Polícia ucraniana diz que Rússia fez 203 ataques nesta quinta-feira

 

A polícia da Ucrânia informou, nesta quinta-feira (24), que a Rússia realizou 203 ataques contra o país desde o começo do dia, com combates ocorrendo em praticamente todos os lugares no território ucraniano.

A guarda de fronteira disse que as Forças Armadas ucranianas estão combatendo tropas russas na cidade de Sumy, no Leste do país.

O ministro da Defesa da Ucrânia disse que alguns soldados russos foram feitos prisioneiros em meio aos pesados combates.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que está esperando que os aliados de seu país imponham sanções concretas à Rússia. As Forças Armadas informaram que quatro foguetes balísticos haviam sido disparados contra o território ucraniano a partir da Bielorrússia.

Na cidade ucraniana de Mariupol, no Leste do país, o conselho da cidade afirmou que os bombardeios haviam atingido área residencial e que o número de vítimas estava sendo apurado.

Reportagem adicional de Matthias Willaims e Natalia Zinets.

Justiça nega a Witzel pedido para voltar ao cargo de governador do Rio

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o pedido de mandado de segurança feito pelo ex-governador do Rio, Wilson Witzel, para a suspensão da sua condenação pelo Tribunal Especial Misto. O desembargador Luiz Felipe Francisco, que foi relator do pedido de liminar, não aceitou também a solicitação de Witzel para retomar o cargo de governador.

O magistrado nem chegou a analisar o mérito por considerar o pedido extinto já que foi apresentado fora do prazo. Conforme a legislação, o documento teria que ser encaminhado em até 120 dias. No entanto, foi encaminhado no dia 18 de fevereiro, tempo superior, se considerada data de publicação no Diário de Justiça Eletrônico da condenação de Witzel em 13 de maio de 2021.

“No caso dos autos, sem muitas delongas, verdade é que se encontra esgotado o prazo do impetrante para a propositura do presente writ, posto que a impetração aconteceu em 18/02/2022, ou seja, 281 (duzentos e oitenta e um) dias após a ciência do Ato impugnado, que ocorreu em 13/05/2021”, apontou o desembargador no seu despacho.

No pedido, Witzel questionava a suspeição e incompetência do juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, que tinha sido afastado da condução de processos investigatórios que levaram ao seu impeachment.

“Bom que se ressalte que a tramitação e julgamento do processo de impeachment se deu por avaliação política, pela ocorrência de crime de responsabilidade, não conduzida pelo Juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, mas, sim, por Órgão Colegiado constituído para este fim, nos estritos termos do art. 78, § 3º, da Lei nº Lei 1.079/1950, inexistindo violação aos paradigmas de controles apontados, uma vez que o Juízo Natural para o processo e julgamento de crime de responsabilidade praticado por Governador de Estado, é do Tribunal Especial Misto”, apontou.

 

Educação migra 500 professores para 40 horas e aumenta capacidade de atendimento nas escolas

 

Para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal de ensino, a Prefeitura do Rio anuncia a migração de 500 professores para o sistema de 40 horas. A Secretaria de Educação divulga nesta quinta-feira (24/02) o nome desses profissionais, que terão a oportunidade, por exemplo, de trabalhar em apenas uma escola ou em instituições de turno único. Desde o início deste ano já foram convocados 1.121 professores e 750 agentes educadores, garantindo a melhoria da qualidade nas salas de aula.

Os profissionais listados nesta chamada são 350 professores regentes de turma e 150 membros de equipes gestoras das unidades escolares que atualmente cumprem jornada de 16 horas ou 22 horas e meia. Os mais de mil docentes convocados recentemente são para turmas da educação infantil e do ensino fundamental.

Nos próximos dias serão divulgadas pela secretaria as informações sobre os trâmites internos necessários à mudança.

Entenda em oito perguntas como a crise na Ucrânia se transformou numa guerra

A crise entre Ucrânia e Rússia, que com a invasão russa deste dia 24 de fevereiro se tornou uma das mais graves em solo europeu nas últimas duas décadas, partiu de antigas divergências estratégicas entre Moscou e os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Conheça abaixo a origem da crise e as opções que os envolvidos têm agora.

Qual é a origem da crise?

