MÉDICA É AGREDIDA COVARDEMENTE POR 5 HOMENS NO RIO

#MÉDICA AGREDIDA POR HOMENS QUE ESTAVAM EM FESTA

Atuando na linha de frente do combate ao novo coronavírus (covid-19) no hospital de campanha da Lagoa, a médica anestesista Ticyana Azambuja, de 35 anos, não imaginava que em plena pandemia iria ser obrigada a parar de trabalhar. Com a mão e perna direitas enfaixadas há dois dias, a profissional diz que foi agredida violentamente por cinco homens, quando foi reclamar do barulho de uma festa próximo de sua casa, na Rua Marechal Jofre, no Grajaú, na Zona Norte do Rio.

“Moro no Grajaú, Rio de Janeiro. Sou médica há 10 anos. Tenho um filho pequeno maravilhoso.
Na rua onde moro, existe uma casa, que fica ao lado do Corpo de Bombeiros. Nessa casa, fazem “Festas de Corona” todos os dias e todas as noites. Sim, durante o dia também. Som altíssimo, ensurdecedor, por 3 dias seguidos. Na terça-feira, de madrugada, os vizinhos gritavam para parar, chamamos a polícia diversas vezes. Mas para a nossa (falta de) surpresa, a polícia nunca veio. Os frequentadores da festa gritam “vão chupar uma bu… ou um ca…” Um baixo nível sem fim. Saem da casa para urinar nos postes da rua, espalham garrafas de cerveja por todos os cantos, não deixam ninguém dormir.
Fazia 5 dias que eu dormia na sala.
A polícia e os bombeiros sempre acionados. Mas nunca vieram.

Jogaram tomates, tinta na porta da casa, avisos desesperados da vizinhança pedindo que eles parassem. Muitas postagens em redes sociais. O problema nem é a aglomeração… essa já é uma luta inglória e perdida. Era pelo fim da perturbação sonora.

No sábado, teria um plantão à noite e havia trabalhado no dia anterior todo. Na linha de frente do Covid. Trabalho pesado, exaustivo. Precisava dormir um pouco de tarde para assumir meu plantão noturno.
E a festa continuava.

Decidi descer e acabar com aquilo. Tomar uma atitude qualquer. Eu, do alto dos meus 1,50m e 46kg, pedi para que parassem a festa (estava lotadíssima, claro que isso nunca aconteceria). Então, num ato de exaustão e desespero, quebrei o retrovisor e trinquei o pára-brisas de um dos carros parados irregularmente na calçada, de um dos frequentadores da festa. Coisa que qualquer seguro de carro cobre.

Foi errado. Foi impensado. Foi estúpido. Mas sou humana e fiz uma besteira contra um bem material de outra pessoa. Não foi um ato contra nenhum outro ser humano, isso eu sou incapaz de fazer.

5 marmanjos (me lembro de uns 5) saíram, e obviamente, bêbados e drogados, típicos “cidadãos de bem”, não estavam para conversa. Apavorada, vi o potencial da besteira que fiz e saí correndo.
Me agarraram em frente ao Hospital Italiano. Me enforcaram até desmaiar. Me jogaram no chão e me chutaram. Quando retornei à consciência, gritava por Socorro! Isso aconteceu no dia 30 de Maio por volta de 17h, em plena luz do dia.

Os moradores do bairro passavam por mim, o segurança do hospital viu aquilo, as pessoas diminuíam a velocidade de seus veículos e só observavam. Eu pedia para que chamassem a polícia e alguém me ajudasse, por favor. Para que filmassem com um celular o que estava acontecendo, uma ajuda pelo amor de Deus. Mas ninguém veio. Ninguém veio. Algumas senhorinhas passaram pela cena e falaram para me matar mesmo.

Quebraram meu joelho esquerdo e pisotearam minhas duas mãos.

Um deles mandou trazer o carro, e disse que ia dar sumiço de mim.
Tive certeza que ia morrer.

