O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, informou hoje (30) que teve exame positivo para covid-19. “Estou bem, só um pouco de sintoma de gripe e dor de cabeça. Agora em isolamento. Vai dar tudo certo. Sigo cumprindo minha agenda de forma remota e, obedecendo o período de distanciamento social para plena recuperação, retomarei as atividades presenciais em breve”, escreveu, em publicação nas redes sociais.
Pontes disse ainda que vai entrar nos testes da nitazoxanida, um antiparasitário que está sendo testado para o tratamento de pacientes com sintomas leves de covid-19. Os ensaios clínicos com o medicamento são um dos projetos prioritários da RedeVírus MCTI, programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) responsável pela articulação dos laboratórios de pesquisa e especialistas na continuidade dos estudos do novo coronavírus.
A nitazoxanida começou a ser testado em pessoas em abril, após ter apresentado 94% de eficácia em ensaios in vitro na redução da carga viral em células infectadas pelo vírus.
Policiais federais cumprem hoje (30) três mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro em um desdobramento da operação Ponto Final, que investiga pagamento de propinas de empresários dos transportes a agentes públicos. Os mandados estão sendo cumpridos na capital fluminense e na cidade de Paraíba do Sul, no interior do estado.
De acordo com a Polícia Federal, um dos investigados pela Operação Ponto Final continuava mantendo dinheiro em uma conta bancária localizada na Holanda. A quantia seria referente a valores recebidos de propina pagas por empresários do setor de transportes públicos durante os anos de 2010 a 2016.
Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Operação Ponto Final foi desencadeada em 2017 pela força-tarefa da Lava Jato no Rio e resultou na prisão de 12 pessoas, entre elas o empresário Jacob Barata filho, o ex-presidente-executivo da Federação dos Transportes do Rio Lélis Teixeira e o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado Rogério Onofre.
A comunidade Santa Marta, em Botafogo, na zona sul do Rio, é foco de um projeto de pesquisadores do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (Laramg), do Departamento de Biofísica e Biometria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Durante os dois últimos dias, as equipes da instituição colheram amostras de aerossóis da saída de valas de esgotos que correm a céu aberto e de monitoramento do ar nas localidades do Cantão e do Pé da Escada, que são áreas de grande movimentação de moradores da favela. A intenção dos pesquisadores é avaliar se existe algum tipo de contaminação pelo novo coronavírus.
O líder comunitário e guia de turismo da Santa Marta, Thiago Firmino, 39 anos, disse que o material coletado será analisado pelas equipes da Uerj e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mas ainda não há previsão para a divulgação do laudo. Depois dessa etapa, segundo Firmino, os pesquisadores, que têm à frente o professor Heitor Evangelista, vão colher amostras da água de dez pontos de esgotos.
Para ele, se for comprovada a presença do vírus, será a oportunidade de fazer uma ação de política pública e obras de saneamento com a cobertura dos esgotos. “Tudo que for captado nessas áreas vai servir para a gente cobrar que fechem os esgotos. Também vai servir para outras favelas. A maioria tem esgoto a céu aberto. Isso aí já é um pé para fechar e evitar as doenças, disse em entrevista à Agência Brasil.
Thiago Firmino contou que o começo da pandemia acendeu um sinal vermelho sobre qual seria o impacto do novo coronavírus na Santa Marta. Ele teve a iniciativa de reunir voluntários para participar de ações de sanitização na comunidade, criando o grupo Santa Marta contra a Covid-19.
O projeto conta com 12 voluntários, mas conforme os dias de trabalho deles, é mais comum que oito participem do serviço, feito duas vezes na semana. A falta de água também era um problema. “Como você pode fazer a higiene sem água?”, questionou, lembrando que o problema, que já existia, piorou com a pandemia.
Antes de começar a sanitização no dia 4 de abril, ele fez uma pesquisa de como o serviço era feito na China e procurou um químico para ter uma avaliação especializada. A ideia surgiu depois que ficou impedido de trabalhar, porque com a pandemia foram suspensas as visitas guiadas às favelas. Firmino, que nasceu e cresceu na comunidade, atualmente com cerca de 1.750 famílias e 700 casas e edificações, achou que era hora de fazer alguma coisa para o lugar que conhecia bem. “Eu sou guia local e, vendo o coronavírus chegar, as políticas para as favelas esquecidas, tive a ideia e fui estudar como era feita na China, afirmou.
Equipamentos
Para a compra de equipamentos e produtos, Firmino, que também é DJ, contou com uma vaquinha. As primeiras contribuições, que somaram R$ 5 mil, vieram de amigos artistas de rap que moram na Dinamarca. Com os recursos que já conseguiram até agora, puderam comprar cinco equipamentos.
Após três meses desse serviço, resolveu convidar a Uerj para a realização da pesquisa, que pudesse levantar dados e verificar a possibilidade de outros tipos de contaminação. “A gente trabalha matando o coronavírus, desinfetando a favela e convidamos para fazerem um estudo. A gente que trouxe a Uerj para cá”, disse.
