O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar forte repercussão internacional ao afirmar que deixou instruções claras para uma resposta extrema caso venha a ser assassinado por agentes iranianos. Segundo ele, se o Irã tentar contra sua vida, o país será “apagado da face da Terra” em uma retaliação total dos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante uma entrevista recente à imprensa norte-americana e rapidamente ganhou destaque mundial. Trump afirmou que orientou seus assessores e aliados políticos a não hesitarem diante de uma eventual tentativa de assassinato, garantindo que a resposta americana seria devastadora. O ex-presidente utilizou termos como “obliterar” e “eliminar completamente”, reforçando o tom agressivo e de intimidação.
O discurso ocorre em meio a um cenário de tensões históricas entre Estados Unidos e Irã, que se intensificaram nos últimos anos, especialmente após o ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani, em 2020, durante o governo Trump. Desde então, autoridades americanas já reconheceram a existência de ameaças vindas de grupos ligados ao Irã contra figuras políticas dos EUA, incluindo o próprio Trump.
Especialistas em relações internacionais avaliam que a fala do ex-presidente tem caráter mais retórico do que prático, funcionando como uma estratégia de dissuasão. Ainda assim, o conteúdo preocupa analistas por elevar o nível do discurso e reforçar a instabilidade diplomática no Oriente Médio.
É importante destacar que, mesmo que Trump tenha deixado instruções, qualquer decisão militar de grande escala dependeria do presidente em exercício e do aval das instituições americanas, como o Congresso e o alto comando das Forças Armadas.
As declarações reacendem o debate sobre os limites da retórica política e os riscos de escaladas verbais entre potências globais. Enquanto aliados veem a fala como uma demonstração de força, críticos alertam para o perigo de discursos que normalizam ameaças de destruição total entre nações.