Papa diz que fofoca é peste pior do que coronavírus

 

CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O papa Francisco exortou os fieis neste domingo a ficarem longe da fofoca, que classificou como uma peste pior do que o coronavírus e que pode ser usada para dividir a Igreja católica romana.

“Por favor, irmãos e irmãs, vamos fazer um esforço para não fofocar. Fofoca é uma peste pior do que a Covid”, disse o papa durante seu discurso semanal de uma janela na praça São Pedro.

“O diabo é a grande fofoca. Ele está sempre falando mal dos outros porque ele é o mentiroso que tenta dividia a Igreja”, acrescentou Francisco em comentários improvisados. O papa tem alertado regularmente sobre os riscos de fofoca e também já reclamou dos trolls da Internet.

“Se algo der errado, ofereça silêncio e oração pelo irmão ou irmã que comete um erro, mas nunca fofoca “, disse ele no domingo.

(Por Crispian Balmer)

Cariocas e turistas voltam a lotar areias das praias do Rio num domingo de sol

 

Cariocas e turistas voltam a lotar areias das praias do Rio e de Niterói em domingo de sol

Cariocas e turistas voltaram a encher as praias da Zona Sul neste domingo, véspera de feriado. Mesmo com a liberação apenas para banho de mar, as areias ficaram lotadas de banhistas que levaram cadeiras e guarda-sol, como no velho normal.

Apesar de obrigatório, o uso de máscara está sendo respeitado por poucos frequentadores. Na areia e nos quiosques, sem o distanciamento recomendado pelas autoridades sanitárias, o acessório de proteção é ignorado pela maioria das pessoas.

Moradora do Leblon, a aposentada Maria Alice Vieira Morgado, de 87 anos, passeou pela orla com o marido nesta manhã e lamentou que as pessoas não estivessem respeitando o uso da máscara:

— Não sou contra a liberação das praias e acho que as areias poderiam estar liberadas, além do banho de mar, mas todo mundo tem que colaborar, senão essa quarentena não vai acabar nunca.

Após comprar um cerveja e conversar com o garçom em um quiosque no Leblon sem máscara, o advogado Vitor Schimidt garantiu que estava usando durante todo o trajeto que fez de bicicleta, desde Copacabana. Apesar de o local reunir uma aglomeração de pessoas sem o acessório de proteção, para ele, a situação está sob controle.

— Vim de Copacana até o Leblon usando máscara e vi muitas pessoas fazendo o mesmo. Outras não. A regra de proibição de banho de sol nas areaias é correta, mas entendo a dificuldade cultural de cumprir essa norma, ainda mais em um dia de sol depois de tanto tempo em quarentena. Quem está aqui está se expondo a um risco, mas fico confortável em saber que alguns setores da economia estão começando a se recuperar, como quiosqueiros e ambulantes.

Um dos trechos mais críticos da Zona Sul, o posto 7, no Arpoador, reúne a maior aglomeração ao longo da orla. Sem fiscalização da Guarda Municipal, banhistas lotam a faixa de areia com barracas montadas lado a lado.

A praia do Leme também registrou uma alta concentração de banhistas. Com mar agitado, o helicóptero do Corpo de Bombeiros resgatou cinco pessoas na água, na tarde deste domingo.

No caminho para praias da Zona Oeste, extensos engarrafamentos foram registrados ao longo do dia. Motoristas que circulavam pela via da Prainha reclamaram da operação da prefeitura, que estava com carros estacionados em fila. Mas, visivelmente, o que provocou a lentidão no trânsito foi o excesso de carros nas vias estreitas e de mão dupla da orla. Na Praia do Pontal, vários ônibus estacionados. Em um momento da manhã a equipe de reportagem do GLOBO contou 28.

Professora morre de coronavírus durante aula online ao vivo; foi na frente dos alunos

 

Uma professora de apenas 46 anos, identificada como Paola de Simone, morreu ao vivo durante a transmissão de uma aula online. Ela, que estava com o coronavírus, mesmo muito fraca decidiu continuar seus trabalhos. Paola de Simone dava aula no curso de relações internacionais, quando o pior aconteceu.

Paola de Simone estava em casa, quando acabou desmaiando na frente dos alunos. Os estudantes acompanhavam tudo através do aplicativo Zoom, que se tornou extremamente popular diante da pandemia de coronavírus. A professora lecionava na Universidad Argentina de la Empresa e estava lutando contra a doença há semanas. A situação dela, é claro, chocou a Argentina e o mundo.

