Uma operação de alto risco realizada por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) expôs, mais uma vez, o clima de terror vivido por moradores da Comunidade do Piraquê, em Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação teve como alvo uma narcomilícia fortemente armada, acusada de impor medo, violência e domínio territorial à população local.
Segundo informações da Polícia Civil, a organização criminosa atuava de forma violenta, combinando práticas típicas do tráfico de drogas com métodos milicianos, como extorsões, ameaças e controle armado da comunidade. Durante a incursão, os agentes foram recebidos a tiros, o que deu início a um intenso confronto armado, gerando pânico entre os moradores da região.
Como resultado da operação, três integrantes do grupo criminoso foram presos em flagrante. Com eles, os policiais apreenderam armamento pesado, considerado de uso restrito e típico de guerra, incluindo fuzis, munições de alto calibre e outros equipamentos bélicos. O material apreendido reforça o nível de organização e o poder de fogo da narcomilícia, que vinha aterrorizando famílias inteiras no Piraquê.
Durante o confronto, um dos criminosos foi neutralizado após trocar tiros com as equipes policiais. De acordo com a corporação, a ação seguiu os protocolos legais, e o indivíduo foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Não houve registro de policiais feridos.
A Polícia Civil destacou que a operação faz parte de uma ofensiva contínua contra grupos criminosos que atuam na Zona Oeste, região que vem sendo palco de disputas violentas entre facções, milícias e narcomilícias. O objetivo é enfraquecer essas organizações, cortar suas fontes de renda e devolver a sensação de segurança aos moradores, que convivem diariamente com o medo.
Moradores relataram momentos de tensão durante a ação, com rajadas de tiros e correria. Apesar do susto, muitos afirmaram sentir alívio com a presença do Estado e esperam que novas operações impeçam o retorno do grupo criminoso.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da narcomilícia e possíveis conexões com crimes em bairros vizinhos. A Polícia reforça que denúncias anônimas são fundamentais para o avanço das ações e garante que seguirá atuando com rigor para combater o crime organizado no Rio de Janeiro.




