EMPREGO – Vendedor Externo Produtos Hospitlares

Descrição

  1. Área e especialização profissional: Comercial, Vendas – Venda Externa
  2. Nível hierárquico: Consultor
  3. Local de trabalho: Rio de Janeiro, RJ
  4. VENDEDOR EXTERNO – PARA PRODUTOS HOSPITLARES – VISITA A HOSPITAL – CLINICAS E CONSULTORIO – EMPRESA ATUA NA AREA HOSPITALAR EM TODO O ESTADO DO RIO – ATUAMOS TAMBÉM NA LINHA DE OPME ( CIRURGIA )

Exigências

  1. Escolaridade Mínima: Ensino Médio (2º Grau)
  2. Português (Avançado – Requerido), Inglês (Básico – Requerido), Espanhol (Básico – Requerido)
  3. Disponibilidade para viajar

Benefícios adicionais

  1. Celular Corporativo, Comissões, Vale-refeição, Vale-transporte

Via InfoJobs – Candidatar-se à Vaga

POLICIAIS APREENDEM 9 CARRETÉIS DE LINHA CHILENA NO RJ

POLICIAIS APREENDEM 9 CARRETÉIS DE LINHA CHILENA NO ESTÁCIO

Policiais do 4° Batalhão , apreenderam nesse final de semana , nove carretéis de linha chilena na Praça do Estácio. O uso e a venda de linha que possua material cortante é proibida no Estado , devido ao risco oferecido a população. Segue abaixo o resumo da ocorrência:

“1º CPA – 4º BPM

Ocorrência: 01.132 Exposição a vida e saúde de outrem.
LOCAL: Rua Joaquim Palhares s/n ,em frente à praça do Estácio
SERVIÇO: Setor E
MATERIAL APREENDIDO: 09 carretéis de linha cortante (linha chilena).

HISTÓRICO: Guarnição em patrulhamento foi informada por diversos populares que no local citado haviam vários indivíduos soltando pipa em posse de linhas com material cortante (linha chilena), de imediato procedeu ao local e com a chegada desta guarnição ao perceberem a presença da mesma , os acusados se evadiram do local onde foram encontrados os 09 carretéis de linha chilena, todo material ficou apreendido.”

 

 

ABUSO SEXUAL É CRIME!! DENUNCIEM!! FAÇA COMO ESSA JOVEM..

.recebemos uma denúncia de uma seguidora do antigo Campo Grande leiam…

Por lauryanne Siqueira

Bom, quem me conhece sabe que escuto sim os problemas de todo mundo e tenho essa minha “mania” de querer ajudar todos e não gosto de me abrir, é meu jeito ser “fechadona, calada” então; essa história por exemplo só quem sabia eram quem estava lá, eu e Deus. Então leiam com calma toda a história antes de digitarem besteira, denunciem (caso ELES tenham feito algo com vocês, principalmente se for algo recente) e compartilhem por favor! Espero que eles não tenham feito mau a mais ninguém! Apenas espero e rezo por isso 😔! Não desejo a nenhuma mulher que passe pelo que eu passei, e as que já passaram, vocês são foda, nós somos, se precisarem conversar, estou aqui! ❤️

