A loja Mundo Verde Recreio Shopping está contratando para uma vaga de vendedor(a), preferencialmente com conhecimentos em suplementação para atletas. Para o cargo, o operador de loja necessita dos seguintes requisitos: – simpático – comunicativo – Boa aparência – entender de suplementos para atletas – ter hábitos saudáveis – segundo grau completo – saber trabalhar em equipe – sexo indiferente – disponibilidade para trabalhar em shopping o cargo requer disponibilidade para trabalhar 30h por semana no período tarde/noite. Os benefícios são Salário compatível com o piso da categoria, VT e, após período de experiência de 90 dias, remuneração variável de acordo com as metas pré estabelecidas. endereço Mundo Verde Recreio Shopping. interessados enviar currículo por email para recreioshopping@mundoverde.com.br
HOSPITAL SÃO LUCAS VAGAS PARA AUXILIAR DE COZINHA, COPEIRA HOSPITALAR, COZINHEIRO, TÉCNICO DE ENFERMAGEM – ESCALA 12×36 – DESEJÁVEL EXPERIÊNCIA – RIO DE JANEIRO
Rede Ímpar – Hospital São Lucas – Copacabana Fundado em 1937, é reconhecido como um dos hospitais mais tradicionais do Rio de Janeiro. O setor de Emergência é o maior e mais ágil da zona sul. Possui um completo e moderno centro cirúrgico, centro de robótica e hemodinâmica. Conta com 210 leitos, sendo 97 de UTI, realizando cerca de 6 mil cirurgias, 600 mil exames, 700 mil atendimentos anualmente. O hospital conta com mais de 1000 colaboradores diretos. Hospital São Lucas está com vagas de empregos abertas para: AGENTE DE ATENDIMENTO I – PLANTONISTA ANALISTA DE FATURAMENTO I ASSISTENTE ADMINISTRATIVO PCD – DIRETORIA, COZINHEIRO, AUXILIAR DE COZINHA, COPEIRA
AUXILIAR ADMINISTRATIVO PCD – AUDITORIA DE CONTAS MÉDICAS AUXILIAR ADMINISTRATIVO PCD – ENGENHARIA E MANUTENÇÃO ENFERMEIRO ENFERMEIRO JR – ESTERILIZAÇÃO ENFERMEIRO JR – SEMI INTENSIVA FISIOTERAPEUTA NUTRICIONISTA CLÍNICA I SUPERVISOR DE ENFERMAGEM tecnico de enfermagem ANALISTA DE MARKETING PL AUXILIAR ADMINISTRATIVO – PCD ENFERMEIRO DO TRABALHO MÉDICO DO TRABALHO ANALISTA DE SUPORTE. Os Interessados em trabalhar no Hospital São Lucas devem Candidatar-se aqui 
Projeto prevê que mulheres possam usar spray de pimenta e arma de choque
De acordo com a proposta, compete ao governo federal a emissão da autorização para o comércio do spray e das armas de eletrochoque aos estabelecimentos interessados.
“Os estabelecimentos responsáveis pela comercialização de spray de pimenta e de armas de incapacitação neuromuscular (armas de eletrochoque) deverão manter, pelo prazo mínimo de 60 (sessenta) meses, banco de dados com o registro cadastral das adquirentes, que será encaminhado à Polícia Civil do respectivo Estado federado”, propõe.
O parlamentar ainda diz, em seu projeto, que cabe ao governo federal regulamentar o tema. O PL dispõe sobre alterações no estatuto do desarmamento. “Tratando-se de armas de incapacitação neuromuscular (armas de eletrochoque), nos termos do art. 22-A, o registro concedido autoriza seu porte, sendo este exclusivo para mulheres, tendo sua regularidade comprovada mediante exibição do Certificado de Registro e Porte de Arma de Incapacitação Neuromuscular”.
