O Departamento de Psicologia da Universidade da Georgia (EUA) concluiu que ‘homofóbicos são gays enrustidos’; os pesquisadores recrutaram homens, declaradamente heterossexuais; eles enfrentaram uma bateria de perguntas que os dividiu em dois grupos: os que se sentiam mais e o que se sentiam menos desconfortáveis com o assunto homossexualidade; em seguida todos foram equipados com um pletismógrafo peniano, aparelho que mede o grau de excitação do pênis em resposta a imagens; os participantes assistiram a cenas de sexo heterossexual, entre duas mulheres e depois entre dois homens; na última situação, cobaias do grupo com mais tendências homofóbicas tiveram quatro vezes mais aumento de volume peniano do que os do grupo formado por quem não se incomodava com homossexuais
O Departamento de Psicologia da Universidade da Georgia (EUA) concluiu que ‘homofóbicos são gays enrustidos’. Na maioria dos casos, há um conflito tão grande quanto a própria sexualidade que o tormento se transforma em raiva e agressividade.
Os pesquisadores recrutaram homens, declaradamente heterossexuais. Eles enfrentaram uma bateria de perguntas que os dividiu em dois grupos: os que se sentiam mais e o que se sentiam menos desconfortáveis com o assunto homossexualidade.
Em seguida todos foram equipados com um pletismógrafo peniano, aparelho que mede o grau de excitação do pênis em resposta a imagens. Os participantes assistiram a cenas de sexo heterossexual, entre duas mulheres e depois entre dois homens.
Na última situação, cobaias do grupo com mais tendências homofóbicas tiveram quatro vezes mais aumento de volume peniano do que os do grupo formado por quem não se incomodava com homossexuais.
Mais da metade dos “homofóbicos” teve ereção, enquanto menos de um quarto do outro grupo mostrou algum tipo de excitação ao ver as imagens de dois homens transando. Depois do teste, quando confrontados, todos os homofóbicos negaram a excitação que sentiram minutos antes.
O estudo tem 20 anos. De lá para cá, outras instituições realizaram testes parecidos e o resultado é sempre o mesmo: a atitude negativa, a agressividade, a intolerância e a fobia se manifestam em pessoas que tentam reprimir o desejo sexual que sentem por outros do mesmo gênero, de acordo com publicação da jornalista Mariliz Pereira Jorge.
Grupo formado por professores e alunos da UFF, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está pesquisando três moléculas capazes de combater a leucemia, o mais comum câncer do sangue. Liderado pelos professores Fernando de Carvalho da Silva e Vitor Francisco Ferreira, do departamento de Química Orgânica, do Instituto de Química da UFF, a equipe vem trabalhando desde 2009 com as quinonas (substâncias orgânicas coloridas presentes na natureza) e buscando aprofundar o conhecimento de suas atividades biológicas, principalmente anticancerígenas. O objetivo é investigar a atividade dessas moléculas frente a células leucêmicas.
Segundo Fernando Carvalho da Silva, o Grupo de Síntese Orgânica tem uma de suas linhas de pesquisa voltada para a busca de novos fármacos. “Nós sintetizamos moléculas de baixo peso molecular que tradicionalmente possuem funções responsáveis por determinadas atividades farmacológicas”. As naftoquinonas, por exemplo, têm propriedades microbicidas, tripanomicidas, viruscidas, antitumorais e inibidoras de sistemas celulares reparadores, processos nos quais atuam de diferentes formas.
Na maioria das vezes a sociedade não toma conhecimento do importante trabalho, a seu favor, que os pesquisadores e cientistas desempenham nas universidades e institutos de pesquisa”, Fernando de Carvalho.
Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o trabalho contou também com parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que fomentou a bolsa dos alunos de pós-graduação envolvidos na pesquisa. Além dos benefícios que vem trazendo para a universidade, como a propriedade intelectual em si, explica Carvalho da Silva, o trabalho serve para mostrar a sociedade, “que é quem nos financia, que estamos trabalhando na direção de melhorar a qualidade de vida das pessoas na busca de novos fármacos”. No entanto, vale ressaltar que este trabalho é apenas um embrião de um trabalho ainda maior, cujo objetivo é a descoberta de um novo medicamento. Neste sentido, a UFF vem dando toda a infraestrutura necessária para que trabalhos como este sejam realizados.
A pesquisa, que pode ser lida na íntegra acessando o link do European Journal of Medicinal Chemistry – http://dx.doi.org/10.1016/j.ejmech.2014.07.079 – ainda não serve de base para nenhum tratamento utilizado atualmente, pois, segundo o professor, “precisa vencer muitas etapas para que se torne um medicamento para combater a leucemia”. Entretanto, estamos formando recursos humanos voltados para a pesquisa e mobilizando alunos da UFF na execução do trabalho.”
O trabalho faz parte da tese de doutorado da aluna Mariana Cardoso, do Programa de Pós-Graduação em Química da UFF, que reuniu também as alunas da UFF de iniciação científica, Illana da Silva e Isabela Santos. Participaram os professores Maria Cecília Bastos Vieira e David Rodrigues da Rocha, ambos do departamento de Química Orgânica, do Instituto de Química da UFF.
