Homem negro é acusado injustamente de roubo em Duque de Caxias

Rio – O encarregado de supermercado Fernando Silva dos Santos foi acusado injustamente, por seguranças, de roubar um par de sapatos nas lojas Di Santinni, do Calçadão de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu na última quarta-feira, logo após Fernando, que é negro, realizar uma comprar no estabelecimento. A falsa acusação virou caso de polícia e está sendo investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias).

O encarregado contou, em entrevista ao RJ1, que havia acabado de receber seu salário e foi até a loja para comprar uma mochila nova. Depois de efetuar o pagamento, ele colocou seus pertences dentro do produto e já saiu usando ele. Logo em seguida, Fernando já foi abordado pelos seguranças que o acusaram de ter roubado um par de sapatos.

Segundo Fernando, mesmo apresentando a nota fiscal aos vigilantes, eles abriram sua mochila e jogaram tudo no chão. Nada foi encontrado e o rapaz conta que questionou a conduta dos seguranças: “só porque eu sou preto?”, disse.

O encarregado de supermercado procurou a polícia e registrou o caso na 59ª DP. Em nota, a Polícia Civil informou que “as investigações estão em andamento para apurar todas as circunstâncias do fato. Todos os procedimentos de praxe estão sendo adotados”.

Através das redes sociais, a Di Santinni repudiou o caso e afirmou estar averiguando o caso para que o fato não se repita.

Leia a nota na íntegra:

“A Di Santinni repudia veemente qualquer ato de racismo, injúria ou ofensa moral dentro e fora de nossos estabelecimentos. Na última quarta-feira, dia 18/11/2020, em frente a uma de nossas lojas, nosso cliente foi abordado por seguranças do Calçadão de Duque de Caxias. Estamos entrando com um pedido de averiguação junto aos responsáveis, para que fatos como esse nunca mais aconteçam. Já nos colocamos à disposição do cliente, através de contato telefônico do Presidente da Di Santinni, para prestar total assistência perante o caso. Pedimos desculpas a todos pelo ocorrido. Continuaremos seguindo forte contra qualquer tipo de discriminação”.  

Mulher mantida em cárcere privado é libertada pela polícia na Vila Vintém

Uma mulher mantida em cárcere privado foi resgatada pela Polícia Militar na madrugada deste sábado, na Vila Vintém, em Realengo, Zona Oeste. Depois de cinco dias como refém, ela mesma fez contato com a PM, segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Ela contactou as equipes através do telefone do setor de Inteligência do 14° BPM (Bangu). Passou os detalhes, informou o local e os policiais seguiram.

O resgate foi feito por equipes do 14° BPM (Bangu) e do 41° BPM (Irajá), que encontraram a vítima numa residência na Rua General Gomes de Castro. O criminoso foi preso no local, sem confronto. A ocorrência foi registrada na 35ª DP (Campo Grande), onde a vítima presta depoimento.

Ainda não há informações mais detalhadas da operação.

VIGA DE SUSTENTAÇÃO DO MERCADO ASSAÍ NO CENTRO DE CAMPO GRANDE CAI E FERE FUNCIONÁRIOS DA OBRA.

#URGENTE

VIGA DE SUSTENTAÇÃO DO MERCADO ASSAÍ NO CENTRO DE CAMPO GRANDE CAI E FERE FUNCIONÁRIOS DA OBRA.

Uma viga de sustentação caiu agora pouco na obra do mercado atacadista Assaí que está sendo construído no centro de Campo Grande. ,Av Cesário de Melo no antigo Extra
Primeiras indicações que ainda estamos apurando, seriam que dois funcionários se feriram com gravidade, sendo um já socorrido pro hospital Municipal Rocha Faria, e o outro que está com escombros sobre seu corpo, aguardando os Bombeiros.

Breve mais informações
#Campogrande
Plantão Zona Oeste

Homem morto em Carrefour no RS tinha antecedentes criminais

 

De acordo com informações da Polícia Civil, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, morto após ter sido espancado por seguranças no estacionamento de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS), tinha antecedentes criminais. A informação foi confirmada pela TV Globo, que afirmou que o homem tinha antecedentes por violência doméstica, ameaça e porte ilegal de arma.