“Não será cobrada qualquer taxa, dentre as referidas no art. 11, pela expedição e renovação de registro para arma de incapacitação neuromuscular (arma de eletrochoque)”, prevê.
Desarmamento
O projeto de Dudu da Fonte vem na esteira de alterações no Estatuto do Desarmamento. O presidente Jair Bolsonaro assinou no dia 15 de janeiro decreto que altera regras para facilitar a posse de armas de fogo, ou seja, a possibilidade de o cidadão guardar o equipamento em sua residência ou estabelecimento comercial.
Bolsonaro já afirmou que futuramente flexibilizará também o porte, isto é, a possibilidade de deslocamento da arma.
“Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu, como presidente, vou usar essa arma”, disse Bolsonaro, dirigindo-se para assinar o decreto. “Essa é uma medida para que o cidadão de bem possa ter sua paz dentro de casa.”
Entre as mudanças, foi ampliado o prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos, tanto para civis como para militares Também não será mais preciso comprovar a “necessidade efetiva” para a obtenção da posse: o interessado precisará apenas argumentar que mora em cidade violenta, em área rural ou que é agente de segurança.
Motorista quebra silêncio sobre morte de Boechat e comove a todos
O acidente aconteceu em São Paulo, na Rodovia Anhanguera, no começo da tarde, quando o helicóptero se chocou com o caminhão. Em reportagem concedida ao site G1, o motorista João Adroaldo Tomackeves, 52 anos, contou que assim que passou pela praça do pedágio do Rodoanel para Anhanguera, foi pego de surpresa com o helicóptero.
O acidente aconteceu em São Paulo, na Rodovia Anhanguera, no começo da tarde, quando o helicóptero se chocou com o caminhão. Em reportagem concedida ao site G1, o motorista contou que assim que passou pela praça do pedágio do Rodoanel para Anhanguera, foi pego de surpresa com o helicóptero.
João disse: “Foi simplesmente tu estar andando e do nada tu vê aquele estrondo e tu ficar sem visão, sem ficar sabendo o que aconteceu. Você fica analisando o que pode ter acontecido. Eu estava sozinho, daqui a pouco eu estou ali daquele jeito, todo arrebentado, preso, o caminhão parando. Só vi realmente depois que eu estava fora [do caminhão]”.
O motorista não teve tempo para reagir ao acidente e só foi ter noção do que estava acontecendo quando já havia acabado. Adroaldo só teve conhecimento da morte do jornalista Ricardo Boechat quando saiu do caminhão e lamentou profundamente a morte do comunicador. O motorista se revelou grande fã de Ricardo.
O socorro que recebeu da vendedora Liliane também foi destacado pelo motorista, que agradeceu imensamente a atitude da mulher, que fez de tudo para salvá-lo. João ainda contou que ela esteve no hospital para saber como ele havia ficado depois do ocorrido.
HOMEM É PRESO POR ESTUPRAR A ENTEADA EM BAIRRO NA ZONA OESTE!!
*SEPOL*/ *DGPC*
*30ªDP*
*CUMPRIMENTO. DE MANDADO DE PRISÃO PREVENTIVA*
》Art. 213, §1° do CP
》 *Estupro de Vulnerável*
*》Acusado:* Fabio Vianna Garcia
*》Residência:* Rua Antônio Maria, 155 – Marechal Hermes
*》 PF:* 047490/2004
*》Nome:* Andreia dos Santos do Espírito Santo.
*》Residência:* Rua Antônio Maria, 155 – Marechal Hermes.
*》 PF:* 011424/2019
*》Área de atuação:* Marechal Hermes.
*》RO* 030-00796/2019
*》RO* 030-00797/2019
🕵🏽 Na manhã desta quarta-feira, policiais da 30ªDP, coordenados pelo Delegado Alan Luxardo, prenderam Fabio Vianna Garcia e Andreia dos Santos do Espírito Santo em cumprimento a mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro de vulnerável.
