Pandemia aumentou em 50% denúncias de violência contra crianças e adolescentes

 

A pandemia elevou em 50% a quantidade de denúncias de atos de violência contra crianças e adolescentes junto aos conselhos tutelares, e o abuso sexual é o mais comum deles. Neste 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) se juntaram para alertar a população de que a denúncia é a melhor forma de combate.

Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostrou que em 2020 houve 1.494 notificações de violência contra crianças com idade entre 0 e 9 anos e, em 2021, até o início de maio, foram 410 casos. As meninas são os principais alvos (58,3%) e do total de vítimas, 66% são pretos e pardos. A imensa maioria desses atos acontecem dentro de casa: 72%.

Em tenda montada em frente à Galeria Menescal, um dos locais mais movimentados de Copacabana, bairro que concentra tanto casos de exploração sexual infantil quanto de pessoas em situação de rua, a SMAS e o CMDCA alertaram a população para a importância da atuação da sociedade nesses casos. Equipes dos Centros Especializados de Atendimento em Assistência Social (Creas), as coordenadoras dos Conselhos, Érica Arruda, e da Infância e Adolescência, Alice Peçanha, e a conselheira tutelar Claudelice Silva, da Zona Sul, receberam o público e tiraram dúvidas sobre o assunto, distribuíram material informativo e exemplares do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

– É importante chamarmos a atenção da população, pois esse tipo de violência é difícil de verificar, a Assistência Social e os demais órgãos só conseguem trabalhar a partir das denúncias que chegam. É a partir daí que conseguiremos ampliar e melhorar nosso atendimento – afirmou a secretária, Laura Carneiro, ao abrir o ato.

A conta do aumento das denúncias é de Claudelice Silva, conselheira tutelar da Zona Sul: – Com as crianças em casa, a violência cresceu muito e o abuso sexual é o mais comum deles. Por isso a importância da denúncia, pois somos um órgão de apoio à população que chega aonde outros órgãos não chegam, mas muita gente não conhece nosso trabalho – completou. Por isso, para a coordenadora dos Conselhos, Érica Arruda, o abuso infantil é “a pandemia dentro da pandemia”.

– Sabemos que existe subnotificação nesse tipo de caso, mas as denúncias por telefone cresceram muito na pandemia e os maiores violadores estão dentro da família. Você, que é vizinho, é importante ficar atento. As denúncias são anônimas e é muito importante que a sociedade faça a sua parte – completou Érica.

Também estiveram presentes a subprefeita da Zona Sul, Ana Ribeiro, e representantes de associações de moradores da região. Os canais de denúncia são: Disque 100 (www.disque100.gov.br); 190, da Polícia Militar, para casos de intervenção imediata); 127, Ouvidoria do Ministério Público; 180 (Violência contra a Mulher); CMDCA (https://cmdcario.com.br/denuncie.php); Conselhos Tutelares (https://cmdcario.com.br/enderecos.php); Disque-denúncia: 2253-1177; e Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV): 2334-9869.

CADELA MORRE APÓS DEFENDER CRIANÇA APÓS ATAQUE DE PITBULL

 

HEROÍNA

A cadela Lilica, da raça shih-tzu, de 6 anos, morreu na tarde dessa segunda-feira (17/5) por conta de ferimentos sofridos após o ataque de um pit-bull.

No domingo (16), a cachorra entrou na frente da dona, Larah Milano, de 8 anos, para salvar a menina do ataque. O caso aconteceu em Bauru, município de São Paulo.

Na ocasião, a criança brincava na calçada com os dois cachorros, Lilica e Bola. Neste momento, o cachorro pit-bull do vizinho fugiu e foi em direção à Larah.

“Tentaram de tudo para fazer o pit-bull soltar [Lilica]. Jogaram água, objetos. Ele chegou a correr carregando a Lilica por duas quadras, até que um homem passou de carro e falou para agarrar o pescoço, que ele soltaria. E um outro homem conseguiu se aproximar e fazer isso. O pit-bull soltou a Lilica e correu de volta para a casa dele”, diz Thaynara Milano de Souza, de 26 anos.