Ao portal Uol, uma fonte da polícia relatou que a violência doméstica foi cometida contra outra mulher e não contra a atual esposa de João Alberto.

De acordo com a Brigada Militar, o espancamento começou após um desentendimento entre João Alberto e uma funcionária do Carrefour na noite de quinta-feira (19). A vítima teria ameaçado bater na funcionária, que acionou a segurança da loja.

Os dois suspeitos pelo crime foram presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro trabalhava como segurança do supermercado e está em um prédio da Polícia Civil.

A investigação trata o crime como homicídio qualificado. A Polícia Civil informou que os nomes dos seguranças presos são Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva.

O primeiro resultado da necropsia realizada pela perícia indicou que João Alberto Silveira Freitas morreu por asfixia.

Em nota, o Carrefour lamentou o caso e disse que tomou providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

 

Agências do INSS estarão fechadas na próxima segunda-feira

Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não serão atendidos nas agências do órgão nesta segunda-feira (23). Os locais de atendimento estarão fechados por causa do ponto facultativo correspondente ao dia do servidor público, que foi transferido de 28 de outubro para 23 de novembro.

A transferência do ponto facultativo havia sido autorizada por portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 27 de outubro, véspera do dia do servidor público. Na ocasião, o governo justificou que a mudança de data foi necessária para manter os atendimentos agendados, evitando remarcações e transtornos para os beneficiários.

Outros órgãos, como a Receita Federal haviam suspendido o expediente em 30 de outubro e atenderão normalmente nesta segunda-feira. O INSS, no entanto, optou por fazer o ponto facultativo no fim de novembro para desafogar o atendimento nas agências, que cuidam de pedidos e de processos acumulados durante a pandemia de covid-19.

Com o fechamento das agências, os cidadãos podem buscar informações, pedir benefícios e agendar serviços sempre pelo aplicativo Meu INSS. Também é possível resolver dúvidas pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Fonte: Agência Brasil

SUSPEITO DE MATAR A JOVEM DE 17 ANOS COM TIRO NA CABEÇA EM CAMPO GRANDE SE ENTREGA À POLÍCIA

 

SUSPEITO DE MATAR A JOVEM DE 17 ANOS COM TIRO NA CABEÇA EM CAMPO GRANDE SE ENTREGA À POLÍCIA

O suspeito de matar Hevelyn Sant’Anna Rosa, de 17 anos, com um tiro na cabeça, se entregou à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na tarde desta quinta-feira. O homem, identificado pelo pai da vítima como Alexandre Soares, mais conhecido como ‘Novinho’, era ex-companheiro da jovem e, no momento, está à disposição da Justiça, segundo informações da Polícia Civil.

Helton Sant’Anna Rosa, pai de Hevelyn, disse que ‘Novinho’ se entregou à polícia após uma operação que estava acontecendo na comunidade da Carobinha, na Zona Oeste do Rio, onde ele estaria escondido.

Hevelyn Sant’Anna Rosa foi morta, no dia 5 de novembro, com um tiro na cabeça. De acordo com o pai da jovem, o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento.

O responsável pelo crime teria ameaçado a vítima de morte por mensagens antes do crime acontecer. Segundo familiares, o casal não estava mais junto desde o início do ano, mesmo assim as ameaças à adolescente eram constantes.

Loja do Carrefour é invadida e destruída nos Jardins, em São Paulo

SÃO PAULO – A Marcha da Consciência Negra, puxada neste ano pela morte de João Alberto Freitas por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre, acabou em depredação de uma unidade do hipermercado no bairro dos Jardins, em São Paulo, na noite desta sexta-feira.

Após um início pacífico, alguns manifestantes atiraram objetos e destruíram vidraças da fachada da loja na Rua Pamplona, uma das áreas mais nobres da cidade. Também invadiram o local, quebraram produtos e chegaram a atear fogo no interior do supermercado, depois controlado.

Carros que estavam no estacionando também foram depredados. Clientes que realizavam compras no momento do protesto tiveram de se refugiar no fundo do estabelecimento.