Fernando de Carvalho da Silva ressaltou ainda que a pesquisa científica e tecnológica é um dos pilares para soberania nacional de qualquer nação. Segundo o professor, o Grupo de Síntese Orgânica produz muitos resultados importantes, que muitas vezes ficam restritos aos especialistas e não saem dos relatórios técnico-científicos e dos artigos científicos gerados. “Na maioria das vezes a sociedade não toma conhecimento do importante trabalho, a seu favor, que os pesquisadores e cientistas desempenham nas universidades e institutos de pesquisa. É neste sentido que a imprensa, como fazem agora, precisa atuar mostrando à comunidade que estamos trabalhando e zelando pelo bem estar comum”, concluiu.
A doença
A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células atingidas, que passam a se reproduzir de forma descontrolada, ocasionando os sinais e sintomas da doença, que se divide nas categorias mielóide e linfóide, de acordo com a célula envolvida.
Para os deputados suecos do novo Parlamento, eleito em setembro passado, a realidade é a austeridade de sempre: gabinetes de sete metros quadrados, apartamentos funcionais pequenos e rígidos limites para o uso do dinheiro dos contribuintes no exercício da atividade parlamentar.
Não são oferecidos a deputados suecos benefícios extras como aqueles concedidos a parlamentares no Brasil, a exemplo de verbas para fretamento de aeronaves; aluguel e demais despesas de escritório político na base eleitoral; alimentação do parlamentar; contratação de secretária e entre 25 e 50 assessores particulares; ressarcimento de gastos com médicos; auxílio-creche pago por cada filho até os seis anos de idade; auxílio-mudança para se transferir para a capital; fundos para contratação de consultorias; assinatura de publicações e serviços de TV; além de verba para divulgação de mandato.
E imunidade parlamentar é um conceito que não existe na Suécia.
“Somos cidadãos comuns”, diz à BBC News Brasil o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata, em seu gabinete no Parlamento sueco.
“Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país”, acrescenta Håkansson.
A cada início de mandato, o que os 349 deputados suecos recebem – assim como o Presidente do Parlamento – é um cartão anual para usar o transporte público. E também um robusto código de ética, que vem acompanhado ainda por um conjunto de informações sobre o restrito uso das verbas públicas e normas de conduta para a atividade parlamentar.
Carros oficiais são poucos, e para uso limitado. O Parlamento possui apenas três veículos, modelo Volvo S80. Esta frota de três está à disposição somente do Presidente do Parlamento e seus três vice-presidentes, para eventos oficiais.
“Não é um serviço de táxi”, diz René Poedtke, do setor administrativo do Parlamento. “Os carros não estão disponíveis para levá-los para casa ou para o trabalho.”
Na Suécia, o único político que tem direito a carro em caráter permanente é o primeiro-ministro. O carro pertence à frota da polícia secreta sueca, a Säpo (Säkerhetspolisen). Ministros podem requisitar veículos “quando têm fortes razões para precisar de um”, segundo diz um assessor do governo: “Por exemplo, quando vão fazer um discurso em um subúrbio distante”.
Direito de imagemINGEMAR EDFALK/SVERIGES RIKSDAGImage captionDeputados em sessão no Parlamento sueco
Parlamentares não podem aumentar o próprio salário
O salário bruto de um deputado do Parlamento sueco é de 66,900 coroas suecas por mês (cerca de R$ 27 mil). Descontados os altos impostos, um parlamentar recebe vencimentos líquidos de aproximadamente de 40,000 coroas suecas (pouco mais de R$ 16 mil) – o que equivale a menos que o dobro do que ganha um professor do ensino fundamental na Suécia.
Se um deputado sueco tem sua base eleitoral fora da capital, pode solicitar o chamado traktament, uma ajuda de custo para os dias da semana em que trabalha em Estocolmo. O valor desta diária, paga estritamente aos parlamentares que não têm residência permanente na capital, é de 110 coroas suecas (aproximadamente R$ 45).
Uma rápida checagem nas tabelas de preço de Estocolmo dá uma noção do que se compra na capital com 110 coroas suecas: um café com três ou quatro bullar (os tradicionais pães doces suecos que acompanham o café), ou uma pizza com refrigerante, ou um tradicional prato de köttbullar, as almôndegas suecas servidas com geléia de arandos vermelhos e purê de batata. Nos pequenos restaurantes populares que servem almoço na cidade, um prato executivo sai em média por 100 coroas suecas.
Até 1957, os deputados do Parlamento sueco não recebiam sequer salário: ganhavam apenas contribuições feitas pelos membros dos partidos.
A decisão de introduzir o pagamento de salário aos parlamentares foi tomada, segundo consta nos arquivos do Parlamento, após chegar-se à conclusão de que nenhum cidadão deveria ser “impedido de tornar-se um deputado por razões econômicas”. Mas o valor do salário não deveria “ser alto a ponto de se tornar economicamente atraente”.
E nenhum deputado sueco tem o privilégio de aumentar o próprio salário: na Suécia, os salários dos parlamentares são determinados por um comitê independente, chamado Riksdagens Arvodesnämd.
Três pessoas compõem este comitê: um presidente, que via de regra é um juiz aposentado, e dois representantes, que são em geral ex-servidores públicos ou jornalistas. O comitê é nomeado pela Mesa Diretora do Parlamento.
“Não há nenhum parlamentar entre nós. Somos um comitê com independência garantida pela Constituição. A Mesa Diretora do Parlamento não pode nos dar nenhuma diretriz”, disse o presidente do comitê, Johan Hirschfeldt.
