Uma mulher foi presa após tentar entrar no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, transportando uma grande quantidade de cocaína escondida nas partes íntimas. O caso aconteceu durante o procedimento de entrada para visitação e chamou atenção pela forma utilizada na tentativa de burlar o esquema de segurança da unidade prisional.
De acordo com informações apuradas, a suspeita passou pelo protocolo padrão de revista adotado na entrada do complexo, que inclui a utilização de scanner corporal, equipamento responsável por identificar objetos ou materiais escondidos no corpo dos visitantes. Durante a inspeção, os agentes penitenciários perceberam uma imagem considerada suspeita concentrada na região pélvica da mulher.
Após a identificação da anormalidade no exame, os agentes intensificaram a abordagem e confirmaram que a visitante carregava aproximadamente 540 gramas de cocaína escondidas dentro do corpo. A substância seria levada para o interior da unidade prisional, mas acabou sendo interceptada antes que chegasse aos detentos.
A mulher foi imediatamente detida e encaminhada às autoridades responsáveis para prestar depoimento. O material apreendido foi recolhido e será submetido aos procedimentos legais, enquanto a Polícia Civil deverá investigar para quem a droga seria entregue dentro do sistema prisional e se existe participação de outros envolvidos no esquema.
Casos como esse têm se tornado preocupação constante para as forças de segurança, já que organizações criminosas frequentemente utilizam visitantes como meio para tentar abastecer presos com drogas, celulares e outros materiais proibidos dentro das unidades prisionais.
O Complexo de Gericinó, considerado um dos maiores do estado do Rio de Janeiro, mantém rígidos protocolos de segurança justamente para impedir esse tipo de ocorrência. Nos últimos anos, o uso de scanners corporais se tornou uma ferramenta fundamental para evitar a entrada de materiais ilícitos que poderiam fortalecer atividades criminosas realizadas mesmo de dentro dos presídios.
A ocorrência reforça o desafio permanente enfrentado pelas autoridades no combate ao tráfico e na tentativa de impedir que facções continuem operando a partir do sistema penitenciário fluminense. A mulher poderá responder por tráfico de drogas e tentativa de ingresso de material ilícito em unidade prisional.



