MÉDICOS DO HOSPITAL PEDRO ERNESTO ESTÃO COM CORONAVÍRUS

 

MÉDICOS DO HOSPITAL PEDRO ERNESTO ESTÃO COM CORONAVÍRUS

O Hospital Universitário Pedro Ernesto confirmou o segundo caso de coronavírus entre profissionais que trabalham na unidade. Um médico nefrologista, de 42 anos, que também é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), testou positivo para a doença e já está isolado em casa.

Uma possibilidade para a contaminação seria o contato com outro médico do mesmo hospital, internado em estado grave na UTI de um hospital particular do Rio .

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, o profissional de 65 anos apresentou sintomas de febre, tosse, dificuldades respiratórias no dia 11 de março. Não teve histórico de viagem nos 14 dias anteriores, nem contato direto com casos confirmados nem suspeitos. A doença se agravou devido ao histórico de problemas pulmonares pré-existentes.

Em nota, a diretoria do Pedro Ernesto declarou que não há confirmação de que o vírus esteja circulando na unidade. “À medida que a pandemia avançar é provável que tenhamos casos no hospital, mas isso não está acontecendo agora”, afirma o diretor Ronaldo Damião.

O representante do Pedro Ernesto diz que não há casos confirmados de pacientes com coronavírus dentro do hospital porque não existe na unidade o atendimento de emergência.

No comunicado, Ronaldo Damião informa que o Pedro Ernesto “está sendo preparado” para receber pacientes com coronavírus — em quadro de média ou alta complexidade — por meio de transferência de outra unidade hospitalar.

Ele diz que o hospital universitário tem uma enfermaria reservada para pacientes com coronavírus — ainda sem ocupação. No espaço, segundo a direção do Pedro Ernesto, existem dez leitos com equipamentos de suporte respiratório, imprescindível no tratamento de casos graves do vírus.

Outros cinco leitos estão reservados a pacientes que precisam estar em isolamento. E, até a próxima semana, outros 15 leitos serão adicionados na estrutura de atendimento de infectados pelo coronavírus, segundo a direção do hospital

Fonte: O Dia

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2020/03/5884007-medicos-do-hospital-pedro-ernesto-estao-com-coronavirus.html

 

BOLETIM HOSPITAL ICARAÍ – COVID-19 STATUS DO CORONAVÍRUS NO HOSPITAL ICARAÍ (17/03)

 

BOLETIM HOSPITAL ICARAÍ – COVID-19
STATUS DO CORONAVÍRUS NO HOSPITAL ICARAÍ (17/03)

Neste momento, comunicamos um óbito por Choque Séptico e Pneumonia.

O paciente, um homem de 69 anos, possuía história epidemiológica para o COVID-19 (o enteado, que não foi atendido pelo Hospital Icaraí, veio de Nova Iorque, EUA, com teste positivo), com quadro iniciado no dia 11 de março de 2020. O paciente, além da idade, possuía comorbidades que o colocaram no grupo de risco.

O quadro do paciente evoluiu com insuficiência respiratória aguda, sendo imediatamente submetido à entubação orotraqueal e colocado em ventilação mecânica. Ele veio a óbito às 19 horas e 08 minutos desta terça-feira, 17.

O Hospital Icaraí segue todos os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde e Vigilância Sanitária. Nosso compromisso é com o bem-estar da população e de quem necessita dos nossos serviços. Prezamos pelo cumprimento de nossos valores e de nossa missão: salvar e preservar vidas.

 

Morre paciente com sintomas de coronavírus internado no Hospital Icaraí, em Niterói

 

Um paciente de 69 anos que havia testado positivo para coronavírus morreu na noite desta terça-feira no Hospital Icaraí, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Em um comunicado, o hospital informou que o paciente morreu por choque séptico e pneumonia. O idoso, segundo o Hospital Icaraí, “possuía história epidemiológica para o COVID-19 (o enteado, que não foi atendido pelo Hospital Icaraí, veio de Nova Iorque, EUA, com teste positivo)”, com quadro iniciado no dia 11 de março de 2020. “O paciente, além da idade, possuía comorbidades que o colocaram no grupo de risco”, afirmou a unidade.