Direito de imagemCAMILLA SVENSK/SVERIGES RIKSDAGImage captionDeputados suecos não legislam sobre seus próprios salários
Ex-presidente da Corte de Apelação de Estocolmo, Hirschfeldt conta que o comitê se reúne uma vez por ano, após o recesso parlamentar do verão europeu. “Isso não significa que os deputados ganhem aumento de salário todos os anos”, ele observou.
Para avaliar se os deputados terão ou não aumento de salário, Hirschfeldt diz que o comitê faz uma análise das circunstâncias econômicas da sociedade como um todo, incluindo índices de inflação e de variação salarial tanto no setor público como no privado. “Quando nos reunirmos da próxima vez, vamos avaliar as circunstâncias gerais, e talvez decidir dar um aumento aos parlamentares entre 1% ou 1,5%. Ou talvez não daremos aumento nenhum”.
A decisão do comitê é soberana: não pode ser contestada, e não necessita ser submetida a votação no Parlamento. “Os parlamentares não têm nenhum poder de decisão no processo. E não sei se ficam satisfeitos ou não com o salário, porque nenhum parlamentar nunca telefonou para pedir mais, nem reclamar”, diz o presidente do comitê.
Aumentos de salário dos ministros e do primeiro-ministro são também decididos por um comitê independente, o Statsrådsarvodesnämden.
Acesso limitado a apartamentos e quitinetes funcionais
O apartamento funcional do deputado Per-Arne Håkansson tem 46 metros quadrados. Apenas políticos com base eleitoral fora da capital, e que não possuem imóvel próprio em Estocolmo, têm direito a viver em apartamentos – ou até quitinetes – funcionais. E o Presidente do Parlamento sueco não tem direito a residência oficial.
Os apartamentos funcionais têm em média 45,6 metros quadrados. Já as quitinetes funcionais têm apenas 16 metros quadrados. Do total de 197 imóveis administrados pelo Parlamento sueco, apenas oito dispõem de espaço entre 70 e 90 metros quadrados.
Talvez com certo exagero, os modestos ambientes das quitinetes e dos menores apartamentos funcionais do Parlamento fazem lembrar as celas da moderníssima penitenciária de Sala, nos arredores de Estocolmo, onde os detentos – assim como na maioria das prisões suecas – também têm banheiro privativo.
Além do sofá-cama, uma mesa, um pequeno armário, uma minicopa com um fogão de uma boca, um frigobar e um banheiro são suficientes para preencher o espaço de pouco mais de 16 metros quadrados de um dos apartamentos funcionais, situado na rua Monkbron.
Direito de imagemCLAUDIA WALLINImage captionVocê diria que esse é o gabinente de um deputado?
Nos imóveis funcionais não há máquina de lavar roupa, nem lavadora de pratos, e nem mesmo cama de casal – apenas de solteiro. Em grande parte dos apartamentos funcionais, não há sequer quarto: um único cômodo, mobiliado com um sofá-cama, funciona como sala e quarto de dormir.
“Podemos colocar camas extras com rodinhas em caso de necessidade, como a visita de um parente”, diz uma funcionária do Parlamento que acompanhou a reportagem na visita a um dos imóveis.
Em todos os prédios de apartamentos funcionais, as lavanderias são comunitárias, e os deputados precisam marcar hora em um fichário para lavar a roupa suja. Nestas lavanderias comunitárias, geralmente situadas no porão dos prédios, também há tábuas de passar roupa à disposição dos deputados.
Também são os próprios parlamentares que cozinham e cuidam da limpeza da casa. Faxina gratuita nos apartamentos funcionais, segundo o setor de administração do Parlamento sueco, só uma vez por ano, durante o recesso parlamentar de verão.
Familiares dos parlamentares devem pagar para pernoitar nos imóveis funcionais
Mais: o erário público paga apartamentos funcionais exclusivamente para parlamentares. A cônjuges de deputados, familiares e afins, é negado o benefício de morar ou até mesmo pernoitar em propriedade do Estado sem pagar. Quando o familiar de um parlamentar passa uma temporada no imóvel funcional, o deputado tem prazo de um mês para ressarcir o erário pelos dias de pernoite.
E se a mulher de um deputado do interior decide viver no apartamento funcional da capital com o marido, cabe a ela arcar com a metade do valor do aluguel.
“É claro que não pagamos para ninguém morar de graça, a não ser os parlamentares com base eleitoral fora da capital”, diz a chefe do setor de Serviços Parlamentares, Anna Aspegren.
Na creche do Parlamento, os deputados podem deixar ocasionalmente os filhos com idades entre um ano e treze anos, durante sessões deliberativas.
“Mas os deputados devem pagar pelo almoço das crianças”, explica Monika Karlsson, funcionária da creche. Em dias de sessão noturna, a creche fica aberta até à meia-noite – ou mais.
Direito de imagemCLAUDIA WALLINImage captionParlamentares dividem lavanderia e são responsáveis pela limpeza de seus apartamentos funcionais
Os parlamentares têm duas opções de moradia na capital sueca: a primeira é viver em um dos apartamentos ou quitinetes funcionais. A segunda é alugar um apartamento por conta própria, e cobrar do Parlamento o ressarcimento correspondente ao valor do aluguel. Neste caso, o valor máximo que o Parlamento reembolsa aos deputados é de 8 mil coroas suecas mensais (o equivalente a cerca de R$ 3.500), quantia relativamente baixa para a escassa oferta imobiliária do centro da capital.