📄As investigações que ensejaram na decretação da prisão dos acusados, constataram que Fábio estuprava há anos sua enteada, menor de idade, com anuência de Andréia, mãe da vítima e sua atual companheira.
📄O modus operandi era sempre o mesmo. Fábio dormia na sala e quando, supostamente, recebia uma entidade, chamada “Zé pelintra”, avisava à Andreia, que acordava sua filha e a conduzia até Fábio para que o mesmo pudesse estupra-la, acompanhado de perto por Andréia.
📃 Em posse dos referidos mandados, o GIC desta Distrital procedeu à comunidade da Palmeirinha, residência dos acusados, e obteve êxito em localizar e prender os referidos autores.
Light será multada pela Prefeitura em cerca de R$ 10 milhões por danos do temporal
Na manhã desta terça-feira, o prefeito Marcelo Crivella anunciou que o município vai multar a Light, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica na cidade, em um total próximo a R$ 10 milhões.
“Estamos estudando uma multa, no valor de R$ 10 milhões, à Light pelos danos e prejuízos às vias públicas e o impacto na população”, disse o prefeito.
Em nota, a Light declarou que não foi notificada sobre o assunto.
O Diário do Rio noticiou que muitos locais na cidade ainda estão sem energia elétrica.
Ivete manda caminhão com alimentos para Vidigal e emociona
Um vídeo comovente mostra a chegada caminhão cheio de mantimentos que a cantora Ivete Sangalo mandou para moradores do Vidigal, no Rio de Janeiro.
O Vidigal é uma das comunidades mais atingidas pelas chuvas nos últimos dias e segue em estado de alerta.
Nas imagens, gravadas pela atriz Roberta Rodrigues, a Doralice da novela “Segundo Sol”, os moradores da comunidade fazem fila para receber as caixas com cestas básicas. Eles passam os mantimentos de mão em mão enquanto cantam e dançam “Poeira”, em agradecimento a Ivete Sangalo (vídeo abaixo)
“Meus Deus do céu! Que coisa linda! Ai gente! Eu vou falar quem foi que mandou isso: Veveta, ser de luz, minha diva, olha aqui o que você está proporcionando! A gente tá emocionado aqui com tudo isso!”, diz Roberta Rodrigues no vídeo.
Em seguida aparece o ator Jonathan Azevedo, o Sabiá de “A Força do Querer” e agradece todo emocionado:
“Beijo Vevetaaaaa! Axé!”, diz na gravação
O Vídeo da atriz foi retuitado no perfil IveteSangaloNews e em menos de 12 horas teve 8 mil visualizações no Twitter.
História
A atriz Roberta Rodrigues, moradora do Vidigal, postou um vídeo na última sexta-feira (8) pedindo a ajuda de autoridades.
Ela diz que há risco de uma pedra rolar do alto do morro e atingir casas da comunidade, após o temporal que deixou a cidade em estágio de crise desde quarta-feira (6).
O deslizamento de terra no Vidigal, ainda na madrugada de quarta, acabou invadindo a Avenida Niemeyer. Um ônibus foi atingido pela terra e duas pessoas morreram.
Assista:
Vale sabia de riscos em Brumadinho e projetou até número de mortes
A Vale já sabia, desde outubro do ano passado, que a barragem I de Brumadinho e outras nove estruturas em Minas Gerais estavam enquadradas em uma categoria de atenção. Essa informação consta de um documento da própria empresa sobre a situação dos reservatórios que a Justiça tornou público ontem. Os dados foram obtidos pelo Ministério Público (MP) de Minas, que moveu ação contra a mineradora.
O MP-MG solicitou à Vale, no dia 31 de janeiro, seis dias após o rompimento da barragem de Brumadinho, informações do setor de gestão de risco geotécnico da empresa. De 57 barragens avaliadas, 10 estavam enquadradas na chamada Zona de Atenção (Alarp Zone). O MP diz que havia “severo risco de rompimento” das estruturas.