Ainda de acordo com o hospital, o idoso, que era hipertenso, ficou com “insuficiência respiratória aguda”. Ele precisou, dessa forma, respirar com ajuda de aparelhos.

 

“O Hospital Icaraí segue todos os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde e Vigilância Sanitária”, ressaltou.

Um paciente do estado de São Paulo, de 62 anos, foi a primeira pessoa no Brasil que morreu em decorrência do novo coronavírus, informou o governo estadual nesta terça-feira. Outras quatro mortes ocorridas no mesmo hospital estão sendo investigadas. Em Miguel Pereira, no Sul Fluminense, morreu uma mulher de 63 anos que estava internada com suspeita da Covid-19. O Ministério da Saúde registrou 291 casos da doença no país até o momento.

Leia abaixo, na íntegra, a nota do Hospital Icaraí:

Boletim Hospital Icaraí – COVID-19

Status do Coronavírus no Hospital Icaraí (17/03)

Neste momento, comunicamos um óbito por Choque Séptico e Pneumonia.

O paciente, um homem de 69 anos, possuía história epidemiológica para o COVID-19 (o enteado, que não foi atendido pelo Hospital Icaraí, veio de Nova Iorque, EUA, com teste positivo), com quadro iniciado no dia 11 de março de 2020. O paciente, além da idade, possuía comorbidades que o colocaram no grupo de risco.

O quadro do paciente evoluiu com insuficiência respiratória aguda, sendo imediatamente submetido à entubação orotraqueal e colocado em ventilação mecânica. Ele veio a óbito às 19 horas e 08 minutos desta terça-feira, 17.

O Hospital Icaraí segue todos os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde e Vigilância Sanitária. Nosso compromisso é com o bem-estar da população e de quem necessita dos nossos serviços. Prezamos pelo cumprimento de nossos valores e de nossa missão: salvar e preservar vidas.

Nos colocamos à disposição, por meio da nossa área de Comunicação (imprensa@goldoniconecta.com.br), para quaisquer esclarecimentos, com a finalidade de que sejam evitadas disseminação de informações inverídicas.

 

Empresário brasileiro que fugiu de isolamento espalhou coronavirus

 

Mesmo ciente de que havia testado positivo para o coronavírus, empresário foge de isolamento e viaja de jatinho particular para Trancoso/BA, onde espalhou a doença. Homem é presidente do Grupo CVPAR e foi encontrado de sunga, na praia e bebendo com amigos

De sunga, na praia e bebendo com amigos. Foi assim que agentes de saúde do governo da Bahia encontraram o presidente do Grupo CVPAR, Cláudio Henrique do Vale Vieira, em Trancoso (BA), mesmo o empresário estando ciente de que havia testado positivo para o novo coronavírus em São Paulo.

Cláudio Henrique ignorou as recomendações de isolamento para pacientes com o Covid-19, fugiu da quarentena e foi de jatinho para Porto Seguro, onde participou de festas com amigos e contratou funcionários para ficar na sua casa após o diagnóstico.

O empresário será processado pelo governo da Bahia após não cumprir a orientação de isolamento. Pessoas que estiveram em contato com ele foram contaminadas com o vírus. A recomendação do Ministério de Saúde é o isolamento por 14 dias de quem testou positivo.

Na praia, onde foi encontrado após ser denunciado ao governo do estado por um funcionário, Cláudio Henrique teria debochado da recomendação de um agente de saúde. “O que um banho de mar não resolve?”, questionou.

Cláudio Vale é advogado pós-graduado em Direito Processual Civil, pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e presidente do Grupo CVPAR, empresa do ramo financeiro. Segundo o que foi divulgado pelo governo, ele provavelmente contraiu o Covid-19 após participar do casamento de luxo da irmã da influencer Gabriela Pugliesi, em Itacaré.

“Essa pessoa participou da festa em Itacaré, acabou a festa ele pegou seu jatinho e foi pra São Paulo. No dia seguinte ou dois dias depois, foi fazer exame no Albert Einstein, confirmou o resultado positivo, foi recomendado que ele ficasse em quarentena, mas ele pega o jatinho, convida casais de amigos e volta para a Bahia, para Trancoso, em Porto Seguro. Chama oito pessoas para trabalhar na casa dele, para servir a ele e os amigos dele, e nós tivemos conhecimento porque uma das pessoas que estavam trabalhando ouviu ele já bebendo, com alto consumo de álcool, de forma irresponsável, falando que ele tinha confirmado”, declarou o governador Rui Costa (PT-BA).