Da primeira vez eu tinha uns 6 ou 7 anos, minha mãe ficou com um cara que dava dinheiro a ela que ela usava pra se drogar e beber, e me deixava com ele na sala enquanto ela usava, ele me dava doces em troca de passar a mão em mim e fazer o que ele chamava de “carinhos do titio”, nunca contei pra Ana Paula não só pelas ameaças dele, mas também porq eu sempre a via agressiva com o efeito das drogas e tinha medo dela fazer pior comigo. A segunda vez foi o Leandro, pai dos meus irmãos (Luyan e Leonara), não é novidade pra ninguém que ele tentou abusar da minha irmã de 16 anos que na época tinha uns 5-6 anos, mas ele tentou comigo primeiro, e você lembra Ana Paula que eu não gostava de tomar banho? Era por isso, eu fedendo, suada e depois de brincar na terra era o jeito que ele ficava longe de mim, porq ele dizia “gostar de mim bem cheirosinha”, enquanto a Ana Paula dormia ou não estava perto ele ficava me olhando, ele ficava falando besteiras, me oferecendo doces e brinquedos em troca de fazer carinho em mim, e eu sempre me afastava o máximo dele, na época que eu estava namorando com a (fulana) e ele me ofereceu dinheiro pra ficar comigo, como se não bastasse oq ele já tinha feito quando eu era mais nova.. Eu tinha o print, da conversa, onde ele falava isso, mas infelizmente fui assaltada e não tenho mais essa foto..
Enfim, quando eu tinha uns 11 anos, por aí eu comecei a passar as férias da escola na casa do tio meu Everaldo (meu tio Everaldo foi um amor comigo sempre, nunca me fez mau algum, ao contrário dos irmãos) e lá eu brincava com a filha dele e o sobrinho da esposa dele, depois de lá, eu passei as férias na casa do Márcio, porq as despesas na casa da minha vó estavam pesadas pra ela sozinha; e ela já tinha minhas irmãs pra cuidar tbm, quando eu cheguei lá, sempre me chamavam de “bicho do mato”, por eu gostar de ficar quieta no meu canto, e minha prima me chamava mt de chorona e sensível porq todas as brincadeiras que ela fazia comigo era motivo de eu ir pro quarto ficar lá sozinha Então.. naquela época eu estava entrando na puberdade, meu corpo estava mudando e eu fiquei mocinha lá, nisso foi até minha tia que me ensinou a usar absorvente etc, enfim, nessa época nos dias em que o pai da minha prima estava em casa de folga, minha tia dormindo ela na casa de amigas, das suas amigas seu pai fazia a mesma coisa, mais ele foi oq mais foi a fundo, ele não só fez carinhos, ele me batia, e me machucava quando eu não deixava ele fazer oq ele queria, e só parava porq ou minha tia estava chorando com dor, ou porq você estava chegando em casa, eram poucos minutos, mas isso aconteceu por quase 2 anos, lembra minha festa de 13 anos que ninguém foi? E que eu te contei que eu estava gostando muito de um garoto que não me dava nem bola? Sabe porq seu pai me mandou pra casa quando eu comecei a namorar esse garoto? Porq ele não teria mais a mim na casa dele pra fazer oq ele queria, ele não chegou a concluir o ato e tirar a minha virgindade, porq eu sempre me debatia, não sei com que força mas enfim, eu só sei que machucava muito e até hoje eu me sinto suja por isso, eu não contei a você e nem a minha tia porq, ele dizia que se eu falasse algo pra minha tia, ela iria piorar e morrer mais rápido, ele literalmente fudeu o meu psicológico, por várias vezes eu acordei de madrugada e ele tava na porta do seu quarto me olhando dormir e você não sabe o quanto isso me apavorava, ele é um monstro e por causa dele até hoje eu tenho pesadelos, até hoje eu me sinto suja e acho até que foi por culpa minha que essas coisas aconteceram comigo, que tipo de gente sente desejo numa criança de 6 a 7 anos? Que tipo de homem sente desejo numa menina de 11/12 anos? O seu pai é esse tipo de homem, e eu escondi isso por todo esse tempo porq eu imaginei que você iria querer me agredir, defendendo ele, minha vó me colocaria pra fora de casa defendendo o filho dela e a Ana Paula, bom, ela não tinha muito oq fazer, ela não vivia em casa, como eu iria contar pra ela? Como eu iria contar pra você se eu precisava morar no mesmo teto que ele, se toda vez que eu voltava pra casa minha tia (fulana) passava mau sentindo minha falta, eu aguentei isso, calada, sofrendo e chorando por todos esses anos e oq acontece, por 3 vezes, 3 espíritos tocaram nesse assunto. A primeira vez foi numa gira onde um caboclo falou que não era culpa minha oq o homem que era do aleluia tinha feito, a segunda vez foi uma entidade que encostou numa mulher que eu nunca tinha visto na vida, irmã de santo da minha ex namorada, ela disse: – “eu posso te falar uma coisa? você permiti?” Eu sem saber .. disse que sim, e ela falou: “você não tem culpa, do que aquele homem”, e quando ela começou a tocar no assunto eu cortei ela (cortei o assunto) e fui pra varanda dela fumar, e a terceira vez foi esse ano, o pai de consideração da Vivi veio me dar uma bronca, já meio chapado dizendo que eu tinha estragado a minha festa de aniversário (minha namorada fez uma festa surpresa de aniversário pra mim no dia 14 de Junho, onde eu fiz 19 anos), simplesmente porq eu tinha ido até a cs da minha amiga, pra encurtar a história eu disse a ele; pera aí sogrão, vou no banheiro (porq eu estou apertada) e já volto, e quando eu voltei ele tava diferente, horas antes ele tinha dito pro meu amigo “quer ver eu fazer ela chorar?” e o meu amigo riu, aí eu falei “pô sogrão, me fazer chorar no dia do meu aniversário, sério isso? ah qual foi né kkkk” e ele mudou de assunto, mas quando eu voltei do banheiro ele disse “aquilo que o cara que se esconde atrás de uma bíblia fez com você” e eu novamente cortei o assunto, eu disse que se ele tivesse o mínimo de respeito por mim, que ele não tocasse nunca mais no assunto, ele alegou que “a menina moça não sabia de nada” se referindo a minha namorada, eu disse que isso não interessava e que ele tinha acabado com a minha noite.
Lembra Ana Paula, que você dizia que eu era muito calada e quietinha quando eu era pequena, que eu tinha boca e não falava? Pois é, esse foi o meu pior erro, não falar, acreditar nas ameaças, sofrer calada. Mas porquê? Se eu contasse oq seu marido fazia você não acreditaria numa criança, ele obviamente negaria, se eu contasse a minha tia ela acreditaria no marido, pelo menos naquele momento e a filha acreditaria no pai. Nunca acreditariam numa criança, e eu morava lá, oq eu poderia ter feito? Oq eu fiz, ficar calada no meu canto cm se nada tivesse acontecido!
Eu precisava daquele teto, pra ter onde comer, estudar e dormir, por que fora a parte de ter conhecido a minha tia, morar naquela casa foi o meu pior pesadelo. E todas essas entidades tentando sempre falar sobre isso, me levaram a crer que elas quisessem que eu colocasse isso pra fora, porq? Porq isso me mata a cada dia mais um pouco, isso me faz ter pesadelos que vocês nem imaginam como é. Eu quis contar isso pra vocês, pra vocês entenderem o porq eu não gosto e tenho nojo desse cara, fora o fato dele já ter batido em mim, uma das vezes foi; quando eu estava lá na sala da minha vó e ele veio falar gracinha pra mim, sendo homofóbico e achou que eu abaixaria a cabeça pra ele, Ana Paula estava presente e viu tudo, enfim.. Quantas e quantas vezes eu não acordei assustada na casa da minha vó e ele tava lá me olhando dormir, esse cara é o meu pesadelo na terra e eu tenho a plena certeza que ele já fez isso com mais alguém assim como fez comigo, e espero que se ele tenha feito, que a pessoa não se cale denuncie, como eu não fiz, por medo, por não ter pra onde correr, procure alguém que você confie muito e diga tudo, e depois vá até a delegacia, porq ele merece o mínimo que é ser preso. Sei bem das consequências do que eu estou falando e sei também que ele pode vir atrás de mim depois disso, por que vocês (x, y, Ana Paula e principalmente Maria da Luz; mãe dele) sabem o quanto ele é agressivo.
O irmão dele o Jairo, quando eu estudava de manhã, me pedia pra eu ir na casa dele, concertar o notebook e me oferecia 5 a 10 reais, pra eu resolver o problema pra ele, ele fingia não entender que sabia mecher no notebook pra dar em cima de mim, ele me oferecia dinheiro, ele dizia que eu “nunca peguei nenhum homem que preste”, entre outras coisas afins, numa das vezes eu de saco cheio simplesmente larguei o notebook de mão e fui pra casa da minha vó deixando ele falar sozinho, ele nunca fez nada além de falar. Mas é outro safado que merece ser preso, porq assim como ele fez comigo, ele pode ter feito coisas mais com outras garotas na rua. Não espero que vocês acreditem em mim, porq eu não sei se vocês vão acreditar e também não me importa muito isso, oq me importa é que eu contei, eu me resolvi com o meu passado, ou pelo menos tentei.
Vocês devem estar se perguntando agora, mas cadê seu pai nisso tudo? Porq nem tentou contar a sua mãe? Meu pai se separou da minha mãe quando eu tinha 5 anos de idade, desde então ele é completamente ausente na minha vida, como eu contaria a ele se ele nem sequer me procura pra saber se eu estou bem? Ele é um pai de merda, pelo menos pra mim e pra minha irmã… Minha mãe foi usuária de drogas desde os 13 anos de idade, por sempre viver drogada, metida em favela ou nos bares da vida, raras vezes ele vinha em casa e acreditem, era pior ainda ela dentro de casa, a droga faz uma pessoa se transformar muito e se eu contasse a ela, eu imagino que, ela faria pior comigo, não sei, a droga transformava ela em outra pessoa, então.. é isso!
Em quase todas as vezes eu estava usando vestido, e é por isso que eu detesto tanto usar vestido hoje em dia, até uso, mas não gosto mt porq as vezes me lembra essas ocasiões.
Esse também foi um dos motivos de eu ter saído da igreja, ver ele pregando sobre o amor de Deus, fazia eu ficar me perguntando onde estava Deus quando ele fazia oq fazia comigo, não julgo Deus por nada, sou temente a Deus e eu encontrei ele na minha Umbanda, é ali que eu me sinto bem, prestando a caridade, então não venham falar merda pra mim porq devolverei no mesmo tom!

