Renato Barros, Vocalista Da Banda ‘Renato e Seus Blue Caps’, Morre No Rio.

 

 

Renato Barros, Vocalista Da Banda ‘Renato e Seus Blue Caps’, Morre No Rio.

Renato Barros, vocalista da banda Renato e Seus Blue Caps, morreu nesta terça-feira no Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Ele estava internado há 10 dias após uma cirurgia cardíaca e teve uma sepse pulmonar.
Durante a cirurgia, o cantor já havia apresentado problemas e chegou a ficar 30 minutos sem as funções vitais. Depois disso, ele apresentou complicações pulmonares.

 

Bombeiros serão investigados por não usarem máscaras na praia

 

A flexibilização do isolamento no Estado do Rio já tem uma consequência visível: o aumento de aglomerações nas ruas. Durante o fim de semana, o carioca foia bares, áreas de lazer e praias e muitos contrariaram a regra do uso obrigatório de máscaras. Entre eles, até bombeiros em serviço.
Em nota,a corporação diz seguir as diretrizes das autoridades de Saúde e que “desde o início da quarentena no estado, vem tomando medidas preventivas necessárias para garantir a preservação da saúde dos militares e da população”.
Já nas praias, a população mais uma vez contrariou a proibição de permanência na faixa de areia e lotou trechos das praias do Pepê,na Barra; e do Pontal, no Recreio, na Zona Oeste.Com uma faixa de areia menor,a Praia do Pontal era a que apresentava maior aglomeração.

Flexibilização

Embora especialistas ainda considerem cedo para bater o martelo sobre o impacto da flexibilização na curva de contágio, algumas cidades no interior do estado já estão recuando face ao aumento de casos. Em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, a prefeitura decidiu restringir algumas atividades que já haviam sido liberadas para o funcionamento, após registrar aumento do número de casos e óbitos por coronavírus nos últimos 15 dias.
No Sul Fluminense, a Prefeitura de Volta Redonda também voltou a fechar, por 10 dias, a Praça da Colina, uma das mais populares da cidade,após cenas de aglomeração.
Média móvel
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, a média móvel de mortes por covid-19 vem crescendo nos últimos 4 dias. No sábado, o número chegou a 127 vítimas pelo novo coronavírus. O número é o maior desde o dia 3 de julho, quando o registro era de 130 vítimas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a média móvel de sábado bateu recorde de 1.097 óbitos no País. O médico sanitarista Daniel Soranz acredita, porém, que é cedo para apontar o dedo para a flexibilização como responsável por esse aumento, mas a variação de casos reforça a necessidade de cuidados básicos.
“Os números mostram que existe uma elevação em relação às duas últimas semanas, mas ainda é um número muito abaixo em relação ao que aconteceu no mês de maio, quando houve o pico da doença”, disse o especialista.
Parques
A orientação do médico e das autoridades, no entanto, não vem sendo seguida pela população. Ontem, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, O DIA flagrou aglomerações e grupos sem máscara aproveitando o últimos momentos do fim de semana .
Reaberto há três semanas, a Quinta da Boa Vista foi palco de cenas de desrespeito às regras de isolamento, no fim de semana. Ontem à tarde, a reportagem presenciou aglomerações e grupos sem máscaras. O  problema se agravava pela falta de fiscalização. Ao longo de cerca de duas horas, nenhuma patrulha foi vista pela reportagem.
Apesar da maioria das pessoas sem máscara, alguns se esforçavam para dar o bom exemplo. “Todos viemos de máscara, inclusive o meu pequeno de 2 anos. É o mínimo, por mim, por ele e por todos. Não custa”, disse, Ivonaldo Batista, 43, que mora no Vidigal, Zona Sul. Questionada sobre a fiscalização na Quinta da Boa Vista, a Guarda Municipal, responsável por atuar na área do parque, esclareceu apenas que até o dia 20 de julho foram aplicadas 2.692 multas sanitárias na cidade, sendo cerca de 1.966 pela falta do uso de máscaras, incluindo autuações feitas no parque localizado em São Cristóvão.