“Mas os parlamentares que vivem com o cônjuge em um apartamento alugado só podem pedir reembolso da metade do valor do aluguel, e têm que pagar do próprio bolso pela manutenção do imóvel”, explica Anna Aspegren.
É o que faz a líder do Partido de Centro (Centerpartiet), Annie Lööf, que divide o apartamento funcional com o marido. “O marido de Annie tem que pagar sua parte do aluguel, como qualquer outro cidadão”, diz Aspegren.
Até os anos 90, apartamentos funcionais sequer existiam na Suécia: os deputados dormiam em sofás-cama, em seus próprios gabinetes. Pratos e roupas eram lavados à mão na pia do gabinete, e não havia cama.
Gabinetes parlamentares chegam a ter 7 metros quadrados
Os gabinetes parlamentares dos deputados suecos têm em média 15 metros quadrados, e decoração frugal. Uma mesa de madeira clara, estantes da mesma cor, um antigo aparelho de TV e um franzino sofá vermelho, em estilo semelhante aos da rede sueca de móveis populares Ikea, compõem o ambiente.
Os menores gabinetes do Parlamento chegam a ter 7 metros quadrados. Os gabinetes maiores são reservados às lideranças partidárias, e têm em média 31 metros quadrados.
No corredor de cada anexo parlamentar, há um balcão com os jornais diários e publicações diversas. São para uso coletivo dos parlamentares: as assinaturas de jornais e revistas são custeadas pelo partido, e deputados não têm verba pessoal para assinar publicações.
“Podemos levar um jornal para ler no gabinete, e colocá-lo de volta em seguida no balcão”, diz o deputado Per-Arne Håkansson.
“Também podemos ler jornais e outras publicações na biblioteca do Parlamento, que também disponibiliza a leitura nos celulares dos deputados, através de um aplicativo”, observa ele.
Direito de imagemABDELLATIF AZMANIImage captionAssessores? Deputados, como Per-Arne Håkansson, não têm nenhum – ficam sozinhos em seus pequenos gabinetes
Na cantina do Parlamento, os deputados pagam pelo próprio cafezinho.
E o almoço do deputado Per-Arne é no bandejão no Parlamento. Não há garçons e é preciso pagar pela comida. Depois da refeição, cada parlamentar deve levar o próprio prato para a estação de recolhimento de bandejas, que fica ao lado da cozinha do Parlamento.
O Parlamento sueco também tem um restaurante mais formal, para ocasiões especiais. Mas, no dia a dia, alguns deputados chegam a levar quentinha, e esquentam a comida na cozinha comunitária do Parlamento. Ali, todos devem lavar a própria louça.
Diferentemente do que acontece no Brasil, nenhum deputado sueco tem direito a reembolso por refeições feitas em restaurantes de luxo.
Sem secretárias nem assessores particulares
“Nenhum deputado tem secretária particular, nem pode contratar assessores”, diz Mats Lindh, do setor de Serviços Parlamentares.
No sistema sueco, cada partido político representado no Parlamento recebe verba restrita para contratar um grupo de assistentes e assessores, que formam o chamado secretariado do partido. E este grupo de funcionáriosos atende, coletivamente, a todos os deputados de uma sigla.
Ou seja: os parlamentares dividem entre si um grupo de assessores e assistentes, que, entre outras atividades, prepara análises políticas e cuida das relações com a imprensa.
Nos corredores da base parlamentar do partido Social-Democrata, um porta-voz fornece a lista do secretariado: 101 funcionários trabalham em conjunto para apoiar as atividades de 100 deputados. Esta equipe de funcionários é composta por assessores políticos e analistas de apoio para questões políticas e relações com a imprensa, além de alguns assistentes administrativos – que não costumam estar à disposição dos deputados para tarefas pessoais.
“Cada deputado cuida da sua agenda de trabalho, prepara seus discursos e marca ele próprio, por exemplo, suas reuniões e bilhetes de trem ou avião”, diz o porta-voz.
Para o cientista político sueco Rune Premförs, manter uma força-tarefa de assessores particulares para um só parlamentar é uma aberração. “Por que todos esses recursos deveriam estar à disposição de um único político, se podem ser divididos? Representantes políticos devem também ser representantes do povo em termos de não se atribuir condições privilegiadas”, opina Premförs.
É válido o argumento de que países grandes têm grandes problemas, diz o cientista político, e que para resolvê-los precisam de mais recursos humanos.
“Mas isto não significa necessariamente aumentar os privilégios pessoais, na forma de assessores particulares. O que um parlamentar precisa é de serviços de informação e consultoria de qualidade para apoiar suas atividades e a sua tomada de decisões. Na Suécia, um dos setores do Parlamento que mais se expandiu nos últimos vinte anos foi o RUT (Serviço de Pesquisas do Parlamento), que fornece todo tipo de pesquisas, estatísticas e consultorias especializadas a parlamentares de todas as siglas”, diz Premförs.
E em vez de receber verba do erário para divulgação do mandato, deputados suecos informam os eleitores sobre suas atividades parlamentares através da internet. Na página oficial do Parlamento sueco, as páginas individuais de cada um dos deputados têm como subtítulo a legenda “Sagt och gjort” (“Dito e feito”, em português): ali estão cópias de todas as moções apresentadas pelo parlamentar em questão, assim como vídeos de discursos realizados pelo deputado, interpelações e outras atividades parlamentares.
