O Carnaval 2021 não será realizado sem vacina contra o coronavírus

 

A compreensível dificuldade das autoridades e dirigentes das escolas de samba do Rio e de São Paulo anunciarem oficialmente que o Carnaval 2021 não será realizado no primeiro trimestre do ano impede resolver o problema com antecedência. Mesmo com a existência de uma vacina contra o coronavírus, a realização da maior festa popular brasileira é praticamente impossível. Ouvimos em confiança pelo menos seis fontes graduadas que não esconderam a preocupação.

Obstáculo 1 – Instabilidade Política

O governador do Rio, Wilson Witzel, aliado do Carnaval carioca, está sob fogo cerrado de um processo de impeachment que, dificilmente, ele conseguirá escapar de perder o mandato. Sua mulher, a advogada Helena Witzel, é uma ardorosa amante da festa e, dentro de casa, era a certeza que o marido não a desapontaria e que faria das tripas coração para ajudar na busca de patrocínios. Ambos, agora, estão arrolados também em séria investigação na Polícia Federal

Na capital, se o evangélico Marcelo Crivella vencer, não será o melhor parceiro, até por conta do comprometimento dele na tentativa de amenizar os danos mortais da Covid-19. Se qualquer outro vencer, inclusive o preferido de 20 entre 20 escolas de samba, Eduardo Paes, ele não teria tempo hábil para liberar os recursos necessários para ajudar na montagem do espetáculo.

Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas já disse em conversas reservadas com dirigentes que, se não houver o anúncio de uma vacina viável contra a doença até setembro, simplesmente ele não liberará a realização do Carnaval.

Obstáculo 2 – Recursos da Rede Globo

Uma fonte seis estrelas do Grupo Globo afirmou que a crise sanitária e publicitária são impedimentos reais para sair o apoio ao Carnaval no primeiro semestre. Lembre-se que a parcela de patrocínio da emissora, paga sempre religiosamente em dia, é uma tábua de salvação para as escolas.

“Ora, se estamos com cuidado redobrado quanto ao nosso próprio pessoal, inclusive seguindo o protocolo no que trata de gravações de novelas e shows – justamente para evitar aglomerações – não teremos tempo para vender as cotas do Carnaval. A crise é grave. Sem chances!”.

Obstáculo 3 – Risco de Saúde para os componentes

Em entrevista a Cleo Guimarães do site “Veja Rio”, o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, foi direto ao ponto: “Eu defendo a ideia de que só poderemos fazer quando houver segurança total, mesmo que a gente chegue ao extremo de ir direto para 2022”. “Não consigo pensar em uma coisa que não sei nem quando nem como será”. completou o artista.

Durante o isolamento social imposto pela pandemia, Leandro está se dedicando a escrever um livro falando sobre a abordagem crítica cada vez mais presente nas escolas de samba.

Leandro Vieira não é o único que comunga da mesma posição. O medo de contrair a doença não irá se dissipar em velozes seis meses.

É impossível acreditar que milhares de desfilantes sejam vacinados a tempo. Até porque o Governo Federal teria dificuldades de realizar vacinação em massa, lembrando que nem a distribuição de ajuda emergencial para parte da população ele ainda não conseguiu.

Obstáculo 4 – Liberação de Saúde

As autoridades que cuidam da saúde no Brasil não devem correr o alto risco de liberar uma festa que reúne artistas na pista e plateias lotadas sem que a segurança seja total. “Temos responsabilidade. Fora de cogitação”, comentou um secretário de Saúde.

Obstáculo 5 – Operação Conjunta com estados

O Carnaval não se restringe somente à exibição das escolas nos Sambódromos do Rio e São Paulo, e o de rua. No início do mês o governador da Bahia, Rui Costa do PT, reforçou que, se não houver uma vacina para a Covid-19, não haverá Carnaval em 2021 no Estado. Costa afirmou que o poder público não pode autorizar grandes eventos se há risco de aumentar ainda mais a contaminação pelo novo coronavírus. Segundo ele, seria “desumano e cruel admitir 5 mil, 10 mil mortes” para fazer a festa.

Obstáculo 6 – As Escolas de Samba

As escolas de samba nada decidirão sem autorização dos poderes constituídos, isto é certo. Há semanas, Gabriel David, da Beija-Flor, foi perguntado se teria ocorrido uma reunião de presidentes pelo adiamento:  “Não é verdade. As escolas estão mais preocupadas em ajudar suas comunidades, a cidade, o estado, o país”, disse Gabriel David em vídeo. “Pensar em Carnaval vem em segundo plano”, completou o dirigente.