Acima eu narrei uma conversa que eu tive, contando pros meus parentes e familiares isso que aconteceu comigo, por isso está escrito dessa forma.

Obs: O nome do primeiro cara, eu não sei, eu era mt nova e mau lembro da fisionomia dele, mas sei que tinha cabelo branco e era bem narigudo. O segundo é pai dos meus irmãos: Leandro Rios de Araújo, o terceiro é irmão da minha mãe: Márcio Fernando de Souza Ribeiro e o outro irmão da minha mãe se chama: José Jaquecs Souza Ribeiro, se alguma menina já viu esses caras, ouviu piadas deles ou até mesmo sofreu qualquer tipo de abuso, já sabem: DENUNCIEM! 🙅❌

Eu tô publicando isso e me expondo dessa forma, porq repito novamente: não se calem, como eu fiz, não se omitam, só eu sei como dói ter guardado isso por tantos anos, falem a pessoa mais próxima que vocês têm e quando vocês souberem, de algum caso de amiga que sofreu algum tipo de abuso sexual/psicológico; não hesitem em procurar ajuda, isso é necessário …

#AbusoSexualécrime, eu não tive culpa, eu tive medo, não tenham medo, não façam como eu, tomem muito cuidado na rua, e dentro de casa também, muitas vezes achamos que o caso que lê – mos de um estupro ou abuso, nunca vai acontecer com a gente, mas pode já ter acontecido com alguém próximo de vocês e vocês nem imaginam.. tomem sim cuidado, mas não deixem que isso impeça vocês de viver… 💪🙅😔

Palavras chave: Rio de Janeiro; assalto; ônibus; confraternização.

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Copacabana, 18 de agosto de 2019.

Palavras chave: Rio de Janeiro; assalto; ônibus; confraternização.

Voltando da Praia de Copacabana, pego o 432 em direção à Vila Isabel. Uns dois pontos de ônibus depois de ter entrado, uma passageira sentada na janela do ônibus grita:

– PEGARAM O CELULAR! TÃO PEGANDO CELULAR, RONALDO!!! RONALDO, MEU CELULAR!!!

Entendemos, então, que pegaram o celular dela pela janela do ônibus.

Ronaldo, o motorista do 432, grita já descendo do ônibus:
– TU É BURRA PRA C@R@LHO!!!

E sai CORRENDO atrás do meliante – ouso dizer que batendo o record de 400 metros rasos pertencente ao sul-africano Wayde van Niekerk nas Olimpíadas do Rio 2016 (sim, procurei no Google o detentor do record olímpico).

Ônibus trancado.
Passageiros aflitos.
Incerteza no ar.
Gente querendo abrir a porta de todo jeito.

A passageira que fora roubada já estava pulando a catraca do ônibus pra proteger a caixa onde se guarda o dinheiro das passagens.

Solidariedade.
Preocupação.
Nervosismo.

Passam-se uns 10 minutos.

Eu, já com a cabeça pra fora, avisto Ronaldo vindo em direção ao ônibus. Mãos vazias. Passageiros tristes.

E, então, Ronaldo Martins Evangelista puxa do bolso da sua calça cinza o JOTA SETE (!!!) de Lúcia, sua esposa. Viro pro pessoal do ônibus:

– ELE CONSEGUIU!!!

Como se fosse um gol do Brasil em decisão de Copa do Mundo, o ônibus explodiu em alegria. Em uníssono:

– RO-NAL-DÔ!!! RO-NAL-DÔ!!!

Gritos de “aêeeeee!!!” e “uhuuuuu!!!” pelo ônibus!!!

Houve até quem sugerisse do fundo:
– Merece até um beijinho, ein!

Após o ocorrido viramos uma grande família. Dani, que estava na nossa frente, disse que q dor dela até tinha passado na confusão (milagre??? Adrenalina???). Tiramos fotos, nos seguimos no instagram. E, mais do que isso, comemoramos a vitória de Lúcia.

Lúcia, casada com Ronaldo, disse que o marido trabalha há mais de 20 anos dirigindo ônibus e que já passou por situações semelhantes.

Ao descer na 28 de setembro, fui cumprimentar Ronaldo e agradecer pela experiência de Rio de Janeiro de hoje.

Segue registro:
Foto 1: Ronaldo e um passageiro
Foto 2: pessoal do ônibus e, à direita, Paloma e eu comemorando

Relato Julia Ribeiro

 

EMPREGO – Esteticista

Descrição

  1. Área e especialização profissional: Estética – Esteticista
  2. Nível hierárquico: Especialista
  3. Local de trabalho: Rio de Janeiro, RJ
  4. para Esteticista, para trabalhar em clínica de fotodepilaçao, não precisa de experiência nesta área, pois damos o treinamento. Necessário somente experiência na função de esteticista.