“Esse funcionário ouviu e quando ele saiu da casa ligou para a Secretaria de Saúde denunciando que ele tinha largado a confirmação do exame, inclusive, em cima da mesa, de onde ela fotografou e enviou a imagem”, contou Rui Costa, classificando a atitude do empresário como “crime”.

Pelo menos duas pessoas que tiveram contato direto com o empresário já tiveram o diagnóstico positivo para o coronavírus. As vítimas são uma amiga dele, de 42 anos, e um de seus funcionários. Ambos já estão em isolamento.

Processo

Rui Costa determinou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) processe o empresário. O governador pontuou que a atitude do homem foi irresponsável e, que, por isso, recomendou o processo criminal.

“É um atitude irresponsável negligente, e eu já determinei a Procuradoria Geral do Estado que abra um processo criminal contra esse empresário para que ele responda criminalmente por sua postura irresponsável e criminosa. Todos que deixarem de cumprir as medidas legais, responderão, inclusive, judicialmente. Nós vamos entrar junto a PGE e vamos denunciar a todos no Ministério Publico Estadual e Federal para as devidas ações penais, inclusive, daqueles que descumprirem as determinações”, completou.

Por meio de nota, a PGM afirmou que, adotando a determinação do governador Rui Costa, vai representar criminalmente contra vítima de coronavírus que descumpriu recomendação médica.

as informações são do Bahia Notícias

 

Mãe troca cadeado do portão para não ter contato com filho gripado e áudio viraliza: ‘Fica por aí mesmo’ By Diva Poderosa

 

Um áudio de uma mãe precavida para um filho supostamente ‘gripado’ viraliza nas redes sociais. Diversos trechos da conversa traz frases icônicas que deixaram os internautas morrendo de rir da situação.

“Você foi pro Rio de Janeiro, você pegou coisa lá. Você só vive gripado, sua mãe é idosa e sua mãe não pode ter consequência de doença”, começou a mãe do Samuel.

“Eu vou trocar o cadeado no portão meu filho e por enquanto você não vai entrar aqui em casa não”, continuou.

“Eu vim falar que você tá muito gripado. Você não pode vir aqui em casa. Tá bom? Meu filho, não é por mal não, eu te amo muito, mas eu tenho que evitar, pra eu não adoecer porque eu fico aqui sozinha. Quem cuida de mim é só jesus”, completou.

“Você chegou muito magro. Você foi pro Rio de Janeiro e chuparam sua bund@ pra lá. Sabe porque você tá seco demais e dizem que tu tá gripado, Deus que me defenda meu filho”.

“Então fica pra aí mesmo e não vem por aqui não, por amor de Deus. Eu vou trocar o cadeado do portão, tá bom? Não ache ruim não. Tá bom? Que é pro meu bem”.

E claro, que a mãe do Samuel aproveitou para fazer um drama com o filho. “Não sei nem se você me ama, porque nem pra mim você liga, nunca me manda nem um ‘au’”.

E pra finalizar: E ela tá errada? Claro que não!

Agora escute o áudio na íntegra e compartilhe nas redes sociais se você curtiu:

PAN@forumpandlr

E tá errada?
Mãe troca o cadeado do portão de casa para o filho poc que foi aprontar no Rio de Janeiro não poder contamina-la com corona ou outros vírus.

 

 

OMS recomenda não usar ibuprofeno para tratar Coronavirus

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou, nesta terça-feira (17), que as pessoas não usem ibuprofeno para tratar possíveis sintomas de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

“Em casos suspeitos, recomendamos paracetamol, e não ibuprofeno”, declarou um dos porta-vozes da organização, Christian Lindmeier. A orientação serve para casos em que a ingestão dos medicamentos é feita sem orientação médica.

