sido preso pela Polícia Civil em maio de 2019, mas foi solto em setembro deste ano. A morte de Pit ocorre em um contexto de disputa pelo controle da milícia na região, especialmente após a prisão de Zinho, que não deixou um sucessor definido.
Além de Pit, três outras pessoas ficaram feridas na ação, incluindo uma criança de cinco anos, que foi levada ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz. O policiamento foi reforçado na área, e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando o caso.
Investigações apontam que há pelo menos outros seis nomes que podem assumir o comando dos negócios da quadrilha de Zinho. Entre eles, estão milicianos que foram presos nos últimos quatro anos, mas que passaram pouco tempo na prisão. Um deles, Jairo Batista Freire, conhecido como Caveira, foi solto recentemente por um habeas corpus.
Outros nomes na lista de possíveis sucessores incluem Paulo Roberto Carvalho Martins, o PL, e Peterson Luiz de Almeida, o Pet, que também têm papéis importantes nas finanças do grupo e no controle de áreas.
Este incidente destaca a contínua instabilidade e violência associadas às atividades de milícia na região do Rio de Janeiro, levantando preocupações sobre a segurança e a ordem pública.