Enquete UOL BBB20 aponta provável eliminado na noite desta terça-feira (03)
Guilherme, Pyong Lee e Gizelly estão na berlinda, disputando a preferência do público.
Na noite deste último domingo (01), mais um paredão foi formado no BBB20 e desta vez os indicados puderam dar o troco, pois eles também colocaram alguém na berlinda. O primeiro a ir para o paredão foi Guilherme, indicado pela líder da semana, Rafa.
O modelo já esperava que fosse o indicado dela e não se mostrou surpreso, mas quando foi avisado que poderia colocar alguém na berlinda, não pensou duas vezes e foi em Pyong Lee. O hipnólogo vinha montando uma estratégia para escar na hora dos votos, mas acabou não tendo saída por causa da nova dinâmica.
Em seguida começou a votação pela casa e Felipe Prior foi o mais indicado pelos colegas de confinamento e ele também ganhou o poder de colocar alguém no paredão, então foi em Gizelly, deixando a sister surpresa.
Foi realizado o Bate e Volta com Pyong, Gizelly e Felipe, sendo que Guilherme ficou de fora porque foi indicado pelo líder. A disputa foi apertada e Prior foi o grande vencedor, garantindo mais uma semana no BBB20.
Assim que o novo paredão foi confirmado, o portal UOL disponibilizou uma enquete perguntando em quem os internautas querem votar para sair do reality e a disputa segue apertada entre Guilherme e Pyong Lee.
O resultado parcial na tarde desta segunda-feira (02), mostra que há um empate técnico entre os dois brothers e a sister está praticamente salva. Gizelly tem apenas 2,83% dos votos, enquanto Guilherme tem 48,58% e Pyong está com 48,59%.
A enquete do UOL mostra o mesmo cenário que hoje se vê nas redes sociais, com Gizelly praticamente esquecida neste paredão e os internautas divididos entre eliminar Pyong ou Guilherme.
Vale ressaltar que somente os votos no portal GShow têm validade para este paredão, a enquete é só uma forma de ver como anda a preferência do público.
Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico. O som era uma mistura de punk rock com influências de gêneros populares, tais como forró (Jumento Celestino), brega (Bois Dont Cry), além de heavy metal (Débil Metal), pagode (Lá Vem o Alemão), Música mexicana (Pelados em Santos), Rap (Zé Gaguinho), Reggae (Onon Onon) e o vira (Vira-Vira).
A carreira da banda, com o nome de Mamonas Assassinas, durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996 (pouco mais de 7 meses) e não só a morte de seus integrantes, como também o sucesso destes, foi meteórico e estrondoso.
Com um único álbum de estúdio, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, o grupo acarretou a venda de mais de 3 milhões de cópias no Brasil, sendo certificado com Disco de Diamante em 1995, comprovado pela ABPD. Álbum este, que com letras bem-humoradas, como “Pelados em Santos”, “Robocop Gay”, “Vira-Vira”, “1406” e “Mundo Animal”, os levou ao sucesso estrondoso.
Porém, no auge de suas carreiras, os integrantes da banda foram vítimas de um acidente aéreo fatal.
MAMONAS ASSASSINAS
Em março de 1989, Sérgio Reoli, ao trabalhar na Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Bento. Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Bento e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, não se interessava em música, preferindo desenhar aviões. De repente, porém,ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa ele se interessou pela música e passou a tocar o baixo elétrico,estava formada assim a cozinha com baixo,guitarra e bateria.
Os três formaram o grupo Utopia, especializado em covers de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Rush,etc… Em um show, em Julho de 1990, o público pediu para tocarem uma música dos Guns N Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Alecsander Alves, conhecido como Dinho, voluntariou-se para cantar e provocou grandes risadas da platéia, com sua performance escrachada, garantindo o posto de vocalista da banda. Através de Dinho, entrou o quinto integrante da banda, o tecladista Júlio Rasec. O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo, e lançou um disco que vendeu menos de 100 cópias.
Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia que faziam nos ensaios para se divertirem eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. Começaram introduzindo devagar nos shows algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público, mas eles perceberam que o público aceitava muito bem as músicas escrachadas,foi ai a chave para o sucesso da banda. Através de um show em uma boate em Guarulhos (SP), conheceram o produtor Rick Bonadio(mesmo empresário da banda de Santos, Charlie Brown Jr.).Gravaram duas músicas, Pelados em Santos e Robocop Gay e decidiram, então, mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, “Mamonas Assassinas do Espaço”, criado por Samuel Reoli e reduzido para “Mamonas Assassinas”.
A banda enviou uma fita demo com as músicas “Pelados em Santos”, “Robocop Gay” e “Jumento Celestino” para 3 gravadoras, entre elas a Sony Music e a EMI. Rafael Ramos, amigo da banda, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu na contratação. Após assistir uma apresentação do grupo em 28 de Abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os “Mamonas”.
Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os “Mamonas” saíram em imensa turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal,Programa Livre (no SBT), Domingão do Faustão, Xuxa Park (ambos na Rede Globo) e tocando cerca de 8 vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia.
O cachê dos “Mamonas” tornou-se um dos mais caros do país, variando entre R$50 e 70 mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias. Em 1992, quando eram o Utopia, os integrantes tentaram tocar no Estádio Paschoal Thomeo (conhecido como Thomeozão), em Guarulhos, porém foram expulsos pelo dirigente do mesmo, que considerava que a banda nunca iria fazer sucesso devido ao nome (Utopia). Em Janeiro de 1996, porém, já como Mamonas, os cinco lotaram o estádio.
O logotipo da banda é uma inversão da logomarca da Volkswagen, colocada de ponta-cabeça, formando assim um M e um A de “Mamonas Assassinas”. Um veículo da empresa alemã é citado na canção “Pelados em Santos”: a Volkswagen Brasília, e na canção “Lá vem o Alemão” a Volkswagen Kombi. Os “Mamonas” preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de Março de 1996. Porém em 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo LR-25D – PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremeter vôo, matando todos que estavam no avião. O enterro, no dia 4 de Março, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs (em algumas escolas, até mesmo não houve aula por motivo de luto).
MAMONAS E OS AVIÕES
Os Mamonas Assassinas sempre tiveram uma certa relação com aviões. Quando adolescente, Samuel costumava desenhar aviões. No final dos anos 80, Sérgio, Bento e Samuel formaram a banda Ponte Aérea, que depois se tornaria Utopia. Todos os integrantes do grupo moravam perto do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. No disco homônimo do grupo Mamonas Assassinas, há um agradecimento a Santos Dumont “Por ter inventado o avião, se não a gente ainda estaria indo mixar o disco a pé”.
Um trecho da música 1406 cita um avião. “Você não sabe como parte um coração/ Ver seu filhinho chorando querendo ter um avião”
Existem registros em que Dinho cita o cantor norte-americano Ritchie Valens, conhecido pela música La Bamba, morto em um acidente aéreo em 03 de Fevereiro de 1959. Em um vídeo Júlio e Dinho cantam a música Donna de Ritchie Valens.
Durante uma entrevista ao Top 30 MTV, Dinho afirmou que os Mamonas Assassinas não lançariam um segundo disco “Vamos fazer um show no interior e nós vamos de monomotor, você já ouviu falar em La Bamba?”. Em algumas oportunidades o vocalista chegou a assumir o lugar do piloto durante as viagens do grupo. As brincadeiras com um possível acidente era constante, e diversas brincadeiras com a morte foram registradas.