O fato é que, naquele momento, muitos pensavam estar diante de uma “gripezinha” e o que se vê agora, com mais de 43 mil mortos no Brasil, e quando ainda não se sabe quando será o pico da doença, surge a necessidade de um alinhamento de informação

 

TIROS, PERSEGUIÇÃO EM CAMPO GRANDE ! DOIS FERIDOS GRAVES(VÍDEOS E FOTOS)

 

PERSEGUIÇÃO, TIROS DE FUZIL E HOMEM CAÍDOS NO VIADUTO DO EXTRA, EM CAMPO GRANDE

Tudo começou por volta das 18:30 dessa segunda feira na estrada do tingui em Campo Grande na zona oeste do Rio de Janeiro

Dois carros em perseguição começaram a trocar tiros, foram em direção a estrada do campinho. Infelizmente um dos tiros acertou o porteiro de um prédio ( bella vida) no antigo luso brasileiro), moradores o levaram para o hospital Rocha Faria em Campo Grande

Dali seguiram para o viaduto de Campo Grande,  aonde um dos carros foi alvejado com varios tiros atingindo o motorista .

Não sabemos o estado de saude do motorista!! Mais informações em instantes em nosso site

 

 

 

 

Traficantes do Rio distribuem medicamentos nas favelas

 

O coronavírus se espalha de forma raivosa pelas bordas do Rio de Janeiro, ou seja, pelos morros e favelas administradas por gangues de traficantes de drogas, onde a polícia não ousa ir a não ser em ataques armados.

A ausência de ajuda do estado – o presidente Jair Bolsonaro prometeu esmagar os criminosos “como baratas” – levou à intensificação do trabalho das gangues. Nos mesmos locais onde antes vendiam drogas com armas em punho, traficantes agora também pressionam o toque de recolher, o distanciamento social e a distribuição de alimentos para os mais necessitados.

“Tememos o vírus, não Bolsonaro”, disse Ronaldo, membro de uma gangue que, como a maioria das pessoas entrevistadas, solicitou o anonimato ou deu um nome falso. “Não podemos contar exatamente quantos já morreram. Os hospitais matam mais do que se você ficar em casa e se cuidar.”

Uma quadrilha de traficantes concedeu à CNN acesso a uma das comunidades mais pobres e socialmente isoladas do Rio, para ilustrar como lidou com a Covid-19. É uma área inacessível para os serviços de saúde pública. Álcool em gel, remédios e dinheiro são parte de um sistema que os membros das gangues estavam ansiosos para nos exibir. O Brasil é atualmente o segundo país em número de infecções por coronavírus, só atrás dos Estados Unidos, e onde os casos ainda dobram a cada duas semanas.

Quatro jovens descem de suas motos e começam a descarregar grandes sacos plásticos da traseira de uma caminhonete. O primeiro pacote de compras vai para uma manicure que está desempregada há quatro meses. O segundo para uma vendedora ambulante.

“As coisas estão ficando muito difíceis”, disse a vendedora informal, que pediu anonimato. Ela diz que está tentando montar uma barraca na comunidade, mas não há ninguém para comprar seus produtos.

“Pelo menos estou tentando”, contou. “As crianças e muitas pessoas estão ficando doentes. A comida que eles dão ajuda muito a gente.”

A ambulante conta que seu sogro morreu em abril de Covid-19. Segundo ela, o homem parecia estável, até que foi transferido para o hospital, onde morreu um dia depois.

“Até agora, não mandaram pra gente um relatório completo sobre o que aconteceu, só que era Covid-19″, disse. “Demorou duas semanas para ele ser enterrado.”

A moça conta que agora tem um tio doente e internado depois de pegar o vírus.

A ajuda médica está disponível na comunidade e as hospitalizações são raras.

“Médicos da comunidade estão ajudando voluntariamente os doentes”, afirmou Ronaldo. “As pessoas que têm dinheiro podem ter assistência. Outros simplesmente não podem.”

A comunidade local às vezes ajuda a pagar os enterros, diz Ronaldo.

“O isolamento estava indo bem aqui, mas agora até o presidente – em suas próprias palavras – está desprezando isso”, lamentou. “Mas a gente não pode facilitar. Vimos muita morte. A gente sabe que não é uma coisa pequena.”