A psicóloga afirma que o dono do animal não estava em casa no momento do ocorrido.

Riscos e Inseguranças da Estrada do Campinho em Campo Grande

Riscos e Inseguranças da Estrada do Campinho

A Estrada do Campinho como é popularmente conhecida pelos moradores de Campo Grande é uma das principais vias da região. Em toda sua extensão abriga comércios, moradias, condomínios, escolas e até um posto da UPA de atendimento.

A estrada possui extensão que liga o bairro de Campo Grande até a Av. Brasil e nos últimos anos, Campo Grande teve crescente valorização residencial e está cada vez mais populoso. Com isso o tráfego pela Estrada do Campinho se torna comum para quem reside no entorno.

Moradores relatam diversos riscos em decorrência da falta de segurança no decorrer da via e também pela baixa sinalização regular de trânsito.

Os veículos não respeitam as sinalizações de trânsito, as placas de velocidade e alguns semáforos não funcionam, o que dificulta o tráfego de pedestres do local. Em virtude desses problemas, os acidentes são regulares na estrada e na maioria das vezes são fatais.

Outro aspecto que muito preocupa a população são os assaltos recorrentes, diariamente, moradores relatam sobre a insegurança que é andar pela Estrada do Campinho. Este medo se estende também aos carros e motos que passam pelo local, que movidos pelo medo, na maioria das vezes e dependendo do horário não respeitam as sinalizações com receio de serem assaltados.

Esperamos que a situação não permaneça da maneira que tem sido. O bairro de Campo Grande, é um local ótimo para se morar, abriga vários comércios, áreas de lazer, dois shoppings com variedade de lojas e merece ser bem cuidado pelas autoridades de segurança pública e pavimentação.

 

PRESO FALSO MÉDICO QUE ATENDIA EM UPA NA ZONA OESTE

 

PRESO FALSO MÉDICO QUE ATENDIA NA UPA DE REALENGO

Um falso médico que atendia na UPA de Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi preso em flagrante nesta terça-feira por policiais da 12ª DP (Copacabana).

Itamberg Oliveira Saldanha, de 31 anos, estava trabalhando quando os investigadores chegaram à unidade de saúde. Segundo informações da Polícia Civil, o homem atendia na sala amarela, na ala de pacientes com Covid-19, e chegou a ser vacinado contra a doença.

A estimativa é de que o falso médico tenha feito mais de 3 mil atendimentos desde janeiro deste ano.
Em salários, ele ganhou cerca de R$ 100 mil no período.

Segundo informações da polícia, Itamberg realizava uma média de 70 atendimentos por plantão. Os investigadores encontraram um atestado de óbito, assinado por Itamberg, de um paciente que morreu na unidade de saúde.

Eles também acharam, com Itamberg, carimbo com os dados do médico Álvaro Pereira de Carvalho, cujo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) era utilizado pelo falso médico.

Itamberg chegou a ser vacinado contra a Covid-19 no lugar de Álvaro. Quando o verdadeiro médico tentou ser imunizado, foi impedido porque seu nome já constava como pessoas que tinham recebido uma dose contra a Covid-19.

Apenas após consegui esclarecer o que havia ocorrido, Álvaro conseguiu se vacinar.
A delegada titular da 12ª , Bianca Lima, afirma que ficou estarrecida com o fato de Itamberg estar trabalhando em uma ala para pacientes da Covid.

– É uma doença na qual os pacientes podem ter quadros que evoluem muito mal e forma rápida. Então o tratamento precisa de um olhar bem especializado, técnico.

É uma situação absurda – analisa a delegada.
Aos policias, informalmente, Itamberg relatou que estudou medicina na Universidade Gama Filho até o 6º período. No entanto, acabou ficando sem dinheiro para custear os estudos, deixando de frequentar a universidade.

Ele admitiu não ser médico. Um dos policiais responsáveis pela prisão do falso médico esteve recentemente internado no CTI com Covid-19.

Itamberg deve responder pelos crimes de tentativa de estelionato, falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão da medicina.