Rio: comércio de rua teve perda de 80% nas primeiras semanas de julho

 

 

Por

Agência Brasil

 

O comércio de rua do Rio de Janeiro acumulou perdas de 80% nas primeiras semanas de julho, apesar da flexibilização das atividades autorizada pela prefeitura carioca no final de junho passado. Atualmente, as perdas estão, em média, entre 50% e 60%, disse hoje (28) à Agência Brasil o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio (CDL Rio) e do Sindicato de Lojistas do Comércio (SindilojasRio), Aldo Gonçalves. As duas entidades representam 25 mil lojistas. “E não há nenhum sinal de recuperação”, apostou. “Só para aqueles que conseguirem sobreviver. E serão poucos”.

Gonçalves afirmou que o fraco movimento se deve a dois motivos principais. O índice de desemprego no estado, que já era o maior do país, aumentou muito, porque “houve muita redução de contratos de trabalho, de jornada e, consequentemente, redução de salários. Então, tem muita gente sem emprego ou com orçamento reduzido e não pode comprar. Há também ainda receio da doença (covid-19), mas principalmente é a questão do desemprego”. Segundo o presidente do CDL Rio, o comércio está sem perspectiva no curto prazo. “Mas os camelôs estão a pleno vapor”, criticou, referindo-se ao comércio informal, considerado um dos grandes entraves ao desenvolvimento das lojas legalizadas.

O presidente da Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências (Saara), Eduardo Blumberg, disse à Agência Brasil que o problema no comércio do centro da capital fluminense foi o home office (trabalho em casa). “Muitas empresas deram home office até o final do ano e isso está derrubando muito o centro. Sem contar que falta turistas na cidade. São essas dificuldades do pequeno empresário.O movimento caiu muito”. A queda foi de 50%, na média, indicou Blumberg.

Alguns comerciantes conseguiram se recuperar porque se adaptaram rapidamente às vendas pela internet, com propaganda nas mídias sociais. “Isso ajudou muito o comércio, mas nós estamos sentindo muito a falta da pessoa que trabalha nas redondezas, que é o grande consumidor do centro da cidade”.

Dia dos Pais

Na avaliação do presidente do CDL Rio e Sindilojas, Aldo Gonçalves, é difícil ter expectativa positiva para o Dia dos Pais, “porque as pessoas estão sem dinheiro”. Lembrou que no ano passado, devido à crise econômico financeira do estado, todas as datas comemorativas tiveram resultados negativos. Com a pandemia do novo coronavirus, o problema se agravou. “Não se pode esperar um milagre”, disse Gonçalves.

O presidente da Saara, Eduardo Blumberg, também está pessimista, além de considerar a data comemorativa uma das mais fracas do ano normalmente. “Não acredito que vá ter aumento das vendas este ano. Em relação ao ano passado, vai cair”.

Blumberg afirmou que falta financiamento para os pequenos empresários. Embora já se veja uma quantidade significativa de pessoas nas ruas que compõem a Saara, ele comentou que nem de longe esse movimento se aproxima do grande volume de pessoas “que a gente está acostumado a ver na região, principalmente na hora de pico do almoço, entre 11h30 e 14h. Você vai ver muitas pessoas. Mas o nosso volume de pessoas é muito maior que esse”.

Na Rua da Carioca, também no centro da cidade, a maioria das lojas se encontra fechada. As que ainda resistem tiveram de efetuar cortes nos quadros de funcionários. Na zona sul, a situação não é diferente. Muitos lojistas estão sendo obrigados a encerrar os negócios porque não têm condições de bancar as despesas.

PREFEITURA VAI REABRIR REFEITÓRIO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS PARA ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS

 

PREFEITURA VAI REABRIR REFEITÓRIO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS PARA ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS

A prefeitura do Rio anunciou na noite dessa segunda-feira (27) que reabrirá os refeitórios de 168 escolas municipais em áreas de maior vulnerabilidade social. Após testagem, a prefeitura constatou que 228 merendeiras já contraíram a doença e estão imunes à Covid-19, essas profissionais que voltarão às escolas para produzir a alimentação dos alunos mais necessitados da rede.

 

Morre apresentador da globo de covid 19!!

 

O apresentador do programa Troca de passes do SporTV, Rodrigo Rodrigues, morreu aos 45 anos, nesta terça-feira (28/7), no Hospital Unimed Rio, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo SporTV.

O jornalista foi hospitalizado, no último sábado (25/7), após se sentir mal. Ele já havia sido diagnosticado com covid-19 antes da internação. Rodrigues deu entrada na emergência da unidade com quadro de cefaleia, vômitos e desorientação.