Enquanto ele falava, dois adolescentes jogavam sinuca nas proximidades. Muitos aqui violam as regras de distanciamento social, como fazem os moradores da orla abaixo do morro.

“É complicado impor quarentena às pessoas”, disse Ronaldo.

Os traficantes de drogas – jovens armados com velhos rifles semiautomáticos, M4s de cano curto e, no caso de Ronaldo, uma pistola Glock adaptada a um rifle – ficaram tão especialistas em Covid-19 como são de narcóticos.

Quando perguntados se aceitariam uma das duas milhões de doses de hidroxicloroquina que os Estados Unidos concordaram em enviar ao Brasil (apesar de a droga ser considerada ineficaz contra a Covid-19 e talvez perigosa pela Organização Mundial da Saúde), Ronaldo responde:

“Eu não acho que a hidroxicloroquina ajuda. É besteira. Tudo o que vem do exterior para o Brasil já foi contaminado

Neia, cabeleireira até o início da pandemia, passou a fazer máscaras, que vende pela janela da frente, o que lhe permite ficar dentro de casa. Vende por R$ 10 o conjunto de três máscaras, mas não cobra de crianças.

“Eu tenho mais medo do vírus do que de qualquer outra coisa aqui”, confessou. “Um idoso que morava ao lado da minha casa morreu. As pessoas em geral estão respeitando o isolamento.”

O crime muitas vezes separa essa comunidade do resto do Rio. A polícia invade regularmente a área, como parte da repressão de Bolsonaro às favelas – ele disse que um policial que não mata não é um policial de verdade. O aumento dessas operações mortais vem sendo condenada por defensores dos direitos humanos.

O ataque mais recente perto dessa favela ocorreu no início de junho e deixou pelo menos sete mortos. Os sinais de que outro ataque pode estar a caminho estão por toda parte: uma grande pedra bloqueia uma rua e o som de fogos de artifício sai de um telhado – um aviso de que um vigia viu algo estranho, e a polícia pode estar voltando.

Traficantes do Rio distribuem medicamentos nas favelas


Nick Paton Walsh , Jo Shelley, Roberta Fortuna e William Bonnett, da CNN
15 de junho de 2020 às 14:55

O coronavírus se espalha de forma raivosa pelas bordas do Rio de Janeiro, ou seja, pelos morros e favelas administradas por gangues de traficantes de drogas, onde a polícia não ousa ir a não ser em ataques armados.

A ausência de ajuda do estado – o presidente Jair Bolsonaro prometeu esmagar os criminosos “como baratas” – levou à intensificação do trabalho das gangues. Nos mesmos locais onde antes vendiam drogas com armas em punho, traficantes agora também pressionam o toque de recolher, o distanciamento social e a distribuição de alimentos para os mais necessitados.

“Tememos o vírus, não Bolsonaro”, disse Ronaldo, membro de uma gangue que, como a maioria das pessoas entrevistadas, solicitou o anonimato ou deu um nome falso. “Não podemos contar exatamente quantos já morreram. Os hospitais matam mais do que se você ficar em casa e se cuidar.”

Os jovens traficantes, e não as equipes médicas do governo, são os que incentivam medidas contra o coronavírus na favela

Foto: Jo Shelley/CNN

Uma quadrilha de traficantes concedeu à CNN acesso a uma das comunidades mais pobres e socialmente isoladas do Rio, para ilustrar como lidou com a Covid-19. É uma área inacessível para os serviços de saúde pública. Álcool em gel, remédios e dinheiro são parte de um sistema que os membros das gangues estavam ansiosos para nos exibir. O Brasil é atualmente o segundo país em número de infecções por coronavírus, só atrás dos Estados Unidos, e onde os casos ainda dobram a cada duas semanas.

Quatro jovens descem de suas motos e começam a descarregar grandes sacos plásticos da traseira de uma caminhonete. O primeiro pacote de compras vai para uma manicure que está desempregada há quatro meses. O segundo para uma vendedora ambulante.

“As coisas estão ficando muito difíceis”, disse a vendedora informal, que pediu anonimato. Ela diz que está tentando montar uma barraca na comunidade, mas não há ninguém para comprar seus produtos.

“Pelo menos estou tentando”, contou. “As crianças e muitas pessoas estão ficando doentes. A comida que eles dão ajuda muito a gente.”

A ambulante conta que seu sogro morreu em abril de Covid-19. Segundo ela, o homem parecia estável, até que foi transferido para o hospital, onde morreu um dia depois.