O maior jornal argentino, o Clarín, publicou que Paola de Simone no início da aula começou a dar sinais de que não estava bem. Assistindo ao vivo tudo, os estudantes chegaram até a oferecer ajuda. No entanto, a professora não quis passar o seu endereço e, na sequência, desmaiou e morreu.

Antes de falecer, ela usou a internet para dizer o quanto os sintomas da Covid-19 a afetavam. Sem melhoras, ela disse que estava há praticamente um mês com a doença.

Flávio Bolsonaro publica imagem com cloroquina e afirma estar curado da Covid

 

Nove dias depois de informar ter contraído covid-19, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) anunciou estar curado da doença. Em postagens nas redes sociais Twitter, Instagram e Facebook, ele escreveu que está recuperado.

“Comigo, já são 3,3 milhões de recuperados”, postou o senador, na legenda de uma foto em que segurava uma caixa de hidroxicloroquina.

O senador informou ter tratado os sintomas com hidroxicloroquina e azitromicina, medicamentos cuja eficácia científica está sendo estudada. Assim como no dia em que informou estar contaminado, Flávio Bolsonaro ressaltou que teve acompanhamento médico durante todo o processo.

O caso de Flávio foi a quarta ocorrência de covid-19 confirmada na família do presidente Jair Bolsonaro. No início de julho, o presidente anunciou ter contraído a doença. No fim do mês passado, foi a vez de a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, informar ter sido infectada.

Em 15 de agosto, o filho mais novo do presidente, Jair Renan, anunciou estar com covid. Todos estão curados.

A doença vitimou membros do entorno da família presidencial. No mês passado, a avó da primeira-dama, Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, morreu de covid-19 no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal. Na ocasião, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência emitiu nota de pesar. (Agência Brasil

Comerciante é morto após discutir preço de coxinha com cliente

 

Um comerciantes de 52 anos morreu, em Simonésia (MG), após ser esfaqueado por um cliente na noite de sexta-feira (4). Segundo informações, o crime teria sido motivado por uma coxinha.

Testemunhas contaram à polícia que o dono do bar não teria gostado do comentário de seu cliente que o alimento estava caro. Segundo portal G1, a briga começou após o vendedor dizer que o salgado custava R$ 3. O outro homem rebateu, e afirmou que a coxinha valia R$ 2,50.

O dono do bar teria usado um pedaço de madeira para bater no cliente e, outro homem, então, pegou uma faca e atingiu o proprietário no pescoço e nas costas, que morreu no local. O suspeito fugiu e ainda não foi encontrado.

O caso está sendo apurado pela polícia local.

Miliciano é preso acusado de estuprar uma criança no RJ

 

Policiais da 38 DP (Brás de Pina) prenderam, na sexta-feira(04/09), um homem em cumprimento a mandado de prisão preventiva, expedido pela 3ª Câmara Criminal da Comarca da Capital, pelo crime de estupro de vulnerável.

Segundo as informações,o acusado integrava a milícia que atuava na comunidade Kelson, na Penha, tendo, inclusive respondido a homicídios e associação criminosa.

Atualmente, o autor é investigado por envolvimento com a milícia que domina a comunidade da Guaporé, em Brás de Pina, onde figura em um procedimento sobre extorsão.

Após cumpridas as formalidades legais, o preso encontra-se acautelado à disposição da Justiça.

Mulher tem corpo queimado após usar álcool gel para acender vela

 

Uma norte-americana está em estado grave numa Unidade de Tratamento Intensivo do Texas após atear fogo no próprio corpo acidentalmente. A vítima foi identificada como Kate Wise.

Segundo uma colega de Kate, ela tentou acender uma vela pouco tempo após higienizar as mãos com um álcool gel. O braço dela teria pegado fogo e, em seguida, a garrafa teria explodido.

Kate que é mãe de três filhos, estava com eles na hora do acidente. Eles pediram socorro aos vizinhos, que a levaram para um hospital.Para pagar as despesas com a unidade de saúde, a família de Kate Wise criou uma vaquinha virtual para arrecadar US$ 100 mil (equivalente a R$ 500 mil). Kate teve queimaduras de segundo e terceiro grau.