Me arrastaram pela rua até o Corpo de Bombeiros, uma mulher, frequentadora da festa, arrancou chumaços do meu cabelo.
Os bombeiros do batalhão da Marechal Jofre vieram. Implorei por ajuda. Pedi para que garantissem minha integridade física até que a polícia chegasse e tudo fosse esclarecido. Eles riram de mim e disseram que meu lugar era apanhando no chão.

Eles são amigos do dono da casa.

Um vizinho veio apartar e disser que eles não poderiam mais bater em mim, e que a polícia deveria vir. Levou um soco na boca.

A patrulha da polícia chegou. Logo vieram mais duas. Descobri que o dono do carro (um mini cooper de mais de 100 mil reais) também era policial. Ele me pediu 6.800 reais para que tudo ficasse por aquilo mesmo.

Durante semanas, pedimos para que a polícia viesse resolver a situação daquela casa. Bastou quebrar o vidro do carro de um policial para que 3 viaturas aparecessem.

Um casal de vizinhos, contou o que tinha acontecido. Um casal de anjos. Seguraram minha mão.

O dono do carro que pegou sua carteira de policial e esfregou no meu nariz (literalmente) e me exigiu 6.800 reais para me deixar em paz, decidiu não levar nada adiante.

O dono da casa e seus frequentadores e todos os agressores correram para dentro da casa e não consegui indiciar ninguém. Parece que um dos donos também é policial.

Os bombeiros covardes que viram e permitiram toda a situação, repetiram que eu nunca tinha apanhado. Quando souberam que eu era médica (não que isso tenha nenhuma relevância) alguns mudaram o discurso para o famoso “Não vi nada”.

Os policiais fizeram o registro com alguns moradores, com o dono do carro que abriu mão de qualquer reclamação, mas não conseguiram com os agressores ou o dono da casa. Que por sinal, voltaram para a casa e recomeçaram a festa. Sim. Esse é o escárnio.

Fui levada para o Rios D’Or pelo casal de vizinhos anjos que me ajudaram, e tive apoio psicológico já dentro do hospital.
Vou morar alguns dias com meu pai e minha madrasta. Tive que engessar uma mão, e a outra está com imobilizador, se não, nem uma muleta eu conseguiria usar. É difícil ter noção de como é ficar ser uma perna e as duas mãos ao mesmo tempo.

Estou muito chorosa, triste, e sem fé na Humanidade. A impunidade vai reinar mais uma vez nesse caso. Mas o que mais me doeu, foi ter clamado por ajuda, e dezenas, talvez uma centena de pessoas viram o que aconteceu e 3, somente 3 se dignificaram a socorrer uma pessoa em perigo. Sempre fui atuante na comunidade do Grajaú, e quando precisei de socorro, fui abandonada aos chutes e gritos de “Mata mesmo!”.

O que me dói mais não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons.

Se as festas acabarem na casa da marechal jofre, lembrem-se que custou meu trabalho de médica e meu joelho.

Eu sempre tive um pensamento mágico que, se eu fizer o Bem, o Bem voltará para mim. Mas isso não é verdade. Quanto mais bondoso, e mais envolvido, mais você fica em destaque e mais a Maldade te atinge.

É possível que eu tenha que operar meu joelho. Está tão machucado que na tomografia não deu para ter certeza. Mas parece ter rompido o ligamento cruzado posterior. Vou ter que fazer uma ressonância magnética e meu plano não cobre (estou em período de carência). Vou ficar algum tempo sem trabalhar. Ninguém vai pagar por isso.

Estou muito machucada fisica, psicologica e espiritualmente.
Espero voltar a trabalhar logo como médica, nasci para isso, é o que sei fazer.
Mas a cada tramal e dipirona que eu tomo para me mexer sem dor, me lembro que perdi a fé na Humanidade.

Pensei muito se deveria contar o que aconteceu, estou com muito medo de represália. Os fortões venceram mais uma vez, mas ainda não conseguiram calar minha Voz. Enquanto ainda não vivemos num estado-policial, vou continuar falando. Preciso continuar denunciando as injustiças.
E deixo no fim desse relato-desabafo: se algo acontecer comigo, que todos saibam quem fez! Que não continue impune.
Pisotearam minha garganta, mas não calaram minha voz!

