PF encontra planilhas de bicheiro com mais de R$ 10 milhões associados a políticos do RJ, Veja quem são

 

 

 

Documentos apreendidos pela Polícia Federal com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontam supostos pagamentos que ultrapassam R$ 10 milhões associados a cinco políticos e aliados da família Bolsonaro no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) pelo ICL Notícias, com base em documentos que integram investigações sobre a atuação do crime organizado na política fluminense.

As planilhas foram encontradas em novembro de 2022, durante uma fase da Operação Smoke Free, que investigava o comércio ilegal de cigarros no estado. O material voltou a ser analisado pela Polícia Federal em 2026, dentro da Operação Unha e Carne, que apura possíveis relações entre organizações criminosas e agentes públicos.

Segundo a reportagem, os documentos relacionam 61 pessoas, sendo a maioria políticos e partidos. Em determinados casos, os registros utilizam codinomes, o que levou os investigadores a buscar a identificação dos possíveis destinatários.

Entre os nomes relacionados estão o ex-governador Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões; Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, com R$ 5,43 milhões; o deputado federal Hélio Lopes (PL), com R$ 323,2 mil; o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil; e Gutemberg Fonseca (PL), ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal, com R$ 727,9 mil. A soma dos cinco registros chega a aproximadamente R$ 10,2 milhões.

No caso de Bacellar, o nome aparece associado ao codinome “Barba” nas planilhas. A identificação é atribuída aos investigadores, enquanto a defesa do político nega que ele tenha utilizado esse apelido ou recebido dinheiro de Adilsinho.

Os registros, porém, não significam automaticamente que os valores tenham sido efetivamente pagos. Segundo informações divulgadas sobre o material, a própria investigação considera necessário cruzar as anotações com dados bancários, fiscais, eleitorais e prestações de contas para verificar a origem e o destino das quantias.

Também foram apresentadas negativas por parte de alguns citados. Gutemberg Fonseca declarou que não conhece Adilsinho e que nunca recebeu recursos dele. Hélio Lopes afirmou não reconhecer os valores e disse que suas contas eleitorais foram declaradas e aprovadas. A defesa de Adilsinho também nega pagamentos a agentes públicos e questiona a origem dos documentos.

O caso permanece sob investigação e os registros deverão ser confrontados com outras evidências antes de qualquer conclusão definitiva sobre eventuais pagamentos, responsabilidades ou irregularidades.

Auditoria aponta relações empresariais entre Douglas Ruas e grupo de Altineu Côrtes; caso chega à PGR

 

Auditorias realizadas pelo Governo do Rio de Janeiro identificaram relações empresariais entre empresas ligadas ao deputado estadual Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado, e negócios associados à família do deputado federal Altineu Côrtes (PL), presidente estadual do partido. O levantamento analisou contratos firmados durante o período em que Ruas comandou a Secretaria Estadual das Cidades, entre setembro de 2023 e março de 2026.

Segundo os relatórios da Controladoria-Geral do Estado (CGE), os auditores identificaram o que classificaram como um “circuito de relações interligadas” entre os grupos empresariais. O material foi encaminhado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro à Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão do foro do deputado federal, para avaliação de eventuais medidas nas áreas cível e criminal.

Um dos pontos analisados envolve a Mineração Santa Edwiges, que possui entre seus sócios Altineu Côrtes Paesler Coutinho, filho do deputado. A empresa forneceu massa asfáltica utilizada em contratos da Secretaria das Cidades. Parte do material foi empregada em pelo menos cinco etapas de obras realizadas em São Gonçalo, município administrado pelo prefeito Capitão Nelson, pai de Douglas Ruas. Os serviços mencionados no relatório somaram R$ 4,9 milhões.

A auditoria também apontou relações entre a Saur Construção, Terraplanagem e Locação, empresa da qual Douglas Ruas possui 90% do capital, e a Normandia Empreendimentos e Participações, ligada à família Côrtes. Segundo os documentos, as empresas realizaram operações envolvendo ativos imobiliários e direitos creditórios, principalmente a partir de 2023.

