Uma descoberta no mínimo inusitada deixou pesquisadores e internautas de queixo caído: a sertralina, um dos antidepressivos mais prescritos no Brasil e bastante utilizado no tratamento de ansiedade e depressão, foi encontrada no cérebro de tubarões que vivem no litoral do Rio de Janeiro.
Isso mesmo. Enquanto muita gente esquece de tomar o remédio no horário, aparentemente alguns tubarões cariocas já estão recebendo doses involuntárias direto no mar.
Segundo pesquisadores responsáveis pelo estudo, o fenômeno acontece porque resíduos do medicamento são eliminados naturalmente pelo organismo humano após o uso. O problema é que, quando esse material chega ao sistema de esgoto, o tratamento convencional não consegue remover completamente esse tipo de substância química.
Resultado? Parte desses compostos acaba indo parar nos rios e, consequentemente, no oceano… onde a vida marinha vira passageira involuntária dessa “farmácia aquática”.
Especialistas alertam que a presença de antidepressivos no ambiente pode alterar o comportamento de diversas espécies marinhas, afetando alimentação, reprodução e até reações naturais de sobrevivência.
Nas redes sociais, claro, a notícia virou meme em segundos.
“Agora explica por que o tubarão não atacou ninguém… ele tava emocionalmente estável”, brincou um internauta.
Outro foi além: “Daqui a pouco vai ter tubarão fazendo terapia e dizendo que precisa estabelecer limites”.
Embora o caso seja tratado com seriedade pela comunidade científica, o episódio também chama atenção para um problema ambiental pouco discutido: o impacto invisível dos medicamentos descartados pelo nosso próprio consumo diário.
Resumindo: o ser humano inventou tanta coisa que agora até os tubarões do oceano podem estar, sem querer, entrando numa rotina de tratamento psiquiátrico.
O lado bom? Pelo menos, se aparecer um tubarão na praia… talvez ele esteja mais zen do que nunca.