Rio de Janeiro regulariza aplicação da segunda dose da CoronaVac

 

A produção da CoronaVac pelo Instituto Butantan, em São Paulo, está paralisada desde sexta-feira (14), por falta do insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima da vacina. O material é enviado pela China e, segundo o instituto, não havia sido liberado pelo país oriental por causa de entraves diplomáticos causados por declarações de autoridades do governo brasileiro.

Ontem, o Butantan informou que a China liberou o envio de 4 mil litros de IFA, suficientes para a produção de 7 milhões de doses da vacina. O IFA deve chegar ao Brasil no dia 26 de maio. O contrato com o laboratório chinês Sinovac prevê o envio de mais 6 mil litros de IFA, ainda sem data para entrega.

O Butantan entregou na sexta-feira (14) ao Ministério da Saúde o último lote fabricado até o momento, com 1,1 milhão de doses. O instituto já entregou 47,2 milhões de doses da CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações, cumprindo o primeiro contrato firmado, que previa 46 milhões de doses. O segundo acordo prevê a disponibilização de 54 milhões de doses até o final de agosto.

Prefeitura emite notificações para construções irregulares erguidas em áreas públicas em Campo Grande

 

A Prefeitura do Rio, por meio de ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Conservação e a Subprefeitura da Zona Oeste, fez vistoria nos bairros de Bangu e Campo Grande para identificar construções irregulares em área pública. A operação foi realizada nesta segunda-feira, 17 de maio, pela Coordenadoria Técnica de Operações Especiais (Coope).

Ao todo, a equipe da Conservação identificou 23 edificações sem licença. Na Avenida Brasil, havia uma área de aproximadamente 300 metros quadrados sendo usada para estacionamento; na Estrada Duarte Nunes eram duas construções irregulares de um pavimento, em alvenaria, e duas coberturas em estrutura metálica voltadas para guarda de veículos; na Avenida Mergulhão, uma construção de um pavimento em alvenaria, que servia como lava a jato; na Rua Dona Elisa, 15 construções em alvenaria, todas com um pavimento; na Praça Jurandir Ferreira da Silva, um imóvel irregular que servia como salão de beleza e outro usado como salão de festas.

Os técnicos emitiram notificações para todas as construções irregulares e deram um prazo de sete dias para que os proprietários retirem seus pertences. A ação conjunta de vistoria e notificação precede a operação de demolição de todas as edificações que não atenderem à determinação de desocupação das áreas públicas.

Abuso sexual infantil: como identificar, prevenir e combater

 

Há exatos 48 anos, a pequena Araceli desapareceu em Vitória, no Espírito Santo. Só foi encontrada seis dias depois. Espancada, estuprada, drogada e morta. Seu corpo foi desfigurado com ácido. Os suspeitos foram absolvidos e o crime, arquivado. A data do assassinato ficou marcada e, no ano 2000, foi instituído o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, lembrado hoje (18).
O assassinato brutal de Araceli é apenas a faceta de um crime que acontece diariamente dentro dos lares. Nem todos terão esses requintes de crueldade e nem todos serão cometidos por psicopatas ou pessoas fora da lei. A maioria deles vai ocorrer com quem já tem a confiança da criança. “Infelizmente o pedófilo, o abusador, ele está dentro de casa ou frequenta a casa ou faz parte do núcleo familiar em que aquele menor convive”, afirma Raquel de Andrade, presidente do Instituto Infância Protegida, organização não governamental (ONG) do Espírito Santo que dá amparo jurídico e psicológico a crianças, adolescentes e adultos vítimas de violência sexual.

Foi exatamente o que aconteceu com M.C, hoje com 31 anos. “Não sei ao certo em qual idade começaram os abusos, tenho alguns flashes de cenas aos oito ou nove anos. Um amigo do meu pai, devia ter seus 60 anos, alcoólatra e fumante (digo isso porque o cheiro dele não esqueço) me pegava em um canto, em churrascos nos finais de semana, onde todos os adultos estavam, sem condições de zelar pelo bem-estar das crianças. Fazia isso comigo e com a minha irmã ao mesmo tempo”, lembra. Infelizmente, esse não foi o único episódio de abuso pelo qual ela passou: “Pouco tempo depois, um professor particular me dava aulas de violão em casa. Eu com 11, ele com 35. Ele me disse, depois de uma aula, que eu era muito bonita, que tinha um estilo legal e me pediu um beijo”, relata.