Outro dado destacado é o resultado financeiro da Saur. Até novembro de 2025, a empresa havia acumulado R$ 19,6 milhões em lucro líquido, dos quais R$ 15,9 milhões foram destinados a Ruas como dividendos.

O relatório também questionou um contrato inicialmente firmado por R$ 99,7 milhões. Conforme os auditores, 17 dias após o início das obras foi formalizado um aditivo de R$ 45,3 milhões, elevando o valor para R$ 144,9 milhões, aumento de aproximadamente 45,4%.

Douglas Ruas nega irregularidades e sustenta que os contratos seguiram a legislação. Altineu Côrtes também nega qualquer ato ilícito e afirma que as empresas mencionadas não tiveram vinculação com o poder público. A PGR deverá avaliar os elementos encaminhados pelos órgãos de controle antes de decidir sobre eventuais providências.

DESCANSE EM PAZ!! NA ZONA OESTE DO RIO HORROR DENTRO DE CASA!!CRIANÇA DE 3 ANOS MORRE APÓS ATAQUE DE PITBULL EM COSMOS

Uma tragédia envolvendo uma criança de apenas 3 anos causou comoção em Cosmos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Lorena Valentina de Oliveira Silva morreu após ser atacada por um pitbull dentro da casa onde vivia com a avó. O caso aconteceu na quinta-feira (17) e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo as informações divulgadas, a menina chegou a ser socorrida depois do ataque e foi encaminhada ao Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande. Apesar do atendimento médico, Lorena não resistiu aos ferimentos provocados pelo animal.

O pitbull fazia parte do convívio familiar e pertencia ao companheiro da avó da criança. De acordo com o relato inicial, o ataque ocorreu dentro da própria residência. As circunstâncias exatas que levaram o cachorro a avançar contra a menina ainda devem ser esclarecidas durante a investigação.

Após o ataque, o animal também acabou ferido. O cão foi levado para atendimento em um hospital veterinário localizado em Sepetiba, também na Zona Oeste do Rio, onde permanece internado recebendo cuidados.

A Polícia Civil informou que o tutor do pitbull foi preso. Conforme as informações apresentadas, ele deverá responder por homicídio culposo, classificação aplicada quando não existe intenção de matar. As autoridades agora buscam esclarecer se houve falha na guarda do animal, falta de cuidados preventivos ou alguma outra circunstância que possa ter contribuído para a tragédia.

A morte de Lorena provocou forte repercussão entre moradores e nas redes sociais. O caso reacendeu discussões sobre segurança no convívio entre cães de grande porte e crianças pequenas, principalmente dentro de ambientes domésticos. Especialistas em comportamento animal costumam reforçar que crianças nunca devem permanecer sozinhas com cães, independentemente da raça, do tamanho ou do histórico de convivência do animal.

Também é recomendado que tutores observem sinais de estresse, medo, irritação ou comportamento territorial, além de manter acompanhamento veterinário e treinamento adequado quando necessário. Barreiras físicas, supervisão constante e cuidados durante brincadeiras podem reduzir riscos de acidentes.

O episódio em Cosmos terminou de forma devastadora para a família da menina. Enquanto a investigação policial avança, parentes e pessoas próximas enfrentam a perda repentina de uma criança de apenas 3 anos.

A apuração deverá determinar em detalhes como o ataque aconteceu, quem estava no imóvel naquele momento e quais eram as condições de segurança adotadas em relação ao pitbull. O caso também poderá reunir depoimentos, laudos e outras informações para definir eventuais responsabilidades.

Lorena Valentina chegou ao hospital com vida, mas os ferimentos eram graves. A confirmação de sua morte transformou o episódio em uma tragédia que chama atenção para os cuidados necessários na convivência entre animais e crianças e deixa a comunidade da Zona Oeste em luto.

