Usuários do PicPay e Nubank reclamam de ‘sumiço’ de dinheiro do Auxílio Emergencial

Nesta terça-feira (7), clientes relataram em redes sociais que valores referentes ao auxílio emergencial, depositado pela caixa Econômica Federal, simplesmente desapareceram de suas contas.

O problema foi detectado em pelo menos em duas instituições: o banco digital Nubank e o aplicativo de pagamentos PicPay, que funciona como uma espécie de “carteira digital”.

O Nubank informou que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema da Caixa. O InfoMoney entrou em contato com as assessorias de imprensa da Caixa e do PicPay para pedir um posicionamento sobre o ocorrido, mas ainda não obteve resposta.

Grande parte dos usuários reclamaram sobre o sumiço do dinheiro via Twitter. Segundo a maioria dos relatos, um denominador comum do problema foi que, em média, cerca de R$ 600 sumiram das contas. Como a própria fintech confirmou depois, os problemas estavam relacionados ao auxílio emergencial distribuído pelo Governo Federal.

Na manhã desta quarta-feira (8), o Nubank veio a público se explicar sobre o ocorrido. Por meio de um posicionamento oficial em seu blog, o banco confirmou o problema e apontou que “uma falha sistêmica da própria Caixa” gerou o sumiço das quantias das contas dos clientes da fintech.

“Entre 15 de abril e 10 de junho de 2020, parte dos clientes do Nubank que realizou o pagamento de boletos por meio da Caixa Econômica Federal recebeu em sua conta digital uma quantia superior ao valor correto. O erro ocorreu devido a uma falha sistêmica da própria Caixa”, explica em nota.

Informado pela Caixa sobre o erro, o Nubank afirmou que comunicou os clientes sobre a falha e estornou os valores ao banco estatal. Mas, diante das reclamações, a fintech suspendeu o estorno à Caixa e devolveu os valores aos clientes. A empresa informou que aguarda esclarecimentos adicionais do banco estatal.

Confira abaixo, na íntegra, a nota do Nubank sobre o caso:

“Boa noite, comunidade!

Ontem, 07/07/20, recebemos vários relatos sobre estornos de valores dentro de algumas Contas do Nubank. Como esse é um tema muito importante e sempre buscamos ser transparentes com nossos clientes, gostaríamos lamentar o transtorno causado e esclarecer os acontecimentos.

Entre 15 de abril e 10 de junho de 2020, parte dos clientes do Nubank que realizou o pagamento de boletos por meio da Caixa Econômica Federal recebeu em sua conta digital uma quantia superior ao valor correto. O erro ocorreu devido a uma falha sistêmica da própria Caixa.

Assim que fomos informados pela CEF sobre a situação, agindo de boa fé, comunicamos nossos clientes sobre o equívoco e, seguindo as recomendações do banco, iniciamos o processo de estorno dos valores excedentes para a Caixa. As devoluções foram suspensas assim que identificamos inconsistências nos dados fornecidos pela Caixa.

Devido à imprecisão dos dados fornecidos, decidimos reverter os valores aos nossos clientes mesmo não sendo responsáveis pela falha. Os valores já estão sendo devolvidos hoje mesmo, e estamos aguardando esclarecimentos adicionais da Caixa.

Qualquer sugestão, estamos à disposição aqui. Se tiver dúvida específica sobre o seu caso, pode nos acessar nos nossos canais de atendimento.”

PicPay também apresenta falhas

Os usuários do PicPay também relataram problemas com o auxílio emergencial. O serviço da plataforma permite que o usuário use o cartão de débito virtual disponibilizado pela Caixa, e assim, receba o dinheiro do auxílio pelo aplicativo.

Alguns clientes relataram que o valor sumiu da conta. Outros dizem ainda que, dias depois de realizar o cadastro do cartão virtual no aplicativo, ainda não receberam o dinheiro na conta do PicPay.

‘Machista’, diz Vera Magalhães após ser detonada por José de Abreu

Um comentário feito por José de Abreu nas redes sociais resultou em uma briga que está dando o que falar no Twitter nesta quarta-feira (8). Tudo começou quando o ex-ator da Globo criticou o desempenho da jornalista Vera Magalhães a frente do “Roda Viva”, programa de entrevistas da TV Cultura. A profissional rebateu o artista e o chamou de “machista” por seus comentários.