Sem verba indenizatória
Deputados suecos não recebem verba indenizatória para aluguel e manutenção de escritórios políticos em suas bases eleitorais – nem para alimentação, locação de móveis e equipamentos, material de expediente, assinatura de TV a cabo ou assinatura de publicações em suas regiões de origem.
Quando estão em suas bases eleitorais, os parlamentares usam a sede local do partido, ou a biblioteca pública, para trabalhar e fazer reuniões. “Ou a própria casa deles”, diz Anna Aspegren, a chefe do departamento que controla as despesas dos deputados.
Direito de imagemJESSICA GOW/AFP/GETTY IMAGESImage captionO único político com direito a carro na Suécia é o primeiro-ministro, hoje Stefan Lofven
O manual de viagens do deputado
Entre as informações que cada parlamentar sueco recebe ao ser eleito, está um manual de 35 páginas, intitulado Regras de Viagem (Reseregler). Algumas recomendações aos deputados:
– “Deve ser escolhido o meio mais econômico possível para atingir o destino – trem, carro ou avião.”
– “Carros para viagem devem ser alugados na agência de viagens do Parlamento, utilizando as locadoras com as quais o Parlamento possui contratos a fim de obter preços mais favoráveis. Em consideração aos aspectos de custo e de proteção ao meio ambiente, não é permitido alugar carros especiais ou de luxo.”
– “Se o deputado viajar com o próprio veículo, deve ser escolhido o caminho mais curto possível, a menos que haja razões especiais para se tomar um caminho mais longo”.
– “Deputados devem usar táxis quando não houver alternativa de transporte público disponível, ou se houver razões especiais para tal”.
Para viagens ao exterior, um deputado sueco pode gastar um teto máximo de 50 mil coroas suecas (cerca de R$ 20 mil) por mandato, ou seja, ao longo de quatro anos. O parlamentar deve ainda apresentar um programa detalhado da viagem de trabalho, que deve obrigatoriamente, como é de praxe em vários países, ser submetido à aprovação da presidência do Parlamento.
No exterior, um deputado recebe ajuda de custo limitada por uma rígida tabela: as diárias variam em geral entre 220 coroas (cerca de R$ 80) e 700 coroas (aproximadamente R$ 280), dependendo do país visitado. Quando viajam ao Brasil, o valor total da diária para um deputado sueco é de 407 coroas suecas (cerca de R$ 163).
O valor destas diárias é parcialmente sujeito a imposto. E se um deputado recebe refeições gratuitas durante uma conferência no exterior, por exemplo, o valor correspondente é deduzido da diária. “Se almoçarem de graça, não pago a diária completa”, diz Anna Aspegren.
Outra regra trata de hospedagens. “Quando um deputado divide um quarto de hotel com um familiar ou amigo que não tem direito a ter suas despesas pagas pelo Parlamento, o Parlamento paga apenas 75 por cento do valor da diária. E não são hotéis de luxo”, observa Anna.
Tanto parlamentares como ministros costumam voar em aviões de carreira.
Direito de imagemCLAUDIA WALLINImage captionCafezinho de graça? No Parlamento da Suécia, nem pensar
Sem pensão vitalícia
Parlamentares suecos também não têm o privilégio de receber pensão vitalícia após cumprir um mínimo de um ou dois mandatos. Aos deputados suecos não se oferece pensão, e sim o que se chama de “garantia de renda” (inkomstgaranti) por tempo limitado. Diz a lei sueca:
“A finalidade do benefício (pensão) é proporcionar segurança financeira ao parlamentar no momento de transição após o término de suas atividades no Parlamento. O benefício não tem como propósito garantir o sustento permanente do ex-parlamentar”.
É uma espécie de seguro-desemprego: o princípio geral é que todo deputado precisa trabalhar pelo menos oito anos no Parlamento (duas legislaturas) para ter direito a um benefício equivalente a 85% do valor do salário, durante um período máximo de dois anos. E para receber o benefício durante mais de um ano, o ex-deputado precisa comprovar que está ativamente procurando uma nova forma de ganhar o pão de cada dia.
“É importante entender que o sistema tem mecanismos fortes. Eles (os deputados) têm que provar que estão procurando um novo emprego, que não estão passivos. Do contrário, o benefício é cortado”, diz Johan Hirschfeldt, presidente do comitê que regulamenta salários e pensões parlamentares (Riksdagens Arvodesnämd).
Se o parlamentar passa a exercer um outro mandato ou cargo político, o benefício também é suspenso.
94% dos políticos não recebem salário nas assembleias regionais
A nível regional, a representação política na Suécia é considerada uma atividade extra a ser exercida em paralelo a um emprego remunerado, de onde todo político deve tirar seu próprio sustento: 94% dos representantes das Assembléias regionais não recebem salário. Apenas os integrantes da presidência e dos comitês executivos das Assembléias recebem remuneração para trabalhar como políticos em tempo integral ou parcial.
Prefeitos não têm direito a residência oficial. E em todas as assembleias municipais do país, a regra não tem exceção: vereadores não têm salário, secretária, assistentes, carro com motorista, e sequer gabinete – eles trabalham de casa, e ganham apenas uma pequena gratificação para participar das sessões na Câmara.
“Ser vereador é um trabalho voluntário, que pode ser perfeitamente realizado nas horas vagas”, opinia Christina Elffors-Sjödin, vereadora de Estocolmo, do Partido Moderado.