A metodologia é usada internacionalmente para medir o quão aceitáveis são os riscos de uma barragem. Estruturas enquadradas na Alarp Zone são aquelas em que o risco é tolerável apenas se a redução for impraticável ou se o custo for desproporcional à melhoria obtida. A barragem de Brumadinho, cujo rompimento deixou até ontem 165 mortos e 155 desaparecidos, estava enquadrada nessa categoria. A Vale informou que laudos de estabilidade não indicavam risco iminente em Brumadinho e a metodologia usa padrão mais rígido que a legislação nacional e internacional.
Segundo os documentos apresentados pela Vale ao órgão, além dessa, as barragens de Laranjeiras, em Barão de Cocais, as barragens IV e Menezes II, também em Brumadinho, a Capitão do Mato, Dique B e Taquaras, em Nova Lima, e as barragens Forquilha I, II e III, em Ouro Preto, estavam avaliadas na mesma categoria
“Todas elas são próximas a núcleos urbanos, havendo pessoas residentes/transitando na zona de autossalvamento”, indica o documento do MP. No caso da barragem de Brumadinho, dados da Vale atestam a possibilidade de erosão interna e liquefação, causa também apontada pela investigação da Polícia Federal (PF) como a principal hipótese para o desastre.
A liquefação ocorre quando o volume – ou a pressão da água na barragem – aumenta por algum motivo. O fenômeno foi responsável pela tragédia em Mariana, em 2015.
A possibilidade de problemas na barragem de Brumadinho, segundo a própria Vale, era de 0,02%. Em comparação com as demais na Alarp Zone, essa estrutura era a que a tinha o menor risco. Nas três barragens de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, o risco é de 0,1%, cinco vezes maior.
Potencial de mortes
O material traz ainda gráficos que mostram o “potencial de perda de vida” dessas barragens. Em um cenário sem alerta à população, o risco de atingidos aumenta em até dez vezes (de cem para mil vítimas). Em um cenário com alerta sonoro, o número de atingidos seria, de no máximo, dez atingidos.
Em Brumadinho, não houve acionamento das sirenes – segundo a Vale, elas foram engolidas pela lama. “Isso demonstra a absoluta necessidade da adoção de medidas imediatas (…) sob pena de eventos similares”, indica a Promotoria.
O documento embasou decisão judicial no início do mês, que determinou que não haja atividades que possam aumentar o risco nas outras nove barragens. A 22ª Vara Cível da Comarca de BH determinou que a Vale apresente relatório por auditoria independente sobre a estabilidade das estruturas e informe eventual elevação dos riscos de rompimento.
Também determinou multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento. A decisão levou a Vale a suspender a produção da mina de ferro de Brucutu, a maior do tipo, em Barão de Cocais, na região central. À época, a Vale informou que recorreria da decisão e disse que as barragens de Ouro Preto já não estavam operando. As demais estruturas, segundo a Vale, tinham o propósito exclusivo de contenção de sedimentos e não de disposição de rejeitos.
‘Quando ele limpa os ferimentos, a dor é insuportável’, diz tia de sobrevivente de desabamento em Barra de Guaratiba
Desde a última quarta-feira, a vida de Arthur da Paz, de 24 anos, mudou completamente. Após perder pai, mãe e irmão em um desmoronamento em Barra de Guaratiba, no temporal que devastou a cidade, ele hoje busca forças para se recuperar dos ferimentos e prosseguir em uma nova vida.
Arthur está internado no Hospital Lourenço Jorge, na Zona Oeste do Rio, recuperando-se de uma fissura da bacia e da perna. Desde a tragédia que dizimou tantas vidas, familiares se dividem entre solucionar pendências da casa interditada e em visitá-lo na enfermaria do hospital.