Os abusos deixaram marcas. “Aos 11, eu me cortava e pensava bastante em suicídio”. Mesmo assim, seu pai não acreditou. Obrigou M.C. a conviver com o amigo abusador até que ele morresse. “Me levou ao velório, inclusive”.

Aos 13, mais uma vez, M.C. foi vítima de quem mais confiava. Dessa vez, uma amiga, com 25 anos, que a convidou para passar a semana em sua cidade. “Quando cheguei, ela me mostrou vídeos pornôs e prostitutas na rua, me explicou o que era sexo porque eu ainda não sabia bem. Me oferecia bebidas e drogas, fazia com que eu me sentisse descolada e importante. Tive relações com o seu irmão, foi a minha primeira vez. Chorei assim que acabou.”, lembra. Depois disso, a amiga a convenceu a manter relações com outras pessoas. Mesmo traumatizada, M.C. acreditava que tinha se tornado adulta e experiente. Só anos depois, percebeu que havia sido aliciada. “Sinto que um pedaço de mim, que me trazia inocência e vivacidade, foi roubado antes que eu tivesse consciência dele”, lamenta.

A presidente do Instituto Infância Protegida vai além quando diz que não existe perfil de abusador: embora a maioria seja do sexo masculino, mulheres também abusam, como babás, funcionárias de creche, mães, avós. “Um caso em especial que estamos cuidando é o de uma que mãe precisava trabalhar e deixou a criança com a avó. A avó estava abusando da criança”, conta.

Para se ter uma ideia do volume de abusos, de 2011 ao primeiro semestre de 2019, foram registradas mais de 200 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, por meio do serviço Disque 100.

Como perceber 

Como identificar o abuso sexual em crianças e adolescentes? – Arte/Agência Brasil

De acordo com Elaine Amazonas, assistente social e gerente de projetos na Bahia da ONG Plan International, que promove os direitos das crianças, identificar os sinais de um abuso não é fácil pois, na grande maioria das vezes, o abusador não deixa sinais físicos. Segundo ela, é preciso estar atento às mudanças repentinas de comportamento: “Muitas vezes a criança se apresenta mais irritadiça, apresenta ansiedade, dores no corpo, na cabeça, barriga, sem uma explicação mais lógica. [Apresenta] alterações gastrointestinais. Raiva, rebeldia. Muitas crianças ficam mais introspectivas, não querem conversar, têm pesadelos constantes voltam a fazer xixi na cama, chupar dedos”, enumera.

Raquel Andrade acredita que importantes formas de prevenção são a cumplicidade e o diálogo constante com os filhos: “Que os pais se esqueçam um pouco deles e se doem mais aos filhos. Tem pai que acha que é perder tempo sentar junto com o filho. Não é perder tempo, é qualidade de vida, é salvar o seu filho, é salvar a sua filha. Então senta, conversa, mostra os perigos que eles estão correndo. Quem sabe isso seja uma forma de evitar um mal pior”, diz. Ela orienta que, durante essas conversas, os pais expliquem às crianças que não é qualquer pessoa que pode tocar nelas, que não devem conversar com estranhos nem mesmo pela internet.

A presidente do Instituto Infância Protegida lembra que hoje já existem aplicativos para computadores e dispositivos móveis que podem rastrear tudo que a criança vê e com quem ela conversa: “Os pedófilos muitas vezes se escondem atrás da tela de um computador, de um celular, de um tablet achando que internet é terra de ninguém. Então, a prevenção é muito importante”.

Cartilha

A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do governo federal atualizou a cartilha com informações sobre abuso sexual. Nela constam informações como os conceitos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, mitos e verdades sobre esses crimes, métodos do agressor e perfil das vítimas. “O conhecimento sobre a rede de proteção dos menores de idade também é muito importante para estabelecer o vínculo entre o Estado e a sociedade para o enfrentamento dos casos.”, diz o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha.