No último domingo (26/7), ele foi operado para diminuição da pressão intracraniana em decorrência de trombose venosa cerebral. Ele estava em coma induzido.

 

Incêndio atinge 10 mil metros quadrados de reserva biológica no Rio

 

Um incêndio já atingiu 10 mil metros quadrados da Reserva Biológica Estadual de Araras, uma área de preservação da Mata Atlântica localizada em Petrópolis, na região serrana fluminense. Os bombeiros ainda tentam controlar o fogo, que começou ontem (28).

De acordo com a Polícia Civil, o fogo é o maior registrado no município neste ano e se alastrou depois que um carro foi incendiado nas proximidades da reserva ambiental. O suspeito é o dono do próprio veículo, que teria forjado o roubo do carro para ter acesso ao prêmio da seguradora.

O homem foi preso em flagrante ao tentar registrar o roubo do veículo ontem mesmo, depois que a equipe policial desconfiou da versão contada por ele e investigou o caso.

A polícia descobriu que o suspeito havia comprado um galão de gasolina em Três Rios no dia anterior.

A reserva, que recebe apenas grupos de estudantes e pesquisadores, está fechada para visitas devido à pandemia de covid-19.

 

Jovem morto em meio a confronto entre traficantes e milicianos na zona oeste ia casar em setembro

 

Evangélico, o jovem Caio de Jesus Barbosa, de 24 anos, morto na noite desta segunda-feira, vítima da guerra entre o tráfico de drogas e a milícia da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, estava com casamento marcado para setembro deste ano. O rapaz estava no último período da faculdade de direito e sonhava em um dia se tornar juiz ou delegado.
Durante o confronto na comunidade da Barão, uma idosa que estava dentro de casa também foi baleada. A mulher foi atingida por um tiro de fuzil na perna. Ela está internada em um hospital particular.
“No último domingo ele fez uma pregação na igreja falando sobre o luto, hoje a minha família vive esse luto. Parecia que ele sabia que alguma coisa estava para acontecer”, disse, aos prantos, o irmão Diego de Jesus Barbosa.

Caio era o segundo filho de quatro irmãos. Abalados com a perda do filho, os pais estão em estado de choque. O rapaz trabalhava como motorista de aplicativo para ajudar nas despesas, pregava e tocava na igreja.

Caio de Jesus Barbosa morreu durante intenso tiroteio na noite desta segunda-feira na Praça SecaReprodução / Redes Sociais

De acordo com a família, Caio saiu de casa para cortar o cabelo em um rua próxima. Ele tinha uma sessão de fotos para o casamento marcada para hoje. O jovem foi baleado nas costas, perdeu a direção do carro e colidiu em uma árvore.

A família ainda não tem informações sobre sepultamento.

 

Joias do ex-governador Sérgio Cabral vão a leilão extrajudicial hoje

 

 

Joias que pertenciam ao ex-governador Sérgio Cabral vão a leilão extrajudicial hoje (28), às 14h30. Ao todo são 20 lotes que vão oferecer 15 diamantes e 5 lingotes de ouro 24 quilates. No edital 02/2020 para a venda, a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que o leilão será eletrônico pela página www.depaulaonline.com.br, do leiloeiro público oficial, Luiz Tenório de Paula.

Entre os lingotes, um tem 500 gramas com valor mínimo de R$ 92 mil, mas o avaliado é de R$ 115 mil. Os outros têm 1 quilo, valor mínimo de R$ 184 mil e avaliado de R$ 230 mil. Já os diamantes, todos lapidados, que variam de 2.05 a 4.57 quilates têm valores avaliados de R$ 66.570,00 até R$ 308.116,00. Os valores mínimos variam de R$ 52 625,60 a R$ 246.492,80. Em sete dos lotes dos diamantes a indicação da lapidação é de corte, lustre e simetria excelente. No restante, o corte é excelente, o lustre e a simetria muito bons.

O edital informa ainda que os bens estão relacionados ao processo-crime em curso na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e que estão depositados em cofre em setor de penhora da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro.

Para participar, os interessados tinham que se inscrever no site, com pelo menos, 48 horas de antecedência ao início do fechamento do leilão, para análise dos dados do cadastro e confirmação da participação. Todos tinham que observar as regras estabelecidas e aceitar as condições de vendas previstas para o certame.

