

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse hoje (21) que pedirá ao Ministério da Defesa que coloque soldados nas ruas da zona sul da cidade para abordar idosos que estejam circulando e convencê-los da importância de não saírem de casa, devido à pandemia do novo coronavírus. “Para dizerem a eles que há uma solicitação das autoridades para que se preservem em casa”, disse Crivella.
Segundo ele, o objetivo é diminuir a exposição dos idosos ao risco de contaminação pelo novo coronavírus. E o pedido de auxílio dos militares se dá pelo fato de que neste momento guardas municipais e policiais militares estão envolvidos em ações de ordem pública e segurança em meio à epidemia.
Outra medida anunciada hoje pelo prefeito é a reserva de quartos de hotel que estejam fechados ou com baixa ocupação para uso de idosos que morem em comunidades e não consigam fazer um isolamento por viverem com outros membros da família ou em áreas de existência de doenças como a tuberculose.
“Esse idosos estão cadastrados na nossa rede de saúde ou rede social e serão convidados a ocuparem espaços em hotéis”, disse Crivella.
Além disso, estão sendo preparados três abrigos para moradores de rua, um no Sambódromo, outro no Santo Cristo e um terceiro em Honório Gurgel. “É importante nesse momento que eles também tenham suas locomoções supervisionadas, para que a gente possa vê-los se higienizando, tomando café, almoçando. Evitar que eles tenham sintomas e não sejam tratados, que eles sejam vetores volantes pela cidade, contaminando pessoas nas lojas, nos pontos de ônibus”.
A cidade do Rio de Janeiro tem até o momento, 94 casos confirmados e 164 casos suspeitos. Há 39 pacientes internados em hospitais da rede municipal, das quais 13 estão no Ronaldo Gazolla, que é referência no atendimento ao coronavírus. Três pacientes estão sendo submetidos à ventilação mecânica para auxiliá-los na respiração.
A prefeitura está preparando um hospital de campanha no centro de convenções Riocentro, com 500 leitos, dos quais 100 serão para cuidados mais críticos. Essas vagas serão ocupadas por pessoas que estão com outras doenças menos graves ou apenas se recuperando de cirurgias, para abrir espaço para o atendimento ao coronavírus nos hospitais municipais. A expectativa de Crivella é que o hospital esteja funcionando dentro de 20 a 30 dias.
O prefeito disse ainda que está orientando supermercados e farmácias a montarem sistemas de entrega a domicílio, para evitar aglomerações e a ida de idosos a esses locais.
Os três restaurantes populares municipais também passarão a funcionar à noite, até as 20h. Além disso, há a previsão de distribuição de cestas básicas para ambulantes e outros profissionais autônomos que sejam cadastrados na prefeitura.
As feiras de rua passarão a ser realizadas apenas de 15 em 15 dias, em vez de semanalmente, anunciou o prefeito.
O Paraguai está preocupado com o novo coronavírus e tem tomado medidas drásticas com o objetivo de impedir visitantes de outros países que possam estar contaminados com o agente infeccioso. Um movimento comunitário está cavando o solo na cidade de Ypejhú, na fronteira com o município sul-mato-grossense de Paranhos. Com a ajuda de retroescavadeiras, estão sendo cavadas valas largas e profundas para cercar a fronteira do país.
Os trabalhos da comunidade tiveram início no último dia 20, de acordo com moradores da cidade fronteiriça. O governo do Paraguai decretou que todo o país está em quarentena, com o objetivo de conter o avanço do coronavírus, até o dia 12 de abril.
Em outros pontos da fronteira entre Brasil e Paraguai, os moradores estão fazendo barricadas impedindo que brasileiros entrem para o país vizinho. Em Pedro Juan Caballero, vizinha à brasileira Ponta Porã, moradores colocaram pneus, fitas e tambores para impedir a passagem de veículos e pedestres.
O exército do país sul-americano está monitorando as fronteiras. A Ponte da Amizade que liga os dois países foi fechada, de acordo com decisão do presidente do Paraguai. No país, foram registrados 18 casos até o momento e uma morte.