Exigências

  1. Escolaridade Mínima: Curso Técnico

Benefícios adicionais

  1. Comissões, Vale-alimentação, Vale-transporte

Via InfoJobs – Candidatar-se à Vaga

PEDIDO DE ORAÇÃO!! VITIMA DE ACIDENTE NA AVENIDA BRASIL

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#PEDIDO_DE_ORAÇÃO #ACIDENTEV #AV_BRASIL #REALENGO

O senhor Edvan Correa, morador da Vila Vintém, motorista do carro que capotou ontem na Av. Brasil altura de Realengo e que foi publicado na Padre Miguel News está em estado gravíssimo no Hospital Albert Schweitzer. Familiares e amigos pedem oração para que o Sr.Edvan saia dessa com vida 😢

 

Via padre Miguel news

Cavalos, eternos escravos condenados à prisão perpétua e aos trabalhos forçados

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Condenados à prisão perpétua e aos trabalhos forçados, longe dos campos nos quais selvagemente galoparam por milhares de anos de vida livre, hoje existem como figuras tristes na paisagem urbana, maltratados, famintos, sedentos, cheios de cicatrizes e feridas causadas pelo uso do aparato de ferro e cangas atrelados a seus corpos para que puxem carroças carregadas de humanos que bem poderiam mover-se por suas próprias pernas, levando seus corpos a passearem por onde quisessem, sem precisar maltratar nenhum animal. E o cavalo trabalha todos os dias, a vida toda. Até cair morto, exaurido, ou doente, quando então ninguém mais o vê, e fica sob a tutela daqueles que o exploraram e exauriram a vida toda, o que é sinal de que não receberá cuidados devidos na doença ou na velhice.

Foto: saocarlosdiaenoite.com.br

Sabemos, há milênios, da existência de sensibilidade consciente em todos os animais, algo que acaba de ser confirmado pela Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Humanos e Animais, proclamada em 7 de julho de 2012, na Inglaterra. Sabemos que eles têm inteligência, memória e raciocínio. Os filósofos greco-romanos (Ovídio, Sêneca, Plutarco e Porfírio), assim como Aristóteles, reconheciam que um nível não desprezível de racionalidade era próprio dos animais, não apenas dos humanos.

Mesmo assim, por conta da teoria do filósofo francês René Descartes (1596-1650), de que não haveria consciência em animais não-humanos, porque eles não possuiriam uma linguagem, passamos os últimos 400 anos fazendo tudo o que quisemos contra os animais, escravizando-os, explorando seus corpos e experimentando neles todos os venenos inventados ou descobertos pela ciência química. E gabamo-nos de que os animais foram criados por Deus para nosso serviço, porque não teriam nossa inteligência. Não foram. Se o foram, então também devemos ser escravizados, pelos mais fortes ou mais astutos, porque somos igualmente animais, muitas vezes com pouca inteligência, comparada à poderosa inteligência que a tudo escraviza e assombra.

Por conta da inocência de algumas espécies animais, do prazer de conviver com os humanos, nós as domesticamos. Galinhas, porcas, ovelhas, cabras, vacas, éguas e tantas outras fêmeas foram seduzidas pelo calor, abrigo, alimento e companhia de humanos nos últimos dez mil anos. Com o passar do tempo, os humanos construíram formas de deter os animais junto a si, para os usar como podiam, e podem cada vez mais, e tirar deles: força de tração, carnes, peles, couro, lã, leite, ovos, remédio e diversão. Nada escapa à lógica que ordena extrair o máximo de vantagem de qualquer criatura vulnerável, pois os animais são considerados objetos dos quais os humanos podem tomar posse, vender como mercadorias, explorar como escravos e matar.

Os cavalos não são exceção. Nem os usados para atrair turistas, nem os usados para puxar cargas de resíduos sólidos recicláveis pelas cidades. Condenados à prisão perpétua e aos trabalhos forçados, longe dos campos nos quais selvagemente galoparam por milhares de anos de vida livre, hoje existem como figuras tristes na paisagem urbana, maltratados, famintos, sedentos, cheios de cicatrizes e feridas causadas pelo uso do aparato de ferro e cangas atrelados a seus corpos para que puxem carroças carregadas de humanos que bem poderiam mover-se por suas próprias pernas, levando seus corpos a passearem por onde quisessem, sem precisar maltratar nenhum animal. Mas, não.

Os prospectos turísticos da cidade incitam os turistas a usarem o serviço do equino escravizado, como se isso fosse a coisa mais bela que uma cidade pudesse oferecer aos estranhos que a visitam. E os estranhos, seguindo a in-consciência dos nativos, usam o trabalho escravo dos equinos, sem dó nem piedade. Em sua mente, a palavra cavalo é sinônimo de força de tração, força de deslocamento ou meio de transporte. Ninguém pensa de si mesmo que, se tem músculos fortes, então isso quer dizer que nasceu para ser escravizado e puxar cargas alheias. Ninguém pensa que tem músculos fortes para carregar pesos que excedam uma vez e meia o próprio. Ninguém pensa isso de si. E quem pensa faz um contrato de prestação desse serviço.

Mas todo mundo que usa charretes puxadas por cavalos, em qualquer cidade do mundo, em qualquer país, acha natural andar de charrete como se fosse da natureza equina puxar charretes. Tão natural que chegam a abarrotar o veículo com sete pessoas, num total de uns 600 kg, somando-se o da carroça e o das pessoas, quando o peso do cavalo pode não passar ou nem chegar aos 500 kg. Ninguém pensa nisso. Todo mundo sobe na carroça (nome chique mesmo é charrete), paga ao boleeiro, não paga ao cavalo nem em alimento, nem em água, não paga hora extra, nem décimo terceiro salário, nem descanso semanal, nem férias.

E o cavalo trabalha todos os dias, a vida toda. Até cair morto, exaurido, ou doente, quando então ninguém mais o vê, e fica sob a tutela daqueles que o exploraram e exauriram a vida toda, o que é sinal de que não receberá cuidados devidos na doença ou na velhice.