A briga teve início na segunda-feira (6) quando um usuário do Twitter escreveu o seguinte: “Gosto do Roda Viva coordenado pela Vera Magalhães. Tem trazido ótimos nomes e debatedores. Mas a insistência na retórica anti-Lula e em demarcar que o golpe não foi golpe, é cruel com quem entende de política e direito. E olha que eu não sou petista…”.

José de Abreu não concordou com a parte em que a jornalista foi elogiada e escreveu sua opinião sobre o desemprenho da apresentadora: “Odeio. Sem voz, sem competência, sem neutralidade, sem coerência, acho uma MERDA! Só está lá pelo marido tucano”.

Vera Magalhães, que é casada com o ex-assessor do PSDB, Otávio Cabral, respondeu o ator na noite de terça-feira (7) e relembrou o episódio em que ele cuspiu em um casal durante uma discussão em um restaurante: “Ah, o machismo e a misoginia, essas chagas exclusivas da direita, não é mesmo? O que sou por minha responsabilidade. Casamento é outra coisa, Zé do Lixão, que cospe em mulher. Vai viver sua vida medíocre, filho”.

Inclusão é tema de cursos oferecidos gratuitamente para profissionais de Educação Física

A Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (Seelje) realiza durante essa semana o curso “Os diferentes olhares da inclusão”, em uma parceria com o movimento DNA Educação Física. A formação é feita de forma gratuita em por plataforma digital. A partir do dia 13, até o fim do mês, a programação de capacitação terá cursos individuais, às segundas e sextas, mantendo as temáticas da inclusão.

– O esporte é um forte aliado no processo de inclusão, por fortalecer a socialização e a integração da pessoa com deficiência. Portanto, se torna relevante que o tema seja abordado com profissionais de Educação Física, através de cursos e grupos de discussão, a fim de que possamos contribuir na preparação do profissional para que possa melhor atender a pessoa com deficiência em suas especificidades – declara Felipe Bornier, secretário de Estado de Esporte, Lazer e Juventude, que foi responsável pela criação da Superintendência de Inclusão Socioesportiva no Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Além dos cursos de capacitação, estão sendo oferecidas outras atividades gratuitas e on-line, como lives e fóruns. As inscrições são gratuitas, e limitadas, e devem ser realizadas no site www.dnaef.org/cursos-i.

– A Superintendência de Inclusão Socioesportiva tem atuado na promoção dos direitos da pessoa com deficiência, na esfera esportiva, incentivando que grandes eventos tenham etapas adaptadas e que suas estruturas tenham acessibilidade. Mas também contribui na formação dos profissionais, assim como na orientação de pais e cuidadores – afirma Valnei Costa, Superintendente de Inclusão Socioesportiva da Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude.

Colunista da Folha que diz ‘torcer’ pela morte de Bolsonaro será investigado pela PF

São Paulo – O atual ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, abrirá inquérito junto à Polícia Federal (PF) para investigar o colunista Hélio Schwartsman, que publicou nesta terça-feira o artigo “Por que torço para que Bolsonaro morra” na Folha de S.Paulo, após o presidente testar positivo para a covid-19.

Em seu perfil no Twitter, Mendonça afirmou que, entre os “princípios básicos do Estado de Direito”, está a liberdade de expressão da imprensa como “direito fundamental”. No entanto, “tais direitos são limitados pela lei”.

“Diante disso, quem defende a democracia deve repudiar o artigo ‘Por que torço para que Bolsonaro morra'”, afirmou o ministro na rede social. As postagens foram replicadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O ministro afirma que as declarações feitas na coluna de Schwartsman violam os artigos 31, IV; e 26 da Lei de Segurança Nacional.

No artigo, o colunista afirma que a morte de Bolsonaro teria significado acentuado em relação a um presidente que tem minimizado a pandemia do novo coronavírus e “sabotando” medidas para enfrentá-la.

“Isso salvaria vidas? A crer num estudo de pesquisadores da UFABC, da FGV e da USP, cada fala negacionista do presidente se faz seguir de quedas nas taxas de isolamento e de aumentos nos óbitos”, escreveu Schwartzman.

Ele afirma ainda que, se Bolsonaro vier a óbito em decorrência da covid-19 , passará uma mensagem a “governantes irresponsáveis” que pensarem em “imitar seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta”. “Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida”, conclui.