Em Pedro Jaun Caballero, as autoridades estão mantendo um rigoroso sistema de proteção contra a entrada de imigrantes. Somente os paraguaios estão autorizados a passarem pela fronteira. Nesta sexta-feira (20), as medidas de proteção foram ampliadas e estão bem mais rigorosas. O presidente decretou o isolamento total dos moradores pelo prazo de uma semana
Conforme o número de casos do Coronavírus no Brasil aumenta, mais preocupação com seus sintomas e suas formas de contágio gera. É nessa hora que nos perdemos: no mar de informações que muitas vezes parece desconexa, fruto de pessoas que espalham fake news, de notícias mal interpretadas de agências estrangeiras ou manipuladas para criar o caos.
Entre essas notícias, muito se falou nos últimos dias a respeito da relação do coronavírus com a barba. Isso nasceu de boatos nos Estados Unidos e no Reino Unido sobre supostos pedidos à guarda real, funcionários ligados à saúde e até à população para rasparem barbas grandes, de uma ligação entre a barba e a impossibilidade de usar máscara facial.
Acho que aí a gente precisa começar a separar as informações. Porque a recomendação da OMS (reproduzida pelo Ministério da Saúde) quanto à prevenção ao contágio, indica tomar como medidas:
Evitar ambientes fechados e populosos;
Lavar corretamente e com frequência as mãos;
Utilizar álcool em gel sempre que tocar em objetos de uso público e antes de comer;
Não compartilhar objetos de uso pessoal;
Cobrir com o antebraço nariz e boca ao tossir.

Por aqui o uso de máscaras é indicado apenas para quem está com problemas respiratórios, para profissionais de saúde ou acompanhantes de pessoas nessa condição.


O CDC (Centers for Disease Control and Prevention), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, possui uma cartilha sobre o uso dessas máscaras em casos de surtos epidemiológicos.
Segundo eles, a máscara cirúrgica simples, que temos fácil acesso nas farmácias, é indicada para uso por quem já está tossindo, espirrando, ou com dificuldades para respirar – mesmo perfil que o Ministério da Saúde indica o uso.

E onde chegamos com a barba? Bem, ainda segundo eles, a máscara que realmente previne infecções causadas por micropartículas, é o respirador N95. Em 2017 eles publicaram que o uso de alguns tipos de barba e bigode podem comprometer a eficácia da máscara, pois rompe o isolamento:

Mas veja, a não ser que você esteja fazendo uso de máscaras com respiradores, não há nada que faça com que sua barba ou bigode atraia o vírus do ambiente.
A recomendação é seguir as regras de higiene, para este ou qualquer outro vírus (inclusive a gripe comum) como manter rosto e barba limpos, espirrar e tossir no antebraço ou bíceps e jamais encostar o rosto em objetos de uso público. De resto, é bom seguir as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde.

Aos que aderiram à barba por causa da moda, é preciso cuidado, pois, de acordo com um pesquisador mexicano, os pelos podem estar cheios de bactérias encontradas nas fezes. Segundo o microbiologista John Golobic, o número de bactérias fecais encontradas na barba pode ser maior que as que estão no vaso sanitário. As informações são do site Brobible.
O microbiologista disse que ficou surpreso com o resultado.
— Algumas barbas apresentavam bactérias normais, do ambiente, mas boa parte delas tinha bactérias das fezes. Se essa quantidade fosse encontrada na água, ela seria proibida de circular até que passasse por um processo de limpeza.
Atenção homens! Barba aumenta oleosidade
De acordo com Golobic, os níveis não são altos a ponto de causar doenças, mas “a situação é preocupante, já que é possível comparar a quantidade de bactérias com um banheiro”. O microbiologista ainda afirma que boa parte das bactérias que chega à barba vem do contato com as mãos.
— É de extrema importância que os homens não fiquem passando a mão na barba, pois isso pode trazer bactérias para o rosto, ou tirar bactérias do rosto e leva-las para outro lugar.