No dia 02 de Março de 1996, o tecladista Júlio disse a um amigo cabeleireiro que havia sonhando com um acidente de avião. O depoimento foi gravado e teve muita repercussão na época.
ACIDENTE
A aeronave havia sido fretada com a finalidade de efetuar o transporte do grupo musical para um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. No dia 1º de março de 1996, transportou esse grupo de Caxias do Sul para Piracicaba, onde chegou às 15h45. No dia 2 de março de 1996, com a mesma tripulação e sete passageiros, decolou de Piracicaba, às 07h10, com destino a Guarulhos, onde pousou às 7h36. A tripulação permaneceu nas instalações do aeroporto, onde, às 11h02, apresentou um plano de voo para Brasília, estimando a decolagem para as 15h00.
Após duas mensagens de atraso, decolaram às 16h41. O pouso em Brasília ocorreu às 17h52. A decolagem de Brasília, de regresso a Guarulhos, ocorreu às 21h58. O voo, no nível (FL) 410, transcorreu sem anormalidades. Na descida, cruzando o FL 230, a aeronave de prefixo PT-LSD chamou o Controle São Paulo, de quem passou a receber vetoração por radar para a aproximação final do procedimento Charlie 2, ILS da pista 09R do Aeroporto de Guarulhos (SBGR). A aeronave apresentou tendência de deriva à esquerda, o que obrigou o Controle São Paulo (APP-SP) a determinar novas provas para possibilitar a interceptação do localizador (final do procedimento). A interceptação ocorreu no bloqueio do marcador externo e fora dos parâmetros de uma aproximação estabilizada.
Sem estabilizar na aproximação final, a aeronave prosseguiu até atingir um ponto desviado lateralmente para a esquerda da pista, com velocidade de 205Kt a 800 pés acima do terreno, quando arremeteu. A arremetida foi executada em contato com a torre, tendo a aeronave informado que estava em condições visuais e em curva pela esquerda, para interceptar a perna do vento. A torre orientou a aeronave para informar ingressando na perna do vento no setor sul. A aeronave informou “setor norte”. Na perna do vento, a aeronave confirmou à Torre estar em condições visuais.
Após algumas chamadas da Torre, a aeronave respondeu e foi orientada a retornar ao contato com o APP-SP para coordenação do seu tráfego com outros dois tráfegos em aproximação IFR. O PT-LSD chamou o APP-SP, o qual solicitou informar suas condições no setor. O PT-LSD confirmou estar visual no setor e solicitou “perna base alongando”, sendo então orientado a manter a perna do vento, aguardando a passagem de outra aeronave em aproximação por instrumento. No prolongamento da perna do vento, no setor Norte, às 23h16, o PT-LSD chocou-se com obstáculos a 3.300 pés (1006 metros), no ponto de coordenadas 23º25 52″S 046º35 58″W. Em consequência do impacto, a aeronave foi destruída e todos os ocupantes faleceram no local.
NOTA ADICIONAL
Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aviação Civil (DAC) para explicar o acidente com o jatinho que causou a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas na noite de 2 de março de 1996, em São Paulo. A 10 quilômetros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Guarulhos, o piloto repetia, a pedido da torre de controle, o procedimento de aterrissagem. No entanto, em vez de fazer uma curva para a direita, virou o avião Lear Jet 25, prefixo PT-LSD, para a esquerda, chocando-se com a Serra da Cantareira.
Além dos componentes da banda, Dinho, que completaria 25 anos dali a três dias, os irmãos Samuel (que completaria 23 anos no dia 11 de março) e Sérgio, Júlio e Bento, também morreram no acidente o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas, Isaque Souto, primo de Dinho, e Sérgio Saturnino Porto, segurança do grupo.
A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção em todo o Brasil, menos de dois anos depois da morte de Ayrton Senna em 1994. Dias após, houve um minuto de silêncio no Maracanã, antes do jogo entre Botafogo e Flamengo.
Rio – Welington Ferreira Batista, de 40 anos, morto afogado na enchente que atingiu Acari, na Zona Norte do Rio, tentava salvar uma mãe com duas crianças dentro de uma casa quando pisou em um bueiro sem tampa e foi levado pela enxurrada, na manhã deste domingo. Moradores ainda o resgataram, mas o autônomo foi encontrado sem vida.
De acordo com o irmão de Welington, o porteiro Adolfo Ferreira Batista, eles moram na localidade conhecida como S, que é sempre muito atingida pela chuva e todos se mobilizam para ajudar pessoas que ficam ilhadas nas casas. Neste domingo não foi diferente e seu irmão foi até o local para resgatar uma mãe com duas meninas pequenas que tentavam sair de imóvel para outro no meio do alagamento.
“Como tem muita gente conhecida ali, a gente desce para ajudar. Ele viu uma mãe e duas filhas pedindo socorro dentro de uma casa e foi para ajudar. Chegou a pegar uma criança e quando voltou para pegar a outra pisou em um bueiro sem tampa e caiu”, falou o irmão, que trabalha como porteiro em Copacabana.
A mulher que ele tentava resgatar gritou por socorro e vizinhos começaram a buscar por Welington, que foi encontrado já sem vida, preso a uma tubulação. Fernando Batista, pai da vítima, disse que ele estava acompanhado de um outro morador, que conseguiu segurá-lo, mas acabou submerso pela água que transbordou do Rio Acari e se afogou.
Fernando esteve no Instituto Médico Legal (IML) do Centro para fazer a liberação do corpo do filho e aguarda vaga em um cemitério para a realização do sepultamento. O velório será realizado na Associação de Moradores da Favela de Acari na manhã de terça-feira. O dinheiro para as despesas do enterro foi arrecado com moradores da comunidade.
Welington deixa uma mulher e cinco filhos, além de enteados, um deles especial. Adolfo diz que a família está muito abalada com a perda, mas “conforta” saber que ele morreu tentando salvar outras vidas.
“Todos nós, ele principalmente, sempre nos mobilizamos para ajudar, um vizinho ajuda o outro, nessas horas não tem o seu, é nosso. A comunidade em peso está comovida, porque ele era muito conhecido na localidade, muito extrovertido, brincalhão. Isso que conforta a gente, estava ajudando outras pessoas”, falou.
“Momento antes ele estava brincando com um outro irmão nosso, na casa do meu pai. Ele saiu porque viu que começou a chover e encher, e foi sozinho para ajudar. Meu outro irmão estava se sentindo mal e não foi, depois ficou lamentando de deixá-lo ir sozinho, nessa hora a gente se sente culpado”, lamentou. “A gente vai levando, não caiu a ficha ainda, difícil acreditar. Estamos muito abalados. É uma dor enorme.”
Corpos de vítimas da Taquara e Tanque seguem no IML
Vânia morreu eletrocutada após ter encostado em uma banca de jornal e sofrer uma descarga elétrica. Já Flávio foi vitimado no desabamento de uma casa na Rua Almirante Melquíades de Souza.
O governador Wilson Witzel mobilizou, na manhã desta segunda-feira (02/03), o gabinete de crise para acompanhar as ações do Governo do Estado no atendimento às cidades afetadas pela forte chuva do fim de semana. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Estadual estão de prontidão desde às 11 horas da manhã do último sábado (29/02), quando um alerta foi emitido a 32 municípios do Rio de Janeiro sobre a possibilidade de grande precipitação no estado. Desde então até agora, cerca de 800 chamados já foram atendidos, entre salvamentos, cortes de árvores, buscas e resgates.