A ocorrência reforça ainda a importância de responsáveis adotarem medidas de prevenção dentro de casa, especialmente quando há crianças muito pequenas. A investigação seguirá tentando reconstruir os momentos anteriores ao ataque e verificar se havia alguma situação de risco conhecida. Novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis competentes.

Reconhecimento marca homenagem ao subprefeito Bruno Scooby por atuação na Zona Oeste do Rio

 

O subprefeito Bruno Scooby foi homenageado nesta sexta-feira com a Medalha de Mérito da Ordem de Cavalheiros Honorários do Regimento de Polícia Montada (RPMon). A honraria representa um reconhecimento à sua atuação no serviço público e à contribuição para ações voltadas ao desenvolvimento e à melhoria da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

À frente da Subprefeitura da Zona Oeste 2, Bruno Scooby vem acompanhando demandas apresentadas por moradores e lideranças comunitárias, buscando aproximar a administração pública das necessidades enfrentadas diariamente pela população. Entre as áreas de atuação estão ações de conservação, ordenamento urbano, infraestrutura e outras iniciativas relacionadas à melhoria dos bairros da região.

A homenagem recebida pelo subprefeito destaca justamente essa atuação junto à população. A Medalha de Mérito da Ordem de Cavalheiros Honorários do RPMon é apresentada como uma forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e pelo compromisso demonstrado no exercício da função pública.

A Zona Oeste reúne uma grande diversidade de bairros e comunidades, com diferentes necessidades relacionadas à manutenção de vias, iluminação, limpeza urbana, infraestrutura, mobilidade, organização dos espaços públicos e prestação de serviços. Nesse cenário, a atuação das subprefeituras tem como uma de suas funções acompanhar essas demandas e encaminhá-las aos órgãos responsáveis.

Segundo a mensagem que acompanhou a homenagem, Bruno Scooby tem procurado manter uma presença próxima nos bairros, ouvindo reivindicações e acompanhando ações realizadas na região. A proposta é estabelecer um diálogo mais direto entre o poder público e os moradores, permitindo que problemas identificados nas comunidades sejam levados às estruturas responsáveis pela execução dos serviços.

O reconhecimento também ocorre em um momento em que a atuação regional das subprefeituras ganha destaque pela necessidade de acompanhar de perto as transformações urbanas e as demandas apresentadas pelos moradores. Para a população, a presença de representantes do poder público nos bairros pode facilitar a identificação de problemas e o encaminhamento das solicitações.

A entrega da medalha simboliza, portanto, uma distinção relacionada ao trabalho desenvolvido por Bruno Scooby à frente da Subprefeitura da Zona Oeste 2. A homenagem ressalta valores como dedicação ao serviço público, presença territorial, diálogo e compromisso com a região.

Ao receber a honraria, o subprefeito passa a ter seu trabalho reconhecido por uma instituição ligada à Polícia Militar, em uma cerimônia que destacou sua contribuição para a comunidade e para a administração pública.

A homenagem foi recebida como um momento de valorização do trabalho realizado em benefício dos moradores da Zona Oeste. A expectativa é que Bruno Scooby continue acompanhando as demandas dos bairros e buscando soluções em parceria com os diferentes setores da administração municipal.

O reconhecimento reforça a importância de agentes públicos que atuam diretamente nos territórios e mantêm contato com as necessidades da população. Para os apoiadores da homenagem, a medalha representa o resultado de uma trajetória marcada pela presença nos bairros, pelo diálogo e pelo compromisso com a Zona Oeste.

( Imagens Fortes) Homem suspeito de roubo morre após ser espancado por populares no Rio

Um homem morreu após ser espancado na noite desta quarta-feira, em Cavalcanti, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a vítima caída e, segundo um áudio compartilhado junto ao conteúdo, o homem teria sido surpreendido por populares após supostamente cometer um roubo na região.