OMS não recomenda Ibuprofeno contra novo coronavírus

A recomendação da entidade veio depois que o ministro da Saúde francês alertou, no sábado (14), contra o uso da substância, que é encontrada em anti-inflamatórios. Especialistas ouvidos pelo G1 também não aconselharam o remédio para tratar a Covid-19.

As orientações foram feitas depois da publicação de uma pesquisa, na semana passada, sugerindo que pacientes com diabetes e hipertensão que eram tratados com ibuprofeno tinham mais riscos de desenvolver quadros severos da doença.

Para o infectologista Celso Granato, professor da Unifesp e diretor clínico do grupo Fleury, em São Paulo, a evidência mostrada na pesquisa não é forte, mas, mesmo assim, significa que precisa haver cuidado.

“A orientação que nós temos é: procure não usar ibuprofeno. Existem vários outros anti-inflamatórios, antitérmicos – por exemplo, paracetamol – que têm o mesmo efeito e não têm evidência de que têm esse problema”, lembrou Granato.

Além do ibuprofeno, os especialistas também não recomendam o uso de aspirina corticoides.

Posicionamento do ministério

Antes da declaração da OMS, na segunda-feira (16), o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, foi questionado sobre o uso do ibuprofeno durante coletiva de imprensa. A pergunta, entretanto, não foi feita especificamente sobre o uso do medicamento para o combate à Covid-19.

O secretário respondeu que “não há necessidade, não há comprovação que justifique a recomendação para que os pacientes substituam o uso do ibuprofeno. Não existe, podem continuar usando”, afirmou.

Depois da declaração da OMS, o ministério informou na tarde de terça que vai fazer uma nova revisão bibliográfica e divulgar uma nota técnica sobre o uso do ibuprofeno.

David Uip fala sobre o uso do Ibuprofeno e de corticoides com o novo coronavírus

 

Justiça proíbe que escolas do Rio abram durante a epidemia de coronavírus para servir almoço

 

ALMOÇO CANCELADO
Justiça proíbe que escolas do Rio abram durante a epidemia de coronavírus para servir almoço

A Justiça decidiu que a Prefeitura do Rio não pode abrir suas escolas apenas para servir almoço, como determinou Marcelo Crivella ao suspender as aulas na cidade diante da infestação do novo coronavírus.

O programa “Sábado carioca”, que oferece aulas de reforço escolar, atividades culturais, esportivas e alimentação, também foi suspenso pela Justiça.

A decisão atendeu a um pedido do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe/RJ), que reclamou do perigo de servidores como merendeiras, porteiros, coordenadores, diretores e outras categorias continuarem frequentando as escolas.

— Manter as escolas abertas expõe os profissionais e as crianças. Tem uma série de procedimentos que podem atender a carência alimentar das crianças. A prefeitura pode doar essa alimentação diretamente para os pais, por exemplo. Essa postura foi injusta porque libera os professores, mas os funcionários que recebem salários menores ficam expostos. O prefeito quer fazer populismo, quer voto na reeleição — defendeu José Eduardo Braunschweiger, advogado do Sepe-RJ.

 

Isis Valverde pede para pessoas ficarem em casa, mas mostra empregada trabalhando normalmente

Uma fã expôs a atriz Isis Valverde nas redes sociais nesta terça-feira, 17.

É que ela gravou um vídeo incentivando as pessoas a não saírem de casa para evitar a expansão da pandemia do coronavírus.

“A gente tá em casa e vai cozinhar para a família, tentar, dar o melhor de si e tomar um vinho porque a gente merece. Vai cozinhar, ficar com o filho, não sai para a casa da amiguinha”, disse ele.

Só que em determinado momento é possível ver o que, na opinião da fã, é uma funcionária da atriz. Ela surge trabalhando normalmente. A aparição rendeu uma publicação que está bombando no Twitter. A seguidora apontou uma incoerência no discurso da global.

“A Isis Valverde fazendo discursinho pra galera ficar em casa por conta da pandemia e a preta empregada atrás ela cozinhando”, apontou a fã. Nos comentários da publicação, que já foi curtida por mais de dez mil pessoas, fãs criticaram a atriz.

FÃ EQUIVOCADA

A atriz surgiu nas redes sociais mais tarde e explicou que a funcionária pediu para permanecer em sua casa durante o período de incerteza.