Experiência compartilhada
As ações de sanitização já se espalharam para outras comunidades. Firmino revelou que a experiência foi levada para o Cantagalo, onde fez treinamento de voluntários, como também a comunidades do Leme, Jesuítas, Maré e Providência. “A gente serviu como base. O pessoal vinha para cá, treinava e voltava para as favelas deles”.
Estatísticas
Na visão do líder comunitário, o número de mortes e casos de contaminação que costumam ser divulgados não são realistas. Parte do problema, acredita, ocorre porque as causas das mortes nem sempre indicam a covid-19. “Uma moradora foi internada com os sintomas da covid, foi entubada e no dia em que tiraram os tubos fizeram uma live do hospital pra ela falar com a família. No dia seguinte ela morreu. Aí a causa foi indeterminada. Como se ela foi entubada, desentubada e morreu? Entubou por quê?”, comentou, defendendo um estudo sério para avaliar a incidência da contaminação nas comunidades.
A proposta da equipe da Uerj é, depois de ter os dados das coletas analisados, avaliar a necessidade de implementação de novas medidas para reduzir os riscos de propagação, como maior ventilação, maior assepsia, uso de proteção mais eficiente e controle do número máximo de pessoas.
Segundo o professor Evangelista, quando uma pessoa espirra, o vírus rapidamente interage com o material que está na atmosfera. São micropartículas de diversos tamanhos. As maiores ficam mais retidas nas vias aéreas superiores e as menores podem chegar até a área dos pulmões diretamente. De acordo com ele, a quantidade de micro-organismos pode variar, conforme as condições ambientais, como umidade, poluição e incidência de luz solar.
Referência para tratamentos pediátricos de alta complexidade, o Hospital Estadual da Criança, na Vila Valqueire, vai realizar uma imersão de urologia pediátrica nos dois primeiros dias de agosto. Duas crianças com extrofia de bexiga, uma rara má-formação congênita, com incidência de um caso em 10 a 30 mil nascimentos, passarão por cirurgias no hospital.
Esse tipo de procedimento é o mais complexo da urologia pediátrica, dado que as crianças nascem com a bexiga exposta, com defeito dos genitais internos e externos e com deformidade na bacia. São completamente incontinentes do aparelho urinário e não possuem o músculo retentor da urina.
Assim, necessitam de cirurgia, de preferência nos primeiros 6 meses de vida, conforme explica a diretora do hospital, Heloisa Graça Aranha.
– Esse tipo de cirurgia é muito importante, pois permite uma melhor sociabilidade e dignidade da criança durante sua vida – conta.
O histórico do hospital com o procedimento é muito positivo, com 25 crianças operadas e em acompanhamento, e seis novos casos nos últimos 12 meses. A cirurgia leva em média 10 horas, com uma equipe de seis cirurgiões, dois anestesistas e dois instrumentadores. O coordenador da Cirurgia Pediátrica do hospital, Francisco Nicanor, esclarece que o procedimento tem três objetivos principais.
– A nossa função é proteger o aparelho urinário contra as infecções, resolver a deformidade anatômica, conseguir uma boa estética e fazer com que a criança tenha uma vida normal e totalmente socializável – detalha.
Estas cirurgias só são realizadas em centros de tratamento de alta complexidade como o Hospital Estadual da Criança, visto que se faz necessário cirurgiões experientes, centro cirúrgico muito bem equipado, instrumentais e insumos especiais, além de UTI pediátrica para pacientes graves. Todos os requisitos citados estão disponíveis na unidade, o que a coloca entre os 10 principais centros brasileiros habilitados para este tipo de complexidade
MC ATREVIDA MORRE APÓS PROCEDIMENTO CIRÚRGICO DE LIPOESCULTURA NO RIO
A funkeira Fernanda Rodrigues, de 44 anos, conhecida como MC Atrevida, morreu após fazer um procedimento cirúrgico em uma clínica em Vila Isabel, na zona norte do Rio. O corpo da vítima foi enterrado no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, nesta quarta-feira (29).
No último dia 16, a manicure, que tinha o sonho de brilhar no funk, fez uma lipoescultura, que retirou gordura das costas para injetar nos glúteos.
A amiga Janine Silva contou que a funkeira ficou na casa dela após o procedimento e reclamou de fortes dores.
Segundo Janine, ao entrar em contato com a clínica, uma responsável disse que a situação era “normal”.
Em um áudio, a dona do estabelecimento afirmou que o médico responsável pelo procedimento havia recomendado que Fernanda fosse levada a um hospital para fazer um exame de sangue “para saber qual bactéria que estava fazendo isso para tomar o antibiótico certo”.
Ainda de acordo com a mulher, o médico não poderia atender a funkeira porque estava internado após sofrer dois AVCs.
Depois de 10 dias, a vítima foi levada ao Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, mas não resistiu. A declaração de óbito apontou morte por infecção de generalizada causada por inflamação na pele.