 

Foto: saocarlosdiaenoite.com.br

Ao subir nas charretes, nenhuma turista examina atentamente o corpo do animal, seu peso, seu olhar, suas feridas ou cicatrizes de antigas feridas. Ninguém se interessa pelo animal cuja força de tração o puxará cidade acima e abaixo. Os humanos, seguindo a indiferença do boleeiro, do “dono do cavalo”, sobem na charrete e se deixam levar pelo animal, exatamente como há menos de duzentos anos faziam, subindo em liteiras levadas morro acima e abaixo, sob sol forte, seca, vento cortante ou chuva fria, pela força escravizada de homens negros.

Mas esse cavalo puxando charretes é um animal dotado de sensibilidade e consciência de tudo o que fazem ao corpo dele, de tudo o que fazem a ele. Esses cavalos escravizados, como todos os outros animais, são animais dorentes e sofrentes (termos criados por Richard D. Ryder em 1990 para designar a condição dos animais sob o jugo humano e não deixar que a ética perca seu foco).

Tudo o que se faz ao corpo deles, das trelas atadas firmemente com argolas de ferro, do freio atravessado em sua boca, das chinchas que o prendem às hastes da charrete, dos antolhos que os impedem de observar o ambiente para poderem mover-se em segurança, ao chicote com o qual são açoitados para atenderem aos comandos do boleeiro, tudo é fonte de agonia para o animal. Acostumado? Sim. Mas o costume de ser açoitado e amarrado não tira do cérebro do animal, nem do humano escravizado, a sensação dolorosa de privação de liberdade, ou a das inflamações causadas pela brutalidade do homem que o força a puxar a charrete.

Conforme o afirma o médico britânico, Dr. John Webster (Understanding the Dairy Cow), estudioso da dor em animais não-humanos, quanto mais tempo uma dor é infligida a um animal, maior a sensibilidade a ela. Se você tem uma ferida e sobre ela amarram uma corda para lhe fazer puxar uma caixa muito pesada, mais pesada do que seu próprio corpo, essa ferida lhe causará mais dor ainda. Se isso se repetir, a dor ficará cada vez mais intensa.

Mas os cavalos não reagem à dor! Sim, há espécies que não expressam a dor, porque na natureza, se o fizerem serão alvo dos predadores. Ah! Mas o cavalo não relincha de dor! Não mesmo? Mas isso não quer dizer que ele não a sinta. O que quer dizer é que ele sente duas vezes o que está acontecendo com ele: a dor do ferimento e o pavor de virar alvo de um predador, por estar ferido, caso relinche. Bovinos também reagem assim à dor.

Os cavalos não usam palavras. Nenhum outro animal que não o humano usa palavras. Isso não quer dizer que eles não tenham linguagem. Eles a têm. Sua linguagem é inteiramente corporal. Tudo o que estamos sentindo o cavalo percebe por conta do modo como mantemos nosso corpo ou fazemos movimentos em sua presença. Não precisamos falar com o cavalo para ele saber o que queremos dele. Ele sabe, pelo modo como nos comportamos junto a ele. Ele sabe, igualmente, de si. E, por natureza, não faz coisa alguma contrariando sua própria vontade, pois essa é genuína.

Em estado natural, para ser um equino, basta aprender com sua mãe como conduzir seu corpo no meio da manada, respeitando a hierarquia natural que a põe no posto de alfa, enquanto a jovem ou o jovem precisam aprender a ser aquilo para o qual nasceram. E a natureza, sim, tem um cavalo, mas ela o fez para cavalgar livre pelos campos, por, pelo menos, umas 18 horas por dia. Livres. Sem cargas para transportar. Seus músculos fortes estão ali para impulsionar seus corpos no ar, sim, porque cavalos nasceram, também, para “voar”. Quando galopam, voam pelos campos, crinas ao vento, fortes e velozes, causando inveja aos humanos sem asas e com pouca musculatura de impulso.

A inteligência dos cavalos é tal que eles pensam antes de tomarem qualquer decisão. Fazem muitas coisas no piloto automático, como também o fazemos. Mas sempre que algo novo interfere em seus hábitos, o cavalo raciocina até encontrar a forma mais segura de seguir adiante. Sua linguagem é absolutamente corporal e única. Apenas equinos a usam, como apenas alguns animais marinhos usam a bioluminescência para se comunicarem, e só eles a compreendem, porque nós, humanos, do alto do que consideramos a maior inteligência do planeta, somos tão rígidos em nossa linguagem que ficamos a exigir que os animais a aprendam, mas não envidamos esforços para decifrar a deles e nos comunicarmos com eles. Jane Goodall fez isso com os chimpanzés e Monty Roberts com os cavalos.

Segundo Roberts, cavalos, por natureza, não são animais de luta, são animais de fuga. Duplo tormento, para eles, serem atados a artefatos de guerra ou de cargas, pois qualquer ameaça será sentida como pânico, devido ao fato de não poderem fugir dela. Sua musculatura está evoluída para a fuga, não para o combate. Sua tendência natural, ao ser chicoteado, seria fugir. Mas, atado às correias que o ligam à charrete, cada chicoteada é mais uma fonte de sofrimento, porque está impedido de fugir. É o que ocorre na tortura de humanos.

Não é fácil para qualquer animal estar no polo das presas. E todo animal de fuga está. Humanos podem lutar ou fugir, de acordo com sua consciência da possibilidade de vitória. Cavalos, sabiamente, por conta de sua musculatura que favorece o impulso do galope, são evoluídos para fugir de toda ameaça, e, fugindo, conseguiram sobreviver até serem encontrados pelos humanos e terem sua vontade de fuga “domada”.

A doma é violência. Humanos têm espírito de liberdade. Mesmo se fossem acostumados a viver em uma jaula, sua vontade de movimento livre teria apenas sido quebrada, mas isso não significa que eles seriam felizes no sistema de confinamento completo. Não o são. As prisões estão aí para evidenciar o quanto seu espírito é quebrado. Com os cavalos, dá-se o mesmo.