A Rússia e a ex-república soviética da Ucrânia vivem uma relação turbulenta desde a primeira década deste século, com a alternância em Kiev de presidentes favoráveis ao Ocidente e aliados de Moscou. Em 2013, por pressão da Rússia, o governo ucraniano desistiu de um acordo que poderia pavimentar a entrada do país na União Europeia. Isso levou a uma revolta nas ruas e à queda de Viktor Yanukovich, alinhado ao Kremlin.

Os anos seguintes foram marcados pela anexação pela Rússia da Península da Crimeia, sede da frota russa no Mar Negro e que havia sido cedida à Ucrânia na era soviética; pelo conflito entre separatistas pró-Moscou e o Exército local no Leste ucraniano; e pela retomada da candidatura de Kiev a uma vaga na Otan. Sob críticas de Moscou, o país estreitou seus laços com a aliança, e Vladimir Putin apontou que a adesão seria uma “linha vermelha”. A Rússia também estava incomodada com as recentes aquisições de armas por Kiev, incluindo drones de ataque turcos, e com seu possível uso contra os separatistas no Leste do país.

Em novembro de 2021, percebendo uma oportunidade nas dificuldades enfrentadas pelo governo de Joe Biden e suas divergências com os aliados europeus sobre como lidar com Moscou, Putin concentrou mais de 100 mil soldados na fronteira da Ucrânia, soando alarmes em Kiev, em Washington e na Europa de que estaria prestes a uma invasão, finalmente concretizada neste final de fevereiro.

Onde estão as forças da Otan e da Rússia na crise da Ucrânia

O que a Rússia queria?

Entre as “demandas de segurança”, apresentadas à Otan em dezembro, a Rússia exigia um veto permanente à entrada da Ucrânia na aliança, mas essa era apenas uma parte dos objetivos do país. Putin critica a expansão da organização rumo às fronteiras russas, que vem desde o fim da União Soviética em 1991, e cita uma promessa feita por líderes dos EUA e da Europa, nos anos 1990, de que o “limite” da Otan seria a Alemanha então recém-reunificada, algo que Washington nega.

Para Putin, as forças da Otan e dos EUA deveriam deixar os países do Leste europeu e suspender exercícios perto das fronteiras russas. Analistas veem nisso uma forma de a Rússia ver “oficializado” seu status de potência, com o reconhecimento de que as antigas repúblicas soviéticas na Europa são sua área de influência, mesmo sem considerar que muitas nações dessa região estão alinhadas ao Ocidente.

O que a Otan estava disposta a negociar?

Em sua resposta à Rússia, a Otan e os EUA deixaram claro que alguns pontos eram inegociáveis: o veto à entrada da Ucrânia, que significaria o rompimento da política de “portas abertas”; a retirada das forças do Leste europeu e, por fim, o status das armas nucleares localizadas em nações como a Alemanha e a Turquia.

A Rússia se declarou de forma veemente insatisfeita com as respostas do Ocidente, ao qual acusou de violar um pacto firmado em 1999 no âmbito de Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) no qual os países se comprometiam a não “fortalecer sua segurança à custa da segurança de outros Estados”.

Contudo, analistas ainda viam um caminho para a redução das tensões: a negociação, e em alguns casos renegociação, de acordos de segurança coletiva, a começar por um novo tratado sobre as armas nucleares de alcance intermediário — o texto anterior, de 1987, foi rasgado por Donald Trump em 2019, assim como outros acordos do tipo.

Após várias reuniões entre Putin, o americano Joe Biden e líderes europeus como o francês Emmanuel Macron e o alemão Olaf Scholz, o diálogo foi interrompido em 21 de fevereiro, quando o Kremlin reconheceu a independência das autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk, no Leste da Ucrânia, comandadas por líderes pró-Moscou.

Qual era o objetivo da mobilização de forças pela Otan?

Ao aumentar seu contingente no flanco oriental em reação à mobilização de tropas russas, a Otan pretendia passar uma imagem de união para Moscou, sinalizando que a pressão sobre os ucranianos não serviria para inibir sua presença na área.

Mas, apesar das boas relações com os EUA e o Ocidente, a Ucrânia não é parte da Otan, e não se beneficia do chamado Artigo 5º, que considera um ataque contra um dos membros como um ataque a todos.

Além disso, embora a Rússia seja considerada uma adversária pelo governo Biden, a Ucrânia não tem para Washington a importância estratégica que tem Taiwan, por exemplo, cujo autogoverno atual impede que a China controle o estreito vital que a separa da ilha.

Quais são as opções da Otan após a invasão?

