Trump anuncia novas tarifas contra o Brasil e países do BRICS: Medida entra em vigor em agosto

 

 

O presidente  Donald Trump declarou nesta quarta-feira (9) que pretende impor novas tarifas comerciais sobre o Brasil e outros países considerados “anti-americanos” ou membros do grupo BRICS. A afirmação foi feita em entrevista a repórteres em Washington e repercutiu de imediato no cenário internacional.

Segundo Trump, o anúncio oficial será feito ainda hoje ou, no mais tardar, até amanhã (10). As tarifas começarão a valer a partir de 1º de agosto de 2025.

🛂 Brasil na mira

O Brasil, por fazer parte do BRICS — grupo formado também por Rússia, Índia, China e África do Sul —, foi citado diretamente como possível alvo das novas medidas. Trump acusou esses países de se beneficiarem “injustamente” das relações comerciais com os Estados Unidos e disse que pretende corrigir o que chamou de “desequilíbrio sistêmico”.

“O Brasil não tem sido um bom exemplo para os Estados Unidos. Tarifas estão vindo, e elas serão justas, mas duras”, declarou.

📉 O que já foi anunciado

Na última segunda-feira (7), o governo de Trump já havia enviado cartas oficiais impondo tarifas adicionais que variam entre 25% e 40% a sete países da Ásia e da África, com vigência a partir de agosto. Agora, o foco se volta aos países do BRICS, que deverão sofrer um acréscimo automático de 10% sobre todas as exportações aos EUA.

As tarifas podem afetar diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como o aço, alumínio, soja, carnes e outros produtos industrializados.

⚠️ Impactos para o Brasil

O impacto dessas novas taxas poderá ser profundo para a balança comercial brasileira, especialmente se houver foco em commodities e produtos do agronegócio — dois pilares das exportações nacionais.

Embora o Brasil já enfrente tarifas americanas em alguns setores, como o do aço (10%) e do alumínio (10%), a nova rodada de sanções pode representar um golpe mais amplo, com efeitos sobre empregos, investimentos e arrecadação.

Fontes do governo Lula indicam que o Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso com preocupação e não descarta a adoção de contramedidas comerciais, inclusive com o apoio da Organização Mundial do Comércio (OMC).