Segundo Monty Roberts, o maior estudioso da mente de equinos, em seu livro, Violência não é a resposta, contrariamos a natureza do cavalo, ao domá-lo: “… quando estabelecemos parceria com um cavalo estamos lhe pedindo para fazer coisas que ameaçam sua própria natureza e vão contra ela. Selar um cavalo, por exemplo, é provocar a sensação de que ele está sendo atacado por um predador e isto o leva a agir em autodefesa. Infligir dor, para cessar um comportamento que é uma resposta natural, simplesmente confirma os temores do cavalo.” [p. 28].

Infelizmente, Roberts usa seu conhecimento da natureza de equinos para realizar o que chama de conjunção, a aproximação do cavalo com o humano, com a finalidade de obter vantagens para o humano, oferecendo alguma compensação para o animal. Entretanto, no regime escravocrata, também o senhor oferecia “compensações” para os escravos, pois, uma vez sequestrados de seu ambiente natural e social, os escravos não tinham onde obter alimentos e abrigo a não ser justamente na casa senhorial. Os que tentavam prover-se longe dela eram perseguidos e mortos. Poucos escapavam e sobreviviam nos quilombos.

Os cavalos escravizados não têm seus quilombos. Sua alforria depende inteiramente de nós, que temos a sensibilidade para estudar sua mente e compreender sua agonia. Se os cavalos continuarem a ser usados por aqueles que se consideram seus donos e por todas as pessoas que encontram benefícios em explorar sua força natural, eles jamais deixarão de ser explorados e escravizados, porque os humanos não se colocam no lugar deles, não se imaginam nunca puxando uma carga superior ao próprio peso, sob sol ou chuva, frio ou calor, por toda uma vida.

Os humanos não olham para as feridas no corpo do cavalo que puxa sua charrete. Não sabem sequer se aquele animal já ganhou comida e água. Não perguntam, ao subir na charrete, em que horário começou a árdua tarefa para o animal. Não querem nem saber se o animal poderá deitar-se para descansar quando for desatrelado da charrete e libertado do peso dos arreios e da tortura dos freios na boca. Não sabem. Não querem saber. Mas essa indiferença custa a vida para o animal.

O preço do prazer de passear em veículos puxados por animais é pago inteiramente pelo animal escravizado. E o dinheiro que dão ao boleeiro é gorjeta que o compensa pela tarefa de escravizar e torturar o animal. Os brancos contratavam um capataz para açoitar os escravos nas lavouras, para que trabalhassem mais e mais. Os turistas contratam um boleeiro para chicotear e maltratar o cavalo que os leva para cima e para baixo. Não há inocência nessa “tradição”. Nem do boleeiro, nem do passageiro. Por Sônia T. Felipe

Sabemos, há milênios, da existência de sensibilidade consciente em todos os animais, algo que acaba de ser confirmado pela Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Humanos e Animais, proclamada em 7 de julho de 2012, na Inglaterra. Sabemos que eles têm inteligência, memória e raciocínio. Os filósofos greco-romanos (Ovídio, Sêneca, Plutarco e Porfírio), assim como Aristóteles, reconheciam que um nível não desprezível de racionalidade era próprio dos animais, não apenas dos humanos.

Mesmo assim, por conta da teoria do filósofo francês René Descartes (1596-1650), de que não haveria consciência em animais não-humanos, porque eles não possuiriam uma linguagem, passamos os últimos 400 anos fazendo tudo o que quisemos contra os animais, escravizando-os, explorando seus corpos e experimentando neles todos os venenos inventados ou descobertos pela ciência química. E gabamo-nos de que os animais foram criados por Deus para nosso serviço, porque não teriam nossa inteligência. Não foram. Se o foram, então também devemos ser escravizados, pelos mais fortes ou mais astutos, porque somos igualmente animais, muitas vezes com pouca inteligência, comparada à poderosa inteligência que a tudo escraviza e assombra.

Por conta da inocência de algumas espécies animais, do prazer de conviver com os humanos, nós as domesticamos. Galinhas, porcas, ovelhas, cabras, vacas, éguas e tantas outras fêmeas foram seduzidas pelo calor, abrigo, alimento e companhia de humanos nos últimos dez mil anos. Com o passar do tempo, os humanos construíram formas de deter os animais junto a si, para os usar como podiam, e podem cada vez mais, e tirar deles: força de tração, carnes, peles, couro, lã, leite, ovos, remédio e diversão. Nada escapa à lógica que ordena extrair o máximo de vantagem de qualquer criatura vulnerável, pois os animais são considerados objetos dos quais os humanos podem tomar posse, vender como mercadorias, explorar como escravos e matar.

 

Cavalo maltratado precisou ser retirado do acostamento com a ajuda de um guincho (Foto: Divulgação/Polícia Ambiental)

Os cavalos não são exceção. Nem os usados para atrair turistas, nem os usados para puxar cargas de resíduos sólidos recicláveis pelas cidades. Condenados à prisão perpétua e aos trabalhos forçados, longe dos campos nos quais selvagemente galoparam por milhares de anos de vida livre, hoje existem como figuras tristes na paisagem urbana, maltratados, famintos, sedentos, cheios de cicatrizes e feridas causadas pelo uso do aparato de ferro e cangas atrelados a seus corpos para que puxem carroças carregadas de humanos que bem poderiam mover-se por suas próprias pernas, levando seus corpos a passearem por onde quisessem, sem precisar maltratar nenhum animal. Mas, não.

Os prospectos turísticos da cidade incitam os turistas a usarem o serviço do equino escravizado, como se isso fosse a coisa mais bela que uma cidade pudesse oferecer aos estranhos que a visitam. E os estranhos, seguindo a in-consciência dos nativos, usam o trabalho escravo dos equinos, sem dó nem piedade. Em sua mente, a palavra cavalo é sinônimo de força de tração, força de deslocamento ou meio de transporte.

Ninguém pensa de si mesmo que, se tem músculos fortes, então isso quer dizer que nasceu para ser escravizado e puxar cargas alheias. Ninguém pensa que tem músculos fortes para carregar pesos que excedam uma vez e meia o próprio. Ninguém pensa isso de si. E quem pensa faz um contrato de prestação desse serviço.

