𝙁𝙖𝙢𝙞́𝙡𝙞𝙖 𝙙𝙚 𝙈𝙤𝙞̈𝙨𝙚 𝙥𝙖𝙨𝙨𝙖 𝙖 𝙨𝙚𝙧 𝙖𝙙𝙢𝙞𝙣𝙞𝙨𝙩𝙧𝙖𝙙𝙤𝙧𝙖 𝙙𝙚 𝙦𝙪𝙞𝙤𝙨𝙦𝙪𝙚 𝙤𝙣𝙙𝙚 𝙚𝙡𝙚 𝙛𝙤𝙞 𝙖𝙨𝙨𝙖𝙨𝙨𝙞𝙣𝙖𝙙𝙤
A família do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe passará a ser a concessionária de um dos quiosques onde ele foi brutalmente assassinado no dia 24 de janeiro. A notícia foi dada pelo prefeito Eduardo Paes em seu perfil em uma rede social na manhã deste sábado.
Embaixador congolês: ‘O estado brasileiro era responsável pela proteção de Moïse’
Conforme informou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda, vai transformar os quiosques Biruta e Tropicália em um memorial em homenagem à cultura congolesa e africana. A ação será realizada em parceria com a Orla Rio, concessionária que opera os estabelecimentos.
A reformulação dos quiosques pretende celebrar a “cultura e alegria do povo africano, tendo ali um ponto de referência com comida típica, e trazendo a oportunidade de empregar refugiados que vivem na cidade”, diz o secretário Pedro Paulo:
– O que aconteceu foi algo brutal, inaceitável e que não é da natureza do Rio. É nosso dever ser uma cidade antirracista, acolhedora e comprometida com a justiça social.
As oportunidades de emprego ligadas aos dois quiosques deverão, também, ser oferecidas a refugiados africanos residentes no Rio. Além disso, em parceria com o Sesc/Senac e com organizações sociais, a Prefeitura e Orla Rio vão criar um programa de treinamento e capacitação para esses imigrantes atuarem no setor de alimentação.
O que diz embaixador brasileiro no Congo
A morte brutal de Moïse Mugenyi Kabagambe, linchado por pelo menos três homens — todos presos — em um quiosque na Barra da Tijuca, também repercute na República Democrática do Congo, país natal do jovem de 24 anos. Na última quinta-feira, André Luiz Azevedo Dos Santos, embaixador brasileiro na nação africana, visitou o Ministério das Relações Exteriores congolês e se reuniu com autoridades do país. Após o encontro, declarações de Azevedo dos Santos sobre o caso foram reproduzidas na imprensa local:
— Infelizmente, nós temos no Brasil uma situação de violência muito grave. Eu penso que essa tragédia é utilizada um pouco para provocar uma reação da sociedade brasileira, uma reação mais forte contra a violência — afirmou o embaixador, em francês, um dos idiomas oficiais do Congo.
A reportagem do portal “Politico.CD” — que anuncia a cobertura das “atualidades da República Democrática do Congo em tempo real” — sobre a visita de Azevedo dos Santos aos ministério destaca vários pontos do caso. “A família do jovem disse que o espancamento ocorreu depois que Moïse Kabagembe insistiu de seu empregador receber um pagamento atrasado, tendo trabalhado dois dias no bar, na cidade litorânea do Rio de Janeiro”, explica o texto.
Mais à frente, a matéria frisa que o congolês foi morto no “bairro nobre da Barra da Tijuca” e que os agressores utilizaram até mesmo um taco de beisebol, além do fato de que ele teve pés e mãos amarrados. “Um deles sentou-se sobre a cabeça da vítima por vários minutos e, ao perceber que ela não estava mais lutando, moveu-se para tentar ressuscitá-lo em vão”, avança o site de notícias.
𝙎𝙞𝙜𝙖 𝙣𝙤𝙨𝙨𝙖 𝙥𝙖́𝙜𝙞𝙣𝙖 𝙚 𝙛𝙞𝙦𝙪𝙚 𝙥𝙤𝙧 𝙙𝙚𝙣𝙩𝙧𝙤 𝙙𝙖𝙨 𝙣𝙤𝙩𝙞́𝙘𝙞𝙖𝙨 !!