Após confusão em bares, Crivella volta atrás na previsão de liberar praias e pede apoio da PM

Depois dos problemas na reabertura de bares e restaurantes, o prefeito Marcelo Crivella disse nessa terça-feira que só vai liberar as praias — a ocupação da areia ainda está proibida — se tiver apoio da Polícia Militar. A medida estava prevista para a próxima sexta-feira, na terceira fase da reabertura planejada para acontecer em seis etapas.

Crivella disse que decidiu reavaliar a questão devido aos incidentes ocorridos no fim de semana, na Barra da Tijuca, quando um casal agrediu verbalmente um fiscal da Vigilância Sanitária:

— Precisamos do apoio da PM para que quem desacate os agentes seja levado para a delegacia. A Guarda Municipal e os agentes da Vigilância têm poder de polícia, mas não trabalham armados. A participação da PM está sendo discutida entre a Secretaria de Ordem Pública e a corporação.

Outra questão abordada pelo prefeito foi a volta das escolas da rede pública municipal. Crivella não garante mais que as aulas presenciais serão retomadas no início de agosto, como chegou a anunciar. Ele afirmou que vai depender das curvas de contágio da Covid-19 nas próximas semanas. De acordo com Crivella, 60% das pessoas ouvidas pela prefeitura são contrárias à reabertura das escolas agora.

Na terça-feira, o prefeito anunciou que cerca de 650 mil alunos da rede vão receber um cartão alimentação de R$ 50 para compras em supermercados. Até então, o valor só havia sido distribuído a famílias de menor renda, inscritas em programas sociais do município. Esses cartões começaram a ser distribuídos para 200 mil alunos da rede, num valor mais alto, de R$ 100.

Polícia prende integrantes de grupo de bate-bolas que estavam em festa da milícia no Tanque

Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) prenderam, nesta terça-feira, dois integrantes de um grupo de bate-bolas que participaram de uma festa da milícia na comunidade da Chacrinha, no Tanque, na Zona Oeste do Rio. O evento foi realizado no sábado e teve a presença de homens fortemente armados, que dominam a região. Eles dispararam no meio da multidão durante a comemoração.
De acordo com o delegado William Pena, titular da Draco, os dois homens presos foram indiciados por infração à medida sanitária, já que estavam em um evento com grande aglomeração. Eles fazem parte do grupo autointitulado “Turma é o Poder”
Os policiais chegaram até eles após a análise de vídeos da festa, onde apareceram os homens armados. O grupo paramilitar da região é comandado por Edmílson Gomes Menezes, conhecido como Macaquinho.
“As investigações prosseguem para identificar os homens que aparecem armados para também serem responsabilizados”, destacou o delegado.
Após a prisão dos dois integrantes, o grupo de bate-bolas se manifestou em seu perfil no Facebook, afirmando que não faz parte da milícia da Chacrinha; veja nota na íntegra:
A Turma é o Poder de Jacarepaguá vem, por meio desta, cientizar (sic) e esclarecer os fatos devido à ocorrência de alguns disparos de armas de fogo, após o término do nosso último evento (pintura do muro da Turma), no Morro da Chacrinha. Veio (sic) a público vários boatos de que somos parte da milícia daquela área.
Desconhecemos tais afirmações e gostaríamos de deixar claro que somos uma turma local, a maior já vista em Jacarepaguá. Turma no qual (sic) visa à cultura do bate-bola do Carnaval, harmonia e entretenimento.
O caso dos tiros que viralizou foi durante um baile da comunidade, onde as pessoas permaneceram, mas já havia terminado nosso evento e não tínhamos nada haver (sic) com o ocorrido.
Não temos e nunca tivemos vínculo com qualquer tipo de facção ou organização criminosa.
Pedimos a colaboração de todos, para que descartem ou desconsiderem esses tipos de boatos maldosos, afim de denegrir nossa imagem.

Iabas pede na Justiça avaliação de serviços e diz que o contrato com governo do RJ ainda está vigente

A organização social Iabas entrou nesta terça-feira (7) com uma ação na Justiça do Rio para que uma comissão determine, através de uma perícia, se os serviços da OS, previstos em contratos firmados com a Secretaria Estadual de Saúde em meio à pandemia, foram efetivamente realizados.

A Iabas afirmou que os contratos com o Governo do Rio continuam vigentes.

Em nota, a OS cita a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de criar a comissão interdisciplinar que vai averiguar a execução do contrato de gestão.

No início de junho, o governo divulgou que um decreto  afastou a Iabas da gestão dos hospitais de campanha do Estado. O motivo para a decisão foi o atraso para a conclusão das obras das unidades.