– Quero me solidarizar com a população fluminense afetada por esta forte chuva no Rio de Janeiro. Há pessoas desabrigadas e, infelizmente, vivenciamos isso recentemente nas regiões Norte e Noroeste do estado. Tanto a Defesa Civil quanto as demais secretarias estaduais estão de prontidão para atender às cidades e aos moradores das áreas atingidas. Já iniciamos os trabalhos e seguiremos durante os próximos dias para minimizar os estragos causados pelas enchentes – afirmou o governador Wilson Witzel.
Segundo a Defesa Civil, as cidades mais atingidas são Magé, Mesquita, Rio Bonito, Seropédica e a capital (região da Zona Oeste). Em todo o estado, já chegam a, aproximadamente, 5.300 pessoas desabrigadas e/ou desalojadas.
Além de Witzel, estiveram na reunião, no Palácio Guanabara, o vice-governador, Cláudio Castro, os secretários da Casa Civil e Governança, André Moura; de Governo e Relações Institucionais, Cleiton Rodrigues; de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fernanda Titonel; de Agricultura, Pecuária e Pesca, Marcelo Queiroz; de Saúde, Edmar Santos; de Ambiente e Sustentabilidade, Altineu Côrtes; de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey; o subsecretário Executivo de Obras, Jeferson de Figueiredo Rosa, e, ainda, o presidente da Cedae, Renato Lima do Espírito Santo, e o procurador-geral do estado, Marcelo Lopes da Silva.
Ações do Estado
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos está em contato com as prefeituras para o envio de insumos, como kits de higiene, cestas básicas e água. Ao todo, cerca de três mil itens já foram doados para moradores dos municípios de Queimados, Mesquita, Itaguaí, Rio de Janeiro, Seropédica, Magé, Belford Roxo, Rio Bonito, Tanguá, Guapimirim e Duque de Caxias.
Nesta segunda, a Comissão Técnica de Prontidão da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras esteve em Queimados e, na terça (03/03), irá a Magé. Os técnicos, uma vez requisitados pelas autoridades municipais, são deslocados para ajudar em laudos de engenharia, avaliar imóveis afetados pelas chuvas, em auxílio às prefeituras, e buscar soluções em parceria para minimizar os efeitos das tragédias.
Agentes do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres (Cemaden) seguem no monitoramento das condições meteorológicas e dos níveis pluviométricos do território fluminense para o envio de alertas para as regiões com risco de desastres. A secretaria de Defesa Civil também fornece apoio às cidades afetadas – quando as ocorrências extrapolam a capacidade de resposta da gestão municipal. Para as próximas horas, ainda há previsão de pancadas de chuva moderada a ocasionalmente forte para todas as regiões do estado do Rio de Janeiro.
Já a Cedae disponibilizou caminhões para desobstrução de redes, caminhões-pipa para apoio na limpeza, além de caminhões basculantes e retroescavadeiras aos municípios de Nilópolis, Queimados e Rio de Janeiro. Devido à forte chuva, que atinge o trecho da Estação de Tratamento do Guandu, a companhia precisou reduzir a captação de água no Rio Guandu. Com isso, a produção de água na ETA está operando com 60% de sua capacidade.
Equipes do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) estão atuando nas estradas estaduais – na RJ-163, na Região Sul, barreiras caíram ao longo da rodovia e técnicos do departamento realizaram uma vistoria preliminar. Profissionais vão realizar a remoção das barreiras e sinalizar o trecho adequadamente, que deverá ficar em meia pista nas próximas semanas. Apesar disso, o tráfego para Visconde de Mauá não está interrompido.
População pode ajudar com doações
Os quartéis do Corpo de Bombeiros de todo o estado estão recebendo doações de água mineral, produtos de higiene e alimentos não-perecíveis.
– Corpo de Bombeiros é o braço operacional da secretaria. Nosso militares estão à disposição para auxiliar nas operações da Defesa Civil do Estado, responsável pelas ações de apoio aos municípios. Nosso trabalho começa na prevenção, passando pela consultoria técnica e pelas capacitações, bem como pela coordenação em eventos com repercussão intermunicipal – explicou o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey.
O Carnaval Rio 2020 foi de expectativas superadas, com mais de 2.1 milhões de turistas na cidade, com mais de 10 milhões de pessoas circulando durante o carnaval, maior número de navios internacionais dos últimos 20 anos atracando no Píer Mauá, ocupação hoteleira em quase 100%, R$ 4 bilhões em movimentação econômica e um número recorde de dias de folia. Este foi o balanço do evento apresentado nesta segunda-feira pelo presidente da Riotur, Marcelo Alves, e pelo secretário de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos, Felipe Michel, em coletiva feita na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca.
Em janeiro, pesquisas de sites de busca de viagens, como Voopter e Kayak, apontavam que o Rio era o destino número 1 para o período do carnaval. Agora, com todos esses números, fica claro que o Rio continua sendo a escolha de turistas nacionais e estrangeiros para o período.
– Fizemos história para o carnaval da nossa cidade, para o nosso povo e para os nossos turistas. Investimos onde a Prefeitura acredita que deve investir. Retiramos o investimento do carnaval que cobra ingressos e investimos no carnaval do povo, que vai à estrada Intendente Magalhães conferir a arte que aquelas escolas têm a mostrar. É ali, são nos blocos, é nos tradicionais bailes da Cinelândia e na Avenida Chile, nos coretos e nos diversos bailes populares espalhados por toda a cidade que está a essência da festa carioca. Parabéns a toda a Prefeitura do Rio e a todos que participaram do carnaval da nossa linda cidade – comemorou o prefeito Marcelo Crivella.
– O carnaval que acabamos de entregar confirma a capacidade que temos em fazer um evento tão complexo e tão grandioso. Acho que só o Rio tem isso e acho que só o carioca é capaz de receber mais de dois milhões de turistas num período tão curto de tempo. Estamos diante de um grande sucesso! Este foi, sem dúvidas, não só o maior como o melhor carnaval de todos os tempos. Os números comprovam a preferência dos turistas pela nossa cidade. E somos gratos a isso. Trabalhamos muito para recebê-los bem e entendemos a importância do turismo para o Rio. A movimentação na economia local e o retorno financeiro para a cidade confirmam que o turismo é o negócio do nosso Rio de Janeiro – afirmou o presidente da Riotur.
A Riotur este ano investiu em três pesquisas: Sambódromo, blocos de rua e quatro unidades dos postos de informações turísticas (Galeão, Copacabana, Santos Dumont e Rodoviária Novo Rio), foram os locais onde as pesquisas foram aplicadas. Com as pesquisas, a Riotur consegue traçar o perfil do visitante e morador que curtiu o Carnaval Rio 2020 e, também, saber a avaliação e recomendação com relação à cidade.
– É para entrar para a história. Foi um divisor de águas, com vários legados. Cada servidor que ajudou (a organizar o carnaval) faz parte da história da cidade. O trabalho foi magnífico – disse Felipe Michel.
Carnaval com alto índice de aprovação dos turistas. Foto: Cezar Loureiro | Riotur
RIO É APROVADO POR TURISTAS
Dados da pesquisa
A Riotur realizou uma pesquisa nos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, de setores com preços não populares, entre os dias 22 e 24 de fevereiro. Do total, 12,4% eram turistas estrangeiros; 55,6% turistas nacionais; 32% moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro. O público, 55,6% do gênero masculino e 44,4% do feminino, tem, a maioria, entre 32 e 38 anos (22,1%).