É consenso entre os países da Otan que a invasão é o pior cenário: afinal, há pouca disposição para enviar tropas para lutar contra a Rússia, e um conflito assim terá consequências duras também para a aliança.

Por isso, a prioridade é a aplicação de sanções, o que já vem sendo feito desde 21 de fevereiro. As medidas visam dificultar a negociação de títulos soberanos russos nos mercados internacionais e também punem líderes políticos e autoridades do governo russo. Além disso, a Alemanha suspendeu o licenciamento do gasoduto Nord Stream 2, que forneceria gás russo à Europa através do Mar Báltico e foi concluído em setembro.

Em termos militares, a aliança poderá agora ampliar o envio de armas a Kiev e fomentar grupos armados de resistência.

Educação migra 500 professores para 40 horas e aumenta capacidade de atendimento nas escolas

Para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal de ensino, a Prefeitura do Rio anuncia a migração de 500 professores para o sistema de 40 horas. A Secretaria de Educação divulga nesta quinta-feira (24/02) o nome desses profissionais, que terão a oportunidade, por exemplo, de trabalhar em apenas uma escola ou em instituições de turno único. Desde o início deste ano já foram convocados 1.121 professores e 750 agentes educadores, garantindo a melhoria da qualidade nas salas de aula.

Os profissionais listados nesta chamada são 350 professores regentes de turma e 150 membros de equipes gestoras das unidades escolares que atualmente cumprem jornada de 16 horas ou 22 horas e meia. Os mais de mil docentes convocados recentemente são para turmas da educação infantil e do ensino fundamental.

Nos próximos dias serão divulgadas pela secretaria as informações sobre os trâmites internos necessários à mudança.

Forças russas atacam alvos em toda a Ucrânia após Putin ordenar invasão

Forças russas atacaram alvos em toda a Ucrânia, após o presidente Vladimir Putin prometer “desmilitarizar” o país e substituir seus líderes na manhã de quinta-feira, desencadeando uma “invasão em grande escala” contra o país e a pior crise de segurança na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto o Ocidente ameaça punir com mais sanções em resposta.

A Rússia lançou uma enxurrada de mísseis, artilharia e ataques aéreos na quinta-feira. Explosões foram ouvidas em Kiev, a capital; em Kharkiv, a segunda maior cidade; e em Kramatorsk, na região de Donetsk, um dos dois territórios do Leste da Ucrânia reivindicados por separatistas apoiados pela Rússia desde 2014. Fumaça preta pôde ser vista no Ministério da Defesa da Ucrânia, no centro de Kiev.

Pouco depois do anúncio, surgiram relatos de ataques a várias cidades ucranianas, incluindo a capital, Kiev, que amanheceram ao som

A guarda de fronteira da Ucrânia disse que estava sendo bombardeado de cinco regiões, incluindo da Crimeia, no sul, e da Bielorrússia, ao norte, enquanto colunas de tanques russos se moviam para o país. O Ministério do Interior da Ucrânia disse que a capital, Kiev, está sob ataque e instou os cidadãos a irem para abrigos.

Em um discurso televisionado nacionalmente antes da ofensiva, Putin disse que a Rússia não planeja “ocupar” seu vizinho, mas que a ação era necessária depois que os EUA e seus aliados cruzaram as “linhas vermelhas” da Rússia ao expandir a aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O presidente dos EUA, Joe Biden, chamou a ação de Putin de “um ataque não provocado e injustificado” e disse que “o mundo responsabilizará a Rússia”.

— Tomei a decisão por uma operação miitar — anunciou Putin em uma mensagem inesperada pela TV, denunciando um suposto genocício orquestrado pela Ucrânia contra a população de origem russa no Leste do país.

Pouco depois do anúncio, surgiram relatos de ataques a várias cidades ucranianas, incluindo a capital, Kiev, que amanheceram ao som de sirenes de alerta. Uma autoridade do governo ucraniano informou que ao menos 40 soldados ucranianos morreram pelos ataques russos e há dezenas de feridos. Militares ucranianos também divulgaram terem matado 50 soldados russos na fronteira orientnal e abatido cinco aviões e um helicóptero russos na região de Luhansk, o que não foi confirmado pela Rússia.

