Um trágico acidente no sistema BRT do Rio de Janeiro resultou na morte do motorista Cléber Barbosa Resende, nesta segunda-feira (3). Ele foi atropelado no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, após tentar evitar um acidente com o próprio ônibus. A confirmação do óbito veio do Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde a vítima estava internada.
Acidente fatal durante inspeção de rotina
O incidente ocorreu quando Cléber desceu do ônibus para realizar uma inspeção de rotina. Ao perceber que o freio do articulado havia se soltado, ele tentou pará-lo, mas acabou sendo atingido por outro coletivo que se aproximava no momento da colisão.
O impacto foi violento. Cléber teve um dos braços arrancado e foi socorrido às pressas por bombeiros do quartel da Barra da Tijuca. Em estado grave, ele foi encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.
Desespero da família
Bruna, filha do motorista, relatou que o pai perdeu muito sangue e sofreu uma parada cardíaca antes de falecer. O desespero tomou conta dos familiares, que agora aguardam a liberação do corpo para o sepultamento.
“Meu pai era um homem trabalhador, dedicado à família e ao serviço. É uma dor imensa para todos nós”, lamentou Bruna.
Enterro será em Minas Gerais
Segundo informações preliminares, o corpo de Cléber será levado para Minas Gerais, sua terra natal, onde será enterrado. No entanto, a família ainda não divulgou a data e o local da cerimônia.
Investigações em andamento
A 16ª DP (Barra da Tijuca) já abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente. Uma perícia foi realizada no Terminal Alvorada para determinar o que levou ao problema no freio do ônibus e se houve alguma falha mecânica ou erro operacional.
O caso reacende debates sobre a segurança no sistema BRT, que frequentemente registra problemas mecânicos e acidentes envolvendo seus coletivos. A prefeitura e o consórcio responsável pelo serviço ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.
Risco constante no transporte público
A morte de Cléber expõe, mais uma vez, os perigos enfrentados por motoristas e passageiros do BRT. Profissionais que atuam no sistema relatam dificuldades diárias, como veículos com manutenção precária e infraestrutura inadequada nos corredores exclusivos.
Sindicalistas da categoria cobram melhorias urgentes para evitar novas tragédias. “Os motoristas trabalham sob condições extremas. Muitos ônibus estão sucateados, e a segurança é negligenciada. Esse acidente poderia ter sido evitado”, afirmou um representante da categoria.
Comoção nas redes sociais
A notícia da morte de Cléber gerou grande comoção entre colegas de profissão e usuários do BRT. Nas redes sociais, muitas mensagens de luto e indignação foram publicadas, cobrando providências das autoridades.
“A gente pega o BRT todo dia e vê os problemas. Infelizmente, agora mais uma vida foi perdida por falhas no sistema”, escreveu um passageiro.
Enquanto a família de Cléber enfrenta o luto, a cidade do Rio de Janeiro se depara com mais um episódio trágico no transporte público, reforçando a necessidade de mudanças urgentes para garantir a segurança de trabalhadores e passageiros.