Rede Faetec está com 1.420 vagas em cursos de Qualificação Profissional pelo Programa Novos Caminhos, o Antigo Pronatec. As oportunidades são para quem possui o Ensino Fundamental I Incompleto, de acordo com o curso pretendido. As 1.420 vagas da Faetec estão distribuídas em 33 cursos profissionalizantes, cuja duração varia de dois a 10 meses. Entre as áreas contempladas estão: Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão; Instalador Reparador de Redes de Computadores; Agente de Recepção e Reservas em Meios de Hospedagem; Encanador Instalador Predial; Pedreiro de Alvenaria; Operador de Editoração Eletrônica; Mecânico de Motores a Diesel; Costureiro de Máquina Reta e Overloque; Carpinteiro de Estruturas de Telhado; Soldador no Processo Eletrodo Revestido Aço Carbono e
Aço Baixa Liga; Soldador de Estruturas e Tubulações em Aço Carbono no Processo Tig; Soldador Oxiacetilênico; Mecânico de Refrigeração e Climatização Residencial; Operador de Fresadora com Comando Numérico Computadorizado; Eletricista de Automóveis; Confeiteiro; Pintor de Automóveis, entre outros.
As inscrições são gratuitas e serão recebidas até às 14h do dia 2 de abril.
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Dados da Secretaria Municipal de Saúde condensados em um boletim às 19h desta sexta-feira indicam que os casos do novo coronavírus estão avançando em direção aos bairros mais pobres e mais afastados do centro do Rio de Janeiro. Ao todo, há 94 pessoas infectadas no municipio, 16 delas hospitalizadas.
Até a noite de sexta, casos da doença Covid-19 foram registrados em Padre Miguel (2), Bangu (1) e Sepetiba (1), na Zona Oeste. Na Zona Norte, duas suspeitas apareceram pela primeira vez no Complexo da Maré e uma outra na Pavuna. Também há registros sem confirmação em Parque Anchieta (1), Realengo (1), Campo Grande (4), Cosmos (1), Santa Cruz (1) e Pedra de Guaratiba (2).
A situação do Rio reflete o que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse ser o caso de todo o Brasil. Em portaria publicada nesta sexta-feira, ele declarou que a transmissão comunitária do vírus — quando não é mais possível identificar com quem o ciclo dele começou — já é uma realidade em todo país.
Na capital fluminense, os casos confirmados vêm aumentando e quase dobraram em uma semana. Na segunda-feira, eram 51. Na sexta, cinco dias depois, somaram 94. No mesmo intervalo, as suspeitas passaram de 173 para 184, mas chegaram a um pico de 205 na quinta-feira.
A maior parte das confirmações ainda está em bairros mais abastados, como Barra da Tijuca (16), na Zona Oeste, Leblon (16), Ipanema (10), São Conrado (8), Copacabana (5), Jardim Botânico (5), Botafogo (4), Flamengo (4), entre outros.
Em fevereiro, em entrevista à GloboNews, Mandetta adiantou que estava preocupada com a chegada do vírus ao Rio, dada a concentração dos cariocas em comunidades.
— O Rio é uma cidade mais condensada. Temos problema de distância e os espaços são menores. Além do que, há áreas de exclusão social, favelas, áreas de proximidade muito próximas às pessoas, de baixo saneamento e núcleos familiares extensos que vivem dentro de espaços apertados — afirmou o ministro na ocasião.
Além dos problemas listados no mês passado por Mandetta, houve outro fator agravante nos últimos dias: comunidades do Rio e de municípios da Região Metropolitana, na Baixada Fluminense, vêm registrando falta d’água, grande impedimento para que seus habitantes possam cumprir o hábito de higiene primário para a prevenção do coronavírus: lavar as mãos.
Também há dificuldades na atenção básica aos cariocas. Levantamento da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, de 2019, apontou que a capacidade de atendimento da rede de Saúde da Família no Rio caiu 17%. E a cobertura, que era de 70% da cidade, passou a 53%. Os dados são contestados pela Secretaria da Saúde, que alega ter inaugurado nove unidades.
NETO CRIA ‘FAKE NEWS’ PARA AVÓ NÃO SAIR DE CASA: ‘CASO DESRESPEITE QUARENTENA, FICARÁ 6 MESES SEM RECEBER’
Na tentativa de evitar o contágio do coronavírus, o brasileiro tem adotado algumas estratégias atípicas (como faz em qualquer cenário). Porém, uma chamou a atenção nas redes sociais: o analista financeiro Raphael Fernandes, de 34 anos, disse que a aposentadoria da avó dele, Doroti Ribeiro, de 80 anos, seria bloqueada caso ela saísse de casa. E, segundo ele, a estratégia deu certo.