O site do leilão informa que no ato de arrematação, para cada lote, o leiloeiro informará ao comprador os dados bancários para transferência no valor de 25% da arrematação do lote, a título de caução. O montante corresponde, respectivamente, aos 5% relativos à comissão devida ao leiloeiro público oficial, e aos 20%, relativos à caução, pela arrematação do bem. O comprador substituirá ou complementará a caução impreterivelmente, até as 15h do dia útil seguinte ao leilão, por depósito em dinheiro, ou transferência, para a conta-corrente de titularidade do leiloeiro.

De acordo com a Depaula Leilões, o dinheiro arrecadado será depositado em juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e depois com a finalização do processo os recursos serão repassados para o Ministério da Justiça. A pasta informou em resposta à Agência Brasil que do total arrecadado com a venda dos bens alienados, 40% do valor são destinados a estruturar e equipar as forças de segurança pública estadual. O restante, vai para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) “que dispõe hoje de R$ 92 milhões para financiar, entre outros, projetos e ações de prevenção e de combate ao tráfico de ilícitos”.

GUERRA ENTRE TRAFICANTES E MILICIANOS MATA UM INOCENTE NA ZONA OESTE

 

GUERRA ENTRE TRAFICANTES E MILICIANOS MATA UM TRABALHADOR NA PRAÇA SECA

No tiroteio de ontem, uma bala perdida acertou um morador que morava nos Bancários (Rua Barão), quando passava pela rua Marangá. Ele tinha 20 anos e estava fazendo faculdade de Direito.”

Mais uma vida, mais uma família que chora por causa dessa guerra. Segundo os seguidores da Página o Jovem era pregador da palavra de Deus.

Pedimos a Deus que conforte o coração dos familiares, fica aqui os nossos sentimentos a toda família e amigos. Que Deus cuide de cada um nesse momento de tristeza.

Descanse em paz!

 

Mãe que esperava trigêmeas descobre quarta filha ‘surpresa’ na hora do parto em maternidade

 

 

Mãe que esperava trigêmeas descobre quarta filha ‘surpresa’ na hora do parto em maternidade

Durante sete meses, mulher e médicos acreditavam que gestação era de trigêmeos. Família, que já tinha três filhos, se ‘reorganiza’ para nova vida.

Mãe que esperava trigêmeas descobre quarta filha na hora parto em maternidade de Manaus

Sophia, Laís, Lívia e, de repente, Giovana. Quatro meninas que causaram uma reviravolta na vida de uma mãe até o último segundo antes do fim do parto. Michelle Freitas, uma cozinheira de 38 anos que já tem três filhos passou os sete meses da gestação acreditando que teria mais três bebês. Até que, na hora do parto, descobriu a quarta filha.

“Eu estava anestesiada, quando a médica falou que tinha mais uma, eu só disse ‘ta bom’, e fui dormindo. No quarto, quando minha filha me falou, eu não acreditava. Eu perguntava ‘quatro, Ana Flávia?’ E ela, ‘quatro, mãe!’”

Residente na comunidade Viver Melhor, em Manaus, Michelle, que já tem filhos de 20, 18 e 11 anos, fez o acompanhamento do pré-natal na Policlínica Codajás e na Unidade Básica de Saúde (UBS) Santo Antônio. Com o teste positivo em mãos, levou o segundo susto ao realizar o ultrassom.

“O médico viu uma e disse que tinha outra. Eram gêmeas, eu achei bom. Depois ele perguntou se eu estava com algum acompanhante, e pediu para minha irmã entrar. Foi quando ele disse que eram três e eu fiquei desesperada. Eu achei que ia morrer, comecei a chorar, minha irmã falou ‘calma, vai dar certo’. Depois eu já queria ver a carinha delas.”

“De repente… o susto”, conta enfermeira
A equipe médica se preparou para a cesárea das trigêmeas e também levou um susto ao achar a quarta “escondida” na barriga da mãe. Giovana nunca tinha aparecido em nenhum dos ultrassons durante a gravidez.

“Todos nós da equipe já ficamos bem surpresos quando internou uma paciente grávida de trigêmeos. A paciente ficou uns dias internada, em tratamento clínico … eu estava em casa, era um final de semana, quando a enfermeira do Centro cirúrgico me ligou dizendo que as trigêmeas iam nascer… A equipe preparou para receber as três. Pedi pra equipe que me avisassem quando nascessem. E, de repente… o susto: a enfermeira liga, e diz ‘não eram três, eram quatro'”.