“Como cidadã, resolvi explicar a matéria que saiu. E como cidadã consciente, eu dispensei todos os meus funcionários pela segurança deles e pela minha segurança. A pessoa que aparece no meu vídeo é a Cláudia, que está comigo há dez anos, ela não tem familiares próximos no Rio e ficaria sozinha em casa. Ela viu que eu ia ficar sozinha com o Rael e decidiu fazer companhia, por livre e espontânea vontade aqui em casa para nos ajudar e pra gente ficar juntos nessa. E como ela é maravilhosa, incrível e nosso anjo, ela está aqui com a gente. E a gente segue em quarentena”, disse ela.

 

 

 

 

Saiba quais são os fakes news sobre o coronavírus

 

 

Não é de hoje que quando o assunto é saúde, as fakes news parecem ganhar ainda mais força em sua circulação. Desde 31/12/19, quando o novo coronavírus foi descoberto e teve os primeiros casos registrados na China, as informações falsas foram responsáveis por causar pânico desmedido ou negligência em relação às medidas de prevenção ao Covid-19.

Muito se fala que o coronavírus é uma gripe “forte”, mas segundo o Ministério da Saúde, a definição correta é que ele “é uma família de vírus que causam infecções respiratórias”. Por isso, as vítimas infectadas costumam ter sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar. A intensidade desses sinais varia de pessoa para a pessoa, sendo que maiores de 60 anos e pacientes com doenças crônicas e baixa imunidade formam o grupo de risco, que estão mais vulneráveis e podem ter complicações ao contrair o vírus.

Para esclarecer dúvidas sobre a pandemia do coronavírus, que foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), separamos algumas notícias falsas relacionadas ao Covid-19.

Notícia falsa: Professor e médico da Unifesp afirma que o vírus está longe de ser letal

Em um vídeo publicado na internet, o docente propagou fake news ao fazer essa afirmação, que vai na contramão das informações de órgãos responsáveis. Segundo o relatório da Universidade Johns Hopkins, com os dados analisados até esta segunda-feira, mais de 170 mil pessoas testaram positivo para o Covid-19 e aproximadamente 7.000 morreram após o contágio.

Notícia falsa: Teste caseiro para diagnosticar o novo coronavírus

Se você receber orientações sobre um teste caseiro para identificar a contaminação pelo coronavírus, saiba que a alternativa não funciona. Nas redes sociais, a orientação é para respirar fundo e prender a respiração por mais de 10 segundos. Caso não haja tosse, a pessoa não está infectada. O Ministério da Saúde afirma que a notícia é falsa. O único teste comprovadamente eficaz é realizado em hospitais públicos, privados ou em laboratórios autorizados.

Notícia falsa: China cancela todos os embarques de produtos por navio até março 

Segundo o Ministério da Saúde, o novo coronavírus não deve ser trazido da China por meio dos produtos, já que não há nenhuma evidência. A explicação se dá pelo fato de que o vírus não consegue sobreviver por muito tempo (mais de 24 horas) fora do corpo de outros seres vivos, ou seja, ele não sobreviveria ao período de trafego.

Notícia falsa: Cura contra o coronavírus 

A cura para o Covid-19 ainda não foi encontrada, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, qualquer informação que apresente medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus é falsa.

Notícia falsa: HIV e coronavírus têm vírus semelhantes 

De acordo com um estudo publicado na revista Lancet, ao analisar 10 sequências genéticas do novo coronavírus, notou-se há uma semelhança do Covid-19 com o vírus SARs (COV), o qual conta com o morcego como hospedeiro original e como hospedeiro intermediário animais do mercado de Wuhan. Porém, com o vírus HIV, não há nenhum registro científico aponte similaridade. O Ministério da Saúde também informa que o novo coronavírus não foi criado em laboratório.

Notícia falsa: Coronavírus causa pneumonia de imediato 

Como relembramos, os principais sintomas do novo coronavírus costumam ser febre, tosse e dificuldade para respirar. Porém, não é comprovado que a doença provocará imediatamente pneumonia, explica o Ministério da Saúde. Em alguns casos, infecções, como pneumonia, podem aparecer, mas isso não é uma regra. O importante é, na presença desses sintomas, procurar um médico.