De acordo com o relato que acompanha as imagens, o suspeito teria sido cercado e agredido por pessoas que estavam no local. As agressões teriam sido intensas e, posteriormente, o homem não resistiu aos ferimentos. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a dinâmica do episódio nem sobre a participação da vítima em qualquer crime.

A identidade do homem também não havia sido divulgada oficialmente até a publicação desta matéria. As circunstâncias exatas da morte deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Casos em que pessoas suspeitas de cometer crimes são agredidas por populares levantam questões sobre os limites da reação diante de uma ocorrência. A confirmação de que alguém praticou ou não determinado delito depende de investigação e dos procedimentos previstos pela Justiça. Uma acusação feita no momento de uma ocorrência, especialmente quando baseada apenas em relatos ou áudios compartilhados nas redes sociais, não é suficiente para estabelecer a responsabilidade de uma pessoa.

No caso registrado em Cavalcanti, ainda não está esclarecido o que teria provocado as agressões, quantas pessoas participaram, se houve algum confronto anterior e quais foram exatamente as lesões sofridas pela vítima.

Também não há, até o momento, informações oficiais detalhando se equipes policiais foram acionadas antes ou depois das agressões, nem se algum suspeito de participar do espancamento foi identificado ou detido.

As imagens que circulam pela internet podem ajudar na apuração, mas precisam ser analisadas pelas autoridades para determinar quando e onde foram feitas, além de confirmar se correspondem ao episódio ocorrido nesta quarta-feira.

A investigação deverá buscar testemunhas, imagens de câmeras de segurança e outros elementos capazes de reconstruir a sequência dos acontecimentos. A perícia também poderá contribuir para esclarecer a causa da morte e a extensão das lesões.

Enquanto não houver confirmação das autoridades, permanece sem comprovação a informação de que o homem realmente havia cometido um roubo antes de ser agredido. Da mesma forma, eventuais responsabilidades pelas agressões ainda dependem da identificação dos envolvidos e da apuração policial.

O caso chama atenção para a violência registrada na região e para a necessidade de esclarecer, com base em evidências, o que aconteceu antes da morte. Novas informações poderão surgir com o avanço das investigações e a identificação da vítima e das pessoas envolvidas no episódio.

URGENTE: MP-TCU pede suspensão de aumento de 15% do Bolsa Família e questiona impacto no orçamento

 

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) pediu a suspensão cautelar do reajuste de aproximadamente 15% no valor do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). A medida foi questionada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que apontou possíveis problemas relacionados à previsão orçamentária, à adequação financeira e à estimativa do impacto provocado pelo aumento das despesas.

O reajuste foi estabelecido por decreto e prevê que o benefício mínimo do Bolsa Família passe de R$ 600 para R$ 691. Segundo o governo federal, a correção corresponde à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde março de 2023, chegando a aproximadamente 15,04%. Os novos valores devem produzir efeitos financeiros a partir de outubro.

Na representação apresentada ao TCU, o Ministério Público de Contas levantou questionamentos sobre a existência de recursos suficientes para sustentar o aumento e sobre os procedimentos utilizados para demonstrar o impacto financeiro da medida. Por isso, o órgão pediu que o Tribunal adote uma decisão cautelar para interromper os efeitos do decreto enquanto os questionamentos são analisados.

O pedido, entretanto, não significa que o reajuste tenha sido suspenso. A decisão cabe ao Tribunal de Contas da União, que ainda precisa avaliar os argumentos apresentados pelo Ministério Público de Contas e as justificativas do governo.

O Executivo sustenta que o aumento pode ser realizado dentro do espaço orçamentário disponível. De acordo com integrantes da equipe econômica, não seria necessário ampliar o limite global de despesas, já que recursos de outras áreas que apresentaram economia ou sobras poderiam ser remanejados para financiar o reajuste.