Amigos próximos fazem visitas frequentes, na tentativa de dar forças para que a dor seja amenizada. Uma vaquinha online foi organizada para ajudá-lo a reconstruir a vida. Além de perder os familiares, Arthur perdeu também a casa onde morava.
— No momento, não corre risco de ficar sequelas. Está sem febre, se alimentando, mexe o dedinho do pé, tem circulação das pernas, foi uma fissura na perna — diz Silvia, tia de Arthur e sobrevivente da tragédia de Guaratiba — Mas ainda tem muitos ferimentos, muita sujeira. Toda vez que faz esse processo (de limpeza dos ferimentos) é muito difícil, a dor é insuportável, parece uma cirurgia.
No quarto recuperando-se das fraturas, Arthur tem acompanhado as notícias e conversado com amigos também por meio do WhatsApp. Familiares demonstram preocupação em garantir recursos e doações na tentativa de dar a ele a chance de recomeçar a vida do zero, a fim de possibilitar acompanhamento médico e a reestruturação financeira e psicológica do jovem. Até a publicação da matéria, a vaquinha arrecadou R$ 18.525,00 dos R$ 250 mil previstos.
— Ele não trabalhava. O pai e a mãe dele sempre trabalharam, eles eram muito caseiros, não deixavam. É a criação dele. Vivia dentro de casa, ia a praia, ficava escutando música, jogando LOL (League of Legends, um jogo de computador) com os amigos. Era isso que ele fazia — relata Silvia.
O jovem possui o Ensino Médio completo, mas não chegou a ingressar em um curso técnico ou superior. Segundo a família, tem o dom de mexer em computadores. Nunca fez cursos, aprendeu sozinho. É pensando nessa habilidade que familiares buscam apoio para que ele possa realizar um curso no futuro:
— Eu sempre falei pro meu irmão pagar um curso (de manutenção de computadores) pra ele. Ele vai longe. É jovem, tem cabeça boa. Vamos pedir alguém para que possa financiar a dar um curso pra ele quando estiver tudo mais tranquilo.
Ainda sem expectativa de alta, a família conta com a colaboração da população e hoje busca ter a paz que carrega no sobrenome para recomeçar.
— Estou chorando por toda essa situação. Precisamos reunir forças — diz Silvia, consternada.
POLICIA INVESTIGA AÇÃO DE MILICIA EM HOSPITAL NA ZONA OESTE
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) instaurou um inquérito policial para apurar as denúncias de funcionários do Hospital Estadual Santa Maria, na Taquara, na Zona Oeste do Rio, de que milicianos estariam ocupando uma parte desativada do prédio da unidade, especializada em tratamento de tuberculose. Nesta segunda-feira, o EXTRA revelou que a Secretaria estadual de Saúde está transferindo pacientes do hospital e médicos afirmam que o motivo é o fechamento da unidade em função da violência.
O hospital, que foi construído em 1943 no alto de um morro, hoje é cercado por comunidades. Desde setembro do ano passado, a guerra entre milícia e tráfico pelo território se acirrou com a prisão do chefe do grupo paramilitar que controlava as comunidades da Teixeiras e Santa Maria. Os tiroteios frequentes levaram profissionais de saúde a pedirem demissão, agravando a falta de médicos na unidade.
— O prédio do hospital tem o formato de “H”. Uma das “pernas” do edifício está desativada e, nesse local, são vistas pessoas que não identificamos. Não sabemos o que fazem ali, se usam para guardam armas ou drogas. A polícia precisa investigar — diz um profissional que pediu demissão no ano passado.
A Secretaria estadual de Saúde não se manifestou sobre a insegurança na unidade, mas negou que parte do hospital esteja ocupada por milicianos. Nesta terça-feira, afirmou que ainda não há uma definição sobre o que será feito com o hospital após a transferência dos pacientes para o Instituto Estadual de Doenças do Tóraz Ary Parreiras (Ietap), em Niterói.