Notícia falsa:  Medicamentos para prevenir o novo coronavírus 

Abacate e cocaína já foram alguns dos elementos apontados imprudentemente por fake news no Brasil,  no caso do primeiro, e na França, o segundo. De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento, não há nenhum medicamento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Por isso, não compartilhe e nem acredite em informações falsas com esse tipo de conteúdo.

Ministério da Saúde conta com uma página destinada para checar as notícias falsas sobre o novo coronavírus. Sendo assim, em casos de dúvidas, não hesite em procurar recursos desse tipo para entender o que é ou não verdade. Lembre-se: ao compartilhar esse tipo de conteúdo, você coloca em risco à sua vida e das pessoas que estão ao seu redor.

Pacientes curados voltam testar positivo para Covid-19 na China

 

Até essa semana, dos mais de 78 mil infectados pelo novo coronavírus na China desde o início da crise, quase metade deles já haviam sido considerados curados e receberam alta do hospital. No entanto, um novo fenômeno que está acontecendo no país vem preocupando os médicos. Agora, há casos de pessoas que se recuperaram do vírus e, em semanas, voltaram a testar positivo. Isso pode ser um sinal de que a Covid-19 será mais difícil de erradicar do que o esperado.

Segundo a imprensa estatal chinesa, o primeiro homem a ser contaminado pelo vírus na cidade de Xuzhou havia recebido alta do hospital e, duas semanas depois, voltou a apresentar os sintomas e dar positivo nos testes. O mesmo ocorreu com sua filha e os dois voltaram a ser internados. Casos semelhantes ocorreram em diversas outras cidades e províncias da China, mesmo sem que os pacientes tivessem voltado à vida normal (trabalho, estudos) e sem ter contato com outros infectados. Na província de Cantão, no sudeste do país, 14% dos casos curados deram positivo novamente, segundo a revista chinesa Caixin.

Os médicos ainda investigam os motivos para as recaídas, uma vez que não houve contato com o vírus novamente. A opção mais aceita até agora é a de que uma pequena quantidade de vírus deve ter ficado no corpo dos infectados. Por ser muito pequena, ela não é detectável pelo exame, mas pode se reproduzir e voltar a testar positivo, caso o organismo não tiver desenvolvido anticorpos suficientes. Também é possível que essa falta de anticorpos permita uma segunda infecção de fontes externas.

Em entrevista ao El País a professora de Epidemiologia Estatística Christl Donnelly, do Imperial College London e da Universidade de Oxford aponta que casos parecidos ocorreram na epidemia de ebola na África Ocidental entre 2013 e 2016. “Também é possível que aconteça como no caso do herpes zoster, consequência de uma infecção anterior com o vírus da varicela, em que o vírus fica latente em alguma parte do corpo durante anos”, explicou. Segundo ela, a situação é especialmente preocupante porque não se sabe se esses casos podem infectar outras pessoas. Se sim, os casos aparentemente recuperados poderiam ser uma fonte potencial de infecção, o que pioraria drasticamente a situação mundial.

A Comissão Nacional de Saúde da China afirma que os testes nos casos de reinfecção podem ser falsos positivos ou podem não ter sido coletados da maneira correta. Inicialmente, as amostras eram tiradas do nariz e da garganta, mas testes mais recentes encontraram vestígios do vírus nos pulmões.

Medidas de prevenção

Devido aos riscos, alguns países estão aderindo medidas de prevenção antes dar alta aos pacientes. Na China, para poderem voltar para casa, os pacientes devem não ter mais sintomas, dar negativo nos testes e não apresentar anormalidades na tomografia do pulmão. Em Wuhan, cidade onde a pandemia se originou, quem receber alta dos hospitais deve passar pelo menos 14 dias em um local especialmente habilitado antes de voltar à vida normal devido ao atual risco de reinfecção. No Japão, 48 horas após deixar de apresentar sintomas, o paciente é submetido ao exame. Caso dê negativo, o teste deve ser repetido 12 horas depois e, só então, a pessoa poderá ir para casa.

Fonte: revista Claudia/abri