A estimativa apresentada pelo governo aponta impacto de aproximadamente R$ 5,8 bilhões nas despesas de 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. A discussão sobre a forma de acomodar esses valores no orçamento está no centro dos questionamentos apresentados ao TCU.

Outro aspecto que chamou atenção foi o calendário. O decreto que determinou o reajuste foi assinado em 17 de setembro, exatamente 17 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A proximidade entre o anúncio e o período eleitoral passou a integrar o contexto político da medida, embora o pedido do MP-TCU esteja concentrado principalmente em questões relacionadas ao orçamento e ao impacto financeiro.

Assim, o cenário ainda está em aberto. O reajuste foi oficialmente anunciado e tem previsão para começar em outubro, mas o pedido do MP-TCU pode levar o TCU a analisar a legalidade e a adequação orçamentária da medida antes de sua implementação.

Flamengo e gigantes do futebol reagem a possível veto às bets e alertam para “fim do futebol brasileiro”

O Flamengo se juntou a outros grandes clubes do futebol brasileiro em um manifesto contrário a possíveis mudanças nas regras do mercado de apostas esportivas e dos jogos on-line no país. O documento, divulgado nesta quinta-feira (17), chama atenção para os possíveis impactos de uma eventual proibição dos cassinos on-line e alerta que uma alteração considerada abrupta poderia comprometer receitas importantes para o futebol brasileiro.

O manifesto recebeu o título de “O fim do futebol brasileiro” e reúne argumentos de clubes que dependem, em diferentes níveis, de receitas provenientes de patrocínios e acordos comerciais com empresas do setor de apostas. Além do Flamengo, outras equipes tradicionais aderiram à manifestação, entre elas Vasco, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Santos e Cruzeiro.

De acordo com os clubes, uma mudança radical na regulamentação poderia provocar uma redução dos investimentos direcionados ao futebol. O impacto, segundo o documento, não ficaria restrito às principais equipes da Série A. Clubes de menor porte, equipes das divisões de acesso, categorias de base e o futebol feminino também poderiam ser afetados pela diminuição de recursos.

Outro ponto levantado pelas instituições é o possível crescimento de plataformas clandestinas. Os clubes argumentam que, caso o mercado regulado seja severamente restringido, parte dos apostadores poderia migrar para sites ilegais, que não estariam submetidos às mesmas regras de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor previstas no sistema oficial.

A manifestação ocorre em meio às discussões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre novas medidas para o setor. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira, o governo avalia uma Medida Provisória que poderia proibir os chamados jogos de cassino on-line.

É importante destacar, entretanto, que a discussão não significa que todas as apostas esportivas tenham sido proibidas no Brasil. O mercado de apostas de quota fixa permanece regulamentado e, desde janeiro de 2025, somente empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda podem operar nacionalmente dentro das regras estabelecidas.

A reação dos clubes ocorre justamente diante da possibilidade de novas restrições ao segmento. Para as instituições que assinaram o manifesto, o debate precisa considerar os efeitos econômicos sobre toda a cadeia do futebol, incluindo patrocínios, empregos, formação de atletas e investimentos em competições.

O episódio amplia a discussão sobre os limites da regulamentação das apostas no Brasil. De um lado, o governo avalia medidas para aumentar o controle sobre atividades consideradas de maior risco, especialmente os jogos de cassino on-line. De outro, clubes e entidades esportivas defendem a manutenção de um mercado regulado e alertam para possíveis consequências econômicas de uma proibição.

Até o momento, portanto, não existe uma decisão que determine o fim das apostas esportivas no país. O que existe é uma discussão sobre novas restrições e uma reação pública de clubes que temem perder parte das receitas atualmente vinculadas ao setor.

Decisão de ministra do TSE proíbe uso de imagem de Bolsonaro como apoio eleitoral

 

Uma decisão liminar da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão do uso da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em materiais de campanha quando a utilização transmitir ao eleitorado a ideia de apoio político-eleitoral ou pedido de votos para determinado candidato. A medida foi tomada em 16 de setembro e envolve a campanha do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), candidato à reeleição.