“Até agora, não mandaram pra gente um relatório completo sobre o que aconteceu, só que era Covid-19″, disse. “Demorou duas semanas para ele ser enterrado.”

A moça conta que agora tem um tio doente e internado depois de pegar o vírus.

As ruas estão mais silenciosas do que o normal, mas ainda assim os únicos servidores do governo que chegam aqui são policiais em ações armadas

Foto: Jo Shelley/CNN

A ajuda médica está disponível na comunidade e as hospitalizações são raras.

“Médicos da comunidade estão ajudando voluntariamente os doentes”, afirmou Ronaldo. “As pessoas que têm dinheiro podem ter assistência. Outros simplesmente não podem.”

A comunidade local às vezes ajuda a pagar os enterros, diz Ronaldo.

“O isolamento estava indo bem aqui, mas agora até o presidente – em suas próprias palavras – está desprezando isso”, lamentou. “Mas a gente não pode facilitar. Vimos muita morte. A gente sabe que não é uma coisa pequena.”

Enquanto ele falava, dois adolescentes jogavam sinuca nas proximidades. Muitos aqui violam as regras de distanciamento social, como fazem os moradores da orla abaixo do morro.

“É complicado impor quarentena às pessoas”, disse Ronaldo.

Os traficantes de drogas – jovens armados com velhos rifles semiautomáticos, M4s de cano curto e, no caso de Ronaldo, uma pistola Glock adaptada a um rifle – ficaram tão especialistas em Covid-19 como são de narcóticos.

Quando perguntados se aceitariam uma das duas milhões de doses de hidroxicloroquina que os Estados Unidos concordaram em enviar ao Brasil (apesar de a droga ser considerada ineficaz contra a Covid-19 e talvez perigosa pela Organização Mundial da Saúde), Ronaldo responde:

“Eu não acho que a hidroxicloroquina ajuda. É besteira. Tudo o que vem do exterior para o Brasil já foi contaminado.”

Incapaz de trabalhar como cabeleireira por causa do coronavírus, Neia começou a fabricar e vender máscaras

Foto: Jo Shelley/CNN

As ruas parecem ocupadas apesar do toque de recolher. Os bares estão fechados, mas os negócios se adaptaram à pandemia.

Neia, cabeleireira até o início da pandemia, passou a fazer máscaras, que vende pela janela da frente, o que lhe permite ficar dentro de casa. Vende por R$ 10 o conjunto de três máscaras, mas não cobra de crianças.

“Eu tenho mais medo do vírus do que de qualquer outra coisa aqui”, confessou. “Um idoso que morava ao lado da minha casa morreu. As pessoas em geral estão respeitando o isolamento.”

O crime muitas vezes separa essa comunidade do resto do Rio. A polícia invade regularmente a área, como parte da repressão de Bolsonaro às favelas – ele disse que um policial que não mata não é um policial de verdade. O aumento dessas operações mortais vem sendo condenada por defensores dos direitos humanos.

O ataque mais recente perto dessa favela ocorreu no início de junho e deixou pelo menos sete mortos. Os sinais de que outro ataque pode estar a caminho estão por toda parte: uma grande pedra bloqueia uma rua e o som de fogos de artifício sai de um telhado – um aviso de que um vigia viu algo estranho, e a polícia pode estar voltando.

Daniel, que vende comida, diz que a morte está por toda a favela

Foto: Jo Shelley/CNN

Quase todo mundo com quem conversamos tinha uma história de morte ou infecção por coronavírus para contar. Daniel, que tem uma barraca de comida de rua, contou histórias de mortes que ouvira enquanto preparava pastéis.

“Hoje morreu uma garota que mora aqui perto”, relatou, acrescentando que um amigo dele com diabetes e problemas cardíacos também morreu repentinamente em casa. A rua em que ele vive já teve dois óbitos.

“Tem menos movimento nas ruas”, disse. “Eu lavo minhas mãos aqui o tempo todo. Uso álcool em gel nas mãos, máscaras e limpo muito a barraca.”

Ela conta que os traficantes proibiram os restaurantes de colocar mesas.

“O vírus está no controle aqui. Até os traficantes estão com medo. Não é possível controlar todo mundo.”

As motocicletas giram de um lado para o outro, algumas carregando jovens armados, outras levando meninas adolescentes para passear. As ruas fervilham de atividade. Às vezes parece um mundo antes do isolamento.