Dentre os estrangeiros, lideraram os argentinos (19,2%), os norte-americanos (17,3%) e os ingleses (9,6%). Uma característica do viajante estrangeiro é que 44,6% viaja com amigos; 26,8% com a família; 12,5% sozinho e 16,1% com companheiro (a). A divisão por modal de chegada fica em 93,1% (avião), 3,4% (navio), 1,8% (carro) e 1,7% (ônibus). Já quanto a hospedagem: 44,6% fica em hotel; 16,1% fica em casa ou apartamento alugado; 12,5% fica em casa de parentes; 8,9% fica em apart hotel/flat; 7,1% fica em AirBnb; 5,4% em outros locais; 3,6% em albergue e 1,8% em pousada. A permanência na cidade é em 12,2 dias em média. A pesquisa revela que, entre os turistas estrangeiros, 92,9% considera que a visita correspondeu ou superou a expectativa; 97,2% recomendaria a alguém que conhecesse a cidade do Rio; 92,9% pretende retornar à cidade.
No ranking brasileiro, os turistas de São Paulo são maioria com 31,7%. Rio Grande do Sul vem em seguida com 9,7% e Minas Gerais com 9%. Desse total, 38,3% viaja com os amigos; 37,3% com a família; 11,9% sozinho; 11,4% com companheiro (a) e 1% com excursão. A divisão por modal fica em 78,1% (avião), 10,9% (carro), 9% (ônibus) e 2% (van). Quanto a hospedagem: 46,5% fica em hotel; 19,4% fica em casa ou apartamento alugado; 15,3% fica em casa de parentes; 6,9% fica em outro local; 6,3% fica em AirBnb; 4,9% em apart hotel/flat e 0,7% em albergue. A permanência na cidade é de 7,5 dias em média. A pesquisa revela que, entre os turistas nacionais, 92,4% considera que a visita correspondeu ou superou a expectativa; 96,4% recomendaria a alguém que conhecesse a cidade do Rio; 98,6% pretende retornar à cidade.
A Riotur também realizou uma pesquisa nos blocos de rua, apurando que 0,9% do público presente nos cortejos eram turistas estrangeiros, 14,4% turistas nacionais e 84,7% cariocas. Entre os turistas estrangeiros, 75% eram mulheres de 32 a 38 anos vindas do Chile, Inglaterra, Portugal e Espanha, 25% cada. Já o perfil dos turistas nacionais, também majoritariamente formado por mulheres (54,1%), de 32 a 38 anos, mostra que ele vêm 70,6% da região sudeste, 18% do sul, 6,5% do centro oeste e 6,5% do nordeste. A média de permanência na cidade é de 6,4 dias.
OCUPAÇÃO HOTELEIRA
De acordo com a última pesquisa divulgada pela Hotéis Rio, a ocupação hoteleira da cidade ficou na média de 93%, tendo regiões chegado a quase 100%. O Che Lagarto Hostel e CLH Suites, por exemplo, atingiram 100% de quartos ocupados com boa tarifa.
O SindRio, Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, diz que teve um incremento no crescimento de faturamento para o período de carnaval de 5%, podendo chegar a 15% nos estabelecimento da orla, em relação ao ano anterior, tudo isso impulsionado pelos turistas.
Entre os dias 22 a 25 de fevereiro, a média da ocupação hoteleira na cidade atingiu 93%. Algumas regiões chegaram perto dos 100%, como Flamengo/Botafogo com 98%; Leme/Copacabana com 97% e Ipanema/Leblon com 96%. A região do Centro bateu 92% e São Conrado/Barra 87%.
As mesmas regiões, quando comparadas com o mesmo período no ano passado, tiveram Flamengo/Botafogo com 98%; Leme/Copacabana com 90% e Ipanema/Leblon com 95%. A região do Centro teve 88% e São Conrado/Barra com 89%. A média, portanto, havia sido de 90,66%.
TURISMO É A SOLUÇÃO
O Rio de Janeiro recebeu a melhor temporada de navios internacionais dos últimos 20 anos. De outubro de 2019 até abril de 2020 serão, no total, 112 atracações, 37 navios, sendo 27 internacionais e 10 nacionais. Oito deles estão vindo ao Rio de Janeiro pela primeira vez. Na última temporada (2018/2019), o Píer Mauá recebeu 100 atracações, com a média de 380 mil turistas, entre passageiros e tripulantes. Para esta temporada, houve um aumento de 12 atracações e 10 navios. Com isso, a previsão de turistas no embarque, desembarque e trânsito passou de 380 mil para 425 mil, o que representa um aumento de 12% em relação à temporada anterior. O número de navios internacionais também aumentou passando de 19 para 27. Na sexta e sábado pós-carnaval (28 e 29 de fevereiro), o Píer Mauá recebeu os navios Sovereign e MSC Fantasia, respectivamente, que, juntos, trouxeram 10 mil turistas.
A Riotur ouviu os turistas em unidades dos postos de informações da empresa de turismo na cidade (Aeroporto Santos Dumont, Aeroporto do Galeão, Rodoviária e Praia de Copacabana). Entre os estrangeiros, a permanência média na cidade é de 7 dias e gasto durante a estada de R$ 4.066,67, divididos por duas pessoas. Com idades principalmente entre 32 e 40 anos, os estrangeiros são argentinos, seguidos dos franceses, chilenos, alemães e norte-americanos, para citar alguns.
Já entre os turistas nacionais, a permanência média é de 6 dias, com gasto de R$ 3.033,33, divididos por 3 pessoas. Com faixa etária semelhante a dos estrangeiros, os turistas nacionais vêm de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal, citando apenas alguns.
TURISTAS EM SOLO CARIOCA
No Carnaval Rio 2020, o aeroporto Santos Dumont registrou um crescimento de 54% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Rodoviária Novo Rio constatou a chegada de 520 mil pessoas em 18 mil ônibus, sendo 5520 extras. Os números confirmam a alta do turismo no Rio. E essa constatação é desde o réveillon, que recebeu 1.7 milhão de turistas e que, agora, os números dos equipamentos turísticos da cidade ratificam. Em relação ao mesmo período de 2019, o Trem do Corcovado apontou um aumento de 12%; o Pão de Açúcar, um aumento de 3%; o CCBB, somente em janeiro deste ano, recebeu cerca de 600 mil pessoas; o Museu do Amanhã recebeu, só em janeiro de 2020, mais de 100 mil pessoas. Em 2019, o museu recebeu cerca de 800 mil pessoas, 9% a mais que em 2018. O AquaRio já contabiliza mais de 3,4 milhões de visitantes desde sua inauguração no fim de 2016. O Museu de Arte do Rio já contabiliza mais de 3 milhões de visitantes desde sua inauguração. A RioStar, novo ponto turístico da cidade, inaugurado no fim de 2019, já recebeu mais de 200 mil visitantes, média de 3 mil pessoas por dia.
SAMBÓDROMO
Levando em consideração a readequação da capacidade do Sambódromo, foram vendidos os 61 mil ingressos autorizados para a venda nos dias de desfile do Grupo Especial, que aconteceram no domingo (23), segunda (24) e sábado das campeãs (29). Já para os desfiles da Série A, cerca de 75 mil pessoas assistiram os desfiles que ocorreram na sexta
(21) e no sábado (22). Além disso, 300 ingressos foram distribuídos para o setor dedicado à pessoa com deficiência por dia, sendo 150 para deficientes e 150 para acompanhantes. Sem contar as 15 mil pessoas que foram prestigiar os desfiles das escolas mirins com entrada gratuita na terça de carnaval.