A iniciativa é uma das ações do Maio Laranja, criado exatamente para incentivar a realização de atividades que possam conscientizar, prevenir, orientar e combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes durante todo o mês de maio. Como parte das ações programadas, ontem (17) o governo lançou o Programa Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Crianças e Adolescentes.

Tanto o Instituto Infância Protegida quanto a ONG Plan International estão com uma série de lives com profissionais para esclarecer os principais temas referentes ao abuso infantil.

Ajuda

Como denunciar o abuso sexual de crianças e adolescentes? – Arte/Agência Brasil

O governo federal disponibiliza diversos de canais para atendimento às vítimas do abuso infantil. Entre eles está a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, que funciona por meio do serviço Disque 100 e que conta agora com números no Whatsapp e Telegram (basta apenas digitar “Direitoshumanosbrasilbot” no aplicativo). “São aplicativos onde se pode passar áudios, fotos e vídeos. A vítima pode gravar os abusos e passar por esses canais. É uma forma de denunciar e inibir a ocorrência de mais casos.”, afirma Maurício Cunha.

Outra forma de denunciar é buscar o conselho tutelar. Eduardo Rezende de Carvalho, conselheiro tutelar no Distrito Federal há cinco anos, conta como funciona o trâmite dessas denúncias. “A partir do registro, levamos ao conhecimento da autoridade policial para fazer o corpo de delito, depois identificamos o possível agressor, solicitamos ao Judiciário o afastamento como medida de proteção, caso se configure o fato, e encaminhamos ao programa de atendimento às vítimas”.

Segundo o secretário, o Brasil dispõe  de uma rede de proteção preparada e capaz de lidar com diversos graus de abusos e exploração sexual de meninos e meninas. “Desde o ano passado, 672 conselhos tutelares já receberam veículos zero quilômetro e equipamentos para a melhoria da infraestrutura no atendimento a crianças e adolescentes de todo o país. Os kits foram entregues pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) nas cinco regiões do país. O conjunto de equipamentos inclui, além dos automóveis, computadores, refrigerador, bebedouro, smart TV, ar condicionado portátil, cadeirinha para automóvel e impressora”, afirma.

De acordo com a gerente de Projetos da Plan International, toda criança e todo adolescente que sofreram violência sexual precisam receber um acompanhamento psicológico para ajudá-los a entender e ressignificar o que aconteceu. “A gente precisa lembrar o tempo todo que a vítima não é a culpada”, diz. Segundo ela, cada criança vai reagir de uma forma. Algumas terão o poder de se refazer, conseguindo deixar o trauma para trás, e outras vão apresentar problemas psiquiátricos, psicológicos, terão dificuldades em suas relações interpessoais. “Nenhuma criança ou adolescente passa por isso incólume”, diz.

Prefeitura promove curso de aproveitamento de alimentos com favela orgânica

 

Começa nesta segunda-feira (17/05) o curso “Faça e Venda”, promovido em parceria com o projeto Favela Orgânica, destinado às hortelãs do programa Hortas Cariocas e demais mutirantes da Prefeitura do Rio. Iniciativa das secretarias de Meio Ambiente, de Políticas e Promoção da Mulher e de Ação Comunitária, o objetivo das aulas é ensinar mulheres a aproveitar integralmente os alimentos, conquistando mais independência econômica e qualidade de vida para suas famílias e comunidades.

 

– Promover o empreendedorismo feminino, a geração de renda e a segurança alimentar para as pessoas que mais precisam é essencial para o desenvolvimento sustentável e, portanto, uma diretriz clara da nossa gestão – afirma Eduardo Cavaliere, secretário de Meio Ambiente da Cidade.

 

No curso, que será 100% online e gratuito, Regina Tchelly, idealizadora do Favela Orgânica, ensinará receitas que levam cascas, talos e sementes geralmente descartados, revelando novos sabores e ampliando a visão das cozinheiras sobre os alimentos. Para as receitas, serão aproveitados ingredientes plantados no programa Hortas Cariocas, que são comuns em comunidades do Rio. Além das oficinas, que serão transmitidas ao vivo, as participantes poderão trocar experiências de empreendedorismo comunitário e receitas orgânicas com Regina Tchelly.