O plano foi dividido em duas partes. Na primeira tentativa, ele próprio passou a informação falsa à avó. Ela se assustou, mas seguiu a rotina de “voltinhas” na rua. Então, Fernandes resolveu sofisticar mais a mentira:
— Liguei para ela: ‘Senhora Doroti, a senhora foi vista circulando por Alcântara”. Ela perguntou da onde eu era, e eu disse que do INSS. “Esse é o último aviso para senhora. Caso desrespeite, a senhora será bloqueada no INSS e vai ficar seis meses sem receber”. Ela: “Não, moço! Pelo amor de Deus, eu tenho conta para pagar”. Ela me contou que tinham ligado e perguntou como sabiam que era ela. Disse que era igual a ônibus: é pelo rosto (reconhecimento facial) — explicou o neto.
Agora, garente Fernandes, Doroti está respeitando a quarentena, mas não sabe que a informação é falsa.
— Não sai de casa de jeito nenhum. Não vamos falar a verdade, até essa onda passar — diz o neto.
De acordo com Rapahel, apesar da idade, Doroti é ativa — principalmente, no carnaval. Independentemente de qualquer circunstância, seja tiroteio ou chuva, ela raramente deixa de sair de casa, no bairro de Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.
— No aniversário do meu tio, filho dela, ela queria ia à casa dele para dar os parabéns. Pedimos para que ela não saísse, mas ela disse que tinha uma consulta médica. Ligamos para o médico e, de fato, ela tinha. À noite, liguei para dar os parabéns ao meu tio e escutei uma voz ao fundo. Quem estava lá? Ela — contou Fernandes.
Por acompanhar a repercussão da pandemia mundial, ele começou a ficar preocupado com a exposição de Doroti ao vírus, e usou da imaginação para manter a avó em casa.
— Nesses dias, lembrei que ela estava preocupada com a aposentadoria. Ela estava desesperada falando que não teria como pagar as contas. Falei para minha esposa: “Agora já sei. Se eu falasse da aposentadoria, ela ficaria louca. Já está com dívida, imagina se eu falar que o cartão vai bloquear” — diz ele.
Não demorou muito para a técnica que ele usou com Dona Doroti viralizar nas redes. Funcionou tanto que teve de ser desmentida oficialmente. Isso porque foi criada uma imagem com a suposta medida provisória, alertando cidadãos com mais de 60 anos a não saírem na rua; caso contrário, teriam a aposentadoria suspensa por tempo indeterminado.
— Quando fala em aposentadoria, meu filho… A única coisa que eles (idosos) têm medo é de perder os netos e a aposentadoria. Falei até para minha esposa que se o Governo falasse que isso aí (o coronavírus) mata criança, eles teriam medo de matar os netos. Mas como criança é praticamente imune, eles pensam “Ah, já vivi muito. Então está bom se eu morrer” — conta o analista financeiro.
O número de casos confirmados de coronavírus na cidade do Rio subiu para 94, de acordo com a Secretaria municipal de Saúde. Pela primeira vez, diagnósticos foram registrados em Bangu, Padre Miguel, Sepetiba e Santa Teresa. Há ainda 20 pessoas internadas em unidades da rede municipal, aguardando confirmação, ou seja, são casos suspeitos.
A maioria dos casos continua concentrado na Barra e na Zona Sul da cidade. Dos 94 casos confirmados, 23 estão hospitalizados e 12 estão internados na UTI. A capital não registrou nenhuma morte de Covid-19.
Dos 94 casos confirmados no Rio, a maioria está na faixa etária entre 30 e 39 anos. As mulheres são 55,8% dos diagnósticos positivos. Os dados apontam ainda que 60% dos casos teve registro de viagem internacional.
Com as novas atualizações, o número de pacientes com coronavírus no estado do Rio chegou a 114 nesta sexta-feira.
Os casos confirmados na cidade do Rio estão distribuídos da seguinte maneira:
16 na Barra da Tijuca
16 no Leblon
10 em Ipanema
8 em São Conrado
5 em Copacabana
5 no Jardim Botânico
4 em Botafogo
4 no Flamengo
3 na Lagoa
2 no Cosme Velho
2 na Gávea
2 no Meier
2 em Vila Isabel
2 em Padre Miguel
1 em Bangu
1 no Grajau
1 no Humaita
1 em Jacarepaguá
1 em Santa Teresa
1 em Sepetiba
1 na Taquara
1 no Itanhangá