As imagens da agressão contra o homem em Porto Alegre:

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi brutalmente espancado até a morte por dois seguranças na saída de um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Vídeos que circulam em redes sociais mostram ele sendo agarrado pelas costas por um segurança e agredido por outro com diversos socos na cabeça.

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi brutalmente espancado até a morte por dois seguranças na saída de um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Vídeos que circulam em redes sociais mostram ele sendo agarrado pelas costas por um segurança e agredido por outro com diversos socos na cabeça.

Depois do pedido dos organizadores para os manifestantes interromperem a depredação do supermercado, a manifestação foi encerrada. A Tropa de Choque chegou quando a multidão dispersava.

A manifestação teve início na Avenida Paulista, em frente ao Masp, e tinha por objetivo protestar contra a morte de Freitas e pedir justiça racial no país. O ato foi organizado pela Movimento Negro Unificado (MNU), Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) e outros coletivos do movimento negro.

Além de lideranças do movimento negro, discursaram vários parlamentares, como a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), a vereadora recém-eleita Erika Hilton (PSOL) e Orlando Silva (PCdoB), candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo.

Após os discursos, os ativistas iniciaram uma marcha até uma loja do Carrefour. A unidade foi escolhida por, segundo os organizadores, ser a maior da região e estar localizada em um bairro de classe alta, instalada em um shopping chamado Jardim Pamplona.

Fonte: O Globo

Três vítimas de acidente com carro no Cais do Porto serão enterradas nesta sexta-feira

Três dos quatro ocupantes que morreram após o veículo em que estavam cair na Baía de Guanabara serão enterrados nesta sexta-feira, dia 20. O primeiro a ser enterrado foi Rogério Sacramento, de 48 anos, no Cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nesta manhã. Ainda hoje será o velório de Denilson Santana Cruz, de 53 anos, em Sulacap, e de Luís Carlos de Oliveira Silva, de 40 anos, às 15h, no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste, de acordo com o “RJ TV”, da TV Globo.

No velório, a esposa de Rogério, Ana Paula Sacramento falou sobre o marido, ao “RJ TV”:

— Como marido (era) maravilhoso, trabalhador, muito amoroso, Foram os melhores anos que eu tive — disse, muito abalada.

A quarta vítima do acidente, Paulo Roberto da Silva de Almeida, de 34 anos, será enterrada amanhã em Sulacap.

Somente um dos ocupantes sobreviveu à queda do carro na água da Baía de Guanabara, na noite de quarta-feira, dia 18. O homem, identificado como Eduardo Pontes, se salvou ao conseguir deixar o veículo antes de ele afundar.

Era o momento de uma troca de turno, pouco antes das 21h20. Além da baixa luminosidade, chovia e o trecho, entre os armazéns 10 e 11, está em obras. O motorista teria perdido o controle do carro e caído na Baía.

MPRJ denuncia major do Corpo de Bombeiros pelo crime de concussão

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), denunciou o major do Corpo de Bombeiros Jonas Grujahu dos Santos Junior pelo crime de concussão, por receber vantagem indevida para expedir documento oficial da corporação. Jonas emitiu, no ano de 2016, certificado de aprovação (CA) para o estabelecimento comercial Algsun Industria e Comércio de Produtos, em Paracambi, mesmo sabendo que o imóvel não havia sido construído.

A denúncia é um desdobramento da operação Ingenium, que aconteceu em 2017 por meio do GAECO/MPRJ e da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria Estadual de Segurança (CGU/SESEG). De acordo com as investigações, bombeiros de diferentes Grupamentos formaram organização criminosa que cobrava propina para expedição de alvarás e licenças de estabelecimentos comerciais, sem que eles cumprissem as exigências legais de segurança.

A denúncia contra Jonas aponta que o militar, lotado no 4º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) em Nova Iguaçu como comandante do setor de Engenharia e Sub Comandante do Grupamento, era responsável pela autorização da emissão de documentos. Conversas extraídas do seu terminal telefônico apontaram que, em outubro de 2016, o coronel da reserva William Mardonio da Cunha Silva o procurou com o objetivo de obter de maneira célere a documentação referente à Algsun.