Mas os moradores dizem que as ruas estão bastante vazias. Os bares, dizem eles, normalmente teriam música e o tráfico de drogas seria mais prevalente.

Áreas como essas serão uma preocupação duradoura para os profissionais de saúde, à medida que a pandemia se espalha. O governo saberá pouco sobre como o vírus se disseminou nessas comunidades. Os moradores daqui podem viver separados dos bairros mais ricos do Rio, mas muitos trabalham lá e podem espalhar o vírus.

De repente, os fogos de artifício estalam novamente, e um olheiro teme que a polícia esteja a caminho.

 

 

 

 

 

 

 

EUA suspendem uso emergencial da cloroquina contra Covid-19

 

 

A Food and Drug Administration (FDA, em inglês), órgão equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, revogou a autorização para uso emergencial dos medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento de casos do novo coronavírus.

Depois de revisar pesquisas disponíveis sobre os medicamentos, a FDA determinou que eles não atendem aos critérios legais para autorização de uso emergencial, pois é improvável que sejam eficazes no tratamento da Covid-19 de acordo com as últimas evidências científicas. A conclusão foi publicada nesta segunda-feira (15) em relatório disponível no site da agência.

“A FDA concluiu que, com base nessas novas informações e em outras informações discutidas no memorando em anexo, não é mais razoável acreditar que as formulações orais de HCQ [hidroxicloroquina] e CQ [cloroquina] podem ser eficazes no tratamento da covid-19, nem é razoável acreditar que os benefícios conhecidos e potenciais desses produtos superam seus riscos conhecidos e potenciais”, escreveu a cientista-chefe da FDA, Denise Hinton, em uma carta a Gary Disbrow, da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédica Avançada (BARDA, em inglês).

 

“Consequentemente, o FDA revoga a autorização para o uso emergencial de HCQ e CQ no tratamento da Covid-19”, afirmou Hinton na carta. “Após a data desta carta, as formulações orais de HCQ e CQ não são mais autorizadas pelo FDA para tratar a Covid-19”.

A autorização de uso de emergência da FDA para hidroxicloroquina e cloroquina foi limitada em seu escopo e aplicada apenas a pacientes hospitalizados com o novo coronavírus.

Fonte: cnn Brasil

Carioca: clubes se reúnem com a Ferj confiando em aval da prefeitura para jogos

Os clubes da Série A do Carioca se reúnem nesta segunda-feira à tarde para debater itens que dizem respeito à retomada do futebol. Dirigentes ouvidos pelo GLOBO ainda não têm total certeza de que o arbitral da Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj) trará uma data exata para o reinício da competição, mas há quem já trabalhe com a informação de que a prefeitura do Rio sacramentará, quarta-feira, a autorização para reinício dos jogos com portões fechados.

Internamente, o Flamengo é um dos que dão como favas contadas o aval das autoridades. O clube faz atividades nos campos do Ninho do Urubu desde o dia 20 de maio e terá o Bangu como primeiro adversário, pela quarta rodada da Taça Rio.

— Estou pronto. Se marcar jogo, eu jogo. Não vou dar prazo. Se houver maioria que estabeleça o reinício do campeonato em um período qualquer, vamos acatar e estamos prontos. Tudo isso após autorização dos órgãos governamentais, sem atropelo — disse o presidente do conselho diretor do Bangu, Jorge Varela, cujo time também já retornou aos treinos e está concentrado em um hotel na Zona Oeste.

Mas entre o aval governamental e a marcação dos jogos, existe uma rota a ser percorrida. Por isso, nos bastidores, há quem ache improvável que a Ferj assinale a data de retorno antes da oficialização do aval do prefeito Marcelo Crivella.

Assuntos técnicos

Na pauta do arbitral não está prevista textualmente a deliberação sobre a datas. Um dos itens envolve “assuntos pertinentes às partidas complementares do Carioca passíveis de discussão por decisão preliminar favorável da maioria”.

Dirigentes de clubes conversaram informalmente entre si e com a Ferj no último sábado a respeito dos rumos para a retomada. O papo não envolveu Fluminense e Botafogo, situação que gerou desconforto em ambos os clubes. Em nota, a Ferj ressaltou que “até o Conselho Arbitral, tudo não passa de hipóteses ou mera especulação sobre a data de reinício do Campeonato Carioca”.