*Claudia Wallin é autora do livro “Um País Sem Excelências e Mordomias”, sobre o sistema político sueco.
Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
O suco de couve é um excelente remédio caseiro para dor nos ossos pois ele é rico em cálcio que, além de fortalecer os ossos, ajuda a diminuir as dores e a sarar as fraturas mais rapidamente e por isso é especialmente indicado em caso de artrite, artrose, osteoporose, reumatismo e doença de Paget, uma doença que enfraquece os ossos e facilita as fraturas.
Esse remédio caseiro também é ideal para praticantes de esportes e para crianças que ainda estão com os ossos em formação. Veja como preparar:
Preparar este remédio caseiro basta lavar bem todos os ingredientes e cortá-los em pequenos pedaços. É importante retirar as sementes das maçã e, posteriormente, adicionar os ingredientes separadamente na centrífuga, para reduzi-los a suco.
Uma outra forma de preparar é bater todos os ingredientes no mixer ou no liquidificador. O suco deve ser ingerido, pelo menos, 2 vezes ao dia.
Linda Hamilton, a Sarah Connor original de “O Exterminador do Futuro”, está de volta à franquia – e ela promete chutar muitas bundas nesse retorno. O primeiro trailer de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” foi lançado nessa quinta-feira (23) e ele é ótimo.
PUBLICIDADE
Sim, a gente sabe que “Gênesis” foi um grande flop e que a saga de “O Exterminador do Futuro” já se delongou demais, mas é maravilhoso ver Linda de volta ao papel que a consagrou em 1984 – numa época em que havia bem poucas personagens femininas fodonas nos filmes de ação.
E mais: a atriz prova que, aos 62 anos, ainda está com pique para mostrar como é que se salva o dia – com direito a bazuca e tudo. Maravilhosa é pouco!
Aliás, a saga parece estar mais girlpower do nunca, pelo que se pode ver no vídeo acima. Além de Sarah, a androide Grace também chama a atenção. E se você acha que conhece essa garota de algum lugar, provavelmente é por causa de “Black Mirror”. A atriz Mackenzie Davis é uma das protagonistas do ótimo episódio “San Junipero”, da terceira temporada.
Sarah, Grace e uma terceira personagem, chamada Dani Ramos (interpretada por Natalia Reyes), roubam a cena no trailer e têm tudo para dominar o filme também – por mais que o Exterminador de Arnold Schwarzenegger dê nome ao longa.
Policiais da 41ª DP (Tanque) cumpriram, nesta quarta-feira (22/05), mandado de prisão preventiva contra Antônio Santiago dos Santos, expedido pela 4ª Vara Criminal da Capital, pelo crime de homicídio.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital, no dia 30 de setembro de 2018, após discussão com a vítima em razão de dívidas que esta possuía junto à sua barraca de bebidas, o acusado teria lhe desferido vários golpes, causando-lhe as lesões que resultaram em sua morte, ocorrida no interior da residência, situada no bairro de Guaratiba.
O mandado foi cumprido pelos agentes após várias diligências, em Guaratiba e no Centro, culminando na captura do procurado na Rodoviária Novo Rio.
(Trechos do livro MORRI PARA VIVER, que vale a pena ler)
MINHA ALMA EM COMA
As dores contorciam meu corpo. Eu me apertava com força na esperança de sufocar tanto sofrimento. Eram pontadas que se alternavam de alto a baixo na minha perna esquerda. Pareciam rasgar minha pele e furar meus músculos.
SONO DA MORTE (coma)
De repente minhas dores sumiram. Os buracos na perna, a deformação das coxas, a infecção que se espalhou. Não sentia nenhum suplício. A enfermidade havia desaparecido. Meu corpo estava limpo, completamente são.
Que paz era aquela que invadia meu interior? Onde estava a agonia que apertava meu peito? Como todo aquele tormento havia terminado assim, de uma hora para outra?
O inacreditável parecia real. Eu me vi levantando do meu corpo, flutuando pelo quarto, enquanto me observava na cama do hospital. Sumiram minhas noções de tempo e espaço. Ficou tudo turvo. Eu não tinha controle de voltar. Fora do corpo, conseguia enxergar em todas as direções ao mesmo tempo. Parecia um desligamento completo do meu cérebro, apenas a minha consciência funcionava. Não é uma coisa física que se pode explicar.
A minha alma não estava presa ao corpo. Eu estava na fronteira da morte. A sensação era nítida: estava partindo para o outro lado, era o fim da vida para mim,
Cheguei a um lugar vazio, como um deserto, silencioso,diferente de tudo o que já tinha visto. Muito limpo, muito branco. Um vale extenso. A paisagem mirava o infinito de nuvens. Não é possível descrever ao certo essa imagem. Fui tomada por um sentimento indescritível de serenidade. Era uma sensação de prazer, de bem-estar que não tem explicação. Tudo era claro, muito claro. Vi uma luz muito forte bem ao fundo, que me acompanhava cada vez mais de perto. Não tinha a forma de um corpo humano. É a luz mais brilhante que poderia existir e, ainda assim, não ofuscava minha visão. Era uma luz acolhedora. Era a paz absoluta. A experiência é impossível de ser reproduzida com fidelidade em palavras. Era Deus. Eu sei que era Deus. Eu vi Sua luz.