 

 

Homem é preso na Zona Oeste do Rio tentando sacar auxílio emergencial em nome de terceiros

 

 

Homem é preso na Zona Oeste do Rio tentando sacar auxílio emergencial em nome de terceiros

Um homem de 23 anos foi preso em flagrante, por volta das 7h desta segunda-feira (dia 1º junho), quando tentava sacar benefícios emergenciais de R$ 600 numa agência da Caixa Econômica Federal, na Zona Oeste do Rio. O homem — cuja identidade não foi revelada — faria as retiradas em nome de outras pessoas, quando foi detido por policiais federais.

Ao se preso, o rapaz declarou aos policiais federais que obteve os dados das vítimas por conta de seu trabalho numa ONG que prestava serviços à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos no PAM de Irajá, na Zona Norte do Rio. Segundo ele, por conta dessa atividade, foi possível ter acesso ao sistema do Conselho Regional de Assistência Social (CRAS).

Rússia anuncia registro do primeiro antiviral eficaz contra covid-19

O Ministério da Saúde da Rússia anunciou o registro do primeiro antiviral eficaz no combate ao coronavírus. O afivavir apresentou grande eficácia durante ensaios clínicos, de acordo com o Frid (Fundo de Investimento Direto da Rússia).

“O afivavir não é apenas o primeiro medicamento antiviral registrado na Rússia para tratar o coronavírus, mas talvez o medicamento mais promissor para curar a covid-19 em todo o mundo”, disse o diretor-geral da Frid, Kiril Dmítriev.

Segundo Dmítriev, esse medicamento foi desenvolvido e testado clinicamente “em tempo recorde”, o que permitiu que ele se tornasse o primeiro à base de favipiravir – antiviral desenvolvido no Japão – registrado em todo o mundo.

O afivavir demonstrou grande eficácia em afetar os mecanismos de reprodução do coronavírus.

No entanto, o próprio fundo reconheceu que este medicamento é “categoricamente contra-indicado” para mulheres grávidas e pessoas em processo de planejamento familiar.

Além disso, o Frid indicou que inicialmente não estará à venda em farmácias e “será usado apenas em hospitais sob observação médica”.

 

 

 

 

Vacinação contra a gripe é prorrogada no Rio

 

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), prorrogou a campanha de vacinação contra a gripe até 30 de junho. Antes programada para terminar em 5 de junho, a campanha foi estendida porque ainda é preciso vacinar, no município, cerca de 350 mil pessoas entre os públicos-alvo prioritários. Até 28 de maio, a cobertura vacinal (percentual de pessoas imunizadas) na capital estava em 72%, com quase 1,5 milhão de doses aplicadas. O objetivo é chegar a 1,8 milhão de pessoas, o que equivale a 90% de cobertura, meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A SMS está com pontos extras e novas estratégias de vacinação para alcançar, principalmente, os grupos que aderiram pouco à campanha: grávidas, mulheres em pós parto, crianças de 6 meses a 6 anos incompletos e adultos de 55 a 59 anos de idade.

Ao mesmo tempo, as 233 clínicas da família e centros municipais de saúde continuam oferecendo a vacina, de segunda a sexta, das 8h às 17h. As unidades que abrem aos sábados funcionam até 12h.

Pontos extras de 1 a 5 de junho: da Central do Brasil ao aeroporto

Na semana de 1 a 5 de junho, a vacina contra a gripe será oferecida em três terminais rodoviários de grande circulação, em dias específicos. Nos dias 1 e 2 de junho (segunda e terça), a vacinação acontece no Terminal Alvorada; nos dias 2 e 3 (terça e quarta), na Central do Brasil (Terminal Procópio Ferreira); nos dias 3 e 4 (quarta e quinta), no Terminal de Campo Grande.

O atendimento será das 9h às 16h e as doses serão aplicadas por técnicos do Exército. A iniciativa é uma parceria da SMS com o Comando Conjunto Leste das Forças Armadas e com o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). A prioridade é vacinar gestantes, adultos de 55 a 59 anos e motoristas e cobradores de ônibus.