O caso envolve santinhos e wind banners utilizados pela campanha de Bove. Segundo informações apresentadas na ação, foram confeccionados aproximadamente 50 mil santinhos nos quais Bolsonaro aparecia em posição de destaque ao lado da fotografia, do nome e do número eleitoral do candidato.

Ao analisar o caso, Estela Aranha considerou que a forma como a fotografia foi utilizada poderia levar o eleitor a interpretar que Bolsonaro estaria manifestando apoio à candidatura. A ministra também levou em consideração uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu manifestações político-eleitorais de Bolsonaro durante o período eleitoral, inclusive quando realizadas por terceiros.

A decisão do TSE, entretanto, não significa que toda e qualquer fotografia de Bolsonaro esteja proibida em materiais eleitorais. A restrição determinada pela liminar está relacionada ao contexto em que a imagem é utilizada, especialmente quando a peça de propaganda apresenta o ex-presidente de maneira que possa indicar apoio atual a uma candidatura específica. Fotografias históricas de sua trajetória política não são atingidas de forma genérica pela medida.

O processo chegou ao TSE depois de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que havia permitido a utilização do material pela campanha de Lucas Bove. O tribunal paulista havia entendido que a decisão do STF direcionada a Bolsonaro não poderia ser automaticamente aplicada a terceiros que utilizassem sua imagem em propaganda eleitoral.

Estela Aranha adotou entendimento diferente e considerou, em análise preliminar, que a utilização da imagem de Bolsonaro ao lado do nome, fotografia e número de urna de um candidato poderia representar uma manifestação de apoio político-eleitoral divulgada por terceiros.

A liminar permanece válida enquanto o recurso não for analisado. O plenário do TSE deve examinar o caso e poderá estabelecer um entendimento sobre situações semelhantes nas eleições de 2026. A discussão ganhou importância porque materiais de campanha com imagens de lideranças políticas são frequentemente utilizados por candidatos para demonstrar alianças e apoios.

A ministra Estela Aranha ocupa uma cadeira efetiva no TSE desde agosto de 2025, na classe dos advogados.

O julgamento poderá definir os limites para utilização da imagem de Bolsonaro em peças eleitorais durante a atual campanha.

 

 

LULA PROMETE CANETAS PARA EMAGRECER GRATUITAMENTE NO SUS; VEJA QUEM PODERÁ TER ACESSO E QUANDO

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17) que o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá oferecer gratuitamente medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” para o tratamento da obesidade. A declaração chamou atenção porque os medicamentos, que ganharam popularidade nos últimos anos, possuem custo elevado no mercado privado e são utilizados sob orientação médica.

Apesar do anúncio presidencial, a medida ainda está em processo de definição e não significa que as canetas já estejam disponíveis para retirada gratuita em unidades de saúde de todo o país. Ainda não há uma data nacional estabelecida para o início da distribuição, nem foram divulgados de forma definitiva todos os medicamentos que poderão ser oferecidos, os critérios para indicação e a estratégia de fornecimento.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o governo trabalha para que eventual disponibilização desses tratamentos ocorra de maneira responsável, considerando a necessidade de acompanhamento médico e os critérios relacionados ao quadro clínico dos pacientes. A pasta também avalia como os medicamentos poderão ser incorporados à rede pública.

Entre os tratamentos que despertam interesse estão medicamentos à base de semaglutida e outras substâncias utilizadas no controle da obesidade e do diabetes. Essas medicações podem reduzir o apetite e contribuir para a perda de peso, mas possuem indicações específicas e não devem ser utilizadas sem acompanhamento profissional.

O Ministério da Saúde também desenvolve iniciativas para avaliar a utilização desses medicamentos em pacientes com obesidade grave. Um dos projetos envolve aproximadamente 250 pessoas acompanhadas no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. O objetivo é reunir informações sobre resultados, segurança e acompanhamento dos pacientes, contribuindo para a definição de protocolos para a rede pública.