De acordo com os áudios extraídos, William atuou como patrocinador de interesses privados, na medida em que se articulou a Jonas para negociar a liberação de documento pertencente a um terceiro, identificado como Luiz Alberto Cardoso Silva. Na ocasião, William disse a Jonas que Luiz Alberto teria ajudado a montar uma academia dentro do 4º GBM, esperando, com isso, persuadir Jonas a emitir o documento pretendido. Após constatar que o imóvel da Algsun sequer havia sido construído, o que obviamente impediria a expedição do CA, Jonas avisou a William que teria uma “solução” para o impasse, solução essa que seria enviada por meio de um aplicativo de troca de mensagens.

Desta forma, requer o GAECO/MPRJ que Jonas seja incurso no crime de concussão, nos termos do artigo 305 do Código Penal Militar, e que seja decretada a perda do cargo e a interdição para o exercício de função ou cargo público pelo prazo de oito anos subsequentes ao cumprimento da pena.

“A gente gritava estão matando o cara, mas continuaram até ele parar de respirar’

Porto Alegre – A morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, espancado por um policial e um segurança do supermercado Carrefour de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19), causou revolta nas testemunhas que presenciaram o ato brutal. Paulão Paquetá, vizinho da vítima contou que as pessoas tentaram impedir a ação, mas sem sucesso. “Estava chegando no local na hora das agressões. Eu estava a uns 10 metros quando começou. Tentamos intervir, mas não conseguimos”, relata.

Paulão diz que a esposa da vítima, um homem negro, também viu o espancamento, mas foi impedida de intervir. “Ela viu o marido sendo morto”, lamenta.

Segundo ele, cerca de outros oito seguranças ficaram no entorno da área, impedindo a aproximação das pessoas que tentavam parar com as agressões. “Não pararam. A gente gritava ‘tão matando o cara’, mas continuaram até ele parar de respirar, fizeram a imobilização com o joelho no pescoço do Beto, tipo como foi com o americano (George Floyd, morto por policiais neste ano nos Estados Unidos).”

Presidente da Associação de Moradores e Amigos do Obirici, Paulão estima que as agressões duraram cerca de sete minutos. Ele diz que alguns motoboys que filmaram a violência tiveram os celulares tomados para não registrar toda a ação. “Quando viram que ele parou de respirar, eles se apavoraram. Chamaram a Brigada (Militar), que isolou ali e a Samu tentou reanimar.”

Segundo o líder comunitário, a vítima morava no IAPI, bairro nas proximidades do supermercado. “Não é primeira ocorrência do tipo É a primeira de óbito. Todo mundo sabe que são agressores (seguranças do local) mesmo.”

“É muito difícil. Revolta pela maneira que ele foi morto brutalmente. Ser humano nenhum merece ser agredido daquela jeito, ter a vida ceifada de maneira tão brutal, tão animal.”

ASSASSINATO

O homem foi espancado e morto por dois homens brancos no estacionamento do Carrefour Passo D’Areia, na zona norte da capital gaúcha na véspera do Dia da Consciência Negra. Informações preliminares apontam que um dos agressores é segurança do local e o outro é um policial militar temporário que fazia compras no local. Seguem as investigações. Ambos foram detidos. Uma manifestação em frente ao supermercado está prevista para as 18h desta sexta-feira.

Pelo Twitter, o vice-governador do Rio Grande do Sul e secretário estadual da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, condenou a ação violenta dentro do supermercado e disse que irá apurar exaustivamente o caso. “Vamos apurar esse fato a sua exaustão, não podemos admitir ações dessa natureza”, afirmou.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram parte das agressões e o momento que o cliente é atendido por socorristas. Em uma das gravações, o homem é derrubado e atingido por ao menos 12 socos. Ao fundo, uma pessoa grita “vamos chamar a Brigada (Militar)”.

Uma mulher vestindo uma camisa branca e um crachá, que também seria funcionária do supermercado, aparece ao lado dos agressores, filmando a ação. Ela já foi identificada e será ouvida. Outro registro mostra a vítima desacordada, enquanto há marcas de sangue no chão.