A clínica preferiu não se manifestar. Já o médico tem um registro inativo de ortopedia e outro ativo de ginecologia. O caso é investigado pela 37 ª DP (Ilha do Governador).
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O estado do Rio de Janeiro chegou hoje (29) a 161.647 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia, em março. O primeiro caso da doença foi registrado no estado há 147 dias, e, desde então, 13.198 pessoas morreram.
O boletim divulgado nesta quarta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde informa que mais 2.008 casos de covid-19 foram confirmados e 165 pessoas morreram nas últimas 24 horas da doença.
O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 138.498. Ainda segundo o governo do estado, 1 mil óbitos estão em investigação por estarem possivelmente ligados à doença.
As dez cidades com mais casos da doença no estado são Rio de Janeiro (70.692), Niterói ( 8.899), São Gonçalo (8.160), Duque de Caxias (5.897), Macaé (5.520), Nova Iguaçu (4.086), Angra dos Reis (3.738), Volta Redonda (3.316), Itaboraí (3.270) e Campos dos Goytacazes (2.910).
Já quanto ao número de óbitos, há mais registros no Rio de Janeiro (8.220), São Gonçalo (577), Duque de Caxias (558), Nova Iguaçu (425), São João de Meriti (309), Niterói (293), Belford Roxo (206), Campos dos Goytacazes (201), Itaboraí (158) e Magé (158).
O público não sabe, mas o contrato de Thammy Miranda com a Natura não é para estrelar o filme e as fotos da campanha de Dia dos Pais da marca. O filho de Gretchen foi contratado como influenciador, entre tantos outros que também fecharam com a marca – como Rafael Zulu e Babu Santana – para divulgar a campanha da empresa nas redes sociais. Nem Thammy e nem a Natura ainda vieram a público esclarecer que a campanha não será como todos acham. A marca está esperando para saber que rumos a discussão sobre ter ou não um pai transgênero pode tomar.
E não é que a discussão se fez necessária? A falha de comunicação referente ao contrato de Thammy com a marca só ajudou a lembrar o quanto os brasileiros ainda insistem no preconceito de gêneros. E mais! Trouxe à tona fortes personalidades da mídia se posicionando sobre o tema. Uns a favor, como Felipe Neto, que se dispôs até a divulgar a Natura gratuitamente para tentar driblar a tentativa de boicote do pastor Silas Malafaia. Outros famosos como Gabriela Prioli e Cléo, personalidades influentes na mídia, parabenizaram Thammy pela conquista, que eles até então achavam que era real.
Este é um caso que muitos podem chamar de marketing pesado, mas mal sabem eles que nem a Natura esperava toda essa movimentação do público. O que sabemos até o momento é que esse embate entre o discurso de ódio versus defesa da liberdade de escolha se mostrou importante para que o Brasil entenda que vivemos em outro tempo.
De fato, a Natura agora se encontra em uma sinuca de bico. Afinal, Thammy não é o garoto-propaganda do filme e fotos da campanha, mas o público que defende com unhas e dente a liberdade de cada um ser o que deseja, comprou a ideia. E os preconceituosos? O que dizer deles? Somente posso dizer que, se a Natura comprar essa ideia e promover Thammy à estrela da marca vai fazer com que todos aqueles que atacam e são contra as minorias possam enxergar que no auge da ignorância, do ódio, contribuíram para que um pai trans, que até então não estamparia as campanhas da marca, possa ter o lugar de protagonista que também lhe é de direito. Será uma forma de mostrar que o discurso de ódio não impera. Pelo contrário! Só reforçará a necessidade de discutir o mais importante: que vivemos em uma democracia, que cada um pode ser o que quiser e que as marcas podem, sim, contratar quem quiserem, sem medo de qualquer represália, porque como já disse anteriormente, os tempos são outros.
A coluna conversou com Thammy, que confirmou a informação de que ele foi chamado apenas para fazer posts em suas redes sociais. Um deles entra hoje no story de seu Instagram. O comercial de TV da Natura, inclusive, já está no ar. Sem Thammy. Nada que não possa ser mudado até o Dia dos Pais. “Agora está todo mundo me esperando na campanha da Natura e não tem eu na campanha”, contou ele à esta colunista que vos escreve. Perguntado se aceitaria o convite, Thammy é direto: “Claro que eu quero fazer. Eu ia amar”. Nós também.
Mecânico, Balconista de Laticínios – R$ 2.700,00 – Conhecimentos em ferramentas e equipamentos no geral – Rio de Janeiro
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Banco Central anuncia que lançará cédula de R$ 200
O Banco Central informou nesta quarta-feira (29) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará.
De acordo com a instituição, a nova cédula deverá entrar em circulação no final de agosto, e a previsão é que sejam impressas 450 milhões de cédulas de R$ 200 em 2020.
Até a última atualização desta reportagem, o Banco Central ainda não tinha divulgado a imagem da nova cédula.
Atualmente, há seis tipos de cédulas em circulação: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.