O arbitral também se propõe a debater detalhes do protocolo “Jogo Seguro”, como uma espécie de passaporte para cada integrante de delegação. Ele atestará as boas condições de saúde. Além disso, a Ferj debaterá com os clubes itens técnicos do regulamento, como inscrição e registro de atletas, número de substituições por jogo, quantidade de atletas não profissionais a ser usada e o desfecho do Grupo Z — a briga contra o rebaixamento.

Testagem protocolar

Conforme o protocolo, os clubes precisam testar suas delegações 48 horas antes das partidas. O Flamengo fará nesta segunda sua bateria de teste semanal, por conta própria. O mesmo acontecerá com o Boavista, por exemplo. Mas a testagem protocolar é conduzida e bancada pela Ferj, antecedendo o confinamento de quem não estiver com o coronavírus.

Um retorno a curto prazo seria um problema técnico e físico para o Botafogo e, principalmente, o Fluminense. Os dois clubes ainda não reiniciaram os treinos presenciais, em campo. O trabalho de recondicionamento físico tem sido remoto. Nesta terça-feira, o tricolor realizará a primeira testagem de atletas e comissão técnica (IGG/IGM e PCR). A previsão do clube é que os resultados saiam em uma semana.

O Fluminense foi quem mais sublinhou o desejo de adiar ao máximo o reinício do Carioca, alegando preocupação com a saúde. O desentendimento com os outros dirigentes chegou a tal ponto que o presidente Mário Bittencourt saiu do grupo de Whatsapp no qual o tema é discutido.

O Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio (Saferj) participará do arbitral, embora não tenha poder de voto. O órgão defende um prazo de 15 dias para pré-temporada dos times, a partir da certeza de reinício do Estadual. Mas a ideia é não fazer oposição, caso as autoridades abram o caminho para o retorno.

— A nossa posição sempre foi defender a volta a partir do momento em que as autoridades derem sinal verde. Particularmente, não tenho 100% de segurança. Mas, institucionalmente, é essa a nossa posição: eles autorizando, a preocupação continua, mas não há como ir contra o que falamos o tempo todo. As autoridades são as principais figuras agora — disse Alfredo Sampaio, presidente do Saferj.

Assassinato do marido da deputada Flordelis continua sem solução

Nesta terça-feira, um dos crimes com maior repercussão no Rio em 2019 completa um ano. Na madrugada de 16 de junho do ano passado, o pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD), foi morto a tiros na casa da família, em Pendotiba, Niterói. Apesar de dois filhos da parlamentar terem sido presos, a trama ainda é cercada de mistérios, incluindo o motivo do crime. A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas da família na execução.

Em depoimentos à polícia, Flordelis foi acusada por cinco filhos de envolvimento na morte do marido. O vereador de São Gonçalo Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, e Daniel dos Santos de Souza foram os primeiros. Misael, que chamou Flordelis de mentora intelectual do crime, conversou com o EXTRA na última semana. Evitando mencionar o nome dela, alegando que o caso está sob sigilo, disse acreditar que o assassinato foi motivado pela disputa por poder e questões financeiras.

O vereador era braço direito de Flordelis e de Anderson, mas rompeu com a deputada após o crime. Lucas César dos Santos, um dos filhos dela, que foi preso acusado do crime, envolveu Misael no assassinato numa carta que escreveu na cadeia. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, no entanto, investiga se o rapaz foi obrigado a escrevê-la para atrapalhar as investigações. Em audiência judicial, Lucas afirmou que foi obrigado a copiar o texto da carta com sua letra. A Justiça determinou que fosse aberto inquérito para apurar o crime de calúnia contra Misael.

No mês passado, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce permitiu que o pai do pastor Anderson, Jorge de Souza, seja assistente de acusação no processo contra Lucas e Flávio dos Santos Rodrigues, outro filho de Flordelis, também preso. Jorge será representado pelo advogado Ângelo Máximo.

Os dois filhos de Flordelis foram presos poucos dias após o crime — ela ficou conhecida por ter adotado mais de 50 crianças com o pastor. Em agosto, Flávio e Lucas foram indiciados, mas a Polícia Civil abriu outro inquérito, acreditando na participação de mais pessoas. Em relação a Lucas, já houve decisão para que ele seja levado a júri popular. Já Flávio ainda não prestou o seu depoimento em audiência. Só depois que isso ocorrer é que a Justiça decidirá se ele também vai a júri popular.

Entrevista com o vereador Misael

Você acredita na participação de mais pessoas no crime, inclusive a Flordelis?