A obra grandiosa para melhoria da infraestrutura, iluminação e segurança foi orçada em R$ 8,1 milhões e teve o investimento do Ministério do Turismo. Todo o processo aconteceu dentro do cronograma estabelecido pelo Ministério Público e homologado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tendo todas as exigências devidamente cumpridas. Foram três meses de trabalho envolvendo cerca de 200 funcionários de três empresas públicas da Prefeitura do Rio – Riotur, Rioluz e RioUrbe.
A pesquisa da Riotur feita com espectadores dos desfiles da Sapucaí apontou que a maioria aprovou as obras realizadas no equipamento. A nota, entre os turistas nacionais, foi de 7,4 e 56,5% avaliaram a reforma, sendo que 43,9% considerou como boa reforma e 22% como ótima. Já entre os estrangeiros, a nota foi de 8,4. 60,7% visitaram o Sambódromo pela primeira vez e 32,2% avaliaram a reforma, sendo que 55,5% avaliou como boa a reforma e 38,9% como ótima. Para os moradores da região metropolitana do Rio, a nota foi de 7,6. 75,8% avaliou a reforma, sendo que 38,7% avaliou considerou como boa reforma e 28,3% como ótima.
CARNAVAL DE RUA
As ruas da cidade ficaram repletas de foliões durante os 50 dias de folia. Cerca de 7 milhões de pessoas aproveitaram os desfiles em todas as zonas da cidade. O Carnaval de Rua, que começou com organização por meio de um sistema de inscrição completamente online e pela aproximação do poder público com as associações de moradores, foi marcado também pelo grande público nos blocos e pelo ordenamento nas ruas com um grande operação de órgãos municipais. Abaixo alguns destaques de público.
Fervo da LUD – 1 milhão
Cordão do Bola Preta – 630 mil
Bangaladumenga – 500 mil
Areia do Leblon – 385 mil
Bloco da Anitta – 370 mil
Sargento Pimenta – 340 mil
Bloco da Preta – 320 mil
Simpatia É Quase Amor – 320 mil
Monobloco – 145 mil
Banda de Ipanema – 130 mil
Carnaval Square – 120 mil
Carrossel de Emoções – 115 mil
Chora Me Liga – 110 mil
Os blocos de rua, como o Areia, no Leblon, fizeram sucesso no Carnaval – Foto: Marco Antonio Teixeira | Riotur
INTENDENTE MAGALHÃES
Na Intendente Magalhães, cerca de 50 desfiles entre escolas de samba e blocos de enredo totalizaram 160 mil pessoas. O Carnaval do Povo recebeu repasses da Prefeitura do Rio no valor de R$ 3 milhões para as seis agremiações filiadas oficialmente à LIESB.
No sábado (22), mesmo com a chuva, cerca de 15 mil pessoas se reuniram para assistir os desfiles dos Blocos de Enredo dos Grupos B e C. Na segunda (24), cerca de 35 mil pessoas assistiram as escolas que desfilaram em Campinho. No domingo (23), o público presente também foi de cerca de 35 mil pessoas. Na terça (25), noite especial na Intendente, afinal a escola campeã retorna à Marquês de Sapucaí no ano seguinte para Série A, o público bateu recorde com 40 mil pessoas. No sábado (29), as campeãs desfilaram novamente assim como ocorreu na Sapucaí. Mesmo debaixo de chuva, 15 mil pessoas prestigiaram as escolas campeãs.
CINELÂNDIA, AVENIDA CHILE E CORETOS
Desde 1990, a Riotur promove também o Baile da Cinelândia, um dos mais tradicionais eventos do Carnaval de rua da cidade. Em quatro dias de baile, a praça Floriano recebeu 42 mil pessoas, sendo terça-feira (25) o dia mais cheio com 18 mil foliões.
O Centro do Rio também recebeu os Blocos de Embalo e Blocos de Enredo do Grupo I que desfilaram na Avenida Chile do sábado de carnaval (22/2) até a terça-feira (25/2), referenciando o carnaval nos moldes antigos, e recebeu 38 mil pessoas, sendo segunda-feira o dia mais cheio com 12 mil foliões.
Além disso, três coretos localizados em Pedra de Guaratiba, Magalhães Bastos e Senador Camará animaram 1800 foliões em três dias de folia.
TERREIRÃO DO SAMBA
O Terreirão do Samba, na Praça XI, foi reaberto com shows de grandes artistas durante o Carnaval Rio 2020. Durante oito dias de festas, durante e após o carnaval, o espaço recebeu mais de 28 mil pessoas em oito dias de shows.
Vale lembrar que o local estava sob responsabilidade da Secretaria de Cultura e, em 3 de outubro de 2019, voltou à administração da Riotur. Para o Carnaval, uma seleção pública garantiu a operação do local para uma empresa privada mantendo uma programação ativa no período. Após o carnaval será dada continuidade ao projeto de transformação do Terreirão do Samba em um centro cultural destinado ao samba com investimento da iniciativa privada.
CARNAVAL NAS REDES DA RIOTUR
No Carnaval Rio 2020, a equipe da Riotur realizou uma ampla cobertura nas redes sociais. Diversos eventos foram acompanhados de perto e disponibilizados em tempo real no Twitter, Facebook, Instagram. Além disso, no banco de imagens da Riotur, no Flickr, há milhares de imagens da cobertura do Maior Espetáculo da Terra, que inclui blocos de rua em diferentes áreas da cidade, desfiles na Marquês de Sapucaí e na Arena Intendente Magalhães, baile da Cinelândia.
No Facebook, houve um total de 94 posts com um alcance de 276.865 pessoas. Já no Instagram, apenas no Feed, foram 72 posts com um alcance de 603.232 e 664.026 impressões. Publicamos ainda 343 stories no Instagram, que, juntos, totalizaram 411.807 visualizações. No Twitter foram 203 postagens e um total de 585.664 impressões. Quanto às fotos no Flickr, disponibilizamos 5.513 imagens que contaram com 9.293 em 36 álbuns. Em relação ao Carnaval 2019, houve um crescimento de 14% nas redes da Riotur.
A hashtag #vemprorio, usada para a divulgação da nossa Cidade Maravilhosa, é um grande sucesso. Durante o período de 12 de janeiro a 1º de março, a tag totalizou um alcance de 3.529.401 no Twitter; foram 5.226 interações. A geração de likes provenientes da hashtag é de 4.541. No Instagram, a tag já possui mais de 159 mil publicações de usuários.
OPERAÇÃO DE CARNAVAL
A Secretaria de Eventos atuou em todos os blocos, megablocos, palcos de carnaval de rua (ao todo 77, em vários bairros da cidade), além do Sambódromo e da Intendente Magalhães, sendo responsável pela integração dos órgãos municipais e estaduais envolvidos na Operação de Carnaval.
Durante todo o mês de fevereiro foram realizadas cerca de 50 reuniões de planejamento, onde eram feitas análises bloco a bloco. Pela primeira vez foi montado o Comitê Operacional de Carnaval, o COCAR, na sala de crise do COR, nos moldes da Copa do Mundo e da Olimpíada. Era lá que as principais decisões eram tomadas, pois os integrantes acompanhavam em tempo real as imagens dos blocos, transmitidas através das câmeras da CET-Rio, do mochilink e de dois drones.
“Sem dúvida, o grande destaque deste carnaval foi a integração de todos os órgãos, que planejaram suas ações e seguiram tudo o que foi conversado nas reuniões, entregando um carnaval alegre, organizado e, principalmente, seguro para cariocas e turistas. Posso dizer, sem sombra de dúvidas, de que o Carnaval 2020 foi o maior da história”, afirmou Felipe Michel, secretário de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos.