A parceria com quatro redes de farmácias – A Nossa Drogaria, Drogarias Pacheco, Venâncio e Farmácia do Leme – continua, com 16 endereços para vacinação. A lista completa está no link https://bit.ly/ListaFarmaciasInfluenza .

Na quarta-feira, 3 de maio, o Terminal de Cargas Aéreas (TECA) do Aeroporto Internacional do Galeão também oferece doses para caminhoneiros, adultos de 55 a 59 anos de idade e indivíduos portadores de doenças crônicas não transmissíveis.

Ação em maternidades municipais

A Secretaria Municipal de Saúde fará uma ação voltada exclusivamente para gestantes e puérperas (mulheres em pós parto com até 45 dias do nascimento do bebê) atendidas em 11 maternidades e uma casa de parto da rede municipal. Todas que estiverem em pré-natal ou internadas poderão se imunizar onde já se tratam.

Gestantes e crianças: unidades de saúde adotam medidas de proteção

Mesmo em tempos de pandemia é possível ir às unidades de saúde em segurança. A SMS implantou medidas para reforçar a proteção da população que vai às clínicas da família e centros municipais de saúde. Todos os técnicos que aplicam as vacinas usam máscaras e higienizam as mãos com frequência. As pessoas são atendidas mantendo o distanciamento mínimo entre elas e o ambiente é devidamente higienizado.

A recomendação é que gestantes e puérperas, assim como responsáveis e crianças, usem máscaras ao ir ao posto de vacinação. Com o detalhe de que só crianças acima de dois anos podem usar o acessório. Higienizar as mãos com álcool em gel regularmente também é aconselhável.

Crianças estão sendo vacinadas apenas nas clínicas da família e centros municiais de saúde. Já as grávidas e puérperas, além dessas unidades, podem tomar a vacina em farmácias parceiras da SMS e nos terminais rodoviários.

Grupos com baixa adesão

Até 28 de maio, a cobertura vacinal (percentual de pessoas imunizadas) das crianças estava em 22%, a das gestantes em 28% e a das puérperas (em fase pós parto, até 45 dias do nascimento do bebê) em 35%. A cobertura dos adultos com idade de 55 a 59 estava em 31%.

Para efeito de comparação, a cobertura vacinal de idosos e profissionais de saúde – prioridade da primeira etapa de vacinação – chegou, respectivamente, a 101,7% e 117,2%.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% dos grupos prioritários.

Quem ainda precisa se vacinar?

Crianças de 6 meses a 6 anos incompletos; gestantes; mulheres em pós parto (até 45 dias do nascimento do bebê); pessoas com deficiência; professores de escolas públicas e privadas; e adultos de 55 a 59 anos de idade; caminhoneiros; e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis.

Quais são as doenças crônicas não transmissíveis?

Doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade e pessoas com trissomia ou transplantadas.

Locais de vacinação

UNIDADES DE SAÚDE – 233 clínicas da família e centros municipais de saúde
(Até 30/06)
HORÁRIO: das 8h às 17h, de segunda a sexta; nas unidades que funcionam aos sábados, até 12h.

TERMINAIS RODOVIÁRIOS
HORÁRIO: das 9h às 16h
LOCAIS E DATAS
ALVORADA – 01 e 02/06 (segunda e terça)
CENTRAL DO BRASIL – 02 e 03/06 (terça e quarta)
CAMPO GRANDE – 03 e 04/06 (quarta e quinta)

FARMÁCIAS – A Nossa Drogaria, Drogarias Pacheco, Venâncio e Farmácia do Leme
(Até sexta-feira, 05/06)
HORÁRIO: das 10h às 16h
Link com endereços das farmácias participantes: https://bit.ly/ListaFarmaciasInfluenza

TERMINAL DE CARGAS AÉREAS (TECA) DO AEROPORTO INTERNACIONAL DO GALEÃO
(Apenas quarta-feira, 03/06)
HORÁRIO: das 9h às 16h

 

Vasco anuncia que tem 16 atletas com Coronavírus

 

No início da noite deste domingo (31/05), o Vasco divulgou, em seu canal oficial no YouTube, que, dos 350 testes realizados para detectar ou não o Coronavírus em atletas, membros da comissão técnica, staff e contactantes domiciliares, 250 pessoas tiveram resultado positivo.