Eu estava diante de Deus, despida, humilhada, aguardando o julgamento do destino da minha alma. Isso era claro para mim o tempo inteiro. E, de repente, como se eu resgatasse toda a memória, comecei a ver uma retrospectiva acelerada da minha vida. Flashes de cenas rápidas como na exibição de um filme.
Comecei a visitar momentos do meu passado. Infância perdida, juventude rebelde, mulher sem princípios e valores. Tudo passou diante dos meus olhos. Dinheiro, imóveis, carros, beleza, luxúria, fama e as atrocidades cometidas em nome de tudo isso. O que eu havia conquistado na vida estava ali, sem valor algum, reduzido a nada. Restava apenas a minha alma.
Não merecia estar com Deus, só a condenação por toda a eternidade. Não havia solução para mim, sabia disso. Minha história de vida era tão suja que não conseguia mais olhar para Deus. Eu não tinha coragem de erguer meus olhos para Ele. Meu rosto estava cabisbaixo de tanta vergonha e humilhação. Minhas mãos estavam juntas, colocadas na altura do coração. Minha culpa era enorme.
Pensei no meu filho e supliquei uma segunda chance. Eu precisava de uma segunda chance. Uma oportunidade para consertar o que fiz e o que fui.
_Perdão, meu Deus! Perdão, meu Pai! Meu filho precisa de mim. Vou fazer tudo diferente, se eu tiver uma segunda chance. Perdão! Perdão! Perdão, meu Deus! Perdão! Perdão!
A luz desapareceu no momento seguinte. A cena registrada na minha mente seguia, na minha terrível tentativa de respirar. Eu me percebia entubada, me empenhando para puxar o ar com a ajuda dos aparelhos respiradores. A sensação era de sofrimento, de uma tortura física que não passava. Eu permanecia em coma profundo de volta à Terra.
Minha mãe passava horas seguidas com o olhar firme em mim. É como esperar respostas de uma estátua de cera. Mas eu estava ali, viva, com o coração pulsando, o sangue quente, os olhos fechados. Para mim, era um vazio absoluto que só era interrompido pelas minhas experiências além desta vida.
Certa noite tive outro momento de pânico: Vi espécies de anjos da morte se aproximando, parecendo buscar meu corpo. Vultos negros que rodeavam o leito do hospital. Meu quarto estava cercado deles. A cena se passou de forma nítida. Eram espíritos ruins, porque sentia pulsar uma sensação de angústia, uma agonia que se multiplicava conforme essas imagens tenebrosas rondavam meu corpo. Era a morte, na minha visão.
Gritei, desesperada, pedindo socorro para minha mãe. Comecei a me debater na cama.
_Mãe, eles vieram me levar! Mãe, eles vieram me levar! Me ajuda, mãe! Deus! Deus, me salva!
_A Andressa, completamente inconsciente, mexia a cabeça com agitação. Fiquei assustada. Parecia mesmo pedir socorro – recorda minha mãe.
Um desses vultos tinha uma cor preta mais intensa, parecia o mais forte deles. Ele veio de longe, aproximando-se aos poucos. Novamente, eu me vi saindo do corpo.
_Mãe, mãe, mãe! Ele vai me levar, mãe! A morte vai me levar! Mãe!
Passei a ouvir gritos de diferentes tons de voz e volume e sofri uma terrível sensação de medo.
Foi quando os pastores da Igreja passaram a fazer as primeiras visitas na UTI a pedido do meu primo que é membro da igreja.
Os momentos de coma me fizeram enxergar um mundo espiritual até então desconhecido. Afinal, o que existe depois que a vida acaba? Para mim, a morte sempre significou o fim de tudo. Minha mente nunca aceitou a possibilidade de eternidade com ou sem Deus. Mas a jornada fora do meu corpo me provou que a nossa alma é eterna e cada um, aqui e agora, decide o destino dela. Não tenho dúvida sobre isso.
Eu afirmo: há sim, vida após a morte.
Andressa Urach
ão precisa mais chorar, Raju. O elefante indiano cujas lágrimasconquistou os corações de milhões de pessoas ao redor do mundo está finalmente livre de seu dono-torturador. Mantido em correntes e sofrendo maus-tratos por mais de 50 anos, o animal ganhou a batalha legal contra seus antigos proprietários que tentaram tê-lo de volta após a sua libertação, alegando haver a sua “legítima propriedade”.
Entenda o caso:
O majestoso animal era “forçado a pedir moedas” para transeuntes e turistas, sobrevivendo apenas comendo plástico e papel. Nem carinho nem comida foram dados para o elefante durante anos e mais anos, o que levou uma equipe formada por veterinários, especialistas em vida selvagem e policiais, em julho, a libertarem Raju do sofrimento.
Quando Raju foi libertado das correntes, escorriam pus de suas feridas, o animal havia abscessos enormes em suas patas, tinha feridas por todo o corpo e estava morrendo de fome. O ex-proprietário do animal costumava também arrancar seus pelos para vendê-los como amuleto da sorte.
O elefante foi transferido para um novo lar, um belo retiro onde podia andar livre, comer bem, receber tratamento médico, mergulhar em uma piscina e socializar com outros elefantes – todas as coisas que lhe foram negadas durante a maior parte de sua vida.
Mas seus proprietários decidiram recorrer à justiça pela sua posse. Os advogados da Wildlife SOS argumentaram que um elefante não pode ser de propriedade de uma pessoa sob a lei indiana, pois são todos de propriedade do governo. Eles argumentaram com sucesso, que somente um certificado de posse poderia provar a propriedade sobre o animal, e os antigos proprietários não possuíam certificado. Sendo assim, o caso foi encerrado.