Expulsa de casa por traficantes e sem familiares, mulher mora há quase 40 anos em unidade da PM

 

OLHEM QUE HISTÓRIA 💓❤️

*📝Expulsa de casa por traficantes e sem familiares, mulher mora há quase 40 anos em unidade da PM*

*👉🏿Aos 6 anos de idade, ela perdeu a mãe que, aos 25 anos, morreu durante um aborto. Era 1962 e ela foi morar com a avó, que era cobradora em uma empresa de ônibus e a criou na Favela Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.*
*👉🏿Assim começou a história de “Maria do 18°” – como a Maria de Fátima Dãauria da Silveira acabou ficando conhecida.*
Quando completou a mesma idade que a mãe tinha quando morreu, Maria perdeu também a avó – vítima de um derrame. O ano era 1981 e criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que controlavam o tráfico de drogas na CDD invadiram a casa delas.

Resgatada por policiais do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) localizado na favela, Maria recebeu abrigo na sede do 18°BPM (Jacarepaguá) – onde mora até hoje, aos 64 anos.
Não há uma pessoa dentro da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que não a conheça – pessoalmente ou através de relatos.

Nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, ela foi homenageada em vida pelo atual comandante do batalhão de Jacarepaguá, tenente-coronel Roberto Christiano Dantas, que reformou e reinaugurou o rancho da unidade o batizando com o nome de Maria.

“A Maria é uma lenda na corporação e agora está eternizada aqui”, destacou o coronel Dantas.

Já Maria, que há quase quatro décadas tem o 18°BPM como seu endereço residencial, era só alegria e gratidão.
“Agora vou almoçar e jantar todo dia aqui no rancho. Tem meu nome, né? Eu gosto muito desses meninos. Gosto de todos esses policiais”, enfatizou Maria, que é a única civil sem grau de parentesco com PMs a ter direito a atendimento médico nas unidades de saúde da corporação.

A conquista ocorreu através do coronel Gilson Pitta – que foi comandante-geral da PMERJ de janeiro de 2008 a julho de 2009. Na época, o oficial cadastrou Maria como sua dependente para que ela pudesse ter acesso à carteira do Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom).

 

MULHER NEGRA DENUNCIA RACISMO EM SUPERMERCADO DE SANTA CRUZ E É DEMITIDA

 

#SANTA_CRUZ. #RJ

MULHER NEGRA DENUNCIA RACISMO EM SUPERMERCADO E É DEMITIDA

Uma mulher negra, que trabalhava como auxiliar de cozinha no hipermercado Atacadão, no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, foi demitida do estabelecimento após fazer inúmeras denúncias de que estava sendo vítima de racismo e intolerância religiosa no ambiente de trabalho.

De acordo com Nataly Ventura da Silva, 31, ela começou a trabalhar no preparo de alimentos para os funcionários e colaboradores do hipermercado no dia 6 de março e, desde então, passou a ser vítima de preconceito por parte de um colega.

Segundo a ex-funcionária, as queixas foram levadas à responsável pela cozinha — uma nutricionista, que não interveio a favor dela. O caso também foi denunciado pelos canais de atendimento interno do estabelecimento, mas nada ocorreu.

“Eu chegava, ele virava o balde e começava a batucar como se fosse atabaque, em referência ao candomblé. Um dia, os colegas estavam conversando sobre a doação de um gato, ele disse que o gato só serviria se fosse branco, preto não poderia adotar. Ele chegou a dizer que desde o dia que eu entrei lá [na cozinha], ele já não gostava de mim.”

De acordo com Nataly, o funcionário nunca foi punido, apesar das queixas frequentes dela. Ela, por sua vez, foi avaliada de forma negativa pela supervisora, que a considerou uma pessoa “influenciável”.

A gota d’água para a vítima ocorreu no dia de sua demissão, em 28 de junho. Ao deixar o RH e retornar à cozinha, encontrou um recado escrito no avental: “só para branco usar”.

“Eu me senti muito mal. A supervisora tinha que ter levado o avental e encaminhado ele direto para o RH, mas ela não fez nada. Ela apenas riscou a frase, fez vista grossa esse tempo todo”, lamentou Nataly.

“Ele é um racista declarado, e ela mais ainda porque permitiu que tudo chegasse a esse ponto”, afirmou Nataly.

O Ministério Público do Trabalho confirmou as denúncias apresentadas pela ex-funcionária e relatou ainda que o suspeito de racismo apresentava problemas também com outros funcionários, tendo até machucado outra colega.

Segundo a procuradora do trabalho Fernanda Diniz, o hipermercado Atacadão foi omisso e permitiu que o empregado adotasse tal postura racista e de intolerância religiosa.