Outra novidade foram as 24 barreiras de segurança instaladas nos megablocos do Centro. Em cada uma delas, PMs e Guardas Municipais atuavam, impedindo a entrada de ambulantes não autorizados, garrafas de vidro e outros objetos proibidos.
Duzentos e cinquenta idosos que se inscreveram no programa Empregabilidade trabalharam durante o carnaval, nos camarotes do Sambódromo e em outros eventos.
Blocos não autorizados
A Secretaria de Eventos acompanhou todos os blocos não autorizados que desfilaram pela cidade, fazendo registros e levantando os dados dos organizadores. Do dia 21 até o dia 25 de fevereiro, foram contabilizados 163.
MAIS NÚMEROS DE OUTRAS FRENTES DE TRABALHO
O carnaval foi um sucesso também na atuação da Prefeitura em outros segmentos da festa.
Confira o balanço de cada órgão municipal que trabalhou durante a folia:
COMLURB
Foram 709 toneladas de lixo recolhidas em todo o carnaval: 332,5 toneladas nos seis dias de desfiles na Marquês de Sapucaí; 119,4 toneladas nos blocos; 81,4 toneladas nos desfiles da Intendente Magalhães; e 176 toneladas nos bailes populares em ruas de diversos bairros (Cacuia, na Ilha do Governador, Dias da Cruz, no Méier, Largo do Bicão, na Vila da Penha, e República do Chile, no Centro).
Do total de resíduos retirados do Sambódromo, 258,1 toneladas foram na parte interna e 62,8 toneladas na parte externa e no entorno, incluindo Terreirão do Samba, com 11,6 toneladas de materiais potencialmente recicláveis, que serão entregues a cooperativas de catadores credenciadas. A equipe operacional trabalhou com até 655 garis por dia, 1000 contêineres e 60 veículos, dentro e fora da Passarela do Samba. Nos blocos, foram utilizados até 1.180 garis por dia, 3.800 contêineres e 57 caminhões. Nos 77 bailes populares, durante os quatro dias de carnaval, até 450 garis fizeram o serviço diariamente, com colocação de 250 contêineres. Já na Intendente Magalhães atuaram, desde o início da Folia de Momo, 60 garis/dia, com 70 contêineres e 20 veículos.
Em relação a multas, desde o pré-carnaval foram aplicadas 1.114. A maioria delas (1.050) para pessoas flagradas urinando em via pública (R$ 607,54 cada), e outras 64 por descarte de pequenos resíduos jogados no chão (R$ 221,75 cada).
Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fez mais de 2,5 mil atendimentos em 50 dias de folia na Sapucaí e nos blocos de rua. Durante as seis noites de desfiles na Marquês de Sapucaí e a apuração dos resultados na quarta-feira de cinzas, os postos médicos da SMS atenderam 1.812 pessoas , com 89 remoções de pacientes para unidades da rede pública. O posto de vacinação contra o sarampo, montado no setor 7, uma novidade na Sapucaí este ano, vacinou 907 pessoas nas quatro noites de funcionamento. Nos blocos, os postos da SMS somaram 849 atendimentos nos 50 dias de carnaval, com 120 remoções.
Vigilância Sanitária
Durante toda a Operação Carnaval, de 8 de janeiro à madrugada de domingo, 1º de março, a Vigilância Sanitária municipal fez quase duas mil inspeções (1.985), aplicou 732 infrações, coletou 181 amostras de alimentos para análise e emitiu 846 licenças para eventos (347 delas para a Sapucaí). Em relação a atividades educativas, foram cerca de 15 mil interações, com a distribuição de 12 mil folhetos, mais de 5 mil nas prévias e quase 7 mil no estande no Setor 7 do Sambódromo.
Na primeira fase da operação, até 20 de fevereiro, as equipes percorreram cerca de 20 bairros e fiscalizaram 21 blocos e 1.554 estabelecimentos (bares, hotéis, restaurantes, estúdios de tatuagem, salões de beleza e outros). Foram aplicadas 585 multas (a maioria, por falta de higiene e ausência de licença sanitária), emitidas 448 intimações e feitas 49 interdições, além de 116 coletas de alimentos para análise. A partir de 21 de fevereiro, o trabalho dos fiscais foi concentrado na área do Sambódromo e em mais 84 blocos, com 431 inspeções, que resultaram em 135 infrações.
SEOP
A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) fez 80 ações integradas de ordenamento em pontos de folia (megablocos e Sambódromo), além das ações da Guarda Municipal. Cada uma contou com 20 a 40 agentes dos órgãos municipais de fiscalização, vigilância sanitária, limpeza, conservação e assistência social, com apoio da Polícia Militar. No total, as operações integradas apreenderam 5.951 itens irregulares, como garrafas de vidro, peças de vestuário, botijões de gás, entre outros. Já no combate ao estacionamento irregular, 2.669 veículos foram removidos por reboques (658 em pontos de folia). A Coordenadoria de Fiscalização de Estacionamentos e Reboques atuou com 40 reboques em áreas estratégicas, como Rodoviária Novo Rio, Aeroporto Santos Dumont e zonas de bloqueio.
CET-Rio
O monitoramento do trânsito durante o período de folia foi feito por intermédio de mais de 600 câmeras. A CET-Rio utilizou 43 motocicletas, 30 reboques, 28 veículos operacionais, e 360 operadores de trânsito por dia. Houve bloqueios em 300 ruas para desfiles no Sambódromo ou em blocos e deslocamento de carros alegóricos. Foram emitidas 770 mensagens nos painéis de mensagens variáveis durante o carnaval, para orientação dos motoristas.
Guarda Municipal
Durante a Operação Carnaval 2020, seis mil guardas municipais trabalharam nos desfiles de blocos e 3.150, no Sambódromo. A Guarda Municipal do Rio atuou em 16 ocorrências, com a prisão de 15 suspeitos de furto, lesão corporal e tráfico de drogas, além de casos de desacato, desobediência, injúria racial e de auxílio a vítima de assalto. O Núcleo de Videopatrulhamento realizou 95 ações preventivas de controle de delitos, por meio do monitoramento das câmeras da prefeitura, o que resultou na prisão de quatro suspeitos de furto na orla da Zona Sul. A fiscalização de trânsito resultou na aplicação de 5.029 multas (331 registradas pelo Serviço de Videofiscalização, por meio de câmeras). Uma equipe com dez motociclistas de trânsito fez a escolta diária e noturna dos carros alegóricos de 32 escolas de samba, acompanhando o deslocamento da Cidade do Samba para a Marquês de Sapucaí.
Fazenda
Desde o início do carnaval, a Coordenadoria de Controle Urbano (CCU) apreendeu 14.739 itens irregulares, como botijões de gás e bebidas alcoólicas em garrafas de vidro, artigo proibido por lei nos blocos de carnaval. As ações alcançaram mais de 40 blocos na cidade. Foram apreendidos 1.179 kg de alimentos perecíveis e 19 credenciais utilizadas por promotores de venda não cadastrados. A Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF) atuou nos principais blocos do Centro, Zona Sul e Zona Oeste. O foco foi na fiscalização de publicidade não autorizada e de marketing de emboscada, que ocorre quando empresas fazem ações promocionais sem autorização, valendo-se das aglomerações dos blocos. Ao todo, 161 blocos foram fiscalizados. A CLF também vistoriou os quiosques da orla, estabelecimentos comerciais e camarotes do Sambódromo.