 

– Acreditamos na potência das mulheres na promoção da sustentabilidade e da alimentação saudável. O curso é uma oportunidade para impulsionar a geração de renda e a segurança alimentar neste contexto – pontua Joyce Trindade, secretária de Políticas e Promoção da Mulher.

 

– Precisamos criar oportunidades para aumentar a renda da população mais necessitada e mais atingida pela pandemia. E fazer tudo isso de forma sustentável, eliminando o desperdício – explica Marli Peçanha, secretária de Ação Comunitária.

 

O Projeto Favela Orgânica é uma iniciativa pioneira que teve origem nas comunidades Babilôniae Chapéu Mangueira, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Surgiu em setembro de 2011, como fruto do olhar sensível e da iniciativa de Regina Tchelly, com os objetivos de modificar a relação das pessoas com os alimentos, evitar o desperdício, cuidar do ambiente e mostrar que é possível acabar com a fome.

Nova fase da campanha de vacinação contra a gripe vai imunizar idosos entre 80 e 60 anos

 

Começa nesta segunda-feira (17/05) uma nova fase da campanha de vacinação contra a gripe. Idosos entre 80 e 60 anos serão imunizados até o dia 14 de junho, respeitando a faixa etária por semana.

– 17/05 a 24/05 – Idosos com 80 anos ou mais

– 24/05 a 31/05 – Idosos com 70 anos ou mais

– 31/05 a 07/06 – Idosos com 65 anos ou mais

– 07/06 a 14/06 – Idosos com 60 anos ou mais

Após os idosos, será iniciada, no dia 14 de junho, a aplicação das doses da vacina contra a gripe nos grupos prioritários, que contemplam trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades e com deficiência, profissionais de educação, caminhoneiros, transportes coletivos e de longo percurso, portuários, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.

Como ainda não há estudos sobre possíveis efeitos das vacinas contra a gripe e Covid-19, quando tomadas simultaneamente, a recomendação é que haja um intervalo de 14 dias entre a aplicação dos dois imunizantes.

 

A MORTE DE MC KEVIN SEGUNDO RELATOS DA POLÍCIA

 

A MORTE DE MC KEVIN

O delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), que investiga a morte do cantor Kevin Nascimento Bueno, o MC Kevin, apreendeu os telefones celulares de Bianca Domingues e de Victor Elias Fontenelle. Os dois estavam com o funkeiro no quarto 502 de um hotel na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, na tarde de domingo, dia 16, quando Kevin caiu da varanda e acabou não resistindo aos ferimentos.

Segundo os depoimentos, o artista estava passeando no calçadão com o amigo quando os dois conheceram a modelo fitness em um quiosque e a levaram para a suíte. O objetivo da polícia ao apreender os aparelhos é apurar se o conteúdo dos celulares corrobora a versão apresentada pelos jovens na delegacia.

Ainda de acordo com os depoimentos prestados por Bianca e Victor, os três mantiveram relações sexuais até que, pouco antes das 19h, MC Kevin teria ficado receoso sobre uma possível chegada de sua mulher, a advogada Deolane Bezerra, que estava hospedada no quarto 1302 do mesmo hotel. O funkeiro, então, teria tentado pular, pela varanda, para o apartamento abaixo.

O artista caiu de uma altura de pelo menos 18 metros próximo à piscina. Socorrido por equipes do quartel do Corpo de Bombeiros do bairro, o jovem foi levado ao Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul, mas não resistiu aos ferimentos.

Na tarde desta segunda-feira, Bianca chegou a usar as redes sociais para afirmar que a morte de MC Kevin “foi um acidente”. Em seu perfil no Instagram, ela escreveu ter visto “tudo”, afirmou não acreditar no que estava acontecendo e pediu orações. “Não estou nada bem. Ainda estou em choque. Estou triste demais, não tem nome para isso”, disse em entrevista a O GLOBO.