Os centros de comando militares da Ucrânia na capital e em Kharkiv foram alvo de ataque de mísseis, informou o site de notícias Ukrainska Pravda, citando uma fonte do Ministério do Interior ucraniano. Segundo a Interfax, tropas russas entraram nas cidades portuárias de Odessa e Mariupol, o principal município sob controle de Kiev na linha de frente com os separatistas pró-Moscou no Leste do país.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, pediu nesta quinta-feira que todos os cidadãos que estavam prontos para defender o país das forças russas se apresentassem, dizendo que Kiev entregaria armas a todos que as quisessem. Zelenskiy também pediu aos russos que saíssem e protestassem contra a guerra. Separadamente, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia disse que “a situação está sob controle” e que as tropas russas estão sofrendo perdas.

Zelensky “deu ordens para infligir perdas máximas contra o agressor”, disse o comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, major-general Valeriy Zaluzhny. O conselheiro presidencial Mykhailo Podoliak disse que as forças da Ucrânia estão “travando um combate pesado” e repelindo os avanços russos em algumas partes. Autoridades ucranianas disseram que a Rússia estava mirando principalmente em infraestrutura e silos militares, atingindo uma série de campos aéreos.

O ataque começou enquanto o Conselho de Segurança da ONU se reunia pela segunda vez nesta semana, com apelos dos países-membros para que Moscou não lançasse a ação. Vários países se apressaram em condenar a ação militar russa na Ucrânia, entre eles França, Portugal, Japão, Itália e Suécia. A China afirmou que está acompanhando de perto a crise e aconselhou seus cidadãos na Ucrânia a permanecerem em casa.

Na Casa Branca, o presidente dos EUA, Joe Biden, classificou o ataque russo de “injustificado”.

“O presidente (Vladimir) escolheu uma guerra premeditada que vai causar uma catastrófica perda de vida e sofrimento humano”, disse Biden em uma declaração. “A Rússia sozinha é responsável pela morte e a destruição que esse ataque vai causar. O mundo cobrará contas da Rússia”, acrescentou Biden, afirmando que anunciará ainda nesta quinta, junto com os aliados americanos, mais punições à Rússia.

A União Europeia também considerou o ataque “injustificado”, afirmando que responsabilizará Moscou pela invasão, segundo anunciou a chefe da Comissão Executiva do bloco, Ursula von der Leyen.

“Nestas horas sombrias, nossos pensamentos estão com a Ucrânia e as mulheres, homens e crianças inocentes que enfrentam esse ataque não provocado e temem por suas vidas”, disse ela no Twitter. “Vamos responsabilizar o Kremlin”, acrescentou von der Leyen.

Os líderes da UE devem realizar uma cúpula de emergência em Bruxelas, ainda nesta quinta-feira, depois que uma primeira rodada de sanções da UE à Rússia entrou em vigor no dia anterior. Espera-se que as sanções a seguir sejam muito mais agressivas do que as anteriores, e que a UE vá congelar ativos russos e interrompa o acesso de seus bancos ao mercado financeiro europeu, segundo altos funcionários europeus. Também deve ocorrer uma reunião de emergência da Otan e uma reunião do G7 por videoconferência nesta quinta-feira.

O chanceler alemão Olaf Scholz disse na quinta-feira que as sanções ocidentais garantirão que a Rússia pague um “preço amargo” por seu ataque.

— Putin está trazendo sofrimento e destruição para seus vizinhos diretos, ele está violando a soberania e as fronteiras da Ucrânia — disse Scholz a repórteres em Berlim. — Ele está colocando em risco a vida de inúmeras pessoas inocentes na Ucrânia, nação irmã da Rússia. Por último, ele está colocando em risco a ordem da paz em nosso continente. Não há justificativa para tudo isso. Esta é a guerra de Putin.

O ataque foi iniciado um dia após Moscou declarar que as autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk haviam pedido ajuda para repelir “agressões” de Kiev, em meio a crescentes alertas dos EUA de que um grande ataque era iminente.

O presidente russo, que justificou a ação citando o pedido de ajuda dos separatistas e o que chamou de política agressiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra Moscou, pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas”.

Puin ainda advertiu que aqueles que “tentarem interfir conosco (…) devem saber que a resposta da Rússia será imediata e conduzirá a consequências que jamais conheceram”.

— Estou seguro de que os soldados e oficiais russos cumpriram seu dever com coragem. A segurança do país está garantida — afirmou.

A operação foi lançada depois de Moscou vetar voos sobre parte da região de Rostov, a Leste de sua fronteira com a Ucrânia, que, por sua vez, anunciou o “perigo potencial” para a aviação civil ao restringir o tráfego em seu espaço aéreo. Posteriormente, todos os voos foram cancelados em Rostov.