Transportes
Em seis dias de ações, de sexta até terça-feira de carnaval e no Sábado das Campeãs, os fiscais da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) abordaram 610 veículos, lacraram 33 deles e aplicaram 306 multas, por diversas irregularidades. Entre elas, falta de uso do cinto de segurança, estacionamento irregular e utilização de celular ao volante.
Procon Carioca
Em todo o carnaval, o Procon Carioca fez 140 fiscalizações e notificou sete estabelecimentos. Na maioria dos casos, a irregularidade era falta do alvará de funcionamento e de certificados do Corpo de Bombeiros e de dedetização. Os notificados receberam prazo de dez dias para apresentar a defesa ao Procon Carioca. e tentar evitar a multa.
Assistência Social
A equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos contou com 350 profissionais nos trabalhos durante o carnaval, em blocos e também nos desfiles no Sambódromo. Foram distribuídas 5.670 pulseiras de identificação para menores. No total de abordagens exitosas (distribuição de material de divulgação de campanhas de prevenção e enfrentamento a violação de direitos), 17.494 ações.
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, percorreu, de carro e a pé, na manhã desta segunda-feira (02/03) locais atingidos por temporais na cidade desde sábado. Ele lidera pessoalmente os esforços dos órgãos municipais no trabalho para reduzir os transtornos causados à população. O Rio segue em estágio de alerta, quarto nível em uma escala de cinco, que significa ocorrências graves.
De acordo com o Alerta Rio, entre 0h de domingo (010/3) e 8h desta segunda, choveu mais da metade da média para o mês de março em toda a cidade. Santa Cruz foi o bairro com maior volume: choveu quase o equivalente ao mês todo em 32 horas. O acumulado é de 154,6mm, bem próximo da média na estação pluviométrica para o mês de março, que é de 155,3mm.
Logo bem cedo, Crivella esteve na localidade conhecida como Barata, em Realengo, na Zona Oeste. No local, ele conversou com o secretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno; com a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura, Tia Ju, e assessores de outras pastas, como a de Saúde, sobre as providências em andamento para minimizar os efeitos das fortes chuvas na região.
Em seguida, o prefeito percorreu ruas do bairro Carobinha, em Campo Grande, conversando com moradores e lideranças comunitárias. O prefeito adiantou que o governo municipal providenciará colchões para desalojados do bairro, que estão sendo cadastrados na Escola Municipal Professor Fábio César Pacífico. Ao constatar a grande quantidade de carcaças de pneus e entulhos no Rio Guandumirim, que transbordou na localidade, o prefeito voltou a repetir o que tinha dito em coletiva no Barata.
– Infelizmente, o lixo é um problema maior que a chuva. A população tem que se conscientizar que esses problemas vão continuar ocorrendo, se persistir em jogar lixo nos rios e encostas – comentou Crivella, exaltando a importância de se reforçar esse tipo de alerta nas escolas. A comitiva ainda percorreu também ruas dos bairros Rollas e Jardim Maravilha, também na Zona Oeste.
Veja ações da Prefeitura nesta segunda-feira:
Prefeito Crivella visita local na Zona Oeste onde chuva forte causou transtornos. Foto: Marcelo Piu / Prefeitura do Rio
Ocorrências relacionadas à chuva
Equipes atuam em 22 ocorrências, sendo 19 pontos com acúmulo de água e três quedas de árvores.
– Atenção: Mergulhão Billy Blanco U, na Barra da Tijuca, está LIBERADO.
– Acúmulo de água em 19 pontos da Zona Oeste da cidade.
– Queda de árvore em Paquetá, Taquara e São Conrado.
Previsão do tempo
De acordo com o Alerta Rio, áreas de instabilidade, associadas à atuação de um canal de umidade sobre a região Sudeste, manterão o tempo instável. Ainda há previsão de CHUVA MODERADA A FORTE, com VENTO MODERADO A FORTE. Máxima de 26°C.
Transportes
A Supervia informa que, em função de imprevistos técnicos no sistema de sinalização nas proximidades da estação Triagem, os trens no trecho Central do Brasil – Gramacho e no ramal Belford Roxo operam com intervalo irregular. Até o momento, a circulação está normal nos ramais Santa Cruz, Japeri e Deodoro. BRT, VLT e Metrô operam normalmente. Os aeroportos Santos Dumont e Galeão continuam operando com o auxílio de instrumentos para manobras de pousos e decolagens.
Recomendações do Centro de Operações Rio (COR):
– Adie compromissos.
– Permaneça em local seguro!
– Só se desloque se estiver em área de risco ou em caso de extrema necessidade.
– Ofereça abrigo a amigos e familiares.
A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, subordinada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), recebeu, das 20h30 de sábado (29/02) até a manhã desta segunda, 349 chamados. Os principais foram por desabamento de estrutura (121), deslizamento de barreiras e encostas (79), ameaça de desabamento de estrutura (63) e imóveis com rachadura e infiltração (31). Os bairros de maior demanda são: Realengo (62 ocorrências), Taquara (36), Campo Grande (31), Bangu (17), Deodoro (14) e Tijuca (11).
Técnicos do órgão atuam desde a madrugada de domingo (01/03), no atendimento dos chamados que chegam via canal 199. Até o momento, foram registradas 18 interdições emergenciais.
Sirenes: Ao todo, foram acionadas 30 sirenes em 16 das 103 comunidades de alto risco geológico do município entre 23h44 de sábado e 13h07 de domingo. São elas: Rocinha, Alemão, Joaquim de Queiroz, Morro da Fé, Rua Frey Gaspar, Nova Brasília, Palmeiras, Parque Alvorada, Cariri, Vila Cruzeiro, Rua Mirá, Adeus, Piancó, Sítio Pai João, Comandante Luiz Souto e Espírito Santo. As localidades são monitoradas 24 horas pelo sistema de alertas sonoros da cidade, que é acionado quando o índice pluviométrico atinge protocolos de desocupação preventiva.
Comlurb
A Comlurb permanece com suas equipes operacionais nas ruas para mitigar os efeitos que a chuva muito forte causa à cidade desde a noite de sábado. Até as 11h desta segunda-feira, a Companhia contabilizou 169 ocorrências, a grande maioria relacionada a bolsões d’água. E um grande contingente foi direcionado para as ruas do Centro da Taquara e para a comunidade do Barata, em Realengo.
Em todas as ações até agora, já foram desobstruídos 644 ralos e removidas 235,1 toneladas de resíduos diversos. O efetivo total da operação especial chuvas chega a 4.076 garis e 518 agentes de limpeza urbana. Foram utilizados ainda 269 caminhões e 22 pás carregadeiras e duas minipás.
Até o momento, houve o registro de 18 quedas de árvore na cidade, sendo que em 15 o serviço está concluído, em dois casos é necessário o apoio da Light para desligar a rede elétrica e garantir a segurança dos garis, e uma ocorrência está com serviço em andamento.
A Comlurb aproveita para destacar a importância da colaboração da população no descarte correto de seu lixo domiciliar. Solicitamos que, em caso de grandes precipitações, a população aguarde o término das chuvas para ofertar seus resíduos para o caminhão de coleta.
Guarda Municipal
Ao todo, 167 agentes de trânsito, com apoio de 33 viaturas, trabalham em todas as regiões, em pontos onde houve registro de ocorrências de bolsões de água, quedas de árvore, alagamentos e semáforos apagados. As equipes apoiam ainda as ações da Defesa Civil, Centro de Operações e dos demais órgãos da prefeitura. No domingo, equipes do Grupamento de Operações Especiais (GOE) utilizaram um bote para resgatar moradores ilhados, sendo oito pessoas, mais três crianças e um cachorro no bairro Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste.