Nesta segunda-feira, a Secretaria estadual de Saúde informou apenas que tem programada, dentro de critérios técnicos, a transferência dos doentes do Santa Maria para o Ietap. Em nota, afirmou que “os dez pacientes serão transferidos para uma ala completamente reformada, com melhor qualidade de instalações, de acolhimento e de atendimento, já que tem serviço para cirurgia de tórax e broncoscopia”. O cronograma de transferência ainda está em fase de definição.
Médico que pediu demissão relata cotidiano de violência
Um dos médicos que deixou a unidade por causa da violência relata que, no mês passado, um paciente foi ferido no braço por estilhaços de uma vidraça quebrada por uma bala perdida.
— O relacionamento dos profissionais de saúde com a comunidade sempre foi tranquilo. Mas, desde setembro, quando a milícia local ficou acéfala, o tráfico do morro da comunidade dos Teixeiras entrou em guerra pelo controle da área. Os tiroteios são constantes entre tráfico, milícia e policiais — relata um médico, que não será identificado por questões de segurança.
Para chegar e ir embora do hospital, os funcionários cumprem normas de segurança e costumam vestir seus jalecos, para serem mais facilmente identificados.
— Nos últimos meses, médicos e enfermeiros estão se demitindo em massa. A violência piorou muito no local. Para chegarem e saírem do hospital, eles são obrigados a passar com a janela aberta do carro, pisca-alerta ligado e são cercados por bandidos armados. Tenho colegas que trabalham lá e relatam essa situação. Os tiroteios são constantes — conta a pneumologista Margareth Dalcolmo, que não trabalha no Santa Maria, mas coordena a inclusão de pacientes em um novo tratamento contra tuberculose extensivamente resistente no Santa Maria. — Como exigir que chefes de família trabalhem nessas condições?
Dalcolmo ressalta que o Santa Maria é o único hospital do SUS na cidade do Rio que pode internar casos de tuberculose multirresistente e extensivamente resistente.
— No Santa Maria, estamos internando pacientes que estão usando um novo fármaco, chamado bedaquilina, destinado a formas extensivamente resistentes de tuberculose que não respondem a tratamentos anteriores, a chamada tuberculose X-DR. São pacientes que precisam de internação prolongada para tratamento com esse fármaco. O que vai ser feito desses pacientes? Para onde vão? São pessoas portadoras de doença contagiosa, transmitida de pessoa a pessoa. Em alguns casos, formas altamente resistentes de tuberculose. Estão colocando em risco as pessoas — adverte a médica.
Rio de Janeiro é o estado com maior mortalidade por tuberculose
Presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio, Rogério Rufino tem recebido com preocupação os relatos de violência no entorno do hospital e a notícia do fechamento da unidade em função disso:
— Funcionários e acompanhantes de pacientes sofrem com os tiroteios constantes. O Santa Maria é um hospital estratégico dentro do município, que registrou 84,2 casos de tuberculose por cem mil habitantes em 2016. A média nacional é 35 por cem mil habitantes. Somos o estado com maior taxa de mortalidade pela doença.
O Rio de Janeiro é o segundo estado do país com maior incidência da doença — são cerca de 15 mil novos casos por ano.
O Hospital Estadual Santa Maria já vinha sofrendo nos últimos anos com a precarização de sua estrutura física e falta de profissionais de saúde. A unidade funcionava com apenas 73 leitos abertos, de acordo com o site da Secretaria estadual de Saúde.
— O hospital tem uma planta espetacular, mas está sucateado e cercado por favelas onde há muita violência. Faltam equipamentos, profissionais de saúde, e o número de leitos em funcionamento foi muito reduzido. Um estado com 15 mil novos casos de tuberculose a cada ano, sendo a maioria na capital e na Região Metropolitana, não ter um hospital de referência, com boas condições de atendimento, para internar pacientes é inadmissível. Assim como fechar um hospital por conta da violência urbana — afirma Dalcolmo.