Sim, acredito por tudo que eu vi na casa e pelas provas que existem no inquérito policial. Está em segredo de Justiça, por isso não vou entrar em detalhes, falar nenhum nome. Mas eu acredito que há outras pessoas envolvidas direta e indiretamente no crime.

Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael Foto: Reprodução

O pastor era considerado figura central na família, vários são os depoimentos à polícia nesta sentido. O que aconteceu na família após a morte dele?

A morte dele causou um rompimento familiar e afastamento por uns quererem justiça e outros, aparentemente, não. Acabou quebrando toda a corrente familiar. O elo todo acabou sendo quebrado.

Você e o Daniel (dos Santos de Souza) foram os primeiros filhos a apontar a participação da Flordelis no crime. Por que decidiu procurar a polícia e contar o que sabia?

Foi um impulso. Gostava muito dele (pastor Anderson do Carmo). Era um pai, um amigo que eu tinha. Então eu realmente não pensei nas consequências, no que poderia acontecer.

A morte de Anderson completa um ano nesta terça-feira. Você espera que a polícia conclua em breve essa segunda fase de investigações?

Eu acho que a justiça ainda não foi feita porque há mais pessoas envolvidas no crime. Mas acredito no trabalho da DH e do Ministério Público, que vão chegar em todos os culpados, e não somente em quem apertou o gatilho.

Caixa libera consulta ao valor e data de novos saques do FGTS

Consulta do valo e data do saque do FGTS pode ser feita por meio do site fgts.caixa.gov.br ou por meio do Disque 111. — Foto: Reprodução

A Caixa Econômica Federal liberou nesta segunda-feira (15) a consulta do valor e da data do saque emergencial do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), de até R$ 1.045 por trabalhador.

O trabalhador pode consultar qual o valor do seu saque emergencial e quando o valor será creditado por meio do site fgts.caixa.gov.br ou por meio do Disque 111. Assim a consulta poderá ser feita também pelo aplicativo FGTS e pelo Internet Banking da Caixa a partir de sexta-feira (19).

Ao fazer a consulta por app ou no site, o  trabalhador também poderá optar por não fazer o saque emergencial  ou ainda por devolver o valor para a conta do FGTS caso o crédito já tenha ocorrido.

O trabalhador que escolher não fazer o saque emergencial deve informar a Caixa pelo menos dez dias antes da data de crédito prevista.

FGTS

As  liberações emergenciais do FGTS começarão no dia 29 de junho e será realizado por meio de Conta Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores. Já o saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de janeiro, estão liberados a partir de 25 de julho (veja o calendário completo mais abaixo).

O dinheiro ficará disponível para o trabalhador até 30 de novembro. Então se o saque emergencial não for feito até essa data, automaticamente o valor retornará para o fundo de garantia.

Então essa nova liberação do saque do FGTS se deu em razão da  pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores.

O governo federal informa que todos os  60,8 milhões de trabalhadores que possuem contas no FGTS poderão ser beneficiados  com os saques. Segundo a Caixa, devem ser liberados R$ 37,8 bilhões. Cerca de 30,7 milhões de trabalhadores poderão sacar todo seu recurso no FGTS (50,5% do total).

Calendário de pagamentos

A Caixa  anunciou no sábado (13) que as liberações emergenciais do FGTS começarão no dia 29 de junho. Essa data é para o crédito em conta poupança do trabalhador nascido em janeiro.

Assim o saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de janeiro, estão liberados a partir de 25 de julho (veja o calendário completo mais abaixo).

Calendário saque emergencial FGTS

Mês de nascimento Crédito em conta poupança Saque ou transferência
Janeiro 29 de junho 25 de julho
Fevereiro 6 de julho 8 de agosto
Março 13 de julho 22 de agosto
Abril 20 de julho 5 de setembro
Maio 27 de julho 19 de setembro
Junho 3 de agosto 3 de outubro
Julho 10 de agosto 17 de outubro
Agosto 24 de agosto 17 de outubro
Setembro 31 de agosto 31 de outubro
Outubro 8 de setembro 31 de outubro
Novembro 14 de setembro 14 de novembro
Dezembro 21 de setembro 14 de novembro

 

Terão direito aos saques os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS. Cada trabalhador poderá sacar até R$ 1.045.