Assistência Social
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) informa que segue monitorando todos os pontos de apoio oficiais da Defesa Civil, com as equipes técnicas de coordenações à disposição para dar atendimento em caso de alguma necessidade. A Secretaria também deu suporte às famílias que ficaram desalojadas e desabrigadas com colchões e cestas básicas.
Em Santa Cruz, um grupo de famílias desabrigadas em Rolas passou a noite no CIEP 1º de Maio. Inicialmente, o grupo tinha 70 pessoas, mas somente seis pernoitaram de fato na escola. A maioria voltou pra casa e cerca de 30 pessoas se abrigaram numa igreja próxima.
A Secretaria de Assistência Social criou uma força- tarefa para prestar atendimento em vários pontos na cidade nesta manhã.
• Número de atendimentos:
– Até o momento a SMASDH atendeu cerca de 70 famílias nos bairros de Guaratiba, Rola, Jardim Maravilha, Margaça e Tanque.
• Número de demandas de colchões e cestas básicas:
O prefeito Marcelo Crivella foi hostilizado por moradores do bairro do Barata, em Realengo , na manhã desta segunda-feira, quando visitava o local, que foi duramente castigado pelo temporal . um morador chegou a arremessar uma bola de lama no rosto do prefeito quando ele dava uma entrevista para a imprensa. Desde o início, o prefeito ouviu reclamações de moradores, mas os ânimos se acirraram após ele afirmar que grande parte da população é a culpada.
A culpa é de grande parte da população, que joga lixo nos rios frequentemente — afirmou Crivella, que repetiu essa frase várias vezes durante a entrevista. — Chuva no Rio é sempre um problema, mas o pior é o lixo. Temos excesso de lixo nos rios, bueiros e encostas, e, quando vem a chuva, tudo desce. As chuvas são um problema, mas dessa vez nem foram as piores que enfrentamos.
Durante a entrevista, um morador pegou uma bolinha de lama e arremessou no prefeito. A lama acertou o lado esquerdo do rosto de Crivella, que ficou com a testa suja de terra, assim como sua jaqueta. Seguranças ainda tentaram cobrir o prefeito com um guarda-chuva, mas ele recusou.
Sem expediente: Por causa da chuva, 53 escolas no Rio suspendem as aulas; saiba quais são
Prefeito minimiza obras irregulares em encostas
O prefeito justificou a demora no atendimento àquele local pelos carros abandonados que estavam na calha do Rio Grande. Eram oito, e a prefeitura já retirou quatro, o que atrasou a chegada da Comlurb, Rio Águas e Secretaria municipal de Conservação, segundo Crivella. Em relação aos mortos, ele respondeu que a prefeitura está prestando atendimento às famílias, assim como aos 600 desabrigados.
Questionado sobre as obras irregulares em encostas, o prefeito minimizou o problema. E novamente culpou o excesso de lixo.
— Temos que agir preventivamente para não jogar lixo nas encostas. Olha a grande quantidade, esse é o problema. Se não jogarem lixo no bueiro e na beira dos rios, melhora — afirmou Crivella, que culpou ainda a judicialização dos casos de demolições de construções. — As obras irregulares estamos tentando, amanhã vamos derrubar série de prédios na Muzema, o que a justiça não permitia.
📢 RIO SEGUE EM ESTÁGIO DE ALERTA 📢 CHUVA AINDA PODE SER FORTE
De acordo com o Alerta Rio, áreas de instabilidade em altos níveis da atmosfera, associadas à atuação de um canal de umidade sobre a região Sudeste, manterão o tempo instável no município, Assim, a segunda-feira (02/03) terá céu nublado a encoberto e há previsão de CHUVA MODERADA A FORTE a qualquer momento do dia, com VENTO MODERADO A FORTE. Máxima de 26°C.
TRANSPORTES
Supervia informa: em função de imprevistos técnicos no sistema de sinalização nas proximidades da estação Triagem, os trens no trecho Central do Brasil <-> Gramacho e no ramal Belford Roxo operam com intervalo irregular. Até o momento a circulação está normal nos ramais Santa Cruz, Japeri e Deodoro. De acordo com o BRT, todas as linhas estão operando normalmente.
VLT e Metrô operam normalmente.
AEROPORTOS
SANTOS DUMONT E GALEÃO operam com o auxílio de instrumentos para manobras de pousos e decolagens, neste momento.
SOBRE O ESTÁGIO DE ALERTA
O Estágio de Alerta é o quarto nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências graves impactam a cidade ou há incidência simultânea de diversos problemas de médio e alto impacto em diferentes regiões.
RECOMENDAÇÕES:
– Adie compromissos;
– Permaneça em local seguro!
– Só se desloque se estiver em área de risco ou em caso de extrema necessidade;
– Ofereça abrigo a amigos e familiares.
CRIVELLA DIZ QUE CARIOCAS GOSTAM DE MORAR PERTO DE ÁREAS DE RISCO PORQUE GASTAM MENOS COM COCÔ E XIXI
No mesmo fim de semana em que quatro pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) afirmou que cariocas gostam de morar perto de áreas de risco para ‘se verem livres dos esgotos’ e gastarem ‘menos tubos para colocar cocô e xixi’.
Orçamento para prevenção de enchentes no Rio caiu R$ 149 milhões em 2020, aponta levantamento
As declarações de Crivella foram dadas no domingo (1º) durante uma reunião no Centro de Operações Rio, que foi transmitida ao vivo por uma rede social. O prefeito afirmou que os moradores da cidade escolhem viver em áreas de talvegues, caminhos por onde passam as águas das chuvas, considerados de risco.
“Todas as encostas lá são perigosas, mas aonde descem as águas, predominantemente chamado talvegues, e as pessoas gostam de morar ali perto porque gastam menos tubo para colocar cocô e xixi e ficar livre daquilo, essas áreas são muito perigosas”, disse Crivella.
Falando sobre prevenções às ocorrências causadas pelas chuvas, o prefeito afirma, ainda, que há coisas que “cada cidadão tem que fazer por si mesmo”, como “não morar perto dos canais” ou encostas.
“Os galhos das árvores, o lixo que é deixado no chão, eles são levados pelas chuvas para aqueles pontos predominantes de descida das águas e as pessoas moram ali perto porque é uma maneira de se verem livres dos esgotos e do seu lixo, morando perto do rio, joga tudo ali”, afirma o prefeito
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) opera com 60% da capacidade de captação de água no Rio Guandu desde a noite de ontem (1º), devido às fortes chuvas que ocorrem no estado do Rio de Janeiro e que atingem o trecho da Estação de Tratamento do Guandu.
A redução provoca pressões menores, o que pode diminuir o fornecimento em áreas de cotas elevadas, de acordo com a Cedae. A Companhia afirma que a produção total será retomada tão logo as condições do manancial retornem à sua normalidade.
“A ação visa dar segurança operacional ao sistema, tendo como prioridade manter a qualidade do abastecimento para a quantidade de água produzida”, diz a Cedae em nota.
A orientação é que os consumidores evitem o desperdício, utilizando a água de forma equilibrada, priorizando atividades básicas.
A Cedae informou que está prestando apoio operacional aos municípios de Nilópolis, Queimados e Rio de Janeiro, para que os moradores retomem as atividades o mais breve possível. Foram disponibilizados caminhões para desobstrução de redes; caminhões-pipa para apoio na limpeza; caminhões basculante e retroescavadeiras.