Mas todo mundo que usa charretes puxadas por cavalos, em qualquer cidade do mundo, em qualquer país, acha natural andar de charrete como se fosse da natureza equina puxar charretes. Tão natural que chegam a abarrotar o veículo com sete pessoas, num total de uns 600 kg, somando-se o da carroça e o das pessoas, quando o peso do cavalo pode não passar ou nem chegar aos 500 kg. Ninguém pensa nisso. Todo mundo sobe na carroça (nome chique mesmo é charrete), paga ao boleeiro, não paga ao cavalo nem em alimento, nem em água, não paga hora extra, nem décimo terceiro salário, nem descanso semanal, nem férias.

E o cavalo trabalha todos os dias, a vida toda. Até cair morto, exaurido, ou doente, quando então ninguém mais o vê, e fica sob a tutela daqueles que o exploraram e exauriram a vida toda, o que é sinal de que não receberá cuidados devidos na doença ou na velhice. Ao subir nas charretes, nenhuma turista examina atentamente o corpo do animal, seu peso, seu olhar, suas feridas ou cicatrizes de antigas feridas. Ninguém se interessa pelo animal cuja força de tração o puxará cidade acima e abaixo. Os humanos, seguindo a indiferença do boleeiro, do “dono do cavalo”, sobem na charrete e se deixam levar pelo animal, exatamente como há menos de duzentos anos faziam, subindo em liteiras levadas morro acima e abaixo, sob sol forte, seca, vento cortante ou chuva fria, pela força escravizada de homens negros.

Mas esse cavalo puxando charretes é um animal dotado de sensibilidade e consciência de tudo o que fazem ao corpo dele, de tudo o que fazem a ele. Esses cavalos escravizados, como todos os outros animais, são animais dorentes e sofrentes (termos criados por Richard D. Ryder em 1990 para designar a condição dos animais sob o jugo humano e não deixar que a ética perca seu foco).

Tudo o que se faz ao corpo deles, das trelas atadas firmemente com argolas de ferro, do freio atravessado em sua boca, das chinchas que o prendem às hastes da charrete, dos antolhos que os impedem de observar o ambiente para poderem mover-se em segurança, ao chicote com o qual são açoitados para atenderem aos comandos do boleeiro, tudo é fonte de agonia para o animal. Acostumado? Sim. Mas o costume de ser açoitado e amarrado não tira do cérebro do animal, nem do humano escravizado, a sensação dolorosa de privação de liberdade, ou a das inflamações causadas pela brutalidade do homem que o força a puxar a charrete.

Conforme o afirma o médico britânico, Dr. John Webster (Understanding the Dairy Cow), estudioso da dor em animais não-humanos, quanto mais tempo uma dor é infligida a um animal, maior a sensibilidade a ela. Se você tem uma ferida e sobre ela amarram uma corda para lhe fazer puxar uma caixa muito pesada, mais pesada do que seu próprio corpo, essa ferida lhe causará mais dor ainda. Se isso se repetir, a dor ficará cada vez mais intensa. Mas os cavalos não reagem à dor! Sim, há espécies que não expressam a dor, porque na natureza, se o fizerem serão alvo dos predadores. Ah! Mas o cavalo não relincha de dor! Não mesmo? Mas isso não quer dizer que ele não a sinta. O que quer dizer é que ele sente duas vezes o que está acontecendo com ele: a dor do ferimento e o pavor de virar alvo de um predador, por estar ferido, caso relinche. Bovinos também reagem assim à dor.

 Foto, Google

 

Os cavalos não usam palavras. Nenhum outro animal que não o humano usa palavras. Isso não quer dizer que eles não tenham linguagem. Eles a têm. Sua linguagem é inteiramente corporal. Tudo o que estamos sentindo o cavalo percebe por conta do modo como mantemos nosso corpo ou fazemos movimentos em sua presença. Não precisamos falar com o cavalo para ele saber o que queremos dele. Ele sabe, pelo modo como nos comportamos junto a ele. Ele sabe, igualmente, de si. E, por natureza, não faz coisa alguma contrariando sua própria vontade, pois essa é genuína.

Em estado natural, para ser um equino, basta aprender com sua mãe como conduzir seu corpo no meio da manada, respeitando a hierarquia natural que a põe no posto de alfa, enquanto a jovem ou o jovem precisam aprender a ser aquilo para o qual nasceram. E a natureza, sim, tem um cavalo, mas ela o fez para cavalgar livre pelos campos, por, pelo menos, umas 18 horas por dia. Livres. Sem cargas para transportar. Seus músculos fortes estão ali para impulsionar seus corpos no ar, sim, porque cavalos nasceram, também, para “voar”. Quando galopam, voam pelos campos, crinas ao vento, fortes e velozes, causando inveja aos humanos sem asas e com pouca musculatura de impulso.

A inteligência dos cavalos é tal que eles pensam antes de tomarem qualquer decisão. Fazem muitas coisas no piloto automático, como também o fazemos. Mas sempre que algo novo interfere em seus hábitos, o cavalo raciocina até encontrar a forma mais segura de seguir adiante. Sua linguagem é absolutamente corporal e única. Apenas equinos a usam, como apenas alguns animais marinhos usam a bioluminescência para se comunicarem, e só eles a compreendem, porque nós, humanos, do alto do que consideramos a maior inteligência do planeta, somos tão rígidos em nossa linguagem que ficamos a exigir que os animais a aprendam, mas não envidamos esforços para decifrar a deles e nos comunicarmos com eles. Jane Goodall fez isso com os chimpanzés e Monty Roberts com os cavalos.

Segundo Roberts, cavalos, por natureza, não são animais de luta, são animais de fuga. Duplo tormento, para eles, serem atados a artefatos de guerra ou de cargas, pois qualquer ameaça será sentida como pânico, devido ao fato de não poderem fugir dela. Sua musculatura está evoluída para a fuga, não para o combate. Sua tendência natural, ao ser chicoteado, seria fugir. Mas, atado às correias que o ligam à charrete, cada chicoteada é mais uma fonte de sofrimento, porque está impedido de fugir. É o que ocorre na tortura de humanos. Não é fácil para qualquer animal estar no polo das presas. E todo animal de fuga está. Humanos podem lutar ou fugir, de acordo com sua consciência da possibilidade de vitória. Cavalos, sabiamente, por conta de sua musculatura que favorece o impulso do galope, são evoluídos para fugir de toda ameaça, e, fugindo, conseguiram sobreviver até serem encontrados pelos humanos e terem sua vontade de fuga “domada”.