Na noite de quarta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia feito um pronunciamento dramático de nove minutos na TV. Falando a maior parte do tempo em russo — e se dirigindo à população russa —, pediu que a Rússia não invadisse o país.

— O povo ucraniano quer a paz — disse, citando a história comum das duas nações. — O governo ucraniano quer a paz e está fazendo tudo para construí-la.

Horas antes, o Parlamento ucraniano havia aprovado um estado de emergência após o governo adotar uma série de medidas de preparação para uma guerra, desde convocar reservistas a pedir para seus cidadãos deixarem a Rússia imediatamente.

A Rússia também havia esvaziado sua embaixada em Kiev, e muitos países, incluindo o Brasil, pediram para seus cidadãos deixarem o país.

JOVEM LEVA TIRO EM PAGODE NO RJ E ACHA QUE FOI PEDRADA

Uma história para lá de inusitada tem circulado no Twitter na tarde desta quarta-feira, 23. Renata contou que estava curtindo o pagode de noite com uns amigos em Rocha Miranda, no Rio de Janeiro. “Estava de boa curtindo um aniversário de uma amiga. Senti uma pressão e fiquei zoando dizendo que tinha tomado um tiro no ombro”, escreveu ela em suas redes sociais.

O que ninguém ia imaginar é que a brincadeira era verdade: Renata, realmente, tinha levado um tiro. “Parei de sentir o braço, fui para a emergência e lá estava a abala”, concluiu.

Como se a história já não fosse absurda, a jovem contou que, como achou que tivesse levado uma pedrada, os seguranças do local deram um curativo para ela colocar no local.

Renata só descobriu que havia sido vítima de uma bala perdida quatro horas depois – sim, quatro horas depois. Passado o susto, a jovem disse que está tudo bem. “A bala está aqui comigo, vai ser parte de mim agora. É arriscado tirar porque está pertinho de um nervo”, escreveu.

É claro que a história repercutiu no Twitter e os internautas estão comentando o assunto de forma bem-humorada – assim como a própria Renata.

Covid-19: sem poder desfilar, blocos farão festas privadas no Rio

 

Na ausência de blocos de rua e dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro, festas, bailes e shows privados ganham a programação para os dias de carnaval – 26, 27 e 28 de fevereiro e 1º de março. São diversos anúncios nas redes sociais. Circulam, inclusive, listas com programações para todos os dias de folia. 
Entre os eventos está o Encontro de Blocos de Rua RJ, que contará os tradicionais Cordão da Bola Preta, Suvaco do Cristo, Empolga às 9, Desliga da Justiça, Toca Rauuul!, Céu na Terra, Vagalume o Verde, Multibloco, Bangalafumenga e Afroreggae. Blocos que, em carnavais passados, foram responsáveis por reunir milhares de pessoas.
O evento, que custa de R$ 20 a R$ 150, será nos dias 26 e 27  no estacionamento da Feira de São Cristóvão, zona norte do Rio. A organização disse que são obrigatórios o uso de máscara e a apresentação da carteira de vacinação. ⠀
Escolas de samba também organizam festas fechadas. A Mangueira, por exemplo, vende ingressos para ensaios na quadra da escola de samba nos dias 25 e 26. Os preços variam de R$ 40 a R$ 1,2 mil – camarote para dez pessoas.
Festas que já são tradicionais, neste ano voltam a ocorrer e reduzem o público por conta da pandemia. É o caso do Bloco do Sai, Hétero. Antes da pandemia, ele reunia 30 mil pessoas. Agora, o público foi limitado a 15 mil. O bloco poderá ser visto nas imediações do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM). Preços: de R$ 40 a R$ 80.
“A gente está com as melhores expectativas possíveis. Apesar dessa situação complicada, a galera está bem animada para sair”, disse a produtora do evento, Eva Lorrany. Ela ressaltou que a festa será em espaço aberto e será obrigatória a apresentação do cartão de vacinação.