A obesidade é considerada uma doença crônica e está associada a diversos problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e outras complicações. Por isso, especialistas defendem que o tratamento seja individualizado e envolva acompanhamento contínuo, podendo incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em determinados casos, procedimentos cirúrgicos.

A declaração de Lula, portanto, representa uma sinalização do governo federal sobre a intenção de ampliar o acesso da população aos medicamentos contra a obesidade. Entretanto, a efetivação da medida depende de etapas técnicas, regulatórias e administrativas.

Na prática, pacientes que utilizam atualmente medicamentos desse tipo não devem presumir que passarão a recebê-los gratuitamente de forma imediata pelo SUS. Será necessário aguardar a definição dos protocolos, dos medicamentos selecionados, dos critérios de elegibilidade e da logística de distribuição.

Assim, a informação de que Lula anunciou canetas emagrecedoras gratuitas pelo SUS é verdadeira quanto à intenção anunciada pelo presidente, mas precisa ser interpretada com cautela. A oferta nacional ainda não começou e os detalhes sobre quem terá direito, quais medicamentos serão fornecidos e quando a distribuição começará ainda dependem de definição oficial.

 

Mãe morre cinco dias após dar à luz, e polícia investiga atendimento em hospital de Bangu

Uma mulher de 28 anos morreu cinco dias após dar à luz a terceira filha no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A morte de Jéssica Duarte Gonçalves é investigada pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do atendimento prestado à paciente antes e depois da alta hospitalar.

De acordo com familiares, Jéssica começou a apresentar fortes dores abdominais e inchaço após o parto. Mesmo diante dos sintomas, ela teria recebido alta médica cerca de 48 horas depois do nascimento da filha. Segundo o relato da família, porém, o quadro se agravou rapidamente.

Menos de duas horas após deixar o hospital, Jéssica precisou retornar à unidade de saúde. O marido da paciente afirma que, durante esse atendimento, ela recebeu medicamentos para controlar as dores, mas não teria sido submetida a exames de imagem naquele momento.

A família relata que, nos dias seguintes, o estado de saúde de Jéssica piorou. Ela teria apresentado um quadro de infecção e permaneceu sob cuidados médicos até morrer no último domingo (13), cinco dias depois do parto.

A morte provocou preocupação entre familiares, que questionam se os sintomas apresentados após o nascimento da criança poderiam ter sido identificados e investigados de forma mais detalhada antes da alta ou durante o retorno ao hospital.

Além da morte da mãe, a família enfrenta outra situação delicada. A recém-nascida permanece internada em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Segundo os familiares, a bebê também apresenta um quadro de infecção e segue recebendo atendimento médico.

As circunstâncias envolvendo a morte de Jéssica agora estão sob investigação da Polícia Civil. O objetivo é esclarecer a evolução do quadro clínico, os procedimentos adotados pela equipe médica e as condições que levaram à morte da paciente poucos dias após o parto.

A apuração deverá considerar os registros médicos, exames realizados, medicamentos administrados e demais informações relacionadas aos atendimentos recebidos por Jéssica. Eventuais responsabilidades somente poderão ser apontadas após a conclusão das investigações e das análises técnicas.

Casos de complicações após o parto podem exigir acompanhamento médico e avaliação cuidadosa diante de sintomas persistentes ou intensos. No entanto, somente a investigação poderá determinar a causa exata da morte de Jéssica e verificar se houve alguma falha ou irregularidade no atendimento hospitalar.

A família aguarda respostas sobre o que aconteceu nos cinco dias entre o nascimento da criança e a morte da mãe. Enquanto isso, os familiares também acompanham a situação da recém-nascida, que permanece internada em estado grave.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se os procedimentos adotados durante os atendimentos foram compatíveis com o quadro apresentado pela paciente.