A doma é violência. Humanos têm espírito de liberdade. Mesmo se fossem acostumados a viver em uma jaula, sua vontade de movimento livre teria apenas sido quebrada, mas isso não significa que eles seriam felizes no sistema de confinamento completo. Não o são. As prisões estão aí para evidenciar o quanto seu espírito é quebrado. Com os cavalos, dá-se o mesmo. Segundo Monty Roberts, o maior estudioso da mente de equinos, em seu livro, Violência não é a resposta, contrariamos a natureza do cavalo, ao domá-lo: “… quando estabelecemos parceria com um cavalo estamos lhe pedindo para fazer coisas que ameaçam sua própria natureza e vão contra ela. Selar um cavalo, por exemplo, é provocar a sensação de que ele está sendo atacado por um predador e isto o leva a agir em autodefesa. Infligir dor, para cessar um comportamento que é uma resposta natural, simplesmente confirma os temores do cavalo.” [p. 28].

Infelizmente, Roberts usa seu conhecimento da natureza de equinos para realizar o que chama de conjunção, a aproximação do cavalo com o humano, com a finalidade de obter vantagens para o humano, oferecendo alguma compensação para o animal. Entretanto, no regime escravocrata, também o senhor oferecia “compensações” para os escravos, pois, uma vez sequestrados de seu ambiente natural e social, os escravos não tinham onde obter alimentos e abrigo a não ser justamente na casa senhorial. Os que tentavam prover-se longe dela eram perseguidos e mortos. Poucos escapavam e sobreviviam nos quilombos.

Os cavalos escravizados não têm seus quilombos. Sua alforria depende inteiramente de nós, que temos a sensibilidade para estudar sua mente e compreender sua agonia. Se os cavalos continuarem a ser usados por aqueles que se consideram seus donos e por todas as pessoas que encontram benefícios em explorar sua força natural, eles jamais deixarão de ser explorados e escravizados, porque os humanos não se colocam no lugar deles, não se imaginam nunca puxando uma carga superior ao próprio peso, sob sol ou chuva, frio ou calor, por toda uma vida.

Os humanos não olham para as feridas no corpo do cavalo que puxa sua charrete. Não sabem sequer se aquele animal já ganhou comida e água. Não perguntam, ao subir na charrete, em que horário começou a árdua tarefa para o animal. Não querem nem saber se o animal poderá deitar-se para descansar quando for desatrelado da charrete e libertado do peso dos arreios e da tortura dos freios na boca. Não sabem. Não querem saber. Mas essa indiferença custa a vida para o animal.

O preço do prazer de passear em veículos puxados por animais é pago inteiramente pelo animal escravizado. E o dinheiro que dão ao boleeiro é gorjeta que o compensa pela tarefa de escravizar e torturar o animal. Os brancos contratavam um capataz para açoitar os escravos nas lavouras, para que trabalhassem mais e mais. Os turistas contratam um boleeiro para chicotear e maltratar o cavalo que os leva para cima e para baixo. Não há inocência nessa “tradição”. Nem do boleeiro, nem do passageiro.

Por: Sônia T. Felipe

Fonte: Pensata Animal

Gravação de Luciano Huck termina com bombeiros, ambulância e hospital

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O programa Caldeirão do Huck é um dos de maior audiência da Rede Globo de Televisão. O apresentador exibiu neste sábado, 17 de agosto, um quadro cujo objetivo era mostrar um recorde mundial.

Ao todo, 2019 pessoas foram colocadas enfileiradas e amarradas a colchões. O objetivo era formar o maior dominó humano com o uso do utensílio já realizado em todo o planeta.

O recorde acabou sendo batido e entrou no Guiness Book, o livro dos recordes. No entanto, nem tudo acabou bem, como mostra uma matéria publicada nesta segunda-feira, 19 de agosto, pelo colunista Léo Dias, do portal de notícias UOL.

Um senhor teria se machucado, durante a iniciativa. A ação acabou terminando mal para ele, pois envolveu a ação do corpo de bombeiros, uma ambulância e até mesmo a levada do participante ao hospital.

De acordo com Léo Dias, a própria Globo falou sobre a situação em uma nota enviada ao colunista, como mostra o texto a seguir, dando detalhes sobre o caso: “Enquanto participava da gravação, um dos participantes sentiu dores no joelho e avisou à produção ao final da dinâmica, relatando também que já tinha problemas nesta articulação. Após receber os primeiros atendimentos dos bombeiros e equipe médica que acompanhavam a gravação, ainda no local, foi levado para o hospital para avaliação e recebeu alta no mesmo dia”, disse a nota do canal carioca.

Vale lembrar que o quadro com Luciano Huck já havia criado polêmica por mostrar o apresentador usando uma camisa vermelha e fingindo que trechos gravados, na verdade, eram ao vivo.  Luciano foi bastante criticado.

EMPREGO – Operador De Processos Jr

Salário

  1. R$ 1.400,00 a R$ 1.488,00 (Bruto mensal)

Descrição

  1. Área e especialização profissional: Química, Petroquímica – Laboratorista
  2. Nível hierárquico: Operacional
  3. Local de trabalho: Rio de Janeiro, RJ
  4. Regime de contratação de tipo Efetivo – CLT
  5. Jornada Período Integral
  6. Atividades:
  7. Realizar a análise de matérias-primas e compostos para a produção;
  8. Relatórios dos resultados e a indicação da ação a ser tomada.
  9. Requisitos
  10. Técnico em Química (Ativo);
  11. Experiência em laboratório e análises;
  12. Perfil proativo e comprometido.

Exigências

  1. Escolaridade Mínima: Curso Técnico
  2. Formação desejada: Química, Curso Técnico (Requerido)

Via InfoJobs – Candidatar-se à Vaga