Os benefícios diretos que os produtos produzidos pelas abelhas representam para a vida e para a saúde humana são secretos para qualquer pessoa.
Mas a realidade é que não devemos parar de pensar nos benefícios que traz à nossa saúde, mas de valorizar sua função mais extensa na cadeia natural que é a polinização, sem a qual a vida no planeta seria definitivamente impossível. A abelha é o único inseto que fornece alimento para os seres humanos. Abelhas e biodiversidade
A biodiversidade é o processo de interação entre os seres vivos e o planeta, a relação entre eles e, é claro, a resposta biológica do ambiente às espécies.
Nesse processo a abelha tem uma função vital, pois a agricultura mundial depende de 70% desses insetos, mais claramente 70 de cada 100 produtos que usamos para alimentar dependem exclusivamente das abelhas.
O equilíbrio é auto-explicativo: Sem plantas de polinização não poderiam se reproduzir e sem plantas a fauna também desapareceria e consequentemente, os humanos. Teorias que explicam seu desaparecimento
Uma das hipóteses que explica o desaparecimento maciço das abelhas é a telefonia móvel. Esta conclusão definitiva foi afirmada pelo Instituto Federal de Tecnologia da Suíça após provar que as ondas emitidas durante uma conversa são capazes de desorientá-las até a morte, perdendo seu senso de direção e, assim, sua dinâmica de vida.
Por mais de 83 experiências, o investigador e biólogo Daniel Favre mostraram inequivocamente que a presença de um abelhas de comunicação celular produzir um ruído de dez vezes mais elevados do que o normal e deste comportamento é o utilizado para avisar o grupo incitou a abandonar a colmeia causando o Fenômeno CCD ou “problema colapso das colônias”.
O outro, claro, é o uso de pesticidas na pulverização de culturas. Esses produtos contêm substâncias químicas que agem como as neutoxinas e aderem aos insetos, coletando as flores.
Posteriormente transportado colméias onde eles contaminam o resto dos produtos processados em comum como a cera, própolis e vários méis com consequências fatais que afetam outras favo de mel, incluindo colmeia de abelhas rainha sem o qual desaparece infalivelmente.
Além disso, quando essas migrações massivas ocorrem, os jovens ou as larvas são abandonados e, logicamente, eles também desaparecem. Soluções
É muito difícil para a comunidade científica propor soluções que possam ser executadas. infra-estrutura tecnológica e a mentalidade atual tornaria muito difícil para as pessoas a renunciar a viver sem o uso de telecomunicações ou rádio torres e abandonar o uso de sprays, mesmo internamente, assim que uma reação tardia é temido.
A organização internacional Greenpeace propõe as seguintes medidas urgentes a priori:
-Pesquisa e monitoramento da saúde das abelhas. Proibir imediatamente o uso de pesticidas tóxicos.
-Promover alternativas agrícolas naturais.
-Crie um sistema de áreas protegidas livres de telecomunicações.
O Dr. David Susuki tem razão ao declarar: “As notícias diárias documentam a menor queda ou aumento no mercado de ações ou no setor de leilões, mas ignoramos deliberadamente o equilíbrio dos serviços prestados pela natureza, como a absorção de dióxido.
liberação de carbono e oxigênio, proteção contra erosão e polinização de frutos e sementes e sem polinização, todos os sistemas econômicos entrariam em colapso.
Um mundo sem abelhas seria um mundo sem pessoas “
Dentro de dois anos, é possível que um simples exame de sangue possa identificar quaisquer tipos de tumores cancerígenos até dez anos antes que eles se manifestem no organismo. O exame é chamado entre seus desenvolvedores de “biópsia líquida” e é capaz de fazer uma extensa análise do DNA encontrado no sangue, de forma a prever qualquer sinal de eventuais tumores.
O procedimento está ainda sendo desenvolvido pelo Centro de Combate ao Câncer Memorial Sloan Kettering, nos Estados Unidos, de acordo com informações do jornal britânico Daily Mail. Até aqui as pesquisas já realizaram o teste para diagnosticar 161 pacientes de câncer nos pulmões, próstata ou mama.
Exame para detectar câncer precocemente
Os resultados apontam acerto em 90% dos exames. No caso de tumores difíceis de identificar, como o de pâncreas, o aproveitamento é mais baixo, de 55%, mas ainda assim bastante proveitoso, uma vez que este tipo de câncer geralmente é percebido somente em estágios avançados.
SCIENCEPICS/SHUTTERSTOCK
A “biópsia líquida” deve ser capaz de identificar qualquer tipo de tumor em qualquer órgão do corpo. No sistema, ocorre um processo complexo de análise de DNA que procura sinais que sejam relacionados ao aparecimento de tumores.
Se o desenvolvimento do projeto der certo, os pesquisadores preveem que seja aplicado como um exame de rotina, como os feitos para detectar colesterol alto ou elevada pressão arterial.
Os pesquisadores estimam que após a popularização deste exame, o número de mortes causadas pelo câncer possa cair até 50%. A empresa Grail, apoiada por multibilionários como Bill Gates, da Microsoft, e Jeff Bezos, da Amazon, tem como objetivo realizar os primeiros testes de mercado já em 2019.