Até então, apenas o hospital do Maracanã, na Zona Oeste, havia tido parte da obra concluída. A unidade apresentou diversos problemas, como denúncias de troca de respiradores novos por obsoletos  e falta de medicamentos.

Hospitais sem conclusão

No dia 1 de julho, o Secretário de Saúde, Alexandre Bousquet,  anunciou que o governo do Rio desistiu de concluir dois hospitais de campanha – Campos e Casimiro de Abreu – planejados para vítimas da pandemia da Covid-19.

Outras unidades que estavam em processo de construção em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Nova Friburgo, na Região Serrana, serão concluídas, segundo Bousquet.

Bousquet afirmou que o contrato com a Iabas estava “judicializado” e que os pagamentos para a OS eram feitos através da interventora.

Íntegra da nota da Iabas

“A 5ª Vara da Fazenda Pública determinou a criação de uma comissão pericial interdisciplinar para a averiguar a execução do contrato de gestão que o IABAS mantém com o governo do Estado do Rio de Janeiro. A decisão atende a ação movida pelo Instituto para obter a produção antecipada de provas referente ao cumprimento de suas obrigações com os hospitais de campanha do Estado.

O pedido do IABAS ao Judiciário é para que se faça imediatamente uma perícia multidisciplinar, com profissionais das áreas médica, sanitária e de engenharia, indicados pela Justiça, a fim de verificar o que efetivamente foi implementado e quais serviços vêm sendo prestados pelo Instituto, de acordo com os termos estabelecidos em contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A medida é o instrumento jurídico mais adequado para preservar a tempo a verdade dos fatos, diante do risco de que, com a futura desmobilização dos hospitais de campanha (por natureza, provisórios) se torne praticamente impossível ao IABAS comprovar que prestou com correção os serviços firmados em contrato, apesar das inúmeras dificuldades externas surgidas no curso da realização dos trabalhos.”

Idoso de 110 anos vence o coronavírus e renova ânimo de profissionais de saúde

Quando Davino Cordeiro recebeu o diagnóstico de que estava com o coronavírus, sua família esperou o pior. Era quase uma sentença de morte. Davino tem 110 anos. Depois de 18 dias de internação, ele recebeu alta do Centro de Combate e Controle do Coronavírus (CCC) na segunda-feira e foi para casa estar com os sete filhos, os 11 netos e os 18 bisnetos.
“Eu e todos os meus primos tivemos muito medo de perder nosso avô. Estamos muito felizes e aliviados agora que ele já está em casa”, comemorou Luciana Cordeiro, neta de Davino.
A força de Davino para superar a doença notabilizada por matar pessoas idosas fica evidente quando se sabe que ele nem sequer deu entrada na UTI, passando toda sua internação na enfermaria do CCC. Ele é um dos homens mais velhos a superar a covid-19 no Brasil. Oficialmente, a pessoa mais idosa a vencer a doença é uma espanhola de 113 anos.
A recuperação e liberação de Davino alegrou a equipe do CCC, que diariamente acompanha a violência com que o coronavírus afeta o sistema respiratório de suas vítimas. Pelo centro de referência passou a maioria dos 128 mortos pela covid em Campos.
“Quero agradecer a toda a equipe do Centro de Controle que tratou do meu avô. Muito obrigada a cada um de vocês”, disse, emocionada, Luciana.
Até a noite de segunda, o município contava 2202 infectados pelo coronavírus, com 1297 recuperados. A Vigilância em Saúde tem se concentrado em duas frentes para tentar conter o avanço da pandemia e forçar sua retração: testagem em massa e busca ativa por quem está com o vírus ou já se curou.
Com isso, espera poder medir o nível de imunização da população e traçar estratégias para enfrentamento da infecção em áreas mais afetadas.

Crise nos transportes! Metrô e ônibus podem parar de circular em setembro

Após a SuperVia anunciar que pode paralisar a operação de trens no Rio de Janeiro, em agosto, devido a uma queda brusca na arrecadação, o MetrôRio e a Fetranspor relataram situações similares. Segundo representantes dos dois sistemas de transportes, a rede metroviária e os ônibus terão dificuldades em manter o funcionamento dos serviços já em setembro, caso não haja algum auxílio orçamentário por parte do governo estadual e federal.

