O Governo Federal intensificou a guerra contra o mercado clandestino de apostas online e anunciou uma medida considerada histórica no combate às chamadas “bets” ilegais no país. Segundo informações divulgadas oficialmente, cerca de 50 mil sites de apostas irregulares já foram bloqueados em todo o Brasil, em uma grande operação coordenada para frear empresas que atuam sem autorização e fora das regras estabelecidas pela legislação brasileira.
A ação vem sendo conduzida pelo Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por executar tecnicamente o bloqueio das plataformas que oferecem serviços de apostas de maneira ilegal aos brasileiros.
De acordo com o governo, o objetivo principal da operação é combater empresas que movimentam bilhões de reais sem qualquer fiscalização, sem recolhimento de impostos e sem oferecer garantias de segurança aos usuários. Muitas dessas plataformas funcionam em servidores internacionais e utilizam meios alternativos para continuar operando, mesmo após restrições impostas pelas autoridades.
Além do bloqueio em massa dos sites, o governo também revelou que identificou pelo menos 37 fintechs e instituições financeiras suspeitas de facilitar operações dessas plataformas ilegais, permitindo depósitos, transferências e saques fora do sistema regulamentado nacional. Essas empresas agora também passam a ser alvo direto de fiscalização e possíveis sanções.
Outro passo importante ocorreu após a assinatura do Decreto nº 13.033/2026, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criando mecanismos mais rígidos para impedir a circulação de dinheiro ligado às operações clandestinas. A nova regulamentação autoriza bancos e instituições financeiras a bloquearem valores associados a empresas que atuem irregularmente no setor de apostas online.
O combate às bets ilegais ganhou força nos últimos meses. Em abril deste ano, o governo havia informado o bloqueio de aproximadamente 39 mil plataformas. Agora, com a nova atualização, o número saltou para cerca de 50 mil sites retirados do ar.
Especialistas apontam que a medida representa um dos maiores movimentos de fiscalização já realizados no país contra o mercado irregular digital. A expectativa do governo é continuar ampliando o cerco, dificultando cada vez mais a atuação de empresas clandestinas e aumentando a proteção aos consumidores brasileiros que utilizam plataformas de apostas pela internet.