Os danos coletivos solicitados pelo MPT somam R$ 50 milhões. Caso o mercado seja condenado, os valores serão transferidos para instituições sem fins lucrativos voltadas para causas negras.

Covid-19: UFRJ desenvolve teste sorológico 20 vezes mais barato

 

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um teste sorológico para covid-19 que custa cerca de 20 vezes menos que os testes rápidos disponíveis em farmácias do Brasil. A metodologia, chamada de S-UFRJ, é resultado de uma parceria entre o Instituto de Biofísica e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe).

O teste sorológico da UFRJ consegue captar anticorpos IgG (de longa duração) produzidos pelo corpo humano com precisão que chega a 100% após 20 dias do início dos sintomas. De acordo com os resultados, o método também é capaz de identificar anticorpos dez dias após os sintomas terem começado, mas a precisão cai para 90%.

A redução de custos se deve principalmente ao fato de que, apesar de ser do tipo Elisa (ensaio de imunoabsorção enzimática), o teste pode ser realizado com uma gota de sangue retirada da ponta do dedo. Uma das coordenadoras da pesquisa, a professora da Coppe Leda Castilho explica que esse modelo de coleta de amostras custa bem menos que extrair o sangue de uma veia do braço com uma seringa.

“Para tirar sangue da veia, você precisa ter uma estrutura laboratorial, operadores treinados da área da saúde e todo o material estéril, como a seringa e o tubo especial. Depois, tem que ter uma estrutura para separar o soro desse sangue”, disse. “Nossa metodologia tem a coleta a partir de um furinho na ponta do dedo, e a amostra é embebida em um papel filtro, que, no limite, pode ser um filtro de café”, acrescenta.

O custo dos insumos necessários para o teste não passa de R$ 2, quando considerada a saúde pública e organizações não governamentais com isenções tributárias. Apesar de um pouco maior, o custo baixo também vale para estabelecimentos privados, que conseguirão fazer o teste gastando R$ 5, calcularam os pesquisadores.

O objetivo da pesquisa é fazer com o que o teste sorológico seja mais acessível e também chegue a regiões com menor estrutura laboratorial, destacou a pesquisadora. Com a realização desse tipo de testes, é possível acompanhar a prevalência sorológica de populações mais distantes das capitais e em países de menor renda.

“O que a UFRJ oferece para a sociedade é um teste que pode ser feito na população ribeirinha do Amazonas, no meio do Cerrado ou no interior do sertão nordestino. E um teste que, além da alta confiabilidade e da simplicidade de coleta de amostra e processamento, tem um custo baixíssimo, de pelo menos 20 vezes menos que testes rápidos que têm sido realizados em farmácias e laboratórios do Brasil”.

A metodologia para a realização do teste foi publicada cientificamente para ser replicada por institutos de pesquisa, empresas e governos de todo o mundo. Leda Castilho explica que a opção por não patentear e cobrar pela tecnologia faz parte da proposta de tornar o teste mais acessível. “A gente acha que, num horizonte de pandemia, as plataformas devem ser abertas para qualquer um em qualquer lugar do mundo”, disse. Segundo ela, todo o processo de licenciamento também atrasaria a aplicação das descobertas no combate à pandemia. “Isso tem sido feito em todas as áreas e em todo o mundo. Não somos só nós que estamos fazendo isso”.

Proteína S

O desenvolvimento do teste sorológico é resultado de outro trabalho da UFRJ: a produção em laboratório da proteína S, que forma os pequenos espinhos que o coronavírus utiliza para invadir as células. Já em fevereiro, a universidade havia iniciado a produção da proteína, e, desde março, outras instituições e empresas brasileiras vêm se beneficiando dessa produção para outras descobertas. A proteína S produzida na UFRJ foi utilizada, por exemplo, no desenvolvimento do teste rápido do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), informa Leda Castilho.

Além da coleta de amostras da ponta do dedo, o baixo custo da produção dessa proteína na universidade é outro fator que contribui para que o teste S-UFRJ seja mais barato.

Para tornar a testagem ainda mais acessível os pesquisadores trabalham agora em simplificar o processamento da amostra, o que permitiria que os testes realizados em regiões distantes de laboratórios pudessem ser processados no próprio local da coleta. Enquanto atua nesse próximo passo, a universidade já começará a implementar o teste desenvolvido em sua testagens internas de trabalhadores.

Fonte: agência Brasil