MetrôRio tambem vai parar

O MetrôRio estima que pelo menos 60 milhões de passageiros deixaram de circular no modal, desde 16 de março, devido às medidas de restrições na cidade. O prejuízo mensal gira em torno de R$ 35 milhões. “No total, nosso déficit acumulado é de R$ 150 milhões. Nos últimos dias, mesmo com a flexibilização, a queda de passageiros continua elevada, em 73%. Essa é a situação mais difícil da história da empresa”, destacou Guilherme Ramalho, presidente do MetrôRio.

“Esse é um serviço caro, dimensionado para transportar muita gente e com um custo fixo. Para operar um trem vazio, temos praticamente o mesmo gasto de um trem cheio. E diferente de outros estados, o metrô no Rio depende exclusivamente da tarifa”, disse Ramalho. “O caixa da empresa acaba em agosto. Temos dois meses para encontrar uma solução e estamos com todos os esforços direcionados para isso. Sem uma ajuda financeira nesse prazo, vamos ter dificuldades de honrar nossos compromissos e manter a operação. A consequência, depois disso, é a inviabilização do sistema”, alertou.

Fetranspor: prejuízo pode ir a R$ 1 bilhão

Nos ônibus, o número de viagens caiu 71% de março a junho, o que, de acordo com a Fetranspor, significa prejuízo de R$ 713 milhões, podendo chegar a mais de R$ 1 bilhão até o fim do ano. Nas últimas três semanas, contudo, houve recuperação: a queda de viagens está em 52%, agora.
“São 184 empresas de ônibus e pelo menos 50% delas não vão conseguir iniciar o ano que vem sem ajuda. Mas já em setembro muitas terão dificuldades para pagar salários. É uma data crítica”, explicou Armando Guerra Júnior, presidente da Fetranspor.

 

Armando diz que precisa de auxilio do governo

 

Armando acrescentou que, além de um aporte financeiro, o auxílio do governo estadual poderia ser viabilizado por medidas como isenção das taxas de licenciamento do Detran e das alíquotas de ICMS sobre o óleo diesel, postergação do pagamento de IPVAs dos veículos, entre outros. Todas essas solicitações já foram feitas pela empresa, mas não foram atendidas por Wilson Witzel. “A situação do estado está tão crítica que eles não são capazes de atender o mínimo. Nossa grande expectativa é de repasses por parte do governo federal para o sistema de transporte público nacional”, disse ele.
Dados da federação mostram, ainda, queda de 82% em viagens nas barcas. Em todos os modais, são menos 435 milhões de passageiros nas 16 semanas de isolamento. A Secretaria Estadual Transportes do Rio negocia com a União uma medida provisória para auxílio às empresas.

Vaquinha para ajudar Rita Cadilac só arrecada R$ 275 e está longe de bater a meta desejada

Rita Cadilac está vivendo uma situação complicada financeiramente. Ela viu seus shows e outros trabalhos cancelados por causa da crise mundial de saúde e teve que recorrer ao auxílio emergencial do governo. Um grupo de amigos da ex-chacrete começou uma campanha de vaquinha online para ajudá-la, mas 12 dias após o início da arrecadação só foram levantados R$ 275.
O dinheiro arrecadado ainda está bem longe do ideal para Rita conseguir se manter. A meta da Vaquinha, que está disponível pela plataforma Apoia-se, é de R$ 4 mil mensais. Até o momento desta publicação, apenas duas pessoas contribuíram.

“Nosso objetivo é auxiliar a atriz e cantora Rita Cadillac, personalidade paulistana que está precisando de nosso apoio nesse momento. Ela quer muito trabalhar e levar alegria aos seus fãs. Vamos mostrar para Rita que ser solidário é bom para o moral?”, pedem os amigos da dançarina na plataforma.

A vaquinha está funcionando com um esquema de recompensas, ao doar um determinado valor as pessoas ganham brindes em troca. Por R$ 25 ganha-se uma foto autografada, R$ 150 um jantar em uma pizzaria com Rita, R$ 250 um vídeo personalizado, R$ 1400 um jantar no apartamento da ex-chacrete e por R$ 4 mil um pocket show da artista.

Logo que recebeu o auxílio, Rita disse que só seria capaz de se manter por mais dois meses, com o dinheiro que tinha guardado. Segundo o jornal Extra, ela utilizou os R$ 600 que recebeu do governo para pagar parte da conta de luz e do condomínio do apartamento onde mora, no bairro da Santa Cecília, em São Paulo.