Desse total, segundo o chefe do departamento médico do clube, Marcos Teixeira, 19 são jogadores – 16 estão isolados e 3 já se recuperaram.

Vídeo divulgado pelo Vasco em seu canal no YouTube neste domingo (31/05)

”Três atletas tiveram contato com o vírus e estão curados. Observamos 16 atletas que vieram com exames positivos. Eles são isolados do grupo, vão continuar com contato médico e exames seriados até que tenhamos certeza que eles não poderão mais transmitir esse vírus para o restante do elenco. Isso só comprova que estamos fazendo uma grande ação de saúde, identificado o mais rapidamente possível essa infecção nos atletas porque a gente sabe que 95% do nosso grupo são assintomáticas, essas que tiveram contato com o vírus. Isso faz com que a gente impeça que o vírus seja disseminado até mesmo dentro do ambiente familiar do atleta”, disse o médico.

No vídeo, o Vasco aproveitou para comunicar, também, que o os atletas do elenco profissional que estão liberados serão submetidos, nesta segunda-feira (01/06), em São Januário, a outra bateria de exames, com avaliações médicas e fisiológicas.

”Só iremos fazer o que está permitido pelas autoridades. Faremos exames médicos, avaliação da fisioterapia e fisiológica. Não haverá treino propriamente dito, porque vamos seguir exatamente o que está autorizado pela Prefeitura e pelos órgãos que regulam as atividades”, detalhou Marcos.

 

Um em cada 5 médicos diz que está capacitado para atender covid-19

 

Apenas 22,3% dos médicos – um em cada cinco – diz estar plenamente capacitado para atender os pacientes com covid-19 em qualquer fase da doença, de casos leves a graves e sob tratamento intensivo. Levantamento feito pela Associação Paulista de Medicina (APM) considerou os profissionais que atuam na linha de frente do combate à pandemia – aqueles que trabalham em hospitais, incluindo os de campanha, totalizando 1.385 profissionais.

O resultado faz parte de pesquisa realizada pela associação, entre 15 e 25 de maio, sobre os problemas dos médicos no enfrentamento à covid-19. A amostragem total – incluindo os profissionais que não trabalham nos hospitais – contou com a participação de 2.808 médicos de todo o país.

Em relação à capacitação, a APM avalia que há uma deficiência do setor público. Atualmente, 38,5% dos médicos da linha de frente recebem atualização científica dos hospitais, 38% têm acesso a conhecimento científico por meio de associações médicas e 61,5% pesquisam diretamente na literatura médica. Já o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais ficam entre os menores índices, com 31,5%, 17,5% e 18,5%, respectivamente.

Isolamento social

Três em cada quatro médicos (75,3%) avaliam que o isolamento social é bom ou importante no contexto da pandemia do novo coronavírus, considerando a amostra total. Além disso, a avaliação desses profissionais sobre a atuação do Ministério da Saúde teve queda em maio na comparação com abril, passando de 72% de aprovação – boa e ótima – para 17,9%.

Os profissionais de medicina em geral não demonstraram otimismo quanto ao futuro imediato da pandemia em São Paulo e no Brasil. Ao contrário, 84,5% consideram que o país ainda não atravessou a pior onda da covid-19. Os médicos da linha de frente, por sua vez, estão apreensivos, pessimistas, deprimidos, insatisfeitos e revoltados – somando 79,3%. Somente 20,7% dividem-se entre otimistas (5,3%) e tranquilos (15,4%).

A apuração mostrou também que 96,6% de todos os médicos entrevistados admitem a possibilidade de faltar profissionais para o atendimento dos infectados pela doença. Somente 3,4% disseram ser improvável faltar médicos para cuidar dos infectados. Para 34,4% daqueles que estão na linha de frente, já há falta de médicos e outros profissionais da saúde nas unidades em que trabalham.