Carnaval de rua cancelado

Em janeiro, a prefeitura do Rio de Janeiro cancelou os blocos de rua no carnaval de 2022. A decisão foi tomada levando em conta os dados epidemiológicos, que apontavam para um novo aumento de casos de covid-19 após um período de queda. Logo após a suspensão dos blocos, os desfiles das escolas de samba foram adiados para a abril.
Mesmo com o cancelamento do carnaval de rua pela prefeitura do Rio, blocos clandestinos se reuniram no último fim de semana no centro da cidade e foram dispersados pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop).
Em nota, a prefeitura do Rio informou que estão proibidos os eventos nos quais não é possível a fiscalização do passaporte sanitário. Pessoas acima de 50 anos devem apresentar a comprovação da dose de reforço. A prefeitura relembrou, ainda, que pessoas não vacinadas não podem frequentar ambientes fechados, nem entrar em hotéis e shoppings, por exemplo.
Ainda segundo a prefeitura, a secretaria de Saúde fará ao longo dos feriados ações de fiscalização e os eventos nos quais
as regras estiverem sendo descumpridas serão interrompidos.

Cuidados no carnaval

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ressaltou que ainda são necessários cuidados por conta da pandemia. “Certamente que este carnaval não vai ser igual ao que passou, mas a pandemia ainda não acabou e cuidados e proteção continuam necessários”, disse o coordenador do Observatório Covid-19 Fiocruz, Carlos Machado.
Ele afirmou que, enquanto se caminha para níveis ótimos de cobertura vacinal, medidas de distanciamento físico, uso de máscaras e higienização das mãos devem ser mantidas, “mesmo em ambientes abertos onde possa ocorrer maior concentração e aglomeração de pessoas, o que, embora não seja desejável, poderá ocorrer no carnaval. E que festas privadas ou bailes em casas de festas, clubes ou outros ambientes só sejam realizadas com exigência do comprovante de vacinação”, acentuou.
Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, divulgados ontem (21), nas últimas 24 horas, foram registrados 105.776 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e foram notificadas 816 mortes em decorrência de complicações associadas à doença.

MORRE AOS 43 ANOS, A CANTORA PAULINHA ABELHA

 

Na noite desta quarta-feira (23) faleceu Paulinha Abelha, cantora da Banda Calcinha Preta. Segundo o comunicado do Hospital Primavera, ela morreu em decorrência de um quadro de comprometimento multissistêmico.
“Nas últimas 24 horas apresentou importante agravamento de lesões neurológicas, constatadas em ressonância magnética e associada a coma profundo. Foi então iniciado protocolo diagnóstico de morte encefálica, que confirmou hipótese após exames clínicos e complementar específico”, disse a nota.
Ela foi reconhecida por fazer parte de um dos maiores nomes do forró brasileiro e era lembrada pelo bordão “como não amar?”.
Lesão cerebral
A equipe responsável pelo tratamento da cantora promoveu uma coletiva de imprensa na última terça-feira (22). Na ocasião, os especialistas afirmaram uma encefalopatia severa, que resultou em uma lesão cerebral na artista. Na escala de Glasgow, a resposta sensorial dela encontrava-se no nível 3, sendo o estágio mais grave de redução das funções cerebrais.
Já em relação à influência dos tratamentos estéticos, não ficou comprovado uma lesão prévia provocada pelo uso de medicamentos, no entanto, a hipótese de inflamação por alguma substância tóxica não era descartada.
Internação
Paulinha Abelha foi hospitalizada no dia 11 de fevereiro, quando sentiu um mal-estar na turnê da banda Calcinha Preta em São Paulo e decidiu retornar de viagem. Ela teve complicações após ser diagnosticada com problemas renais.
Em entrevista ao programa Cidade Alerta da TV Atalaia, a irmã da cantora, Carla Abelha, comentou sobre os sintomas que ela estava sentindo antes de ser internada. “Chegou a informação de que ela estava se sentindo mal, vomitando e a gente imaginou que poderia ser uma gravidez. Quando chegou ao hospital, já foi identificado que tinha um probleminha nos rins e houve a insuficiência renal”, disse.
Alguns dias depois, o quadro agravou e a cantora foi transferida para a UTI. Em coma, chegou a apresentar instabilidade neurológica, infecção e foi submetida a procedimentos de diálise.
Carreira
Natural de Simão Dias, a trajetória na música começou com apenas 12 anos em trios elétricos pela região. Paula de Menezes Nascimento Leça Viana ingressou na banda Calcinha Preta em 1998. Na época, ela foi indicada pelo cantor Daniel Diau, que também havia acabado de ser contratado.
Com a banda, um dos grupos de forró de maior sucesso da música brasileira, ela já gravou músicas como Baby Doll, Armadilha, Abra o Meu Coração e Louca Por Ti. Além disso, também integrou as bandas Panela de Barro e Flor de Mel.