Assim para evitar aglomerações nas agências, a Caixa fixou datas diferentes para a liberação do crédito em conta e para o saque em espécie ou transferência dos valores. O calendário considera o mês de nascimento do trabalhador. Veja as datas a seguir:

“A cada semana realizaremos o credito digital na conta dos brasileiros. Sempre às segundas-feiras, com exceção do dia 8 de setembro, porque dia 7 é feriado. Teremos, a partir do dia 29, pelas próximas 12 semanas, a cada segunda feira, 5 milhões de brasileiros recebendo esse depósito e terão o saque sendo permitido a partir de cada sábado”, afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Como funciona a poupança digital

A movimentação do valor do saque emergencial poderá, inicialmente, ser realizada somente por meio digital com o uso do aplicativo CAIXA Tem, sem custo.

“Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, já será possível pagar boletos e contas ou utilizar o cartão de débito virtual e QR code para fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos, tudo por meio do aplicativo”, explica a Caixa.

A partir da data de disponibilização dos recursos para saque ou transferência, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou realizar o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas.

 

Corpo de Bombeiros lança campanha para incentivar doação de sangue

 

 

No mês do doador de sangue, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) lança uma campanha para incentivar a solidariedade e ajudar a recuperar os estoques de sangue dos hemocentros do Estado, que estão abaixo do ideal durante a pandemia da Covid-19. Capitaneada pela Diretoria de Assistência Social (DAS), a “OndaVermelha CBMERJ” estimula a doação entre os militares por meio de um desafio interativo.

– A tropa está sendo chamada a participar doando e divulgando a importância desta ação na internet. A ideia é que cada militar que doe poste uma foto nas suas redes sociais desafiando três colegas a doar também. Basta sinalizar a #OndaVermelhaCBMERJ – afirmou o diretor de Assistência Social (DAS), coronel Fábio Couri.

O Corpo de Bombeiros RJ realiza ações frequentes de doação voluntária em parceria com o Hemorio.

–  Doar é um ato voluntário e altruísta. Nós, que já salvamos vidas no dia a dia, temos a oportunidade de ajudar ainda mais. Cada doação pode beneficiar até quatro pessoas. Entre nessa onda de solidariedade – incentivou o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, Roberto Robadey Jr.

Para doar

Para informações adicionais, o voluntário pode ligar para o Disque Sangue (0800 282 0708). É importante lembrar que não há risco de contrair coronavírus pelo ato de doar sangue, que é um procedimento seguro.

O Hemorio funciona todos os dias, das 7 às 18h, incluindo sábados, domingos e feriados, na Rua Frei Caneca, n° 8, no Centro do Rio.

Preso estupra e mata garota após ser solto em razão de pandemia

 

Uma jovem de 18 anos foi estuprada e assassinada por um preso menos de 24 horas após ele deixar a prisão, segundo a polícia, liberado por conta da pandemia de covid-19.

Jenifer Hugo Modesto desapareceu em Poços de Caldas (MG), onde morava, no dia 4 de abril. De acordo com a polícia, ela percorreu a pé um trecho ermo entre o terminal de ônibus e a casa dela, sendo abordada no caminho por Éder Abrão Filadélfia, que havia sido solto no dia 3. Imagens exclusivas obtidas pelo Domingo Espetacular mostram o trajeto percorrido por Jenifer.

Segundo a polícia, ele só foi preso dias depois, após tentar cometer outro estupro. Ele confessou ter assassinado a garota e indicou onde estava o corpo.

Éder Abrão é condenado por estupro e cumpria pena em presídio a 80 km de Poços de Caldas. Foi liberado por ter hipertensão, o que coloca em grupo de risco da covid-19.

 

O avanço do novo coronavírus dentro dos presídios brasileiros permitiu a mais de 30 mil condenados cumprir pena em casa durante a pandemia. A recomendação do Conselho Nacional de Justiça é pra liberar apenas quem está em grupos de risco e não cometeu crimes graves.

Para o promotor Rogério José Filócomo Júnior, a ideia de que o “criminoso vai ficar em casa beira uma certa inocência”. “Quem opera no direito, não pode ser inocente a esse ponto”, afirma.

Pessoa “amável”

A cunhada de Jenifer, Tainá dos Reis, conta que a garota era “uma menina extremamente tranquila, não dava trabalho nenhum, começando a vida dela agora. Não consigo acreditar”, afirma.

O namorado Emanuel Peres afirma que ela “era sorridente, amigável, amável, tinha respeito por todo mundo”, conta.