Integridade dos médicos

A APM relatou preocupação sobre dados que dizem respeito à integridade dos médicos, já que 58,5% presenciaram ou souberam de casos de violência contra médicos e outros profissionais da saúde por causa da pandemia. “O mais grave é que 17% desses episódios são de agressão física”, informou a entidade.

Outro risco considerado iminente pela associação é o fato de que 64% dos médicos da linha de frente não foram testados para covid-19. “Quer dizer, são profissionais vulneráveis, assim como os pacientes que assistem”, segundo a APM. De acordo com o levantamento, apenas 58,7% relataram que, quando algum profissional da saúde tem sintomas que possam ser atribuídos à covid-19, ele é sistematicamente submetido ao teste para confirmação diagnóstica.

A população também sofre com a falta de testagem. Conforme aponta a pesquisa, 54,3% dos médicos da linha de frente afirmaram que faltam testes para todos os pacientes com suspeita da doença nos locais em que trabalham. Nos locais em que esses profissionais prestam atendimento, apenas 12,2% disseram haver testes disponíveis para todas as pessoas; 39,4% afirmaram que só há testes para os pacientes com sintomas graves; e 9,1% relatam não existir testes em seus locais de trabalho, ou seja, nem casos com sintomas graves são testados.

Estrutura e insumos

Para 50,3% daqueles que estão atendendo pacientes com covid-19 na linha de frente, os médicos e profissionais da saúde não estão trabalhando com estrutura física, insumos adequados e segurança.

Eles indicaram deficiências que têm encontrado nos locais onde trabalham para atendimento aos pacientes com covid-19: 33% dizem que faltam máscaras N95, PFF2 ou equivalente (N99, N100 ou PFF3) nos hospitais em que atendem. Há também carência de leitos para pacientes que precisam de internação em unidades de terapia intensiva (UTI) (18%) e de leitos para os pacientes que precisam de internação em unidades regulares (12,2%), sendo que no levantamento de abril esses índices eram menores: 11% e 5,7%, respectivamente.

No período de realização da pesquisa, um em cada quatro médicos da linha de frente (24,7%) chegou a atender de seis a mais de 20 infectados pelo novo coronavírus ou com suspeita da doença, o que foi considerada uma “desumana e arriscada carga” pela APM. O restante dos profissionais (75,3%) atendiam até cinco desses pacientes.

Dos profissionais da linha de frente do combate à pandemia, 33,7% tiveram pacientes que morreram com suspeita ou confirmação da doença e 7,3% já viram morrer entre seis até mais de 20 pessoas.

 

Reabertura do Rio: confira os pontos do esboço do decreto estadual que permite funcionamento de shoppings e comércio a partir do dia 8

Em reunião na manhã desta segunda-feira, o governo estadual do Rio vai voltar a discutir medidas para a reabertura gradual das atividades econômicas a partir do dia 8 deste mês. Os principais pontos do novo decreto, que mantém a situação de emergência por causa do coronavírus, já foram esboçados no documento que o governador Wilson Witzel deve assinar ainda nesta segunda-feira. Mas ainda podem sofrer alterações. Entre eles, estão a reabertura de shoppings, centros comerciais e lojas de rua, com horários e protocolos determinados e permissão para atividades ao ar livre, incluindo em praias, lagoas, rios e piscinas públicas.

O uso de máscara será obrigatório em todos os estabelecimentos e nas ruas, com exceção de pessoas com problemas respiratórios e com deficiência severa nos membros superiores mediante comprovação.

O esboço do decreto mantém a suspensão até o dia 21 de junho de eventos com público (jogos de futebol, shows, festas e passeatas, cinema, teatro, e afins); aulas presenciais e academias de ginástica.

Também fica suspenso, pelo menos até o próximo domingo, o transporte intermunicipal entre a região metropolitana e a capital do estado, com exceção de trens e barcas que atendam atividades essenciais. Assim como o transporte de passageiros por aplicativo.

A aplicação das medidas estabelecidas é uma recomendação às prefeituras, mas cada uma delas tem autonomia para fazer seu próprio decreto.