“A equipe já estava toda eufórica, foi quando já no momento da revisão do útero viu que tinha mais um bebê. Veio uma emoção porque três já é pouco comum. Quatro então..”, conta a gerente de enfermagem, Suellen do Nascimento Barbosa.

As quadrigêmeas nasceram no dia 27 de junho. Devido ao parto prematuro, passam por acompanhamento na Maternidade Balbina Mestrinho, na capital amazonense, onde a “caçula” Giovana segue internada na UTI. Segundo a mãe, a pequena nasceu com 969 gramas, e precisa chegar a 1,3kg antes de ser encaminhada para outra ala do hospital. Com 1,8kg poderá ir para casa encontrar as irmãs.

Católica, Michelle acredita que a chegada das quatro meninas foi uma benção divina. “Ainda mais com a Giovana, desse jeito, que a gente nem sabia. Deus tem algum propósito pra mim, para me dar essas quatro meninas lindas”, desabafou.

Ela levou o primeiro susto quando descobriu que estava grávida aos três meses. “Eu estava com depressão, síndrome do pânico, e minha mãe dizia que eu estava grávida.

Mas como, se eu tomava remédio [pílula anticoncepcional]? Eu sentia umas cólicas e fomos na maternidade fazer o exame. Deu positivo”, contou.

A mãe conta que realizou cerca de oito exames de ultrassonografia ao longo dos sete meses. E em nenhum momento foi informada de que eram quatro bebês. Nem mesmo quando ouviam os batimentos cardíacos.

“Apareciam os batimentos dela no lugar de uma das três. Quando ia fazer o exame, uma delas sumia e aparecia o da Giovana”, revelou.

Escolha de nome “surpresa”

Para escolher os nomes das meninas, Michelle disse que “teve briga”. “Era pra ser Laís, Luna e Lívia, mas o pai delas não quis porque Luna era nome de cachorro, tinham dois cachorros na rua que chamavam Luna. Ele escolheu Sophia”, explicou a mãe, que não esperava que iria precisar de mais um nome para as filhas.

Mãe que esperava trigêmeas descobre quarta filha ‘surpresa’ na hora do parto, em Manaus
Mãe que esperava trigêmeas descobre quarta filha ‘surpresa’ na hora do parto, em Manaus

Na sala do parto, com a chegada da quarta bebê, optou por homenagear a médica que realizou a cirurgia, registrando a filha com o nome de Giovana.

Doações para a família

Já com três filhos, a família demorou para se preparar para a chegada de três crianças não foi tarefa fácil. Com uma gravidez inesperada e considerada de risco, Michelle disse que sentiu muitas dores durante a gestação, não se alimentava bem e passava noites em claro.

“Eu pensava que nunca ia acabar aquelas dores que eu sentia. Não via a hora de inteirar 8 meses pra elas nascerem, mas vieram antes, com 32 semanas.”

Outro desafio, era montar um enxoval para as meninas que estavam prestes a nascer. Com a solidariedade dos vizinhos que se sensibilizaram com a situação, Michelle conseguiu arrecadar doações de fraldas e outros itens necessários. Em meio a pandemia do novo coronavírus, uma carreata foi realizada para substituir o tradicional chá de bebê.

Depois da descoberta da Giovana, a filha mais velha de Michele compartilhou a história nas redes sociais para que mais pessoas ajudassem. “Graças a Deus as pessoas estão me ajudando muito com coisas que eu não dava importância, como sabonete, shampoo. E doam fraldas também. Agradeço muito às pessoas por isso”, completou.

Agora, com sete filhos, a cozinheira afirma que terá que deixar de trabalhar para cuidar das crianças. O marido trabalha como carpinteiro e atualmente presta serviço no município de São Gabriel da Cachoeira no interior, a mais de 900 km de Manaus.

Apesar da ajuda dos familiares, a família precisa de recursos para arcar com os novos gastos. Para isso, uma “vaquinha” foi criada na internet para arrecadar doações para as “quadrigêmeas de Manaus”, que já têm um perfil nas redes sociais.

Hospedada na casa da mãe, no bairro Compensa, Michelle pretende voltar para a casa após o tratamento das filhas. “Vou passar meu resguardo aqui. Até os quatro meses vou fazer acompanhamento na maternidade e em janeiro vou voltar para o Viver Melhor. Vou dar tudo de mim. Eu não vou mais trabalhar, e minha vida vai ser pra elas”,