Confira os principais pontos:

Suspensão até o dia 7/6

  • Shoppings, centros comerciais e similares (com exceção de hospitais, clínicas, laboratórios e estabelecimentos similares dentro destes locais);
  • Circulação de transporte intermunicipal entre a região metropolitana e a capital (com exeção de trens e barcas que atendam atividades essenciais);
  • Circulação de transporte intermunicipal regular, de fretamento e complementar entre a região metropolitana e a capital;
  • Transporte de passageiros via aplicativo entre a região metropolitana e a capital;
  • Bares, restaurantes e similares, apenas com 30% da capacidade no atendimento ao público apenas para retirada e entrega de alimentos no estabelecimento (aqueles que funcionam dentro de hotéis e pousadas só podem para funcionar para hóspedes e empregados).

Liberados a partir do dia 8/6

  • Comércio e atividades de serviço em geral com regras específicas (com exceção daqueles suspensos até o dia 21/6);
  • Bares, restaurantes, lanchonetes e similares com 50% da capacidade para retirada e entrega a domicílio;
  • Shoppings e centros comerciais das 12h às 20h, com o seguinte protocolo: EPIs e produtos de higienização, como álcool gel, para todos os funcionários, entregadores e prestadores de serviço; álcool gel ou similares na entrada do estabelecimento, das lojas e dos elevadores; distanciamento de um metro, uso de máscaras; praças de alimentação com apenas 50% das mesas e assentos; e fechamento de áreas de recreação
  • Postos do Detran, com o seguinte protocolo: máscaras, álcool em gel ou similares e distanciamento de pelo menos um metro;
  • Prática de atividades ao ar livre, inlcuindo em praias, lagoas, rio e piscinas públicas;

Suspensão até o dia 21/6

  • Eventos com público: eventos desportivos, shows, salão e casa de festas, eventos científicos, feira, comício, carreatas, passeatas e afins;
  • Pontos turísticos: Pão de Açúcar, Corcovado, Museus, AquaRio, Rio Star roda-gigante e os demais;
  • Cinema e teatro;
  • Visita a unidades prisionais;
  • Transporte de detentos para audiência apenas com justificativa;
  • Visitas a pacientes com Covid-19 nas redes hospitalares pública e privada;
  • Aulas presenciais;
  • Circulação de transporte rodoviário intermunicipal, regular, fretamento e complementar entre os municípios de Volta Redonda, Barra Mansa e Pinheiral e as demais cidades do estado;
  • Academias, centros de ginástica e similares;
  • Praias, lagoas, rios e piscinas públicas
  • Obras e reparos não emergenciais em imóveis residenciais e comerciais.

O que já está autorizado

  • Serviços essenciais, como supermercados, hospitais, clínicas, farmácias e afins;
  • Pequenos estabelecimentos, como lojas de conveniência, mercado de pequeno porte, açougue, aviário, padaria, lanchonete, hortifruti, e demais, desde que não haja permanência contínua e aglomerações;
  • Feiras livres, com barracas a pelo menos 1 metro de distância e disponibilização de álcool gel para os colaboradores e clientes;

Horários determinados das atividades

  • Comércio de produtos essenciais: sem horário fixo;
  • Indústrias e serviços: 9h às 17h;
  • Comércio varejista: 11h às 19h
  • Construção civil: 7h às 15h

Dois Homens São Presos Por Furtarem Corrimão De 7 Metros Em Uma Estação De BRT.

 

Dois Homens São Presos Por Furtarem Corrimão De 7 Metros Em Uma Estação De BRT.

Policiais do 18ºBPM (Jacarepaguá) prenderam, na madrugada deste domingo, dois homens que furtaram um corrimão de cerca de 7 metros da estação Divina Providência do BRT Transcarioca. A estação fica na Taquara, na Zona Oeste do Rio.
Os dois presos, que não tiveram a identificação revelada pela PM, foram abordados quando carregavam o corrimão pela Estrada dos Bandeirantes, nas proximidades da estação. De acordo com o Sistema BRT, eles já tinham passagem pela polícia.

Plantão Zona Oeste 📢

 

Rio prorroga isolamento por uma semana e adia reabertura do comércio!

Em meio à escalada de casos e mortes pelo novo coronavírus no estado, o governo do Rio anunciou ontem que decidiu prorrogar por mais uma semana as medidas de isolamento social e fechamento do comércio. De acordo com o executivo estadual, hoje será realizada uma reunião para tratar da reabertura gradual da economia. No encontro, serão discutidos o cronograma de flexibilização das medidas restritivas e as regras técnicas para cada área ou serviço.

Discussão sobre a Reabertura

Em meio à discussão sobre reabertura do comércio no Rio, comerciantes veem com cautela, a transição para o chamado ‘’novo normal’’. Os empresários dizem que com faturamento reduzido (para quem passou a operar com delivery, por exemplo) ou zerado por conta das medidas iniciadas em março, é preciso retomar as atividades econômicas, mas sem desprezar os cuidados sanitários para evitar que uma nova escalada de casos que sobrecarregue hospitais e exija novas interdições.

Sócio com os filhos de uma barbearia e estúdio de tatuagem no Américas Shopping (Recreio dos Bandeirantes), Nilson Russo diz que é pouco provável que consiga abrir tão rapidamente. Ele reclama que até o momento, a exemplo de outros setores da economia, as autoridades sanitárias não divulgaram diretrizes para o funcionamento da atividade. O empresário diz que precisa conhecer as diretrizes para fazer adaptações.

—São medidas sanitárias. As cadeiras de barbeiro terão que ficar mais espaçadas. Também teremos que limitar o acesso de pessoas. Devemos suspender por dois ou três meses, cafés, água e cerveja que oferecemos de cortesia para os clientes, para reduzir a manipulação de produtos. Apesar de estarmos há dois meses sem faturar gente precisa retomar, mas com cautela — ressalta Nilson.

Vera Podiacki, dona de uma cafeteria no Humaitá, não pretende trabalhar com consumo no local por pelo menos um mês:

— Há ainda há risco dos casos voltarem a subir —disse.

Expectativa sobre o Witsel

A expectativa é que o governador Wilson Witzel comece a liberar ainda este mês o funcionamento parcial de indústrias e permita a abertura de shoppings e lojas de rua com 50% da lotação. O processo deverá ser feito em etapas. A primeira fase deve levar duas semanas. As atividades com público continuarão suspensas e as escolas fechadas.

Especialistas divergem sobre a retomada

Entre especialista não há consenso sobre o momento mais adequado para a reabertura. O professor de Infectologia da Universidade Federal do Rio (UFRJ), Edimilson Migowski, ressalta que a retomada do comércio deve ocorrer de forma gradual com base na avaliação de redução do número de casos da Covid, possibilidade de tratamento e número de leitos.

— Acho que deve abrir, com escalonamento das atividades. Por exemplo, os shoppings vão abrir em horários reduzidos. Os trabalhadores da construção civil vão entrar e sair mais cedo.

O epidemiologista Guilherme Werneck, da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj), avalia como precoce a reabertura das atividades:

— Eu não vejo como a melhor recomendação no momento. A redução da velocidade de casos e óbitos não pode ser analisada de um dia para outro, para verificar a redução sustentada. E ainda há fila de leitos.

OMISSÃO DE SOCORRO EM CAMPO GRANDE!! ABSURDO!!

A seguidora da página antigo Campo Grande  brunna nunes  enviou um relato  / denuncia vejam abaixo…

OMISSÃO DE SOCORRO EM INHOAÍBA – COMPARTILHEM

“Boa noite adm,presenciei um acidente na rua Guarujá a uma hora atrás,próximo a praça de Inhoaíba sentindo Campo Grande! Um carro que parecia ser um HRV atropelou um motoqueiro,e arrastou a moto por alguns metros. O rapaz atravessou na frente do nosso carro mas caiu na calçada,parecia estar com a perna machucada. O motorista fugiu do local,tentamos ir atrás pra ver a placa mas não conseguimos devido à falta de iluminação e acabamos ficando com medo de seguir! Gostaria de saber se mais alguém viu e tem informações do rapaz,como eu estava com criança no momento no carro não pude voltar pra saber como ficou”!

Se alguém viu,  pode entrar em contato com a página…